Do blog da Roseli Abrão.
Cinco empregadores do Paraná estão na “lista suja” do trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho.
O site “Congresso em Foco” traz a listagem completa, que mostra que, hoje, em todo o País, são 294 pessoas físicas e jurídicas que integra a lista, um recorde desde que a relação foi criada, em 2004.
Apenas contra os novos empregadores (52) denunciados pesa a acusação de ter submetido 1.175 pessoas à escravidão (93 no Paraná), com trabalho degradante e privação da liberdade, em 14 estados de todas as cinco regiões do país: Pará (9), Mato Grosso (8), Minas Gerais (8), Paraná (5), Rondônia (4), Maranhão (4), Espírito Santo (3), Goiás (3), Santa Catarina (3), Alagoas (1), Amazonas (1), Rio de Janeiro (1), São Paulo (1) e Tocantins (1).
Fazem parte da nova relação, usineiros, madeireiros, fazendeiros, empresários urbanos, empreiteiros e políticos. Enquanto estiverem na lista, destaca o “Congresso em Foco”, os infratores ficam impedidos de obter empréstimos em bancos oficiais do governo e sofrem restrições para vender seus produtos para grupos empresariais que assumiram o compromisso de não comprar de fornecedores incluídos no cadastro, por meio do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.
As restrições valem por pelo menos dois anos, período no qual os infratores serão monitorados.
A “lista suja” do Paraná
Agro Pastoril Novo Horizonte S/A
Fazenda Capivary
Campina Grande do Sul
Trabalhadores resgatados: 28
Estrela Agroflorestal Ltda.
Fazenda Cruzeiro I
Palmas
Trabalhadores resgatados: 9
Luiz Geraldo Ferreira ME
Fazenda Vitirinópolis I
São João do Triunfo
Trabalhadores resgatados: 12
Miguel Forte Industrial S/A – Papéis e Madeiras
Faxinal dos Santos
General Carneiro
Trabalhadores resgatados: 35
Olegário Germano Ullmann ME
Fazenda Vitirinópolis II
São João do Triunfo
Trabalhadores resgatados: 9

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