quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um dia daqueles!

Sou uma pessoa cheia de esperança. Todos os dias acordo de bom humor achando que tudo vai dar certo. Tipo chefe de excursão.
Ontem, foi uma quarta-feira endiabrada.
Na terça, me irritei muito durante a noite. Obviamente que para quem tem insônia, o reflexo é certeiro. Acordei 2:30 e fui para sala. Bem quieta para não atormentar ninguém. Nisto sou bacana. Preservo vizinhos e família. Se sou uma cruza de guarda noturno com coruja, o problema é tão e somente meu.
Não é porque não durmo que meu dia tem que ser ruim. Mesmo me arrastando faço tudo que é da minha obrigação. Do meu prazer nem tanto.
Peguei minha lista de "atividades legais" e fui para a rua.Comecei bem almoçando na Família Sfiha. Sempre uma delícia e com o bom papo do Gerson Guelmann.
Depois disso azedou meu dia.
Costureira. 
Não é que eu não goste de costureira. Minha avó Martha era costureira. Porém prefiro comprar tudo pronto. Ter que voltar para provar, para mim é tortura. Me sinto um voodoo. Caí na besteira de mandar fazer uma bolsinha que coubesse em várias divisões tudo que tenho que carregar deixando a minha bolsa bem organizada. Levei uma de modelo e pedi para aumentar 3 centímetros no total.  Expliquei porque. Expliquei que era para desmontar a que foi de modelo. Expliquei novamente. KCT! Como eu expliquei. Voltei para buscar na sexta e não estava pronta. Querem saber por que? Porque ela não entendeu. E eu.... EXPLIQUEI.
Ontem finalmente estava pronta. Me perguntem se ficou boa. NÃO! Ela deixou menor que a do modelo. E pior disse que na dúvida fez igual. Dúvida??? Para que serve aquela notinha com nome, telefone e o carimbo de PAGO?
Saindo de lá travou o vidro do carro fechado. Sim. Não teve jeito e fui para a auto elétrica ao lado do supermercado.
Mecânico
Nunca vi tantos homens desocupados na minha vida. O que leva um homem em uma quarta-feira, mais ou menos 15:00 hrs, ficar com um paninho na mão dentro de uma oficina? Me poupem. Na quarta tentativa descobri quem trabalhava ali. Contei para o mecânico que o vidro travou fechado e que da última vez era fusível queimado. Ele de pronto me falou: - Acho que é coisa bem difícil. Como assim? Nem encostou um aparelho na porta do carro. Me disse para voltar no dia seguinte, porque precisava de duas horas para desmontar a portar e fazer testes.  Quase saí de lá fazendo um strike de desocupados e mecânicos. Meu avô Luiz era mecânico e honesto. Não entendo esta mentalidade de sempre mulher ser explorada em oficina.
Não me dei por vencida e resolvi atravessar a cidade para ir na oficina de minha confiança. O mecânico estava de folga. Acho que fiz uma cara de desespero tão grande que o rapaz que instala som veio correndo. Outro me levou tomar uma água. Pensem em uma maluca que acordou às 2:30 da manhã. Eu! Tomei minha água gelada calmamente. Quando voltei o rapaz já estava montando a porta. Me disse: - Era um fiozinho solto. Não quis me cobrar. Claro que dei uma graninha. Minha vontade era dançar um tango com ele dentro da oficina.
Então é isto. O que falta é profissionalismo e honestidade nas prestações de serviço.
A oficina boa é a FURUTA na Visconde de Guarapuava. Podem ir lá que ninguém complica para pagar de bacana.
Não terminei minha listinha de atividades.
Desculpem aí Vó Martha e Vô Luiz.
TPM MODE ON. Grrrrr

1 comentários:

  1. Essa de dançar um tango com o rapaz da oficina foi muito boa. Sabe quando vc. começa a rir do nada? Ninguém entendeu, mas tudo bem.

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