Mais uma crise na Polícia Civil. Deveriam mandar um padre benzer a caixa d’água do prédio da José Loureiro. Água benta para o departamento todo.
Fico pensando como em tão pouco tempo os argumentos mudaram. Os que serviam para o Grupo Tigre no caso do Rio Grande do Sul, não servem para a tal mansão/prostíbulo/jogatina. Em dezembro o grande argumento era que os policias do TIGRE, foram sem comunicar os superiores. Tinha gente babando e se cuspindo nos programas policiais. Aos poucos tudo se esclareceu e não vi nenhum pedido de desculpa. Isto que eu assisto 3 programas diariamente.
Ontem quando “a mansão caiu” a primeira manchete que li era risível. Vejam só: Polícia descobre casa de prostituição de políticos do Paraná. Não perdi a oportunidade de brincar com a situação. Postei aqui no blog. Os políticos eram donos? Tipo uma S/A? Os políticos se prostituíam na casa? Os políticos eram frequentadores? Não posso dizer que me arrependi. Não combina comigo. Só não esperava o tamanho da confusão.
Conforme a nota oficial Departamento da Polícia Civil, que desta vez se pronunciou, não houve comunicação aos superiores sobre a operação. Os policias estavam encapuzados. Me dói a boca do estômago quando vejo este tipo de coisa. Felizmente vivemos em estado democrático. Não sou contra que se combata o jogo. Pelo contrário, tenho grandes motivos para achar que isto é um atraso. Não jogo nem por um sorvete. Porém existem leis e hierarquia.
Mais tarde soube que foram presos três funcionários. Só três em um “comércio” de três andares? E os políticos e policias que lá frequentam, não estavam? Era dia de greve deles? E as prostitutas? Já tinham ido embora antes da meia noite? Cinderelas? Como nada disto foi explicado, só me resta concluir que o mais importante foi retirar dali as máquinas caça-níqueis. Me parece que a ação teve mais importância que o resultado. Afinal, quem são os poderosos? Sou uma curiosa crônica. Os policiais não vão contar? Não né. Eles agiram de forma ilegal e encapuzados. Tinha esquecido.
Desta vez o Delegado Geral Marcus Vinícius da Costa Michelotto, se pronunciou. Opa! Falou para as rádios, TVs e fez inúmeras postagens no twitter. Respondeu sem parar a tudo e a todos. Desta vez acho que fez bem. Mas é claro que não é bem assim. Tudo foi distorcido. Vejam os exemplos:
@DelegadogeralPR 1a parte da açäo, excelente, desmontaram esquema de caça-níqueis. 2a parte, tiveram comportamento de bandidos e milicianos.Se tivessem seguido o comportamento de um PC, tudo estaria certo. Envergonharam a classe. Hierarquia e disciplina acima de tudo.
Não vou deixar este grupo pequeno prejudicar toda a classe. A PC é muito maior.
Então fica claro que o Delegado Geral não foi contra a ação e sim contra a forma. E nisto concordamos. No Paraná milícia não tem vez. Não quero sair de casa comprar cigarro e não voltar mais. Por favor, já esqueceram o que este país passou. Agora como cidadã peço, que se qualquer um destes homens esteja em estágio probatório, que nem seja efetivado. Polícia sem comando me dá medo. Gente destemperada e manipulada é motivo de pânico.
Há uns 15 anos atrás, cheguei junto com uma amiga na casa dela. O filho abriu a porta e disse pálido: - Corram aqui! Quando chegamos no quarto dele tudo estava virado. Na hora pensamos que tinha sido um assalto. Que nada. Em uma viagem de ônibus para São Paulo, ele havia discutido com um rapaz. Só não sabia que o irmão era policial. Em um absurdo abuso, invadiu a casa revirou tudo, deu porrada e foi embora. Provavelmente feliz da vida com susto que deu. Isto é inadmissível.
Na minha vida não cabem dois pesos e duas medidas.

Em minha opinião, a tese da ilegalidade não cabe nesse caso. Agiram dentro da lei, como disse o promotor do GAECO. A hierarquia e disciplina não está acima de tudo não(lei, código penal). Não está acima da obrigação de seguir a lei e combater uma ação delituosa, um flagrante, de pronto. Os delegados que se negaram a fazer os procedimentos legais deveriam responder por prevaricação. Questões internas (hierarquia e disciplina)nem poderiam ser mencionadas nesse caso, somente se designados para efetuar a ação, os policiais se negassem, por exemplo. A quem interessava que essa "mansão" não fosse abordada?
ResponderExcluirPrezada Claudia,sou presidente do SIDEPOL, sindicato dos Delegados de Polícia do Pr., o aspecto que vc destacou é o mais importante e crítico deste episódio. As ações policiais sempre tem um fator de risco que pode eventualmente chegar ao ponto de tirar vidas, isto é muito sério, quando se deflagra uma operação coordenada e planejada já é complicado, imagine com policiais atuando de forma autônoma e desordenada, sob a alegação de estar fazendo a operação pra pressionar o governo??? Se existe vontade de reprimir qualquer atividade criminosa basta relatar que será tomada a providência cabível e necessária.Nós não estamos em um estado ditatorial ou anárquico.
ResponderExcluirAos defensores da legalidade, pergunto:1) haverá à partir de agora punição aos omissos? 2) quando começarão a desmontar a máfia da prostituição que prolifera dia por dia em Curitiba e em todo o Paraná, em cada esquina um bordel de luxo? 3) há realmente interessem em combater crimes graves como favorecimento da prostituição e/ou manutenção de casa de prostituição? (punida com 2 a 5 anos de reclusão). Chega de hipocrisia, sindicalistas defensores dos patrões. Volte à bordo, Schetinno.
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