A decisão estapafúrdia da diretoria do Clube Atlético Paranaense em barrar o trabalho do repórter Osmar Antônio, da rádio Banda B, deu no que deu: o profissional conseguiu na Justiça o direito sagrado do trabalho, por decisão da 20ª Vara Cível de Curitiba. Se o clube não cumprir a determinação, paga R$ 50 mil por cada infração. Bem feito!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Garotinho e Cesar Maia fazem aliança com Darth Vader
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| Presente na cerimônia, Nazaré se comprometeu a não sequestrar Garotinho |
LADO NEGRO - Reunidos num castelo macabro no alto de uma montanha durante uma tempestade, Garotinho e Cesar Maia deram uma gargalhada aterrorizante ao anunciar sua sinistra aliança para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro. "A eleição municipal é muito maior que os apetites individuais. Não podemos nos vampirizar", disse Garotinho enquanto acariciava um felino felpudo deitado em seu colo. Em seguida, Cesar Maia negou Conde por três vezes diante do espelho. "Vade retro, Satanás", dizia.
Assim que terminou de mexer no caldeirão uma poção com asas de morcego, corcova de camelo, xixi de carnavalesco e bigode de maranhense, Rosinha Garotinho entregou um vidrinho nas mãos de um fiscal do choque de ordem: "Salagadula mexegabula bibidi-bobidi-bu. Misture isso no mate com limão e teremos uma grande confusão", orientou, antes de sair pelos ares em sua vassoura na direção de seu curral eleitoral, em Varre-sai.
Garotinho e Cesar Maia anunciaram que Darth Vader, Keyser Soze, Hannibal, a Bruxa do 71, Rafinha Bastos, Gargamel e ACM Neto comporão a chapa. Apesar do physique du rôle ideal, Michel Temer, infelizmente, virou petista. "Antigos espíritos do mal, transformem essa forma decadente em Candidato!", ordenou um dos associados, celebrando a união alquímica Cesar-Garotinho.
Em Paris, Sérgio Cabral acordou com uma cabeça de cavalo no pé da sua cama.
Governo diz não pretender interferir no preço de iPhone nacional
Do G1, por Priscilla Mendes.
Apesar de ter concedido incentivos fiscais para que a empresa chinesa Foxconn produza iPhones e iPads no Brasil, o governo federal não pretende interferir no preço final desses produtos, segundo afirmou ao G1 o secretário de Políticas de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida.
O iPhone fabricado no Brasil é o modelo 4, anterior ao mais atual, o 4S, tem 8 GB de memória e é vendido na loja virtual da Apple no país por R$ 1,8 mil. Para efeito de comparação, o iPhone 4S, por meio de operadoras, é vendido por R$ 1,9 mil ou até menos, dependendo do plano escolhido pelo usuário.
Nos Estados Unidos, o mesmo modelo de iPhone fabricado no Brasil é vendido por US$ 100 (cerca de R$ 170), mas é necessário ter contrato com alguma operadora de telefonia móvel. O aparelho brasileiro é vendido desbloqueado, permitindo ao usuário usar um chip de qualquer operadora.
A Lei de Informática prevê redução de 15% para 3% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em aparelhos telefônicos e, para os tablets, além da diminuição do IPI, leva o PIS-Cofins de 9,25% para zero. A lei, porém - que atualmente beneficia a Foxconn - “não estabelece nenhuma determinação relativa ao preço que o fabricante vai comercializar o produto”, explica o secretário.
Um usuário do Twitter relatou ter comprado, neste mês de fevereiro, um iPhone 4 na loja virtual brasileira da Apple, e que na caixa do aparelho veio a inscrição "fabricado no Brasil", com dados da unidade da Foxconn em Jundiaí (SP).
Apesar de o aparelho ter sido produzido no Brasil, o jovem diz que pagou o mesmo valor daqueles fabricados na China.
“Ela [Foxconn] começou recentemente a produzir e provavelmente ainda não está se beneficiando 100% disso. À medida que for ampliando a produção, ela vai ter mais vantagens para reduzir o preço. E os fabricantes de outros smartphones vão competir com ela, o que deve levar a ajuste para menos”, disse Almeida.
O secretário do MCT esclarece que, pela Lei de Informática, “o governo não tem influência na determinação do preço”.
“O governo não pretende interferir. A gente espera que, com a escala de produção e a competição do mercado, os preços caiam. Isso deve levar à redução de preços”, afirmou.
Ainda de acordo com Almeida, a Foxconn já tem autorização e “já deve estar produzindo” iPhones e iPads. “A partir do momento em que saiu a portaria, ela tem seis meses para iniciar a produção no país”, disse.
Incentivos fiscais
A Foxconn produzirá iPhones e iPads com redução do IPI devido à Lei de Informática, que desde 1991 prevê incentivos fiscais a empresas que produzam determinados hardwares e que invistam um percentual de seu faturamento em atividades de pesquisa. As fábricas da Foxconn no Brasil serão as únicas a produzir iPhones e iPads fora da China.
A portaria que autoriza a Foxconn a receber incentivos fiscais por meio da isenção do PIS-Cofins aplica-se apenas a tablets e entrou em vigor no dia 25 de janeiro deste ano.
Apesar de ter concedido incentivos fiscais para que a empresa chinesa Foxconn produza iPhones e iPads no Brasil, o governo federal não pretende interferir no preço final desses produtos, segundo afirmou ao G1 o secretário de Políticas de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida.
O iPhone fabricado no Brasil é o modelo 4, anterior ao mais atual, o 4S, tem 8 GB de memória e é vendido na loja virtual da Apple no país por R$ 1,8 mil. Para efeito de comparação, o iPhone 4S, por meio de operadoras, é vendido por R$ 1,9 mil ou até menos, dependendo do plano escolhido pelo usuário.
Nos Estados Unidos, o mesmo modelo de iPhone fabricado no Brasil é vendido por US$ 100 (cerca de R$ 170), mas é necessário ter contrato com alguma operadora de telefonia móvel. O aparelho brasileiro é vendido desbloqueado, permitindo ao usuário usar um chip de qualquer operadora.
A Lei de Informática prevê redução de 15% para 3% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em aparelhos telefônicos e, para os tablets, além da diminuição do IPI, leva o PIS-Cofins de 9,25% para zero. A lei, porém - que atualmente beneficia a Foxconn - “não estabelece nenhuma determinação relativa ao preço que o fabricante vai comercializar o produto”, explica o secretário.
Um usuário do Twitter relatou ter comprado, neste mês de fevereiro, um iPhone 4 na loja virtual brasileira da Apple, e que na caixa do aparelho veio a inscrição "fabricado no Brasil", com dados da unidade da Foxconn em Jundiaí (SP).
Apesar de o aparelho ter sido produzido no Brasil, o jovem diz que pagou o mesmo valor daqueles fabricados na China.
“Ela [Foxconn] começou recentemente a produzir e provavelmente ainda não está se beneficiando 100% disso. À medida que for ampliando a produção, ela vai ter mais vantagens para reduzir o preço. E os fabricantes de outros smartphones vão competir com ela, o que deve levar a ajuste para menos”, disse Almeida.
O secretário do MCT esclarece que, pela Lei de Informática, “o governo não tem influência na determinação do preço”.
“O governo não pretende interferir. A gente espera que, com a escala de produção e a competição do mercado, os preços caiam. Isso deve levar à redução de preços”, afirmou.
Ainda de acordo com Almeida, a Foxconn já tem autorização e “já deve estar produzindo” iPhones e iPads. “A partir do momento em que saiu a portaria, ela tem seis meses para iniciar a produção no país”, disse.
Incentivos fiscais
A Foxconn produzirá iPhones e iPads com redução do IPI devido à Lei de Informática, que desde 1991 prevê incentivos fiscais a empresas que produzam determinados hardwares e que invistam um percentual de seu faturamento em atividades de pesquisa. As fábricas da Foxconn no Brasil serão as únicas a produzir iPhones e iPads fora da China.
A portaria que autoriza a Foxconn a receber incentivos fiscais por meio da isenção do PIS-Cofins aplica-se apenas a tablets e entrou em vigor no dia 25 de janeiro deste ano.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Faleceu Dona Maria da Conceição Novaes da Costa
Dona Conceição era muito querida por mim . Faleceu com 96 anos.Viúva de Lysimaco Ferreira da Costa e avó de Marcus Vinicius da Costa Micheletto, Delegado-geral..
Será velada na capela 02 do Cemitério Municipal São Francisco de Paula e sepultada no mesmo cemitério,às 11:30 hrs do dia 29 de fevereiro.
O corpo só chegará ao local pela manhã.
A tabela de reajuste dos policiais só sai amanhã.
O Presidente do SIDEPOL Delegado Jairo Estorilio, informou que a tabela será anunciada amanhã. E que as assembleias de hoje estão mantidas.
Aliado de Ducci denuncia Fruet por campanha antecipada
Do blog da Roseli Abrão.
O pré-candidato do PDT à prefeitura de Curitiba, Gustavo Fruet, foi notificado segunda-feira que corre contra ele uma ação por, supostamente, estar usando o Facebook para fazer campanha antecipada.
O autor da ação é Jorge Martins, presidente do Partido Republicano Progressista no Paraná, que, denunciam aliados de Fruet, é funcionário da Secretaria de Governo, tendo sido nomeado por Luciano Ducci em fevereiro do ano passado, num cargo C2 com salário aproximado de R$ 9 mil.
O decreto de nomeação de Jorge Martin leva o número 433/2011.
A assessoria de Fruet diz que o grupo criado na rede social “Eu voto no Gustavo” foi uma iniciativa de simpatizantes do pedetista.
O criador do grupo é Rogerio Verderoce Vieira que, argumenta, o fez para “expressar abertamente” seu apoio Gustavo Fruet.
-- Tenho meus motivos e não tenho nenhum problema em declarar abertamente em quem pretendo votar. Se você também já está decidido...Vá em frente, conclama.
O autor da ação é Jorge Martins, presidente do Partido Republicano Progressista no Paraná, que, denunciam aliados de Fruet, é funcionário da Secretaria de Governo, tendo sido nomeado por Luciano Ducci em fevereiro do ano passado, num cargo C2 com salário aproximado de R$ 9 mil.
O decreto de nomeação de Jorge Martin leva o número 433/2011.
A assessoria de Fruet diz que o grupo criado na rede social “Eu voto no Gustavo” foi uma iniciativa de simpatizantes do pedetista.
O criador do grupo é Rogerio Verderoce Vieira que, argumenta, o fez para “expressar abertamente” seu apoio Gustavo Fruet.
-- Tenho meus motivos e não tenho nenhum problema em declarar abertamente em quem pretendo votar. Se você também já está decidido...Vá em frente, conclama.
Vereadores proibem fotos de nudez nas bancas de jornais de Curitiba
Do blog do Fábio Campana.
Pois, pois, os vereadores aprovaram hoje a proibição de imagens que consideram “agressivas” aos olhos da população. Entre elas a nudez mostrada em bancas de revistas e jornais. Juristas nativos já alertaram que a Lei do Hinça, como é chamada, é inconstitucional, pois fere a liberdade de expressão. Além do que, há uma lei estadual que veda exposição de imagens eróticas pelo comércio de revistas.
A lei não proibe mostrar imagens dos próprios vereadores, que boa parcela da população considera mais agressiva e obscena para os olhos e para o fígado do que a nudez.
A proposta é do vereador Roberto Hinça, do PSD, que também é apresentador de programa de variedades na tv onde aparcem moças de pernas de fora (foto).
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
De família para família
Studio Gaea se destaca mundo afora com produções fotográficas para recém-nascidos
Uma história de amor à fotografia que começa em casa. Assim é a trajetória do Studio Gaea Photo, um espaço único onde a sensibilidade dos fotógrafos Fernanda Sanchez e Alexandre Carnieri é o foco nas produções. Com trabalhos já premiados internacionalmente o casal destaca-se cada vez mais no cenário da fotografia.
Especializados em Newborn - fotografia de recém-nascidos, os profissionais contam que os cuidados são mais que especiais ao receber os pequenos modelos: “A primeira regra a ser observada neste tipo de ensaio é a segurança do bebê, afinal estamos fotografando um ser humano muito precioso. O ambiente também é preparado com toda a estrutura que este tipo de ensaio requer, como aquecedores e a lavagem de todos os acessórios utilizados em cada sessão”, enfatiza Fernanda.
O resultado é um trabalho para ser guardado por toda a vida, em poses e detalhes especiais. Fernanda descobriu sua paixão pela fotografia Newborn após o nascimento de sua primeira filha, e a partir daí sua sensibilidade ficou ainda mais aflorada. Neste ano, ela palestrará sobre o tema no Wedding Brasil, o maior congresso de fotografia da América Latina.
Outro destaque do Studio Gaea é a alta qualidade técnica e estética de todos os trabalhos, que mesclam o uso criativo da iluminação com a construção de um relacionamento diferenciado com os clientes. A exigente finalização dos livros rendeu aos fotógrafos o prêmio de 1º lugar na categoria Fotografia do Concurso HP de Impressão Digital 2010, com o livro do evento "Music on Board 2010". Neste ano, eles concorrem com dois trabalhos na etapa mundial do concurso. “Isso representa o alto nível de qualidade do Studio Gaea. Os livros oferecidos podem ser personalizados conforme o estilo e as preferências de cada cliente”, dizem.
Treinamentos
Em 2012, Fernanda ministrará workshops sobre Fotografia Newborn em diversas cidades do Brasil. “Além dos workshops de fotografia Newborn, oferecemos uma programação bastante completa sobre outros temas como iluminação, fotografia de retratos e casamentos, pós-produção, entre outros. Também oferecemos consultorias individualizadas a fotógrafos e estúdios”, destaca Fernanda.
Para conferir as datas dos próximos cursos e o portfólio, confira o site e o blog do Studio Gaea – www.studiogaea.com.br
Cruzeiro com mais de mil a bordo está à deriva no Oceano Índico
Do G1
Um navio de cruzeiro da empresa Costa Crociere, com mais de mil pessoas a bordo, está à deriva no Oceano Índico, próximo às Ilhas Seychelles, após um incêndio na casa das máquinas, informou nesta segunda-feira (27) a empresa em um comunicado.
O navio "Costa Allegra" vinha de Madagáscar com 627 passageiros e 413 tripulantes a bordo, segundo a companhia.
O comandante afirmou que todos estão bem e pediu às autoridades que dirijam as operações de socorro.
A companhia afirmou que o incêndio foi extinto e não se espalhou para nenhuma outra parte
Vários navios mercantes que estavam na região, a cerca de 200 milhas marítimas a sudoeste de Seychelles, deram o primeiro socorro, segundo a companhia.
Os passageiros foram informados sobre a situação e estão agrupados em pontos apropriados para isso dentro do navio..
Um navio de cruzeiro da empresa Costa Crociere, com mais de mil pessoas a bordo, está à deriva no Oceano Índico, próximo às Ilhas Seychelles, após um incêndio na casa das máquinas, informou nesta segunda-feira (27) a empresa em um comunicado.
O navio "Costa Allegra" vinha de Madagáscar com 627 passageiros e 413 tripulantes a bordo, segundo a companhia.
O comandante afirmou que todos estão bem e pediu às autoridades que dirijam as operações de socorro.
A companhia afirmou que o incêndio foi extinto e não se espalhou para nenhuma outra parte
Vários navios mercantes que estavam na região, a cerca de 200 milhas marítimas a sudoeste de Seychelles, deram o primeiro socorro, segundo a companhia.
Os passageiros foram informados sobre a situação e estão agrupados em pontos apropriados para isso dentro do navio..
A Guarda Costeira da Itália, que está acompanhando a situação, informou que o barco tem meios de se comunicar, mas não tem "força de propulsão" para seguir viagem.
A empresa é a mesma dona do cruzeiro de luxo Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro próximo à ilha de Giglio, na costa italiana, matando 32 pessoas e gerando polêmica sobre as responsabilidades no acidente.
A empresa é a mesma dona do cruzeiro de luxo Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro próximo à ilha de Giglio, na costa italiana, matando 32 pessoas e gerando polêmica sobre as responsabilidades no acidente.
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| O Costa Allegra no porto italiano de Gênova em foto não datada (Foto: AP) |
Homicídio no Largo da Ordem segue com três linhas de investigação
Da SESP
O Delegado da Delegacia de Homicídios, Rubens Recalcatti, informou, na manhã desta segunda-feira (27), que seguirá três linhas de investigação de um assassinato ocorrido no último sábado (25), no Largo da Ordem, no bairro São Francisco, em Curitiba. A vítima, o adolescente Luiz Gustavo Pavani, 16 anos, foi morta no início da madrugada com socos e uma facada no pescoço. A primeira linha seria uma suposta briga por ciúmes da namorada de um dos envolvidos, outra hipótese seria richa de grupos e a terceira um ataque de skinheads.
Dois suspeitos de cometerem o crime, Maick Leonardo Santos Yarchaxi, 19 anos, estudante de direito, e Maurício Cunha Moraes, 21, foram presos em flagrante cerca de duas horas após o homicídio. Maick é suspeito de ter dado um soco na vítima e Maurício de dar a facada no pescoço. Eles foram encontrados dentro de um veículo, próximo à casa da namorada de Maick, localizada no bairro Jardim Social.
De acordo com os depoimentos, Luiz conhecia a namorada de Maick e teria feito uma brincadeira com ela a respeito de um suposto vídeo em que ela aparecia seminua e que estava na internet. Maick, com ciúmes, agrediu Luiz, que conseguiu escapar até a rua Ermelino de Leão, onde foi surpreendido por Maurício que continuou a espancá-lo e esfaqueá-lo. Segundo as testemunhas, quando o Siate chegou no local, Luiz já estava morto.
Outras 11 pessoas já foram ouvidas e, nos depoimentos, os amigos de Luiz afirmaram que havia skinheads entre os suspeitos. O delegado também não descarta esta possibilidade. “Há uma informação de que havia um suspeito vestido e pintado como skinhead, supostamente chamado de Maurício”, disse Recalcatti.
Os dois suspeitos foram autuados por homicídio e encaminhados ao Centro de Triagem II, em Piraquara, onde aguardam decisão da Justiça. Recalcatti explicou que mais pessoas serão ouvidas no decorrer desta semana e as investigações continuam para concluir o inquérito e punir os suspeitos.
O Delegado da Delegacia de Homicídios, Rubens Recalcatti, informou, na manhã desta segunda-feira (27), que seguirá três linhas de investigação de um assassinato ocorrido no último sábado (25), no Largo da Ordem, no bairro São Francisco, em Curitiba. A vítima, o adolescente Luiz Gustavo Pavani, 16 anos, foi morta no início da madrugada com socos e uma facada no pescoço. A primeira linha seria uma suposta briga por ciúmes da namorada de um dos envolvidos, outra hipótese seria richa de grupos e a terceira um ataque de skinheads.
Dois suspeitos de cometerem o crime, Maick Leonardo Santos Yarchaxi, 19 anos, estudante de direito, e Maurício Cunha Moraes, 21, foram presos em flagrante cerca de duas horas após o homicídio. Maick é suspeito de ter dado um soco na vítima e Maurício de dar a facada no pescoço. Eles foram encontrados dentro de um veículo, próximo à casa da namorada de Maick, localizada no bairro Jardim Social.
De acordo com os depoimentos, Luiz conhecia a namorada de Maick e teria feito uma brincadeira com ela a respeito de um suposto vídeo em que ela aparecia seminua e que estava na internet. Maick, com ciúmes, agrediu Luiz, que conseguiu escapar até a rua Ermelino de Leão, onde foi surpreendido por Maurício que continuou a espancá-lo e esfaqueá-lo. Segundo as testemunhas, quando o Siate chegou no local, Luiz já estava morto.
Outras 11 pessoas já foram ouvidas e, nos depoimentos, os amigos de Luiz afirmaram que havia skinheads entre os suspeitos. O delegado também não descarta esta possibilidade. “Há uma informação de que havia um suspeito vestido e pintado como skinhead, supostamente chamado de Maurício”, disse Recalcatti.
Os dois suspeitos foram autuados por homicídio e encaminhados ao Centro de Triagem II, em Piraquara, onde aguardam decisão da Justiça. Recalcatti explicou que mais pessoas serão ouvidas no decorrer desta semana e as investigações continuam para concluir o inquérito e punir os suspeitos.
A APAE de Irati passa por dificuldades
Da Rádio Najuá por Jussara H. Bendhack e Rodrigo Zub
APAE solicita que prefeitura assuma o transporte dos alunos até a escola.
Más condições das estradas e rodovias; precariedade da frota; superlotação e o não cumprimento de contratos por parte das prefeituras são apenas alguns dos desafios enfrentados pelos estados no que se refere ao transporte escolar. Em Irati, um problema tem afetado diretamente uma parcela dos estudantes. O mais preocupante é que justamente os alunos que mais precisam de auxílio do poder público são os que não têm ajuda alguma. Na quarta-feira, dia 15, pais, alunos e a diretoria da APAE de Irati, se reuniram para expor a dificuldade financeira que a entidade tem enfrentado para realizar o transporte escolar dos alunos.
Segundo a diretora da entidade, Eliane Pires Filipaki, os convênios mantidos com a prefeitura municipal não são suficientes para suprir a demanda. Somente com combustível a APAE gasta em torno de R$ 5 mil mensalmente. Porém, a prefeitura concede subvenção de apenas R$ 1 mil. “A APAE paga o transporte dentro de suas possibilidades, ou seja, não consegue atender a demanda do transporte escolar- que é de responsabilidade do município. Ano passado não foi recebido nenhuma subvenção da prefeitura”, diz o diretor secretário da APAE de Irati, Paulo Roberto Constantino.
Além disso, a prefeitura fornece uma auxiliar de classe e mais um motorista para realizar o transporte dos alunos. Porém, a carência de veículos adaptados para deficientes faz com que sejam necessários pelo menos cinco profissionais para atuar nesta área. Hoje somente três estão contratados.
Transporte misto
Filipaki diz que aproximadamente 50% dos alunos da APAE poderiam usar o transporte escolar em conjunto com os alunos da rede municipal e estadual, desde que tivessem um auxiliar dentro do veículo. Vale lembrar que atualmente 162 alunos estão matriculados na Escola José Duda Junior.
“Nós tivemos conhecimento que a escola de educação especial de Guarapuava conta com 20 linhas, sendo que dez são exclusivas, ou seja, a prefeitura faz o transporte dos alunos de educação especial. As outras dez é um transporte misto em que os alunos vêm junto com os alunos do ensino comum. O diferencial é a figura do acompanhante para garantir a segurança do aluno. Se fizéssemos desta forma em Irati, 50% dos alunos com necessidades especiais poderiam frequentar as aulas”, comenta Filipaki.
A diretora da entidade lembra que os outros alunos precisariam de um veículo adaptado porque são cadeirantes ou têm deficiências que comprometem mais a locomoção.
Lei
Filipaki expôs que a APAE aguarda ansiosamente desde o início do ano sobre uma posição da diretoria da secretaria de educação. A diretora relatou que a entidade não está solicitando uma ajuda, e sim fazendo um pedido para que se cumpra a lei, que garante o direito ao transporte escolar dos alunos da educação especial.
“Nós vínhamos tentando estabelecer um processo de negociação. Enviamos vários ofícios para a secretaria municipal de educação e até hoje eles não foram respondidos. Nas reuniões que marcamos não houve comparecimento de nenhum representante da secretaria”, afirma Constantino.
Recentemente em entrevista à equipe da Najuá, a secretária de Educação Zenilda Stroparo, disse que o município providencia as adaptações nas escolas onde o aluno for matriculado. A secretária também comentou que o transporte escolar feito pela prefeitura é só do ensino fundamental e que as crianças de creche não se enquadram nesta medida.
APAE
Vale destacar que a APAE- (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) é uma entidade privada. Até o ano passado a entidade funcionava como escola com professores subsidiados pelo estado e com atendimento de saúde pago pelo SUS. Mesmo assim, a entidade ainda não era oficialmente considerada como escola da rede estadual. Ela enviava relatórios para o estado, mas sem compromisso, pois poderia ter justificativas das mais diversas no caso de faltas dos alunos.
Sobrevivência e frequência na escola
Em Irati, a APAE sempre teve problema com transporte, mas sempre se virou como pode. No ano passado, por exemplo, a entidade arrecadou verbas de três formas: jantar (promovido pela diretoria), bazar, onde são vendidas peças do artesanato produzido pelas mães e feitos na oficina da APAE pelos alunos acima de 16 anos e adultos, e venda de mudas frutíferas produzidas na chácara da entidade.
Com o dinheiro arrecadado a diretoria vai suprindo suas necessidades e mantendo o transporte escolar do jeito que dá. Porém, aí surge um grande problema. A frequência dos alunos não é diária. Pior, os alunos que tem maiores dificuldades de locomoção costumam ir no máximo três vezes por semana. Somente os filhos de famílias que tem mais condições financeiras é que costumam ir à escola todos os dias. A situação é ainda mais agravante quando analisada a situação das famílias que moram no interior do município.
Uma mãe que mora na localidade de Água Clara disse que seu filho frequenta a sala de aula somente uma vez por semana. A mãe contou que se tivesse transporte da escola viria mais dias ou todos os dias. Em contato com nossa reportagem, ela relatou que a APAE solicitou para a empresa J. Araújo uma passagem grátis para ela e seu filho – que não tem condições de vir sozinho.
Outra mãe relatou que manda o filho três vezes por semana para a escola com a Van da APAE. Segundo ela, seu filho só não vai mais vezes porque o transporte não passa todos os dias em sua casa. Mesmo assim, ela conta que leva o filho mais duas vezes por semana no atendimento de saúde que fica anexo a escola. Porém, neste caso a mãe precisa se virar como pode, pois este serviço é adicional a escola. Devido ao problema, algumas vezes ela não comparece para o atendimento marcado.
Lembrando que o tratamento com fisioterapeutas, fonoaudiólogos e médicos também é de responsabilidade da família do aluno.
Felicidade
No relato das mães durante a reunião era visível a importância da escola na vida de seus filhos. A possibilidade dos jovens poderem ter sua vida própria trás imensa emoção para elas que se sentem orgulhosas de ver o filho com saúde e feliz. Já os filhos... O sorriso e o brilho nos olhos de cada aluno denuncia. Seja criança, jovem ou adulto, ninguém nesta turminha gosta de férias porque a alegria de suas vidas está no dia-a-dia da escola.
APAE solicita que prefeitura assuma o transporte dos alunos até a escola.
Más condições das estradas e rodovias; precariedade da frota; superlotação e o não cumprimento de contratos por parte das prefeituras são apenas alguns dos desafios enfrentados pelos estados no que se refere ao transporte escolar. Em Irati, um problema tem afetado diretamente uma parcela dos estudantes. O mais preocupante é que justamente os alunos que mais precisam de auxílio do poder público são os que não têm ajuda alguma. Na quarta-feira, dia 15, pais, alunos e a diretoria da APAE de Irati, se reuniram para expor a dificuldade financeira que a entidade tem enfrentado para realizar o transporte escolar dos alunos.
Segundo a diretora da entidade, Eliane Pires Filipaki, os convênios mantidos com a prefeitura municipal não são suficientes para suprir a demanda. Somente com combustível a APAE gasta em torno de R$ 5 mil mensalmente. Porém, a prefeitura concede subvenção de apenas R$ 1 mil. “A APAE paga o transporte dentro de suas possibilidades, ou seja, não consegue atender a demanda do transporte escolar- que é de responsabilidade do município. Ano passado não foi recebido nenhuma subvenção da prefeitura”, diz o diretor secretário da APAE de Irati, Paulo Roberto Constantino.
Além disso, a prefeitura fornece uma auxiliar de classe e mais um motorista para realizar o transporte dos alunos. Porém, a carência de veículos adaptados para deficientes faz com que sejam necessários pelo menos cinco profissionais para atuar nesta área. Hoje somente três estão contratados.
Transporte misto
Filipaki diz que aproximadamente 50% dos alunos da APAE poderiam usar o transporte escolar em conjunto com os alunos da rede municipal e estadual, desde que tivessem um auxiliar dentro do veículo. Vale lembrar que atualmente 162 alunos estão matriculados na Escola José Duda Junior.
“Nós tivemos conhecimento que a escola de educação especial de Guarapuava conta com 20 linhas, sendo que dez são exclusivas, ou seja, a prefeitura faz o transporte dos alunos de educação especial. As outras dez é um transporte misto em que os alunos vêm junto com os alunos do ensino comum. O diferencial é a figura do acompanhante para garantir a segurança do aluno. Se fizéssemos desta forma em Irati, 50% dos alunos com necessidades especiais poderiam frequentar as aulas”, comenta Filipaki.
A diretora da entidade lembra que os outros alunos precisariam de um veículo adaptado porque são cadeirantes ou têm deficiências que comprometem mais a locomoção.
Lei
Filipaki expôs que a APAE aguarda ansiosamente desde o início do ano sobre uma posição da diretoria da secretaria de educação. A diretora relatou que a entidade não está solicitando uma ajuda, e sim fazendo um pedido para que se cumpra a lei, que garante o direito ao transporte escolar dos alunos da educação especial.
“Nós vínhamos tentando estabelecer um processo de negociação. Enviamos vários ofícios para a secretaria municipal de educação e até hoje eles não foram respondidos. Nas reuniões que marcamos não houve comparecimento de nenhum representante da secretaria”, afirma Constantino.
Recentemente em entrevista à equipe da Najuá, a secretária de Educação Zenilda Stroparo, disse que o município providencia as adaptações nas escolas onde o aluno for matriculado. A secretária também comentou que o transporte escolar feito pela prefeitura é só do ensino fundamental e que as crianças de creche não se enquadram nesta medida.
APAE
Vale destacar que a APAE- (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) é uma entidade privada. Até o ano passado a entidade funcionava como escola com professores subsidiados pelo estado e com atendimento de saúde pago pelo SUS. Mesmo assim, a entidade ainda não era oficialmente considerada como escola da rede estadual. Ela enviava relatórios para o estado, mas sem compromisso, pois poderia ter justificativas das mais diversas no caso de faltas dos alunos.
Sobrevivência e frequência na escola
Em Irati, a APAE sempre teve problema com transporte, mas sempre se virou como pode. No ano passado, por exemplo, a entidade arrecadou verbas de três formas: jantar (promovido pela diretoria), bazar, onde são vendidas peças do artesanato produzido pelas mães e feitos na oficina da APAE pelos alunos acima de 16 anos e adultos, e venda de mudas frutíferas produzidas na chácara da entidade.
Com o dinheiro arrecadado a diretoria vai suprindo suas necessidades e mantendo o transporte escolar do jeito que dá. Porém, aí surge um grande problema. A frequência dos alunos não é diária. Pior, os alunos que tem maiores dificuldades de locomoção costumam ir no máximo três vezes por semana. Somente os filhos de famílias que tem mais condições financeiras é que costumam ir à escola todos os dias. A situação é ainda mais agravante quando analisada a situação das famílias que moram no interior do município.
Uma mãe que mora na localidade de Água Clara disse que seu filho frequenta a sala de aula somente uma vez por semana. A mãe contou que se tivesse transporte da escola viria mais dias ou todos os dias. Em contato com nossa reportagem, ela relatou que a APAE solicitou para a empresa J. Araújo uma passagem grátis para ela e seu filho – que não tem condições de vir sozinho.
Outra mãe relatou que manda o filho três vezes por semana para a escola com a Van da APAE. Segundo ela, seu filho só não vai mais vezes porque o transporte não passa todos os dias em sua casa. Mesmo assim, ela conta que leva o filho mais duas vezes por semana no atendimento de saúde que fica anexo a escola. Porém, neste caso a mãe precisa se virar como pode, pois este serviço é adicional a escola. Devido ao problema, algumas vezes ela não comparece para o atendimento marcado.
Lembrando que o tratamento com fisioterapeutas, fonoaudiólogos e médicos também é de responsabilidade da família do aluno.
Felicidade
No relato das mães durante a reunião era visível a importância da escola na vida de seus filhos. A possibilidade dos jovens poderem ter sua vida própria trás imensa emoção para elas que se sentem orgulhosas de ver o filho com saúde e feliz. Já os filhos... O sorriso e o brilho nos olhos de cada aluno denuncia. Seja criança, jovem ou adulto, ninguém nesta turminha gosta de férias porque a alegria de suas vidas está no dia-a-dia da escola.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Notícia boa!
| Foto de Gilberto Martins. O mágico. |
Hoje é dia de comemoração. Em agosto do ano passado já estava feliz com os números de acessos do blog. Tinha completado o primeiro ano. Pois é, nos últimos 6 meses os acessos aumentaram em 143%. Isto! 143%!!!
Este blog é aberto. Liberto. Então não cabe a mim esta vitória. Devo a todos que de forma generosa me mandam textos para publicação. Que aceitam meus convites para participar. Me dá um orgulho danado tanta gente boa por aqui. Não tenho como agradecer racionalmente. Faço de forma emocional.
Meus amigos reais e virtuais fazem o blog bombar.
Povo de Irati, OBRIGADA!
Obrigada à você que clica por aqui.
VALEU MALUCADA!!!
Centenas de milhares de beijos.
Em breve volto com notícias melhores ainda.
Fui...
DENISE STOKLOS SE APRESENTARÁ EM IRATI
Do site da Rádio Najuá.
Apresentação
A peça “Louise Bourgeois” é um espetáculo com textos e cenários da artista mundialmente aclamada, francesa de nascimento mas naturalizada americana, em que a atriz Denise Stoklos retrata seus pensamentos publicados em diversos livros e entrevistas, na primeira pessoa.
Louise Bourgeois foi uma artista plástica conhecida no Brasil por sua escultura Maman, uma enorme aranha que permanece em exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, na marquise do Parque Ibirapuera.
Denise Stoklos fará, ainda, outras quatro apresentações da mesma peça, na Unicentro, no auditório Denise Stoklos: 28/02 às 14h; 29/02 às 14h e 20h30 e no dia 01/03 única apresentação às 14h. Censura: 16 anos.
*Fonte: Assessoria da Unicentro
Edélcio Stroparo e Maria Rita Kaminski assumem os cargos de diretor e vice-diretor do Câmpus Irati, no dia 28 de fevereiro. Cerimônia terá participação da atriz, diretora e dramaturga, Denise Stoklos.
A cerimônia de posse dos novos diretores do Câmpus Irati da Unicentro terá a presença de uma personalidade ilustre de Irati. Trata-se da diretora, atriz e dramaturga, Denise Stoklos, que irá apresentar a peça “Louise Bourgeois”- Faço, Desfaço e Refaço, justamente no auditório que leva o seu nome. O evento está programado para ocorrer no dia 28 de fevereiro às 19h30, data que os professores Edélcio Stroparo e Maria Rita Kaminski, assumem oficialmente o posto de diretor e vice do Câmpus Irati.
A cerimônia de posse dos novos diretores do Câmpus Irati da Unicentro terá a presença de uma personalidade ilustre de Irati. Trata-se da diretora, atriz e dramaturga, Denise Stoklos, que irá apresentar a peça “Louise Bourgeois”- Faço, Desfaço e Refaço, justamente no auditório que leva o seu nome. O evento está programado para ocorrer no dia 28 de fevereiro às 19h30, data que os professores Edélcio Stroparo e Maria Rita Kaminski, assumem oficialmente o posto de diretor e vice do Câmpus Irati.
Entre as presenças já confirmadas na cerimônia estão os professores Aldo Nelson Bona e Osmar Ambrósio de Souza, que foram empossados na semana passada como reitor e vice-reitor da instituição.
Vale lembrar que Stroparo e Kaminski foram eleitos os novos administradores do Câmpus Irati, no mês de setembro do ano passado. Membros da chapa da situação, a dupla derrotou o grupo oposicionista formado Gilmar de Carvalho Cruz (diretor) e Roberto França da Silva Junior (vice), com 64% dos votos.
Vale lembrar que Stroparo e Kaminski foram eleitos os novos administradores do Câmpus Irati, no mês de setembro do ano passado. Membros da chapa da situação, a dupla derrotou o grupo oposicionista formado Gilmar de Carvalho Cruz (diretor) e Roberto França da Silva Junior (vice), com 64% dos votos.
Apresentação
A peça “Louise Bourgeois” é um espetáculo com textos e cenários da artista mundialmente aclamada, francesa de nascimento mas naturalizada americana, em que a atriz Denise Stoklos retrata seus pensamentos publicados em diversos livros e entrevistas, na primeira pessoa.
Louise Bourgeois foi uma artista plástica conhecida no Brasil por sua escultura Maman, uma enorme aranha que permanece em exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, na marquise do Parque Ibirapuera.
Denise Stoklos fará, ainda, outras quatro apresentações da mesma peça, na Unicentro, no auditório Denise Stoklos: 28/02 às 14h; 29/02 às 14h e 20h30 e no dia 01/03 única apresentação às 14h. Censura: 16 anos.
*Fonte: Assessoria da Unicentro
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Sob o efeito de hóstias alucinógenas, idosas têm visões de santos e atacam padre
Do Correio do Brasil.
Ao invés de farinha normal, hóstias foram produzidas por engano com uma farinha alucinógena, que teve efeito imediato. E por isso, no último domingo, na igreja do Santo Espírito de Campobasso, na região central da Itália, desencadeou-se o caos: alguns testemunharam visões dos santos, outros abraçaram o crucifixo e duas idosas perseguiram o padre, batendo nele com suas bolsas e gritando: “Você é o demônio”.
Foi apurado que se tratou de um caso de “ergotismo”, uma intoxicação alimentar causada por farinhas de cereais contaminadas por esclerócios que atingem a safra do grão. Os organismos microscópicos contêm uma grande quantidade de fungos, perigosos para a saúde, entre os quais costumam encontrar-se muitos agentes psicotrópicos, parecidos com o ácido lisérgico, ou LSD.
Segundo informações dos agentes de segurança locais, é provável que a farinha utilizada para produzir as hóstias tivesse sido contaminada por estes agentes, capazes de provocar uma reação alucinógena em menos de um minuto.
Don Achille, o padre da Igreja de Campobasso, foi obrigado a se esconder na sacristia à espera da polícia, segundo informado pelo diário localAbruzzo24Ore. A retirada dos fiéis, a maioria dos quais perigosamente alterados, não foi tranquila, como informou a polícia da cidade, por causa dos ânimos exaltados.
Segundo testemunhas, um oficial teria comentado o fato, comparando a confusão com aquelas ocorridas durante o G8, quando os militantes agarravam-se aos postes para não serem retirados do local.
Ataque
No entanto, a assessoria de imprensa diocesana desmentiu o acontecimento em comunicado à imprensa, horas depois. Segundo a nota, trata-se claramente de um ataque contra a Igreja Católica: ”É preciso respeitar o sagrado por si mesmo, e isto vale também para quem nao acredita”, diz a nota.
Ao invés de farinha normal, hóstias foram produzidas por engano com uma farinha alucinógena, que teve efeito imediato. E por isso, no último domingo, na igreja do Santo Espírito de Campobasso, na região central da Itália, desencadeou-se o caos: alguns testemunharam visões dos santos, outros abraçaram o crucifixo e duas idosas perseguiram o padre, batendo nele com suas bolsas e gritando: “Você é o demônio”.
Foi apurado que se tratou de um caso de “ergotismo”, uma intoxicação alimentar causada por farinhas de cereais contaminadas por esclerócios que atingem a safra do grão. Os organismos microscópicos contêm uma grande quantidade de fungos, perigosos para a saúde, entre os quais costumam encontrar-se muitos agentes psicotrópicos, parecidos com o ácido lisérgico, ou LSD.
Segundo informações dos agentes de segurança locais, é provável que a farinha utilizada para produzir as hóstias tivesse sido contaminada por estes agentes, capazes de provocar uma reação alucinógena em menos de um minuto.
Don Achille, o padre da Igreja de Campobasso, foi obrigado a se esconder na sacristia à espera da polícia, segundo informado pelo diário localAbruzzo24Ore. A retirada dos fiéis, a maioria dos quais perigosamente alterados, não foi tranquila, como informou a polícia da cidade, por causa dos ânimos exaltados.
Segundo testemunhas, um oficial teria comentado o fato, comparando a confusão com aquelas ocorridas durante o G8, quando os militantes agarravam-se aos postes para não serem retirados do local.
Ataque
No entanto, a assessoria de imprensa diocesana desmentiu o acontecimento em comunicado à imprensa, horas depois. Segundo a nota, trata-se claramente de um ataque contra a Igreja Católica: ”É preciso respeitar o sagrado por si mesmo, e isto vale também para quem nao acredita”, diz a nota.
Mizael Bispo se entrega após mais de um ano foragido; "ele cansou", diz advogado
Do site do UOL. Por Guilherme Balza.
Foragido há mais de um ano, o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, acusado pela morte da advogada Mércia Nakashima, se entregou na tarde desta sexta-feira (24) no Fórum de Guarulhos, segundo o seu advogado, Samir Haddad Júnior. “Ele cansou [de estar foragido]. Agora vamos brigar na Justiça”, afirmou o advogado.
O policial aposentado teve a prisão decretada em dezembro de 2010, pelo juiz da Vara do Júri de Guarulhos, Leandro Jorge Bittencourt Cano, e permaneceu foragido desde então. Nesse período, a defesa do acusado fez vários pedidos de habeas corpus, mas todos foram rejeitados –o último pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na sexta-feira passada (17).
Uma semana antes, os advogados de Mizael protocolaram no STF pedido para que o processo seja transferido da Comarca de Guarulhos --onde atualmente está e cidade em que as vítimas residiam-- para Nazaré Paulista, local em que Mércia foi morta.
A decisão de se entregar, segundo Haddad Júnior, já era planejada. “Agora que o caso está no STF, onde queríamos, ele pôde se entregar. A gente já havia dito e planejado isso”, afirma.
Um ano após a morte de Mércia, em maio de 2011, Haddad Junior, havia dito à reportagem do UOL que seu cliente só iria se entregar se for condenado em definitivo, ou seja, quando não houvesse mais possibilidades de recurso. Na ocasião, o advogado afirmou que a prisão mancharia a carreira de Mizael. “Ele é advogado. A repercussão da prisão seria fatal. Arruinaria para sempre a carreira dele”, disse.
Entenda o caso
Depois de desaparecer em 23 de maio de 2010 da casa dos avós em Guarulhos, Mércia foi achada morta em 11 de junho em uma represa em Nazaré Paulista. O veículo onde ela estava havia sido localizado submerso um dia antes. Segundo a perícia, a advogada foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do próprio carro no mesmo dia em que sumiu. Ela não sabia nadar.
Para o Ministério Público, Mizael matou a ex-namorada por ciúmes e o vigilante o ajudou na fuga. Evandro, que chegou a acusar o comparsa e dizer que o ajudou a fugir, recuou e falou que mentiu e confessou um crime do qual não participou porque terua sido torturado.
Mizael é acusado de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Segundo o Ministério Público, ele matou a advogada por ciúmes, já que não aceitava o fim do relacionamento.
Já o vigia Evandro teria ajudado o advogado a cometer o assassinato. Ele responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.
Foragido há mais de um ano, o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, acusado pela morte da advogada Mércia Nakashima, se entregou na tarde desta sexta-feira (24) no Fórum de Guarulhos, segundo o seu advogado, Samir Haddad Júnior. “Ele cansou [de estar foragido]. Agora vamos brigar na Justiça”, afirmou o advogado.
O policial aposentado teve a prisão decretada em dezembro de 2010, pelo juiz da Vara do Júri de Guarulhos, Leandro Jorge Bittencourt Cano, e permaneceu foragido desde então. Nesse período, a defesa do acusado fez vários pedidos de habeas corpus, mas todos foram rejeitados –o último pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na sexta-feira passada (17).
Uma semana antes, os advogados de Mizael protocolaram no STF pedido para que o processo seja transferido da Comarca de Guarulhos --onde atualmente está e cidade em que as vítimas residiam-- para Nazaré Paulista, local em que Mércia foi morta.
A decisão de se entregar, segundo Haddad Júnior, já era planejada. “Agora que o caso está no STF, onde queríamos, ele pôde se entregar. A gente já havia dito e planejado isso”, afirma.
Um ano após a morte de Mércia, em maio de 2011, Haddad Junior, havia dito à reportagem do UOL que seu cliente só iria se entregar se for condenado em definitivo, ou seja, quando não houvesse mais possibilidades de recurso. Na ocasião, o advogado afirmou que a prisão mancharia a carreira de Mizael. “Ele é advogado. A repercussão da prisão seria fatal. Arruinaria para sempre a carreira dele”, disse.
Entenda o caso
Depois de desaparecer em 23 de maio de 2010 da casa dos avós em Guarulhos, Mércia foi achada morta em 11 de junho em uma represa em Nazaré Paulista. O veículo onde ela estava havia sido localizado submerso um dia antes. Segundo a perícia, a advogada foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do próprio carro no mesmo dia em que sumiu. Ela não sabia nadar.
Para o Ministério Público, Mizael matou a ex-namorada por ciúmes e o vigilante o ajudou na fuga. Evandro, que chegou a acusar o comparsa e dizer que o ajudou a fugir, recuou e falou que mentiu e confessou um crime do qual não participou porque terua sido torturado.
Mizael é acusado de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Segundo o Ministério Público, ele matou a advogada por ciúmes, já que não aceitava o fim do relacionamento.
Já o vigia Evandro teria ajudado o advogado a cometer o assassinato. Ele responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.
O MEDO DO GOLEADOR DIANTE DO GOL
Por Almir Feijó.
Fiquei com pena do Deivid, do Flamengo, pelo gol que ele perdeu contra o Vasco quarta-feira no Rio. Pena não. Pena não é um sentimento bacana. Deixa eu trocar de palavra e de sentimento. Fiquei comovido. Fiquei condoído, fiquei triste com a cara mais desiludida, mais desamparada, mais solitária que já vi qualquer atleta de qualquer esporte exibir em um fracasso pessoal na sua modalidade. Nem preciso descrever o lance, que está preso na retina de todo o mundo. Sim, saiu em jornais e TVs do planeta. Tentei colocar-me no lugar do jogador. E então perguntei-me: quantas vezes já perdi gol feito? Algumas, não muitas, mas algumas. Várias algumas. Na verdade, com ampla quilometragem nas rolanças do tempo, já desperdicei para caralho oportunidades de ouro para virar o jogo - a meu favor e a favor do meu time. Ferrei pessoas e, na hora exata de pedir desculpas ou mostrar arrependimento, recolhi a mão. Certa vez, de cara cheia, enfiei o braço num bolo e estraguei a festa de noivado de uma garota pela qual estava apaixonado. Rompi tratados e traí os ritos, como na música. Pintei, bordei e manchei. Não gostei do meu desempenho em várias, muitíssimas ocasiões. Mas sabe o que? Foram esses gols perdidos que me ajudaram a entender que a fila anda e a vida segue. A gente é forçado todos os dias a fazer escolhas. E a assumir as consequências delas. Eu tomei lados, fiz opções. Espero apenas que as porradas que levei - isso eu não sei dizer - tenham servido, e já é muito, para fazer de mim um cara mais doce, porque o tempo é fugaz e traiçoeiro: às vezes, num átimo, já era; já éramos. Zasp! - tudo acaba num simples, prosaico zasp!
Almir Feijó é Publicitário especializado em Marketing Político, Jornalista, autor de 'Descríticas' (2001) e 'Descríticas - 316 filmes' (2005).
As negociações avançaram com os Policiais Civis
Acabou agora há pouco a reunião entre a Secretaria de Administração e as entidades representativas dos Policiais Civis. Estiveram lá, o SIDEPOL, SINDIPOL, SINCLAPOL, ADEPOL e a União da Policia Civil. O que foi apresentado sinaliza ganho real para todas as categorias.
A tabela sera enviada para a aprovação do Governador Beto Richa. Todas as categoria farão assembléias para a apresentação e discussão da proposta.
A boa notícia, é que as negociações avançaram muito.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Fruet destaca o “Raio x Curitiba” em entrevista a CBN
Do site Gustavo Fruet.
Em entrevista a rádio CBN na tarde desta quinta-feira (23), Gustavo Fruet (PDT) falou sobre a importância do site Raio x Curitiba (www.raioxcuritiba.com.br) no debate sobre o futuro da cidade. “A internet é um instrumento democrático. A expectativa é de que Curitiba seja uma das cidades onde a internet será mais usada na campanha eleitoral deste ano. Por isso, temos o compromisso de utilizar todas as informações recebidas através do Raio x no debate sobre o futuro da cidade”, disse o pedetista.
Fruet lembrou que a maioria das sugestões e críticas registradas no novo site estão relacionadas à infraestrutura. “Chama muito a atenção as manifestações sobre a Linha Verde, sobre os terminais e coleta de lixo. A população está se manifestando e ajudando na construção deste projeto”.
Questionado sobre o projeto do metrô curitibano, Gustavo Fruet defendeu um amplo debate antes dos editais de licitação serem lançados. “Precisamos saber qual o modelo jurídico do projeto. A empresa que vencer a licitação para executar as obras também ficará responsável pela operação do sistema?”, questionou.
“Cálculos técnicos revelam que, para manter o sistema integrado, com tarifa única, a passagem do metrô e dos ônibus custaria hoje cerca de R$ 3,00. Para manter a tarifa nos atuais R$ 2,50 seria preciso um subsídio de quase R$ 120 milhões por ano. De onde vai sair este dinheiro?”, concluiu.
Em entrevista a rádio CBN na tarde desta quinta-feira (23), Gustavo Fruet (PDT) falou sobre a importância do site Raio x Curitiba (www.raioxcuritiba.com.br) no debate sobre o futuro da cidade. “A internet é um instrumento democrático. A expectativa é de que Curitiba seja uma das cidades onde a internet será mais usada na campanha eleitoral deste ano. Por isso, temos o compromisso de utilizar todas as informações recebidas através do Raio x no debate sobre o futuro da cidade”, disse o pedetista.
Fruet lembrou que a maioria das sugestões e críticas registradas no novo site estão relacionadas à infraestrutura. “Chama muito a atenção as manifestações sobre a Linha Verde, sobre os terminais e coleta de lixo. A população está se manifestando e ajudando na construção deste projeto”.
Questionado sobre o projeto do metrô curitibano, Gustavo Fruet defendeu um amplo debate antes dos editais de licitação serem lançados. “Precisamos saber qual o modelo jurídico do projeto. A empresa que vencer a licitação para executar as obras também ficará responsável pela operação do sistema?”, questionou.
“Cálculos técnicos revelam que, para manter o sistema integrado, com tarifa única, a passagem do metrô e dos ônibus custaria hoje cerca de R$ 3,00. Para manter a tarifa nos atuais R$ 2,50 seria preciso um subsídio de quase R$ 120 milhões por ano. De onde vai sair este dinheiro?”, concluiu.
Mulher furta bacalhau e esconde embaixo do vestido
Do G1 Pr.
Uma mulher foi flagrada pelas câmeras de segurança de uma loja do Mercado Municipal, em Curitiba, quando furtava uma peça de bacalhau. Na imagem, é possível perceber que após pegar o produto, ela esconde rapidamente embaixo do vestido e vai embora.
Depois desse e de vários outros furtos e roubos, os donos das lojas do Mercado Municipal reforçaram os equipamentos de segurança com câmeras e sensores, que avisam, inclusive, quando os produtos mais caros são retirados da prateleira. Mas mesmo assim, eles afirmam que os furtos e assaltos são constantes.
"Tem alguns que são suspeitos e que a gente acaba ficando em cima e acaba afastando. Mas têm pessoas muito bem arrumadas que vem aqui para roubar e que, na verdade, a gente nem desconfia", diz um comerciante.
O furto de uma garrafa de vinho em uma outra loja acabou em briga. "Você fica nervosa de ver eles roubando, o pessoal rouba e a gente não pode fazer nada e eles ainda saem debochando da cara da gente", conta a proprietária, que preferiu não se identificar.
Depois desse e de vários outros furtos e roubos, os donos das lojas do Mercado Municipal reforçaram os equipamentos de segurança com câmeras e sensores, que avisam, inclusive, quando os produtos mais caros são retirados da prateleira. Mas mesmo assim, eles afirmam que os furtos e assaltos são constantes.
"Tem alguns que são suspeitos e que a gente acaba ficando em cima e acaba afastando. Mas têm pessoas muito bem arrumadas que vem aqui para roubar e que, na verdade, a gente nem desconfia", diz um comerciante.
O furto de uma garrafa de vinho em uma outra loja acabou em briga. "Você fica nervosa de ver eles roubando, o pessoal rouba e a gente não pode fazer nada e eles ainda saem debochando da cara da gente", conta a proprietária, que preferiu não se identificar.
Gota de sangue
Da Folha.com
Cerca de 3 mil estudantes vestidos de vermelho e preto formam uma gota de sangue humano na cidade Pyeong Chang, na Coreia do Sul.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Oposição pede a cabeça de Derosso
Da coluna do Zé Beto.
A Bancada da Oposição na Câmara Municipal de Curitiba vai pedir hoje o afastamento definitivo de João Cláudio Derosso (PSDB) da presidência do Legislativo e também a realização de uma nova eleição para a escolha do substituto. Derosso pediu licença de 90 dias depois de se afastar por outros 45. Segundo os oposicionistas, a Lei Orgânica do Município prevê perda de mandato para o vereador que se licenciar por mais de 120 dias em uma mesma sessão legislativa.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Neymar diz que Ricardo Teixeira é 'excelente'
![]() |
| Foto: Zanone Fraissat / Folhapress |
COLUNISTA DA FOLHA
Seguindo o exemplo do ex-atacante e hoje empresário Ronaldo, o atacante Neymar também saiu em defesa de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa-2014.
"Eu acho que ele é um excelente presidente [da entidade]", disse o atacante santista, quando questionado pela Folha sobre o cartola.
O jogador deu a declaração no camarote de uma cervejaria no Sambódromo do Rio, onde esteve ontem para assistir aos desfiles das escolas de samba.
O santista disse ainda que o relacionamento entre ele e Teixeira é bom. "Ele sempre me tratou muito bem."
A pressão sobre o presidente da CBF piorou na semana, quando a Folha revelou que o dirigente tem relação direta com a Ailanto, suspeita de superfaturar a organização de amistoso da seleção em 2008. A polícia encontrou cheques nominais de uma das sócias da Ailanto para o cartola.
A CRISE NA CBF
Antes mesmo de ir para Miami na semana passada, Ricardo Teixeira iniciou movimento para refazer sua base de apoio político dentro da confederação e estancar a insurgência contra ele entre as federações estaduais.
A rebelião começou com as notícias de que ele renunciaria e com denúncias publicadas pela Folha.
A partir daí, dirigentes de federações passaram a disputar o poder contando com sua saída. Federações de Rio Grande do Sul e Bahia lideram esse movimento de oposição. Do outro lado, São Paulo almejava o poder por meio do vice José Maria Marin.
No último domingo, o diretor de seleções da CBF, Andres Sanchez, comentou rapidamente sobre a crise na entidade durante o Carnaval de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi.
Questionado quando, e se, o cartola Ricardo Teixeira deixará a presidência da instituição que dirige o futebol nacional, ele respondeu: "Quando? Quando o sargento Garcia prender o Zorro, afirmou.
Noviski, o Beretta Holding S.A e o Vaticano
Do facebook do Noviski.
Talvez poucas pessoas saibam que a fábrica de armas PIETRO BERETTA S.A. (uma das maiores indústrias de armas do mundo) é controlada pelo grupo Beretta Holding S.A. e o acionista marjoritário desta, depois de Ugo Gussalli Beretta, é o o IOR "Istituto per le Opere di Religione" mais conhecido como Banco do Vaticano. É um Instituto privado, criado em 1942 pelo Papa Pio XII e com sede na cidade do Vaticano.
Na foto um bispo testa uma de suas... "ações".
Talvez poucas pessoas saibam que a fábrica de armas PIETRO BERETTA S.A. (uma das maiores indústrias de armas do mundo) é controlada pelo grupo Beretta Holding S.A. e o acionista marjoritário desta, depois de Ugo Gussalli Beretta, é o o IOR "Istituto per le Opere di Religione" mais conhecido como Banco do Vaticano. É um Instituto privado, criado em 1942 pelo Papa Pio XII e com sede na cidade do Vaticano.
Na foto um bispo testa uma de suas... "ações".
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Inventei a entrega de café da manhã. Por Carmen Wasilewski
Era uma vez... Assim começa uma boa história. Em Irati, há meio século e mais doze anos. Sessenta a dois anos se passaram.
Em 1950, foi o casamento da Vandinha e do Clayton Peterle. Eles foram morar na parte térrea do sobrado que eu, meu marido e meu filho morávamos. Ficamos vizinhos. Depois do casamento, Vandinha e Clayiton foram passar lá a lua de mel.
Bem, no dia seguinte preparei uma bandeja com o café da manhã para eles. Tudo muito simples com o que tínhamos em casa. Café, leite, pão, geleia, queijo e o açucareiro. Faltou uma flor. Até hoje eles me agradecem. Acho que só fiz um pouquinho de carinho.
Antes de ontem o Clayton ligou para relembrar a história, porque era o aniversário de casamento deles. Mais uma vez agradeceu. Nunca pensei que uma coisa tão simples fosse tão marcante.
A conversa foi longe... Contei que tenho três bisnetos e eles sete.
Será que eu fui a precursora da cesta de café da manhã?
Carmen Wasilewski é minha mãe, é claro.
![]() |
| A sacada era da casa dos meus pais. O casal Peterle morava no térreo. |
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Ônibus escolar de Imbituva transporta convidados para casamento?
Então... Um ônibus escolar da Prefeitura de Imbituva levou até Ponta Grossa os convidados para uma
cerimônia na Igreja Luterana Santa Cruz.
Vejam o ônibus estacionado na rua Coronel Dulcídio da Capital Cívica do Paraná.
cerimônia na Igreja Luterana Santa Cruz.
Vejam o ônibus estacionado na rua Coronel Dulcídio da Capital Cívica do Paraná.
Me mata de vergonha!!!
As fotos foram enviadas pelo Charles Hyczy. Com o aviso que tem um bom vídeo também.
As fotos foram enviadas pelo Charles Hyczy. Com o aviso que tem um bom vídeo também.
Exposição "Janelas Cósmicas" no Bistrô das Artes Barra do Say
Você que está na divisa do Paraná com Santa Catarina, não perca tempo. Corra lá no bistrô do meu amado primo Luiz Arthur. Respire bom gosto. Comida deliciosa e muita cultura.
Bóra lá!!!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Sobre o Delegado-Geral do Paraná
![]() |
| Michelotto na Operação Verão |
Porém cada um colhe o que planta. O seu twitter é extremamente humanizado. O que de imediato se transfere ao cargo. Responde com paciência de monge sempre as mesmas perguntas. Protocolos, TAFs e as dúvidas dos aprovados da Polícia Civil o rodeiam. Esta sua postura agregadora veio ontem como nota oficial.
Delegado-geral prega união na Polícia Civil
No momento em que as negociações salariais entre o governo do Estado e as entidades sindicais representativas das classes policiais do Paraná, estão em andamento, o delegado-geral, Marcus Vinícius da Costa Michelotto, pede a união dos servidores do Departamento da Polícia Civil do Paraná.
Assim como a maior parte dos policiais, Michelotto demonstrou insatisfação quanto à primeira tabela apresentada pelo governo e se manteve solidário aos policiais de base.
Na tarde desta sexta-feira (17), Michelotto ressaltou confiar nas classes de delegados, investigadores, papiloscopistas e demais agentes que compõem o quadro de servidores quanto à apreciação de novas propostas, que, segundo ele, devem ser analisadas com bom senso e ponderação. “Tenho certeza de que a classe vai se manter unida, aguardando uma posição favorável do governo em relação à tabela de reajuste dos salários”, ressalta.
“Nunca tivemos uma união tão evidente de todas as classes. Por isso, é importante que esta união continue pautando em todas as decisões, pois o governo do Estado não fechou as portas para as negociações as quais confiamos em um desfecho positivo”.
Michelotto ressaltou ainda que permanece confiante nessa união da classe com o governo. “Estou na luta pela segurança da sociedade e valorização dos policiais civis”.
Ele acredita e reitera a confiança na melhoria da proposta apresentada. “Meu propósito, como delegado-geral, é a melhoria das condições de trabalho e da qualidade de vida do nosso policial. Sabemos que isso refletirá diretamente na qualidade de atendimento à população e na redução dos índices de criminalidade do nosso Estado. Para isso, confiamos em toda a classe para que continuemos sendo reconhecidos como uma das melhores polícias do país.”
Assim como a maior parte dos policiais, Michelotto demonstrou insatisfação quanto à primeira tabela apresentada pelo governo e se manteve solidário aos policiais de base.
Na tarde desta sexta-feira (17), Michelotto ressaltou confiar nas classes de delegados, investigadores, papiloscopistas e demais agentes que compõem o quadro de servidores quanto à apreciação de novas propostas, que, segundo ele, devem ser analisadas com bom senso e ponderação. “Tenho certeza de que a classe vai se manter unida, aguardando uma posição favorável do governo em relação à tabela de reajuste dos salários”, ressalta.
“Nunca tivemos uma união tão evidente de todas as classes. Por isso, é importante que esta união continue pautando em todas as decisões, pois o governo do Estado não fechou as portas para as negociações as quais confiamos em um desfecho positivo”.
Michelotto ressaltou ainda que permanece confiante nessa união da classe com o governo. “Estou na luta pela segurança da sociedade e valorização dos policiais civis”.
Ele acredita e reitera a confiança na melhoria da proposta apresentada. “Meu propósito, como delegado-geral, é a melhoria das condições de trabalho e da qualidade de vida do nosso policial. Sabemos que isso refletirá diretamente na qualidade de atendimento à população e na redução dos índices de criminalidade do nosso Estado. Para isso, confiamos em toda a classe para que continuemos sendo reconhecidos como uma das melhores polícias do país.”
Confira o que abre e o que fecha em Curitiba durante o carnaval
Do G1PR.
Com o feriado de carnaval, em Curitiba, as repartições públicas estarão fechadas, já o Mercado Municipal vai abrir durante o fim de semana normalmente e fecha de segunda-feira (20) a quarta-feira (22).
O sistema de transporte público de Curitiba funcionará com horário diferenciado. No sábado (18) e domingo (19), os horários serão normais. Na segunda-feira, os ônibus cumprem horários de sábado, na terça-feira (21), atendem com tabela de domingo e, na quarta-feira, o atendimento será feito nos horários normais.
Feiras livres

Com o feriado de carnaval, em Curitiba, as repartições públicas estarão fechadas, já o Mercado Municipal vai abrir durante o fim de semana normalmente e fecha de segunda-feira (20) a quarta-feira (22).
O sistema de transporte público de Curitiba funcionará com horário diferenciado. No sábado (18) e domingo (19), os horários serão normais. Na segunda-feira, os ônibus cumprem horários de sábado, na terça-feira (21), atendem com tabela de domingo e, na quarta-feira, o atendimento será feito nos horários normais.
Feiras livres

Confira os horários das feiras livres de Curitiba
(Foto: Divulgação/ Prefeitura de Curitiba)
As feiras livres funcionarão normalmente no sábado e domingo. Na segunda-feira, não funcionam. Na terça-feira, o funcionamento será facultativo e na quarta-feira todas terão atendimento normal.
As feiras noturnas não funcionarão de sábado a terça-feira e voltam normalmente na quarta-feira. As feiras gastronômicas abrirão normalmente no sábado. De domingo à quarta-feira não haverá funcionamento.
As feiras orgânicas funcionam normalmente no sábado. No domingo e segunda-feira não haverá funcionamento. Na terça-feira, o atendimento é facultativo e na quarta-feira todas funcionam normalmente.
O Mercado Municipal abrirá normalmente no fim de semana de Carnaval e estará fechado de segunda a quarta-feira.
Armazéns da Família funcionam normalmente no sábado e fecham no restante do feriado. O atendimento volta na quarta-feira, após as 14h. Os Sacolões da Família funcionam no sábado e na quarta-feira. O Varejão Capão da Imbuía e Capão Raso funcionam normalmente no sábado e domingo.
Os restaurantes populares ficam fechados de sábado a terça-feira e voltam normalmente na quarta-feira. O programa Câmbio Verde fica fechado de sábado a quarta-feira e o Família Curitibana só volta a funcionar na quarta-feira.
Mercado Central
Estará aberto na segunda-feira das 9h às 19h, fecha na terça-feira e reabre na quarta-feira de Cinzas às 9h.
Shopping Popular
Horário será definido na quarta-feira, após reunião entre a Urbanização de Curitiba (Urbs) e os comerciantes.
Bancos
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou que as instituições bancárias estarão fechados para atendimento ao público na segunda e terça-feira e reabrem 12 horas de quarta-feira. As contas de consumo (água, luz, telefone e etc) e os carnês que vencerem de 18 a 22 de fevereiro poderão ser pagos na quarta (22), sem incidência de multa.
Educação
Escolas e creches municipais - Ficarão fechadas durante o feriado. As aulas voltam na quinta-feira (22). O programa Comunidade Escola não funcionará.
Supermercados
Os supermercados de Curitiba vão funcionar normalmente durante o feriado de carnaval.
Meio Ambiente
Limpeza pública – Será normal durante o feriado.
Zoológico – Abrirá todos os dias do feriado das 9 às 17h, inclusive, na segunda-feira em caráter excepcional.
Museu de História Natural - Abrirá todos os dias do feriado das 9 às 17h.
Passeio Público - Abrirá todos os dias do feriado das 9 às 17h.
Museu Botânico – Estará fechado. O expediente volta na tarde de quarta-feira, a partir das 14 horas.
Saúde
Unidades básicas de saúde estarão fechadas e reabrem na quarta-feira, às 14h. As exceções são os Centros de Urgências Médicas dos bairros Sítio Cercado, Boa Vista, Boqueirão, Pinheirinho, Fazendinha, Campo Cumprido, Cic e Cajuru, que funcionarão normalmente todos os dias, 24 horas.
(Foto: Divulgação/ Prefeitura de Curitiba)
As feiras livres funcionarão normalmente no sábado e domingo. Na segunda-feira, não funcionam. Na terça-feira, o funcionamento será facultativo e na quarta-feira todas terão atendimento normal.
As feiras noturnas não funcionarão de sábado a terça-feira e voltam normalmente na quarta-feira. As feiras gastronômicas abrirão normalmente no sábado. De domingo à quarta-feira não haverá funcionamento.
As feiras orgânicas funcionam normalmente no sábado. No domingo e segunda-feira não haverá funcionamento. Na terça-feira, o atendimento é facultativo e na quarta-feira todas funcionam normalmente.
O Mercado Municipal abrirá normalmente no fim de semana de Carnaval e estará fechado de segunda a quarta-feira.
Armazéns da Família funcionam normalmente no sábado e fecham no restante do feriado. O atendimento volta na quarta-feira, após as 14h. Os Sacolões da Família funcionam no sábado e na quarta-feira. O Varejão Capão da Imbuía e Capão Raso funcionam normalmente no sábado e domingo.
Os restaurantes populares ficam fechados de sábado a terça-feira e voltam normalmente na quarta-feira. O programa Câmbio Verde fica fechado de sábado a quarta-feira e o Família Curitibana só volta a funcionar na quarta-feira.
Mercado Central
Estará aberto na segunda-feira das 9h às 19h, fecha na terça-feira e reabre na quarta-feira de Cinzas às 9h.
Shopping Popular
Horário será definido na quarta-feira, após reunião entre a Urbanização de Curitiba (Urbs) e os comerciantes.
Bancos
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou que as instituições bancárias estarão fechados para atendimento ao público na segunda e terça-feira e reabrem 12 horas de quarta-feira. As contas de consumo (água, luz, telefone e etc) e os carnês que vencerem de 18 a 22 de fevereiro poderão ser pagos na quarta (22), sem incidência de multa.
Educação
Escolas e creches municipais - Ficarão fechadas durante o feriado. As aulas voltam na quinta-feira (22). O programa Comunidade Escola não funcionará.
Supermercados
Os supermercados de Curitiba vão funcionar normalmente durante o feriado de carnaval.
Meio Ambiente
Limpeza pública – Será normal durante o feriado.
Zoológico – Abrirá todos os dias do feriado das 9 às 17h, inclusive, na segunda-feira em caráter excepcional.
Museu de História Natural - Abrirá todos os dias do feriado das 9 às 17h.
Passeio Público - Abrirá todos os dias do feriado das 9 às 17h.
Museu Botânico – Estará fechado. O expediente volta na tarde de quarta-feira, a partir das 14 horas.
Saúde
Unidades básicas de saúde estarão fechadas e reabrem na quarta-feira, às 14h. As exceções são os Centros de Urgências Médicas dos bairros Sítio Cercado, Boa Vista, Boqueirão, Pinheirinho, Fazendinha, Campo Cumprido, Cic e Cajuru, que funcionarão normalmente todos os dias, 24 horas.
Garrafas e carrancas, por Pablo Neruda
Do livro Confesso que vivi
Aproxima-se o Natal. Cada Natal que passa nos aproxima do ano 2000. Para essa alegria futura, para essa paz de amanhã, para essa justiça universal, para esses sinos do ano 2000, nós os poetas desse tempo de agora temos lutado e cantado.
Lá pelos anos 30, Sócrates Aguirre, aquele homem sutil e excelente que foi meu chefe no consulado de Buenos Aires, pediu-me num 24 de dezembro que eu me fantasiasse de São Nicolau ou Papai Noel, em sua casa. Fiz muitas coisas mal em minha vida mas nada ficou tão mal quanto esse Papai Noel. Caíam os algodões do bigode e me enganei demais na distribuição dos brinquedos. E como disfarçar minha voz que a natureza do Sul do Chile tornou fanhosa, nasalada e inconfundível, desde a minha mais tenra idade? Recorri a um truque: me dirigi às crianças em inglês mas as crianças cravaram em mim vários pares de olhos negros e azuis e mostravam mais desconfiança da que convém a uma infância bem educada.
Quem diria que entre aquelas crianças estava a que seria uma de minhas amigas prediletas, escritora notável e autora de uma de minhas melhores biografias? Estou falando de Margarida Aguirre.
Em minha casa fui reunindo brinquedos pequenos e grandes, sem os quais não podia viver. A criança que não brinca não é criança. Mas o homem que não brinca perdeu para sempre a criança que vivia nele e que lhe fará muita falta. Edifiquei minha casa também como um brinquedo e brinco nela da manhã à noite.
São meus próprios brinquedos. Juntei-os através de toda a minha vida com o propósito de me entreter sozinho. Vou descrevê-los para as crianças pequenas e para as de todas as idades.
Tenho um barco veleiro dentro de uma garrafa. Para dizer a verdade, tenho mais de um. É uma verdadeira frota, com seus nomes escritos, seus mastros, suas velas, suas proas e suas âncoras. Alguns vêm de longe, de outros mares minúsculos. Um dos mais belos me foi mandado da Espanha em pagamento de direitos autorais de um livro de minhas Odes. No alto, no mastro maior, está nossa bandeira com sua solitária e pequena estrela. Mas quase todos os outros são feitos pelo senhor Carlos Hollander. O senhor Hollander é um velho marinheiro que reproduziu para mim muitos daqueles barcos famosos e majestosos que vinham de Hamburgo, de Salem ou da costa bretã para carregar salitre ou para caçar baleias pelos mares do sul.
Ao descer o longo caminho do Chile para encontrar, em Coronel, o velho marinheiro, entre o cheiro de carvão e chuva da cidade sulista, entro na verdade no menor estaleiro do mundo. Na salinha, na sala de jantar, na cozinha, no jardim, acumulavam-se e se alinhavam os elementos que serão colocados nas claras garrafas, das quais o pisco se foi. Dom Carlos toca com seu sopro mágico proas e velas, traquetes e gáveas. Até a menor fumaça do porto passa por suas mãos e se converte numa criação,em um novo barco engarrafado, completo e radiante, pronto para o mar quimérico.
Em minha coleção sobressaem, entre os outros barcos comprados em Amberes ou Marselha, os que saíram das modestas mãos do navegante de Coronel. Porque não só ele lhes deu vida como também os ilustrou com a sua sabedoria, colando-lhes uma etiqueta que conta o nome e o número das proezas do modelo, as viagens que manteve contra vento e maré, as mercadorias que distribuiu pelo Pacífico com seus velames que já não veremos mais.
Tenho barcos engarrafados tão famosos como a poderosa Potosí e a magna Prússia, de Hamburgo, que naufragou no Canal da Mancha em 1910. Mestre Hollanderme deleitou também fazendo para mim duas versões da Maria Celeste que, desde 1882, se converteu em estrela, em mistério dos mistérios.
Não estou disposto a revelar o segredo navegatório que vive em sua própria transparência. Trata-se de como entraram os minúsculos barcos em suas garrafas ternas. Eu, enganador profissional, com o objetivo de mistificar, descrevi minuciosamente em uma ode o enorme e mínimo trabalho dos misteriosos construtores e contei como entravam e saíam das garrafas marinheiras. Mas o segredo continua.
Meus brinquedos maiores são as carrancas de proa. Como muitas coisas minhas, estas carrancas saíram retratadas nos jornais, nas revistas, e têm sido discutidas com benevolência ou com rancor. Os que as julgam com benevolência riem compreensivamente e dizem:
- Que sujeito mais louco! O que lhe deu para colecionar!
Os malignos vêem as coisas de outro modo. Um deles, amargado pelas minhas coleções e pela bandeira azul com um peixe branco que eu icei em minha casa de Isla Negra, disse:
- Eu não ponho bandeira própria nem tenho carrancas.
O coitado chorava como um garoto que inveja o pião dos outros garotos. Enquanto isso, minhas carrancas marinhas sorriam, lisonjeadas pela inveja que despertavam. Na verdade deveria se dizer carrancas de proa. São figuras com busto, estátuas marinhas, efígies do oceano perdido. O homem, ao construir suas naves, quis ele ver suas proas com um sentido superior. Colocou antigamente nos navios figuras de aves, pássaros totémicos, animais míticos talhados em madeira. Depois, no século XIX, os barcos baleeiros esculpiram figuras de caráter simbólico: deusas seminuas ou matronas republicanas de gorro frígio.
Tenho carrancas e mais carrancas. A menor e mais deliciosa, que muitas vezes Salvador Allende tentou me arrebatar, chama-se Maria Celeste. Pertenceu a um navio francês, de tamanho menor, e provavelmente não navegou senão nas águas do Sena. De cor escura, esculpida em madeira de azinheira, com tantos anos e viagens virou morena para sempre. É uma mulher pequena que parece voar com os sinais do vento talhando suas belas vestes do Segundo Império. Acima das covinhas das faces, os olhos de louça olham o horizonte. E, ainda que pareça estranho, estes olhos choram durante o inverno, todos os anos. Não há explicação para isso. A madeira tostada terá talvez alguma impregnação que recolhe a umidade. Mas o certo é que esses olhos franceses choram no inverno e que eu vejo todos os anos as preciosas lágrimas descerem pelo pequeno rosto de Maria Celeste.
Talvez seja religioso o sentimento despertado no ser humano diante das imagens, sejam cristãs ou pagãs. Outra de minhas carrancas de proa esteve alguns anos onde lhe convinha: diante do mar, em sua posição oblíqua, tal como navegava no navio. Mas Matilde e eu descobrimos certa tarde que, saltando a cerca como costumam fazer os jornalistas que querem me entrevistar, algumas senhoras beatas de Isla Negra tinham se ajoelhado no jardim diante da carranca de proa iluminada por não poucas velas que tinham acendido para ela. Possivelmente havia nascido uma nova religião. Mas ainda que a carranca alta e solene parecesse muito com Gabriela Mistral, tivemos que desiludir as crentes para que não continuassem adorando com tanta inocência uma imagem de mulher marinha que tinha viajado pelos mares mais pecaminosos de nosso pecaminoso planeta.
Desde então a tirei do jardim, estando agora mais perto de mim, junto da lareira.
Aproxima-se o Natal. Cada Natal que passa nos aproxima do ano 2000. Para essa alegria futura, para essa paz de amanhã, para essa justiça universal, para esses sinos do ano 2000, nós os poetas desse tempo de agora temos lutado e cantado.
Lá pelos anos 30, Sócrates Aguirre, aquele homem sutil e excelente que foi meu chefe no consulado de Buenos Aires, pediu-me num 24 de dezembro que eu me fantasiasse de São Nicolau ou Papai Noel, em sua casa. Fiz muitas coisas mal em minha vida mas nada ficou tão mal quanto esse Papai Noel. Caíam os algodões do bigode e me enganei demais na distribuição dos brinquedos. E como disfarçar minha voz que a natureza do Sul do Chile tornou fanhosa, nasalada e inconfundível, desde a minha mais tenra idade? Recorri a um truque: me dirigi às crianças em inglês mas as crianças cravaram em mim vários pares de olhos negros e azuis e mostravam mais desconfiança da que convém a uma infância bem educada.
Quem diria que entre aquelas crianças estava a que seria uma de minhas amigas prediletas, escritora notável e autora de uma de minhas melhores biografias? Estou falando de Margarida Aguirre.
Em minha casa fui reunindo brinquedos pequenos e grandes, sem os quais não podia viver. A criança que não brinca não é criança. Mas o homem que não brinca perdeu para sempre a criança que vivia nele e que lhe fará muita falta. Edifiquei minha casa também como um brinquedo e brinco nela da manhã à noite.
São meus próprios brinquedos. Juntei-os através de toda a minha vida com o propósito de me entreter sozinho. Vou descrevê-los para as crianças pequenas e para as de todas as idades.
Tenho um barco veleiro dentro de uma garrafa. Para dizer a verdade, tenho mais de um. É uma verdadeira frota, com seus nomes escritos, seus mastros, suas velas, suas proas e suas âncoras. Alguns vêm de longe, de outros mares minúsculos. Um dos mais belos me foi mandado da Espanha em pagamento de direitos autorais de um livro de minhas Odes. No alto, no mastro maior, está nossa bandeira com sua solitária e pequena estrela. Mas quase todos os outros são feitos pelo senhor Carlos Hollander. O senhor Hollander é um velho marinheiro que reproduziu para mim muitos daqueles barcos famosos e majestosos que vinham de Hamburgo, de Salem ou da costa bretã para carregar salitre ou para caçar baleias pelos mares do sul.
Ao descer o longo caminho do Chile para encontrar, em Coronel, o velho marinheiro, entre o cheiro de carvão e chuva da cidade sulista, entro na verdade no menor estaleiro do mundo. Na salinha, na sala de jantar, na cozinha, no jardim, acumulavam-se e se alinhavam os elementos que serão colocados nas claras garrafas, das quais o pisco se foi. Dom Carlos toca com seu sopro mágico proas e velas, traquetes e gáveas. Até a menor fumaça do porto passa por suas mãos e se converte numa criação,em um novo barco engarrafado, completo e radiante, pronto para o mar quimérico.
Em minha coleção sobressaem, entre os outros barcos comprados em Amberes ou Marselha, os que saíram das modestas mãos do navegante de Coronel. Porque não só ele lhes deu vida como também os ilustrou com a sua sabedoria, colando-lhes uma etiqueta que conta o nome e o número das proezas do modelo, as viagens que manteve contra vento e maré, as mercadorias que distribuiu pelo Pacífico com seus velames que já não veremos mais.
Tenho barcos engarrafados tão famosos como a poderosa Potosí e a magna Prússia, de Hamburgo, que naufragou no Canal da Mancha em 1910. Mestre Hollanderme deleitou também fazendo para mim duas versões da Maria Celeste que, desde 1882, se converteu em estrela, em mistério dos mistérios.
Não estou disposto a revelar o segredo navegatório que vive em sua própria transparência. Trata-se de como entraram os minúsculos barcos em suas garrafas ternas. Eu, enganador profissional, com o objetivo de mistificar, descrevi minuciosamente em uma ode o enorme e mínimo trabalho dos misteriosos construtores e contei como entravam e saíam das garrafas marinheiras. Mas o segredo continua.
Meus brinquedos maiores são as carrancas de proa. Como muitas coisas minhas, estas carrancas saíram retratadas nos jornais, nas revistas, e têm sido discutidas com benevolência ou com rancor. Os que as julgam com benevolência riem compreensivamente e dizem:
- Que sujeito mais louco! O que lhe deu para colecionar!
Os malignos vêem as coisas de outro modo. Um deles, amargado pelas minhas coleções e pela bandeira azul com um peixe branco que eu icei em minha casa de Isla Negra, disse:
- Eu não ponho bandeira própria nem tenho carrancas.
O coitado chorava como um garoto que inveja o pião dos outros garotos. Enquanto isso, minhas carrancas marinhas sorriam, lisonjeadas pela inveja que despertavam. Na verdade deveria se dizer carrancas de proa. São figuras com busto, estátuas marinhas, efígies do oceano perdido. O homem, ao construir suas naves, quis ele ver suas proas com um sentido superior. Colocou antigamente nos navios figuras de aves, pássaros totémicos, animais míticos talhados em madeira. Depois, no século XIX, os barcos baleeiros esculpiram figuras de caráter simbólico: deusas seminuas ou matronas republicanas de gorro frígio.
Tenho carrancas e mais carrancas. A menor e mais deliciosa, que muitas vezes Salvador Allende tentou me arrebatar, chama-se Maria Celeste. Pertenceu a um navio francês, de tamanho menor, e provavelmente não navegou senão nas águas do Sena. De cor escura, esculpida em madeira de azinheira, com tantos anos e viagens virou morena para sempre. É uma mulher pequena que parece voar com os sinais do vento talhando suas belas vestes do Segundo Império. Acima das covinhas das faces, os olhos de louça olham o horizonte. E, ainda que pareça estranho, estes olhos choram durante o inverno, todos os anos. Não há explicação para isso. A madeira tostada terá talvez alguma impregnação que recolhe a umidade. Mas o certo é que esses olhos franceses choram no inverno e que eu vejo todos os anos as preciosas lágrimas descerem pelo pequeno rosto de Maria Celeste.
Talvez seja religioso o sentimento despertado no ser humano diante das imagens, sejam cristãs ou pagãs. Outra de minhas carrancas de proa esteve alguns anos onde lhe convinha: diante do mar, em sua posição oblíqua, tal como navegava no navio. Mas Matilde e eu descobrimos certa tarde que, saltando a cerca como costumam fazer os jornalistas que querem me entrevistar, algumas senhoras beatas de Isla Negra tinham se ajoelhado no jardim diante da carranca de proa iluminada por não poucas velas que tinham acendido para ela. Possivelmente havia nascido uma nova religião. Mas ainda que a carranca alta e solene parecesse muito com Gabriela Mistral, tivemos que desiludir as crentes para que não continuassem adorando com tanta inocência uma imagem de mulher marinha que tinha viajado pelos mares mais pecaminosos de nosso pecaminoso planeta.
Desde então a tirei do jardim, estando agora mais perto de mim, junto da lareira.
Pablo Neruda, poeta, diplomata, Chile, 1904-1973
Pois, pois, R$ 2 milhões para uma ONG do Galvão Bueno

Do blog do Fábio Campana.
Enquanto você brinca o carnaval, se alegra à beira-mar, se enche dessa felicidade de ocasião, a tigrada não brinca em serviço. Uma organização não governamental ligada ao narrador Galvão Bueno aprovou um projeto de R$ 2,2 milhões no governo federal.O governo federal autorizou a Associação Beneficente Galvão Bueno a captar o valor em doações e patrocínios por meio da Lei de Incentivo Fiscal. A decisão foi publicada no “Diário Oficial da União”.O dinheiro é destinado ao projeto chamado “Escola de Formação de Pilotos”. Dois filhos de Galvão, Cacá e Popó, são pilotos de automobilismo, antiga paixão do narrador, especialista em F-1.
Agora, o mais interessante. Os dois estão com as respectivas carteiras de habilitação de motorista suspensas em Londrina. mas vão ensinar a formar pilotos.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
NOTA OFICIAL DO SIDEPOL E DA ADEPOL
No dia de hoje, 17 de fevereiro, por volta das 15:00 horas, o SIDEPOL e a ADEPOL mais a Comissão de Negociação eleita ontem na reunião sindical, estiveram reunidos com o Dr. Sebastiani, Secretário da Administração, onde também se encontravam os Presidentes do Sindipol, Sinclapol e União da Polícia Civil, ficando claro que todas as entidades REJEITARAM A TABELA DIVULGADA PELO GOVERNO.
Diante disso, ficou restabelecido o canal de negociação sem prazo limite e definido que os valores das tabelas serão revistos, com a participação de dois Delegados de Polícia para acompanhar junto aos técnicos da SEAP a elaboração dos novos valores e o efeito do impacto financeiro, bem como ficou definida a data de 24 de fevereiro de 2012, sexta-feira próxima, para a apresentação desta nova tabela, sem data limite de negociação.
Desta forma, restou suspensa a data anteriormente fixada pelo Governo para encaminhamento da mensagem à Assembleia Legislativa.
De qualquer maneira, as decisões tomadas no dia de ontem, na reunião da classe, permanecem válidas, com o apoio às ações dos policiais de base, aguardando até o dia 24 próximo o resultado objetivo das revisões pretendidas.
Curitiba, 17 de fevereiro de 2012.
JAIRO AMODIO ESTORILIO
Presidente – SIDEPOL/PR
KIYOSHI HATTANDA
Presidente – ADEPOL/PR
Tudo o que você precisa saber sobre o reajuste dos Policiais Civis
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| O SALÁRIO Ó |
Em 2010 no governo de Orlando Pessuti houve uma readequação salarial para o corpo da Segurança Pública do Paraná. Para a Polícia Militar do Soldado ao Coronel foi de 30%. Para os Policiais Civis de 0%. Isto mesmo, NADA. Já na época causou perplexidade.
Pois bem, depois que o Governador Beto Richa assumiu não foi um trabalho fácil para o Secretário de Segurança e para o Delegado Geral discutir, criar alternativas e segurar a insatisfação dos Policiais.Assim se passaram 14 longos meses. Não conheço sentimento pior que o da injustiça. Estes policias se mantiveram esperançosos até dia 15 desta semana. Quando finalmente foi anunciada a tabela, gerou espanto e inconformismo. Mais uma vez. Veja só.
90% dos Delegados terão 0% de reajuste. Nos 3 anos que se refere a tabela a remuneração ficará congelada. inclusive sem a correção da inflação.
Os Delegados de 4ª classe terão algum benefício. Os papiloscopistas, escrivães e investigadores também. O que tenho que salientar é que são os que estão no início da carreira.
A tabela anunciada será aplicada em 3 anos. Não é agora em 2012 o total do percentual anunciado.
Neste momento está acontecendo nova reunião para negociação do reajuste.
Dia 28 de fevereiro haverá no assembleia do SIDEPOL para avaliação da proposta. O que sinaliza o sindicato dos Delegados é a criação do Movimento MOBILIZAÇÃO PELA LEGALIDADE. O que é bem simples de ser entendido. A Polícia Civil fará trabalho única e exclusivamente de polícia.
A carreira trabalha em tese 40 horas semanais e isto será respeitado uma vez que não ganham hora extra ou TIDE, tempo integral e dedicação exclusiva. Não mais farão papel de carcereiros, como tem feito há anos já que as delegacias são tratadas como presídios.
Pasme, existem 355 Delegados para 399 municípios do Paraná. Esta conta não fecha. Em Curitiba e Região Metropolitana atuam 150 Delegados. Sobram 200 para todo o interior. E o concurso também não sai.
Então não existe intolerância dos PCs. O que existe é um profundo sentimento de desprezo. Não esqueçam que qualquer falha eles vão para o túmulo.
Todas as informações obtive do Delegado José Carlos Cruz, diretor jurídico do SIDEPOL.
Cães abandonados - Dia Internacional da Não Violência
![]() |
| Minha prima Eleusa Fornazari |
Para marcar a morte de Mahatma Gandhi, símbolo da luta pela não violência, assassinado no dia 30 de janeiro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional da Não Violência para chamar atenção do mundo com ações de educação para a paz, à solidariedade e o respeito em qualquer contexto social. Em Irati, a Rádio Najuá entrevistou a presidente da Organização Não Governamental (ONG) SOS Amigo Bicho, Eleusa Fornazari, que falou sobre os maus tratos de animais domésticos.
Para a presidente da ONG, o maior problema é o aumento crescente de animais abandonados. Segundo Fornazari isso acontece devido à falta de sensibilidade das pessoas que acabam, muitas vezes, “descartando” cães e gatos nas ruas depois que estes animais apresentam alguma doença ou não servem mais para o que eram designados. “É uma situação muito triste presenciar este fato, mas esta é a realidade que presenciamos diariamente nas ruas. Algumas pessoas não cuidam do animal até o fim de seu ciclo de vida”.
Hoje a entidade cuida de cerca de 450 animais que estão sendo acompanhados pelas colaboradoras em suas próprias residências. A organização sofre com a falta de recursos que chegam através de doações particulares e, principalmente, através de bazares onde são comercializados a baixo custo, produtos como roupas e utensílios domésticos. Mesmo assim, esta arrecadação não é suficiente para suprir a demanda e os custos com os cuidados dos animais doentes e acidentados, que gerou uma dívida de R$ 11 mil em clínicas veterinárias. “Temos uma média de cinco atropelamentos por semana e a arrecadação não cobre os gastos”.
O Amigo Bicho é uma entidade declarada de “Utilidade Pública (UP)” nas três esferas de governo, mas este título não garante o recebimento de subsídio público, que, aliás, nunca foi recebido. Mesmo não resolvendo todos os problemas o título de UP federal permite que a ONG que possui CNPJ, compre ração a preço de custo.
Há cerca de um ano, a prefeitura de Irati concedeu uso de um terreno que mede aproximadamente 10 mil metros quadrados, localizado no Jardim Aeroporto, divisa com o depósito de lixo agrícola tóxico para que seja construída uma sede própria da instituição. Porém, Fornazari lembra que o local não oferece a estrutura desejada, pois o acesso é ruim e porque não há sanitários e rede coletora de esgoto. “Infelizmente não há condições de construir nada lá. De preferência também deveríamos ter um local para um funcionário se instalar para ajudar na alimentação e para separar no caso de alguma briga entre os cães”, indica.
Conta bancária da ONG SOS Amigo Bicho
Caixa Econômica Federal, agência 0390
Operação 013
Conta: 11975-3
http://ongsosamigobicho.blogspot.com/
http://www.sosamigobicho.no.comunidades.net/index.php
Para a presidente da ONG, o maior problema é o aumento crescente de animais abandonados. Segundo Fornazari isso acontece devido à falta de sensibilidade das pessoas que acabam, muitas vezes, “descartando” cães e gatos nas ruas depois que estes animais apresentam alguma doença ou não servem mais para o que eram designados. “É uma situação muito triste presenciar este fato, mas esta é a realidade que presenciamos diariamente nas ruas. Algumas pessoas não cuidam do animal até o fim de seu ciclo de vida”.
Hoje a entidade cuida de cerca de 450 animais que estão sendo acompanhados pelas colaboradoras em suas próprias residências. A organização sofre com a falta de recursos que chegam através de doações particulares e, principalmente, através de bazares onde são comercializados a baixo custo, produtos como roupas e utensílios domésticos. Mesmo assim, esta arrecadação não é suficiente para suprir a demanda e os custos com os cuidados dos animais doentes e acidentados, que gerou uma dívida de R$ 11 mil em clínicas veterinárias. “Temos uma média de cinco atropelamentos por semana e a arrecadação não cobre os gastos”.
O Amigo Bicho é uma entidade declarada de “Utilidade Pública (UP)” nas três esferas de governo, mas este título não garante o recebimento de subsídio público, que, aliás, nunca foi recebido. Mesmo não resolvendo todos os problemas o título de UP federal permite que a ONG que possui CNPJ, compre ração a preço de custo.
Há cerca de um ano, a prefeitura de Irati concedeu uso de um terreno que mede aproximadamente 10 mil metros quadrados, localizado no Jardim Aeroporto, divisa com o depósito de lixo agrícola tóxico para que seja construída uma sede própria da instituição. Porém, Fornazari lembra que o local não oferece a estrutura desejada, pois o acesso é ruim e porque não há sanitários e rede coletora de esgoto. “Infelizmente não há condições de construir nada lá. De preferência também deveríamos ter um local para um funcionário se instalar para ajudar na alimentação e para separar no caso de alguma briga entre os cães”, indica.
Conta bancária da ONG SOS Amigo Bicho
Caixa Econômica Federal, agência 0390
Operação 013
Conta: 11975-3
http://ongsosamigobicho.blogspot.com/
http://www.sosamigobicho.no.comunidades.net/index.php
Curso gratuito de idioma polonês
O Centro de Línguas Estrangeiras Modernas - CELEM do Colégio Estadual do Paraná está ofertando o curso gratuito de idioma polonês!!!!!. Com turmas nos seguintes horários:
Turma A: quartas-feiras e sextas-feiras das 17:00 às 18:40
Turma B: Sábados das 13:30 às 17:00
Turma A: quartas-feiras e sextas-feiras das 17:00 às 18:40
Turma B: Sábados das 13:30 às 17:00
Os interessados em participar das aulas de polonês devem comparecer ao Colégio Estadual do Paraná e fazer um protocolo.
Av. João Gualberto, 250 – Curitiba – CELEM fone: (41) 3304-8958
Informações com Sônia pelo email: soniaeliane@gmail.com
Aproveite está oportunidade!
Av. João Gualberto, 250 – Curitiba – CELEM fone: (41) 3304-8958
Informações com Sônia pelo email: soniaeliane@gmail.com
Aproveite está oportunidade!
OS DELEGADOS DE POLÍCIA ESTÃO DE LUTO!
Os Delegados de Policia do Estado do Paraná estão de luto por não terem sido contemplados com a recomposição salarial prometida pela equipe de Governo.
Conforme a tabela apresentada pelo Governo, que busca a transformação da remuneração dos chefes de polícia em subsídio, traduz praticamente 0% de correção em 2012, ficando muito distante do índice divulgado na imprensa oficial. Isto significa dizer, que sequer a correção inflacionária foi observada.
Num momento em que se acreditava em soluções para a Segurança Pública, após exaustivas tentativas de negociação, que foram frustradas, estabeleceu-se um clima de tensão no âmbito da classe dos Delegados e no seio da Polícia Civil, o que certamente se traduzirá em prejuízo ainda maior a coletividade, que paga seus impostos e merece um serviço de qualidade no setor.
Não é o desejo da Classe. Assim, os Delegados de Polícia, deliberaram integral apoio à base da polícia, desde que, é claro, as medidas sejam revestidas de legalidade.
Os Delegados de Polícia do Estado do Paraná, não deixarão de cumprir seu dever legal, previsto pela Constituição da República, Código de Processo Penal e Estatuto da Polícia Civil, mas não hesitarão em defender seus direitos.
JAIRO AMODIO ESTORILIO
Presidente – SIDEPOL/PR
KIYOSHI HATTANDA
Presidente – ADEPOL/PR
Conforme a tabela apresentada pelo Governo, que busca a transformação da remuneração dos chefes de polícia em subsídio, traduz praticamente 0% de correção em 2012, ficando muito distante do índice divulgado na imprensa oficial. Isto significa dizer, que sequer a correção inflacionária foi observada.
Num momento em que se acreditava em soluções para a Segurança Pública, após exaustivas tentativas de negociação, que foram frustradas, estabeleceu-se um clima de tensão no âmbito da classe dos Delegados e no seio da Polícia Civil, o que certamente se traduzirá em prejuízo ainda maior a coletividade, que paga seus impostos e merece um serviço de qualidade no setor.
Não é o desejo da Classe. Assim, os Delegados de Polícia, deliberaram integral apoio à base da polícia, desde que, é claro, as medidas sejam revestidas de legalidade.
Os Delegados de Polícia do Estado do Paraná, não deixarão de cumprir seu dever legal, previsto pela Constituição da República, Código de Processo Penal e Estatuto da Polícia Civil, mas não hesitarão em defender seus direitos.
JAIRO AMODIO ESTORILIO
Presidente – SIDEPOL/PR
KIYOSHI HATTANDA
Presidente – ADEPOL/PR
Em breve mais informações.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
PERDEU! LINDEMBERG, VOCÊ PERDEU!
Lindemberg foi condenado pelos crimes de homicídio contra Eloá Pimentel, duas tentativas de homicídio (contra Nayara Rodrigues e o sargento Atos Valeriano), cinco ocorrências de cárcere privado (contra Eloá, Vitor Lopes, Iago Oliveira e duas vezes contra Nayara) e quatro disparos de arma de fogo. Segundo o Diário do ABC.
A pena é de 98 anos e 10 meses de reclusão, porém a pena máxima no nosso país é de 30 anos.
Meninas, ninguém tem o direito de agredir física ou verbalmente. Não admitam nada parecido com isto. A violência vem lentamente e ganha corpo dia após dia. Não se submetam. Ninguém nasceu para sofrer.
BÓRA SER FELIZ!!!
Revista Ideias de fevereiro nas bancas
Encontre a Revista Ideias nas principais bancas da cidade: Banca do Batel, Banca Boca Maldita, Banca da Praça Espanha, Revistaria do Maninho, Revistaria Quiosque do Saber — Angeloni, Banca Presentes Cotegipe — Mercado Municipal, Livrarias Ghignone,Banca Bom Jesus,Revistaria Itália, Fnac — Park Shopping Barigui, Banca do Shopping Curitiba.
Minha crônica é NA SAUNA DO CLUBÃO.
Policiais civis do PR aprovam indicativo de greve e operação-padrão
Do SINCLAPOL.
Em uma assembleia bastante inflamada, com discursos revoltos e de indignação ante a proposta de aumento salarial apresentada pelo governador Beto Richa, os policiais civis do Paraná aprovaram ontem (15) um indicativo de greve e o início de uma operação-padrão a partir da zero hora de hoje (16). Com a decisão, a paralisação de todas as atividades da Policia Civil começa em 48 horas, a partir do sábado de carnaval, no dia 18. Segundo o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, a entidade pretende comunicar oficialmente ainda hoje a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) sobre o indicativo de greve da categoria.
No início da tarde desta quarta, o Governo do Paraná apresentou a proposta de reajuste de 26% (20% mais reposição da inflação) para policiais civis de 4ª e 5ª classes. Os oficiais de 1ª, 2ª e 3ª classe receberiam apenas a reposição da inflação. Essa opção foi rejeitada. Os policiais civis querem que o subsídio seja implantado com a incorporação de benefícios. Para isso, o salário inicial pretendido pela categoria é de, no mínimo, R$ 5.750,00. Atualmente, este valor é de R$ 2.700,00. Para Gutierrez, presidente do Sinclapol, a categoria foi desrespeitada pelo governador, quando ele disse que a negociação poderia esperar mais tempo. “Os policiais estão descontentes com a proposta do governo. Vamos, agora, fazer operações pontuais dentro da legalidade. Isso significa, por exemplo, que nas delegacias vamos cumprir apenas o que é determinação da Polícia Civil”, frisou. Durante a operação-padrão, os sindicatos representativos da Polícia Civil devem atuar apenas em funções atribuídas ao Estatuto da Polícia Civil. Com isso, eles devem deixar de fazer trabalhos como a guarda de presos encarcerados em delegacias e registrar prisões em flagrante sem acompanhamento de um delegado. . Pelos discursos, as operações devem ter como alvo, sobretudo, bancas do jogo do bicho e locais de prostituição e de grande aglomeração de pessoas nos finais de semana. Segundo o Sinclapol, a paralisação das atividades deve cumprir e respeitar o mínimo de 30% no atendimento à população.
No início da tarde desta quarta, o Governo do Paraná apresentou a proposta de reajuste de 26% (20% mais reposição da inflação) para policiais civis de 4ª e 5ª classes. Os oficiais de 1ª, 2ª e 3ª classe receberiam apenas a reposição da inflação. Essa opção foi rejeitada. Os policiais civis querem que o subsídio seja implantado com a incorporação de benefícios. Para isso, o salário inicial pretendido pela categoria é de, no mínimo, R$ 5.750,00. Atualmente, este valor é de R$ 2.700,00. Para Gutierrez, presidente do Sinclapol, a categoria foi desrespeitada pelo governador, quando ele disse que a negociação poderia esperar mais tempo. “Os policiais estão descontentes com a proposta do governo. Vamos, agora, fazer operações pontuais dentro da legalidade. Isso significa, por exemplo, que nas delegacias vamos cumprir apenas o que é determinação da Polícia Civil”, frisou. Durante a operação-padrão, os sindicatos representativos da Polícia Civil devem atuar apenas em funções atribuídas ao Estatuto da Polícia Civil. Com isso, eles devem deixar de fazer trabalhos como a guarda de presos encarcerados em delegacias e registrar prisões em flagrante sem acompanhamento de um delegado. . Pelos discursos, as operações devem ter como alvo, sobretudo, bancas do jogo do bicho e locais de prostituição e de grande aglomeração de pessoas nos finais de semana. Segundo o Sinclapol, a paralisação das atividades deve cumprir e respeitar o mínimo de 30% no atendimento à população.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Jóquei J. Ricardo supera câncer e está perto de retomar recorde
Do G1.
O jóquei brasileiro Jorge Ricardo superou uma doença grave e está muito perto de retomar um recorde.
Imagine esse roteiro. Você é o melhor do mundo no que faz e tem uma carreira de sucesso. Mas, de repente, é obrigado a parar por causa de uma doença.
Foi o que aconteceu com o jóquei J. Ricardo, o Ricardinho. Até 2009, era o recordista mundial de vitórias no turfe. Foi quando descobriu que estava com um linfoma, um tipo de câncer que se manifestou primeiro na área do pescoço.
Nos seis meses em que ficou parado, perdeu o recorde. Durante o tratamento, traçou uma meta. Quase uma obsessão. “Nunca deixei de pensar em recuperar o recorde. Quando eu parei, já parei pensando em voltar e recuperar o recorde”, contou Ricardinho.
O canadense Russel Baze abriu uma vantagem de 180 vitórias. Mas em dois anos, a vantagem caiu para apenas 16 vitórias.
J. Ricado mora na Argentina, onde o turfe é mais competitivo. No domingo (12), voltou ao Jockey Club, no Rio de Janeiro. Desde 2010 não ia ao hipódromo que o consagrou.
Aos 50 anos, disposição de iniciante. Presente em nove páreos. Não para. Monta, volta, muda de roupa, monta de novo. Sete horas de trabalho.
Recuperar o recorde de vitórias. É o que faz J. Ricardo continuar montando, vencendo. Ele já decidiu: só vai se aposentar quando voltar a ser o número um do turfe mundial.
“Se tudo seguir como imagino, não sei. É uma questão de tempo. Isso pode acontecer, não tenho dúvida nenhuma, daqui a um mês, dois meses”, planeja ele.
Com as duas vitórias de domingo, agora faltam 14. O rival canadense continua competindo, aos 53 anos, mas Ricardinho quer passar e abrir vantagem.
“Quero montar, competir, o turfe na verdade é a minha vida”, declara.
O jóquei brasileiro Jorge Ricardo superou uma doença grave e está muito perto de retomar um recorde.
Imagine esse roteiro. Você é o melhor do mundo no que faz e tem uma carreira de sucesso. Mas, de repente, é obrigado a parar por causa de uma doença.
Foi o que aconteceu com o jóquei J. Ricardo, o Ricardinho. Até 2009, era o recordista mundial de vitórias no turfe. Foi quando descobriu que estava com um linfoma, um tipo de câncer que se manifestou primeiro na área do pescoço.
Nos seis meses em que ficou parado, perdeu o recorde. Durante o tratamento, traçou uma meta. Quase uma obsessão. “Nunca deixei de pensar em recuperar o recorde. Quando eu parei, já parei pensando em voltar e recuperar o recorde”, contou Ricardinho.
O canadense Russel Baze abriu uma vantagem de 180 vitórias. Mas em dois anos, a vantagem caiu para apenas 16 vitórias.
J. Ricado mora na Argentina, onde o turfe é mais competitivo. No domingo (12), voltou ao Jockey Club, no Rio de Janeiro. Desde 2010 não ia ao hipódromo que o consagrou.
Aos 50 anos, disposição de iniciante. Presente em nove páreos. Não para. Monta, volta, muda de roupa, monta de novo. Sete horas de trabalho.
Recuperar o recorde de vitórias. É o que faz J. Ricardo continuar montando, vencendo. Ele já decidiu: só vai se aposentar quando voltar a ser o número um do turfe mundial.
“Se tudo seguir como imagino, não sei. É uma questão de tempo. Isso pode acontecer, não tenho dúvida nenhuma, daqui a um mês, dois meses”, planeja ele.
Com as duas vitórias de domingo, agora faltam 14. O rival canadense continua competindo, aos 53 anos, mas Ricardinho quer passar e abrir vantagem.
“Quero montar, competir, o turfe na verdade é a minha vida”, declara.
Vizinhos dos neonazis para lutar contra eles
Do site Público de Portugal.
Chamar aldeia a Jamel quase parece exagero. Será um lugar, um lugarejo, uma rua de dez casas de dois andares, alinhadas, cinco de cada lado, em que a poeira corta o verde da região perto do mar Báltico. Um passeio por Jamel não demora muito tempo. É domingo de manhã, o sol passa através dos limoeiros e plátanos, os pássaros cantam, e o quintal de Birgit e Horst Lohmeyer quase parece um paraíso. Isto, se nos alhearmos do que está à sua volta.
Ao longe ouve-se o barulho áspero de uma pá na gravilha; vem das traseiras de uma das casas. O caminho ao longo da rua (os Lohmeyer moram logo no início) é feito com este som ritmado, que se vai tornando mais forte à medida que avançamos. Um passo, uma pazada. Uma mulher sai com duas crianças, parece não dar pela nossa presença: os habitantes de Jamel não gostam muito de visitas; normalmente ignoram-nas, e não há registo de que nenhum deles tenha alguma vez dirigido uma palavra a qualquer jornalista alemão e muito menos a um estrangeiro. Mas, passado nem meio minuto do passeio, começa a soar muito alto uma música tipo heavy-metal, agressiva, cantada em alemão. Ecoa pela aldeia inteira. Nunca saberemos se era uma coincidência ou umas irónicas boas-vindas a alguém de fora.
É que esta é "a aldeia dos neonazis", um local conhecido por lá viver Sven Krüger, um importante membro do partido de extrema-direita NPD (Partido Nacional Democrata) junto com várias famílias neonazis, que dominam a localidade. Os únicos habitantes que se lhes opõem são Birgit e Horst Lohmeyer, uma escritora de policiais e um músico. Eles moram lá para lutar contra os extremistas - os seus vizinhos.
À entrada de Jamel já houve uma placa que dizia: "Jamel: livre - social - nacional", querendo dizer que aqui se defende livremente o nacional-socialismo. Mas Jamel "não é livre, não é nacional, não é social", garante Horst Lohmeyer, pondo peso em cada palavra dos chavões contrariando os chavões nazis. "É para garantir isso que cá estamos", sublinha, sentado à mesa da sua sala de jantar, a escassos metros das salas dos vizinhos.
Tiros na floresta
Tudo começou de um modo inconsciente: Birgit e Horst Lohmeyer procuraram, durante muito tempo, uma casa num sítio calmo para fugir do bulício de Hamburgo. Há seis anos, pensaram ter encontrado um paraíso a preço acessível em Jamel, no Nordeste do país, uma casa com jardim com um charme antigo.
Sabiam que perto vivia um conhecido membro de um partido de extrema-direita, mas não sabiam ainda das histórias que se viriam a tornar lendas locais: sessões de tiro na floresta, crianças a fazer saudações nazis, festas com homens bêbados a cantar hinos nacional-socialistas. Não sabiam que Jamel iria transcender a sua minúscula dimensão por ser "a aldeia dos neonazis".
Os Lohmeyer foram restaurando a casa e instalaram-se lá. O plano era ter uma vida calma e simples: Ela escreveria aqui os seus livros policiais, ele faria a sua música. Mas, pouco a pouco, foram-se apercebendo da influência de Sven Krüger no local, e foram vendo as pessoas que discordavam dele serem afastadas.
Mas em vez de sair ou de se tentarem afastar, decidiram ficar. Birgit e Horst nunca tinham ligado nenhuma a política; agora, a luta deles é esta: contra a extrema-direita. Por isso vivem entre dez famílias de cabeças-rapadas neste pequeno lugarejo, numa casa cheia de panfletos e jornais activistas, e recentemente foram convidados para uma audiência com o Presidente Christian Wulff, em Berlim.
O que começou como um sonho de vida no campo de um casal apanhado numa situação inesperada tornou-se agora num claro, e pensado, acto de desafio e, sim, admitem os Lohmeyer, de teimosia.
A casa dos Lohmeyer é um paraíso com uma ligeira aura new age, com móveis antigos e do IKEA ao pé das lareiras com tijoleira. O jardim está cuidado, mas num estilo despreocupado, com plantas meio desordenadas e gatos a espreguiçarem-se ao sol.
Passado o portão para a estrada, parece que alguém mexeu nas definições de cor da imagem de Jamel e tudo fica menos vivo. O verde torna-se poeira. Algumas casas parecem mais novas, outras quase mais prefabricadas, muitas fazem lembrar pequenos estaleiros: quase todas têm uma betoneira nas traseiras. Parece haver um movimento constante de construição e demolição, mesmo que apenas nos quintais.
"Fazemos o trabalho sujo"
Chamar aldeia a Jamel quase parece exagero. Será um lugar, um lugarejo, uma rua de dez casas de dois andares, alinhadas, cinco de cada lado, em que a poeira corta o verde da região perto do mar Báltico. Um passeio por Jamel não demora muito tempo. É domingo de manhã, o sol passa através dos limoeiros e plátanos, os pássaros cantam, e o quintal de Birgit e Horst Lohmeyer quase parece um paraíso. Isto, se nos alhearmos do que está à sua volta.
Ao longe ouve-se o barulho áspero de uma pá na gravilha; vem das traseiras de uma das casas. O caminho ao longo da rua (os Lohmeyer moram logo no início) é feito com este som ritmado, que se vai tornando mais forte à medida que avançamos. Um passo, uma pazada. Uma mulher sai com duas crianças, parece não dar pela nossa presença: os habitantes de Jamel não gostam muito de visitas; normalmente ignoram-nas, e não há registo de que nenhum deles tenha alguma vez dirigido uma palavra a qualquer jornalista alemão e muito menos a um estrangeiro. Mas, passado nem meio minuto do passeio, começa a soar muito alto uma música tipo heavy-metal, agressiva, cantada em alemão. Ecoa pela aldeia inteira. Nunca saberemos se era uma coincidência ou umas irónicas boas-vindas a alguém de fora.
É que esta é "a aldeia dos neonazis", um local conhecido por lá viver Sven Krüger, um importante membro do partido de extrema-direita NPD (Partido Nacional Democrata) junto com várias famílias neonazis, que dominam a localidade. Os únicos habitantes que se lhes opõem são Birgit e Horst Lohmeyer, uma escritora de policiais e um músico. Eles moram lá para lutar contra os extremistas - os seus vizinhos.
À entrada de Jamel já houve uma placa que dizia: "Jamel: livre - social - nacional", querendo dizer que aqui se defende livremente o nacional-socialismo. Mas Jamel "não é livre, não é nacional, não é social", garante Horst Lohmeyer, pondo peso em cada palavra dos chavões contrariando os chavões nazis. "É para garantir isso que cá estamos", sublinha, sentado à mesa da sua sala de jantar, a escassos metros das salas dos vizinhos.
Tiros na floresta
Tudo começou de um modo inconsciente: Birgit e Horst Lohmeyer procuraram, durante muito tempo, uma casa num sítio calmo para fugir do bulício de Hamburgo. Há seis anos, pensaram ter encontrado um paraíso a preço acessível em Jamel, no Nordeste do país, uma casa com jardim com um charme antigo.
Sabiam que perto vivia um conhecido membro de um partido de extrema-direita, mas não sabiam ainda das histórias que se viriam a tornar lendas locais: sessões de tiro na floresta, crianças a fazer saudações nazis, festas com homens bêbados a cantar hinos nacional-socialistas. Não sabiam que Jamel iria transcender a sua minúscula dimensão por ser "a aldeia dos neonazis".
Os Lohmeyer foram restaurando a casa e instalaram-se lá. O plano era ter uma vida calma e simples: Ela escreveria aqui os seus livros policiais, ele faria a sua música. Mas, pouco a pouco, foram-se apercebendo da influência de Sven Krüger no local, e foram vendo as pessoas que discordavam dele serem afastadas.
Mas em vez de sair ou de se tentarem afastar, decidiram ficar. Birgit e Horst nunca tinham ligado nenhuma a política; agora, a luta deles é esta: contra a extrema-direita. Por isso vivem entre dez famílias de cabeças-rapadas neste pequeno lugarejo, numa casa cheia de panfletos e jornais activistas, e recentemente foram convidados para uma audiência com o Presidente Christian Wulff, em Berlim.
O que começou como um sonho de vida no campo de um casal apanhado numa situação inesperada tornou-se agora num claro, e pensado, acto de desafio e, sim, admitem os Lohmeyer, de teimosia.
A casa dos Lohmeyer é um paraíso com uma ligeira aura new age, com móveis antigos e do IKEA ao pé das lareiras com tijoleira. O jardim está cuidado, mas num estilo despreocupado, com plantas meio desordenadas e gatos a espreguiçarem-se ao sol.
Passado o portão para a estrada, parece que alguém mexeu nas definições de cor da imagem de Jamel e tudo fica menos vivo. O verde torna-se poeira. Algumas casas parecem mais novas, outras quase mais prefabricadas, muitas fazem lembrar pequenos estaleiros: quase todas têm uma betoneira nas traseiras. Parece haver um movimento constante de construição e demolição, mesmo que apenas nos quintais.
"Fazemos o trabalho sujo"
Na casa de Sven Krüger há um grande contentor azul onde se lê "Somos a esperança dos jovens" e "Fazemos o trabalho sujo". As frases são os slogans da sua empresa de demolições, e esta é a casa do homem que é uma espécie de líder local: para além de uma alta posição no NPD local, emprega a aldeia inteira e é também senhorio de praticamente toda a gente que vive em Jamel. Krüger foi pioneiro - aliás, terá sido dele a ideia de comprar as casas do local, e de afastar quem discordava dele, através de uma campanha de boicotes e medo. Do quintal dos Lohmeyer ouve-se a conversa de uma mulher que fala ao telefone quase aos gritos. Como será lutar contra aqueles ao lado de quem se vive?
"Não nos cruzamos muito com eles", explica o casal. "Não temos vida social nos mesmos sítios, vamos às compras em locais diferentes... não os estamos sempre a encontrar". Jamel é tão pequena que acaba por ser grande: não há ali um café, uma mercearia, nada, por isso tudo é feito nas imediações.
E os vizinhos "são todos um bocado parecidos", comenta Birgit, com só um pouco de ironia. "Às vezes é difícil distinguir quem é quem." Os Lohmeyer vislumbram, no entanto, algumas coisas da vida em Jamel. "Viverão aqui várias constelações de famílias, não sabemos exactamente quais: numa casa vive um adulto com crianças, noutra vários adultos não se percebe se são familiares, se estão a partilhar casa..." Há crianças: "Cerca de dez a doze, a maior terá onze anos". Durante o Verão, os miúdos desaparecem. "Devem estar naqueles campos onde depois são doutrinadas. A organização Juventude Alemã Fiel à Pátria (HDJ) foi recentemente ilegalizada, mas de certeza que há outras a fazer a mesma coisa: as crianças desaparecem mas os adultos continuam cá. Não são férias de família", diz Birgit.
A sua presença vê-se num ou outro baloiço num ou outro quintal, depois de se passar uma pequena rotunda com um pequeno carro de polícia, de madeira, que quase parece uma relíquia vintage. O carro já teve uma matrícula diferente: o número 88, muito usado pelos neonazis para indicar as letras HH, de Heil Hitler, a saudação nazi. Foi na mesma altura em que a placa referia que Jamel era livre e nacional-social, e que uma série de setas de madeira apontava a direcção e distância de vários locais, incluindo Braunau, onde nasceu Adolf Hitler.
Esses sinais violam as leis alemãs que proíbem a exibição de símbolos nazis. Por isso todo o conjunto foi retirado. Mas para mostrar que não estavam vencidos, os neonazis de Jamel pintaram uma reprodução num enorme mural - de modo a que se veja bem da casa dos Lohmeyer. Os extremistas alemães conhecem bem estas leis para melhor as poderem contornar, sublinham Birgit e Horst: a empresa de demolições de Krüger, por exemplo, mostra um punho a esmagar uns restos de uma estrela de David. Mas como se trata de pedaços do que poderia ser uma estrela e não da própria estrela, não entra nos símbolos anti-semitas proibidos.
Saber-se um alvo
Sven Krüger está, no entanto, preso: no início deste ano, a polícia encontrou uma arma e mais de 2 mil munições em sua casa. Os Lohmeyer ficaram contentes com a pequena vitória, mas também um pouco mais temerosos. "Saber que alguém que mora ao lado tem centenas de munições é assustador", admite Horst.
A vida do casal em Jamel não passou, claro, sem actos de intimidação: "Podem ser animais mortos no nosso quintal... já houve cartazes contra um festival que fazemos todos os Verões na aldeia...", enumera Birgit. "Felizmente, têm sido só coisas pequenas". Mas isto implica alguma instabilidade: os Lohmeyer vivem com a noção de que são um alvo para os seus vizinhos ("é uma situação muito insegura"), não se afastam de casa mais do que um dia ("não sabemos o que poderia acontecer se saíssemos"), temem as noites de festa (contam a vez em que Krüger se casou e o minúsculo lugar ficou cheio de centenas de neonazis bêbados: "É sempre mais assustador quando ouvimos que se embebedam".)A maioria dos ataques levados a cabo pelos habitantes de Jamel serão, no entanto, fora: "Eles não querem sarilhos no sítio onde os seus filhos vivem", nota Horst. Mas à volta de Jamel há frequentemente acções violentas contra organizações não-governamentais ou sedes de outros partidos. No estado federado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foram registados, no ano passado, 40 ataques de neonazis, desde pedras atiradas a janelas de partidos políticos a cocktails molotov ou fogo-de-artifício numa caixa de correio de um procurador.
Perante a ameaça, a porta de casa de Birgit e Horst parece estranhamente frágil: é uma porta de madeira com vidro, já antiga, que ao abrir range as dobradiças e faz tilintar um espanta-espíritos - o que faz pensar em que medidas de segurança terão eles. Birgit sorri, os olhos enquadrados por uns óculos de gato, tipo anos cinquenta, de tartaruga: "Disso não falamos."
Não restam dúvidas: Os Lohmeyer são uma ilha. Muitos não compreendem a sua opção de viver aqui. Mas para eles não há outra maneira: sair seria deixar a cidade à mercê dos neonazis. Seria perder esta luta.
"Não nos cruzamos muito com eles", explica o casal. "Não temos vida social nos mesmos sítios, vamos às compras em locais diferentes... não os estamos sempre a encontrar". Jamel é tão pequena que acaba por ser grande: não há ali um café, uma mercearia, nada, por isso tudo é feito nas imediações.
E os vizinhos "são todos um bocado parecidos", comenta Birgit, com só um pouco de ironia. "Às vezes é difícil distinguir quem é quem." Os Lohmeyer vislumbram, no entanto, algumas coisas da vida em Jamel. "Viverão aqui várias constelações de famílias, não sabemos exactamente quais: numa casa vive um adulto com crianças, noutra vários adultos não se percebe se são familiares, se estão a partilhar casa..." Há crianças: "Cerca de dez a doze, a maior terá onze anos". Durante o Verão, os miúdos desaparecem. "Devem estar naqueles campos onde depois são doutrinadas. A organização Juventude Alemã Fiel à Pátria (HDJ) foi recentemente ilegalizada, mas de certeza que há outras a fazer a mesma coisa: as crianças desaparecem mas os adultos continuam cá. Não são férias de família", diz Birgit.
A sua presença vê-se num ou outro baloiço num ou outro quintal, depois de se passar uma pequena rotunda com um pequeno carro de polícia, de madeira, que quase parece uma relíquia vintage. O carro já teve uma matrícula diferente: o número 88, muito usado pelos neonazis para indicar as letras HH, de Heil Hitler, a saudação nazi. Foi na mesma altura em que a placa referia que Jamel era livre e nacional-social, e que uma série de setas de madeira apontava a direcção e distância de vários locais, incluindo Braunau, onde nasceu Adolf Hitler.
Esses sinais violam as leis alemãs que proíbem a exibição de símbolos nazis. Por isso todo o conjunto foi retirado. Mas para mostrar que não estavam vencidos, os neonazis de Jamel pintaram uma reprodução num enorme mural - de modo a que se veja bem da casa dos Lohmeyer. Os extremistas alemães conhecem bem estas leis para melhor as poderem contornar, sublinham Birgit e Horst: a empresa de demolições de Krüger, por exemplo, mostra um punho a esmagar uns restos de uma estrela de David. Mas como se trata de pedaços do que poderia ser uma estrela e não da própria estrela, não entra nos símbolos anti-semitas proibidos.
Saber-se um alvo
Sven Krüger está, no entanto, preso: no início deste ano, a polícia encontrou uma arma e mais de 2 mil munições em sua casa. Os Lohmeyer ficaram contentes com a pequena vitória, mas também um pouco mais temerosos. "Saber que alguém que mora ao lado tem centenas de munições é assustador", admite Horst.
A vida do casal em Jamel não passou, claro, sem actos de intimidação: "Podem ser animais mortos no nosso quintal... já houve cartazes contra um festival que fazemos todos os Verões na aldeia...", enumera Birgit. "Felizmente, têm sido só coisas pequenas". Mas isto implica alguma instabilidade: os Lohmeyer vivem com a noção de que são um alvo para os seus vizinhos ("é uma situação muito insegura"), não se afastam de casa mais do que um dia ("não sabemos o que poderia acontecer se saíssemos"), temem as noites de festa (contam a vez em que Krüger se casou e o minúsculo lugar ficou cheio de centenas de neonazis bêbados: "É sempre mais assustador quando ouvimos que se embebedam".)A maioria dos ataques levados a cabo pelos habitantes de Jamel serão, no entanto, fora: "Eles não querem sarilhos no sítio onde os seus filhos vivem", nota Horst. Mas à volta de Jamel há frequentemente acções violentas contra organizações não-governamentais ou sedes de outros partidos. No estado federado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foram registados, no ano passado, 40 ataques de neonazis, desde pedras atiradas a janelas de partidos políticos a cocktails molotov ou fogo-de-artifício numa caixa de correio de um procurador.
Perante a ameaça, a porta de casa de Birgit e Horst parece estranhamente frágil: é uma porta de madeira com vidro, já antiga, que ao abrir range as dobradiças e faz tilintar um espanta-espíritos - o que faz pensar em que medidas de segurança terão eles. Birgit sorri, os olhos enquadrados por uns óculos de gato, tipo anos cinquenta, de tartaruga: "Disso não falamos."
Não restam dúvidas: Os Lohmeyer são uma ilha. Muitos não compreendem a sua opção de viver aqui. Mas para eles não há outra maneira: sair seria deixar a cidade à mercê dos neonazis. Seria perder esta luta.
Perua e cara de pau
Ontem fui levar minha mãe no laboratório para exames. Além da greve dos ônibus e muita chuva, não tinha uma única vaga no estacionamento do laboratório. Tive que deixar o carro no meio do páteo para ajudá-la a subir a escada que estava totalmente lisa. Nisto uma vaga liberou. Não deixaria minha mãe na chuva. Continuei a auxiliando. Quando me virei já tinha um carro estacionado e a sua dona, a Barbie Esportiva já caminhava apressada para não perder o horário da academia.
Como ando com uma vontade imensa de dar uma bifa em uma dessas, resolvi ficar quieta. A Barbie deve achar que o adesivo no vidro do carro a coloca acima do bem e do mal. Claro que deixei um bilhetinho bem fofo para ela.
Como ando com uma vontade imensa de dar uma bifa em uma dessas, resolvi ficar quieta. A Barbie deve achar que o adesivo no vidro do carro a coloca acima do bem e do mal. Claro que deixei um bilhetinho bem fofo para ela.
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