quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Policiais civis do PR aprovam indicativo de greve e operação-padrão

Do SINCLAPOL.
Em uma assembleia bastante inflamada, com discursos revoltos e de indignação ante a proposta de aumento salarial apresentada pelo governador Beto Richa, os policiais civis do Paraná aprovaram ontem (15) um indicativo de greve e o início de uma operação-padrão a partir da zero hora de hoje (16). Com a decisão, a paralisação de todas as atividades da Policia Civil começa em 48 horas, a partir do sábado de carnaval, no dia 18. Segundo o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, a entidade pretende comunicar oficialmente ainda hoje a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) sobre o indicativo de greve da categoria.
No início da tarde desta quarta, o Governo do Paraná apresentou a proposta de reajuste de 26% (20% mais reposição da inflação) para policiais civis de 4ª e 5ª classes. Os oficiais de 1ª, 2ª e 3ª classe receberiam apenas a reposição da inflação. Essa opção foi rejeitada. Os policiais civis querem que o subsídio seja implantado com a incorporação de benefícios. Para isso, o salário inicial pretendido pela categoria é de, no mínimo, R$ 5.750,00. Atualmente, este valor é de R$ 2.700,00. Para Gutierrez, presidente do Sinclapol, a categoria foi desrespeitada pelo governador, quando ele disse que a negociação poderia esperar mais tempo. “Os policiais estão descontentes com a proposta do governo. Vamos, agora, fazer operações pontuais dentro da legalidade. Isso significa, por exemplo, que nas delegacias vamos cumprir apenas o que é determinação da Polícia Civil”, frisou. Durante a operação-padrão, os sindicatos representativos da Polícia Civil devem atuar apenas em funções atribuídas ao Estatuto da Polícia Civil. Com isso, eles devem deixar de fazer trabalhos como a guarda de presos encarcerados em delegacias e registrar prisões em flagrante sem acompanhamento de um delegado. . Pelos discursos, as operações devem ter como alvo, sobretudo, bancas do jogo do bicho e locais de prostituição e de grande aglomeração de pessoas nos finais de semana. Segundo o Sinclapol, a paralisação das atividades deve cumprir e respeitar o mínimo de 30% no atendimento à população.

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