sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 com muito ÃO


Dê preferência ao exagero. Bom e bastante. Prato fundo e cheio. Gelado ou pelando.
Nada de sonho! Realização de desejos.
Gargalhe até faltar a respiração.
Coloque a cabeça para funcionar. Se livre dos preconceitos, de idéias  vencidas.
Também é hora de oxigenação.
Esqueça da vidinha mais ou menos. Viva com emoção. Se possível provoque comoção.
Se entregue à aventura. Saia do chão!
♥Cuide do coração♥.
Aumente os zeros depois do cifrão.
Preste atenção.
Eternize cada boa relação.
Aprenda a dizer não.
Não se importe com a explosão.
Faça uma confusão.
Ame.
SEM TESÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO.
Como diz Roberto Freire, o anarquista é claro.
Feliz 2012!!! Muitos beijos.

A luxuosa ausência do Viva o Verão!


Juro que não era implicância. Durante anos me desanimei de vir para a Caiobá na temporada.
A vibe começava cedo. TUM! TUM! TUM! TSSS! TSSS! TSSS! É um, é dois, é três, é quatro. O volume era digno dos eventos do Centro Cívico. Decibéis megaelevados. Os vidros chacoalhavam.  A louça tremia no armário. E sempre pouca gente por ali.
Chamava de SOBREVIVA AO VERÃO!
Não tendo o que fazer contra aquela maluquice, só restava descer do apartamento. Pois bem depois do almoço, hora de relaxar e ler um bom livro. Doce ilusão. Tudo começava novamente. TUM! TUM! TUM! TSSS! TSSS! TSSS! É um, é dois, é três, é quatro.
Me sentia na filial do inferno.
Este ano não tem palco. Tem gente na praia!!! O dinheiro público está sento respeitado.
Não é possível montar uma estrutura carísima para temporada, enquanto falta estrutura esportiva para as crianças e adolescentes do litoral. Lazer??? É preciso de educação e esporte para o povo.
Por falar nisto bem que a COPEL poderia liberar a rede de internet o ano todo para oS moradores. O litoral não é feito de veranistas. É feito de gente sofrida e trabalhadora.
De qualquer forma agradeço ao Governador Beto Richa me deixar dormir até às 9:30 da manhã de hoje! Valeu Beto!!!

Pedra de Caiobá

A natureza manda seu recado. Jamais imaginei a pedra com tamanho espaço atrás dela. Será 2012 chegando?

BOA NOITE CINDERELA, EU TE ODEIO!


Pelo menos um castelo em cima do bolo consegui.
Prêmio de consolação.
Na década de 70, Silvio Santos fazia um programa chamado BOA NOITE CINDERELA. O grande trauma que tive. O programa era assim. Três meninas eram selecionadas através de suas cartinhas. Uma rica, uma de classe média e uma pobre. Lá contavam suas vidas, qual o brinquedo que sonhavam e era exibido um vídeo mostrando suas casas. Entrava um príncipe, lindo, chiquérrimo e maravilhoso, que ficava ao lado de uma roda gigante cheia de sapatinhos. O príncipe provava os sapatinhos e obviamente em quem servisse era a Cinderela.
Qual o problema? Qual o meu trauma? O sapatinho só servia na menina que morava na casa de madeira. Cambalacho! Carta marcada! Aquilo era luta de classes e não programa infantil. Não existia critério para participar, somente para ser premiada. E eu como qualquer menina sonhava em ir lá. E lógico que queria ganhar.
Começava o programa e junto o meu ataque. Reclamava, xingava. Não me conformava que jamais o sapato serviria no meu pé. Não veria o príncipe e muito menos ganharia qualquer brinquedo. Meus irmãos riam de mim, me provocavam. E eu finalmente chorava copiosamente. Não porque a menina pobre ganhou, mas de raiva mesmo.
Um dia meu pai perdeu a paciência e perguntou: - Afinal que brinquedo você quer? Fale que eu compro. Respondi que queria que ele alugasse uma casa de madeira. Nossa! Levei uma descompustura monstruosa. Praticamente um tratado marxista. Falou de fome, miséria, injustiça social, etc... Mas não teve o mínimo de sensibilidade de entender que eu queria ver o príncipe, colocar o manto, sentar no trono e aparecer na televisão. Que coisa Seu Henrique!!!
Talvez por isso que hoje em dia goste tanto dos programas que reformam casas, pessoas e carros. Não perco de jeito nenhum.
Meu amigo Ricardo Di Ricco Pinheiro, me mandou este link. Mas já é de uma fase posterior, onde não existia mais a encenação dos malditos sapatinhos. Clique para assistir!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012: "O último ano será o melhor dos oito anos", afirma Stoklos


Da Folha de Irati

Reconhecido no cenário político pelo bom relacionamento que mantém com as esferas de governo, o que consegue reverter em investimentos e obras, o prefeito de Irati, Sergio Stoklos, caminha em 2012 para o final do seu segundo mandato como administrador do município. "Do que foi proposto inicialmente, conseguimos realizar muito. Em alguns setores, mais do que prevíamos. Ficará um legado de que é possível fazer", diz o prefeito.
Para o ano que está prestes a iniciar, ele afirma que serão entregues obras e investimentos importantes para a qualidade de vida e desenvolvimento do município. Entre elas estão um projeto amplo de iluminação e de rede de esgoto, o que deixará Irati com quase 100% de cobertura de saneamento básico. Também é prevista a finali-zação da Linha Viva, que desviará o tráfego pesado da região central da cidade. Neste trecho, além da pista adequada, também serão feitas as finalizações das pistas de caminhada, ciclovias e rotatórias em cruzamentos.
O prefeito conta que há mais projetos de novas pavimentações e recapes, tanto através de emendas parlamentares, como com recursos próprios. Ele diz que apenas um deles prevê mais seis quilômetros de asfalto para Irati. Para a educação, no próximo ano será entregue um novo Centro de Educação Infantil (CMEI), no bairro Canisianas, e há possibilidade de construção de mais três, através do Governo Federal. Também será entregue mais uma escola, que está sendo construída na Avenida João Stoklos (Perimetral).
Entre as principais obras do governo de Stoklos está a nova rodoviária. A previsão de início da construção é em janeiro. A edificação antiga já foi demolida. "Toda cidade precisa de um terminal rodoviário adequado e vamos ter um, em breve. Em 2007, conseguimos recursos para construir, mas acabamos destinando os valores para aquisição de máquinas para atender o interior do município. Porém, não desistimos do projeto e vamos construir com recursos próprios", ressaltou Stoklos.
Além da rodoviária, também está sendo construída a nova sede da prefeitura, que acomodará melhor os funcionários, reduzirá custos ao município com aluguéis de imóveis e dará mais acessibilidade aos usuários do serviço público, que contarão, por exemplo, com um amplo estacionamento. Outra conquista recente de Irati é o ginásio de esportes, que será edificado em parceria com o Estado. "Batalhamos muito por essa obra, que vai comportar 2.500 pessoas, além de poder sediar competições locais, regionais, estaduais e até mesmo nacionais", afirmou o prefeito.
Outra significante construção do Estado, em Irati, é o Centro da Juventude, que está em fase de finalização. Nele terá a primeira piscina pública de Irati. Stoklos diz também que é prevista a retomada das obras no Centro Cultural Denise Stoklos, que recentemente teve emenda aprovada pela Assembleia Legislativa de recursos do Estado para a sua conclusão.
O prefeito afirma que em diversas áreas terão investimentos e avanços, como na saúde, meio ambiente, indústria e comércio, trânsito e social. "Para 2012 também aplicaremos recursos, que anunciamos, na Santa Casa de Irati, que abriga a clínica de hemodiálise, o que trará mais tranquilidade para os pacientes que poderão fazer o tratamento aqui".

FUNCIONALISMO

Está sendo feito pela Prefeitura Municipal o novo Plano de Cargos e Salários para o funcionalismo público. Stoklos fala que não foi implantado pela ação judicial dos 35% de aumento dos salários. "Buscamos alternativas para conseguir valorizar os funcionários da forma mais justa possível", explica.
O prefeito conta que em 2009, com a crise mundial, a arrecadação foi prejudicada, o que impossibilitou a revisão dos salários. "Já nos inícios de 2010 e 2011, foi comentado que os 35% deveriam ser implantados, mas isso não aconteceu", relata. Stoklos disse que então fez uma proposta ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SISMI) propondo aumento de 30% dos salários, revisão do plano e do piso salarial, mas que não obteve nenhuma resposta oficial.
"Em junho, baseado em tudo o que aconteceu resolvi agir e uma comissão iniciou os estudos. O plano está pronto e será encaminhado para o SISMI para que avaliem. Após isso, ele será enviado para aprovação da Câmara Municipal. A previsão é de que seja implantado até março de 2012", explica o prefeito.
Kelly Ramos

Desaforo

Fazer um bom desaforo requer competência. Não pode ser feito de qualquer jeito. O melhor deles é aquele que demora pelo menos dois dias para ser entendido.
Barraco e gritaria fazem parte de outra categoria. Este tipo só pratico no auge da TPM. Não vale a pena e só deve ser usado quando a situação é insustentável. Chama muito a atenção e ainda corro o risco de passar por maluca.
Tem gente que não gosto, não alimento ódio, mas não quero que faça parte da minha vida. Nem pelo mínimo tempo de ouvir um cumprimento. Uso dois tipos de técnicas. Uma é “olhar através”. É bem fácil. Quando percebo que estou sendo observada, encaro a pessoa, de forma que pareça que estou pensativa, longe. A famosa cara de paisagem. Logo em seguida mexo os olhos rapidamente. Isto confunde e o desafeto fica em dúvida se deve se manifestar. É bem bacana. A segunda é quando não há escapatória e o sem noção vem em minha direção, não corro nem me viro. Falo calmamente: – Desculpe, mas não te conheço. Ou ainda: – Meus pais me ensinaram que não devo falar com estranhos. É um corte definitivo, não existe chance de prolongar a conversa. Por dentro grito, YES ME LIVREI!
Quando era adolescente, fazia piada com o objetivo de irritar as pessoas. Agora não faço mais. Este tempo já passou, não tenho mais disposição. E o feitiço pode se virar contra mim. Mas quando provocada, mantenho minhas gracinhas. Preferencialmente bem dirigidas, para dar dor de estômago.
Não se deve ameaçar ou chantagear, como contar um segredo. É muita baixaria. Denunciar sim e sempre, o que atinge o coletivo. Com isto eu concordo e, se possível, assinado com firma reconhecida. A não ser que coloque a vida em risco, só assim fazer de forma anônima. No mais, se é possível fazer justiça, que o justiceiro colha os louros.
A minha mãe tem um desaforo pronto pós-morte. Organizou uma lista de pessoas impedidas de entrar no seu velório. Segundo ela, não serviram para ter a sua amizade durante a vida, muito menos irão compartilhar a sua ausência. São poucas pessoas, mas o babado será grande. E pasmem, tem recebido ofertas, gente interessada em ficar na porta, barrando os nominados. Leão de chácara em velório.
O bom mesmo é viver feliz e em paz. Mas se o embate for inevitável, por favor, não perca a classe nunca. Coloquei as dicas ao lado no meu blog e já recebi retorno que algumas deram certo. Então boa sorte.
Dicas:
1. Só faça confusão bem arrumado e cheiroso. Uma pessoa esculhambada não é levada a sério.
2. Não cometa erros de português de espécie alguma. Falando ou escrevendo.
3. Não use gírias.
4. Mantenha a cabeça um pouco acima da linha do horizonte.
5. Enquanto a pessoa argumentar, mantenha um leve sorriso nos lábios.
6. Não interrompa o adversário.
7. Tente usar as palavras dele, com muito cinismo, para desqualificá-lo.
8. Não trema nunca. Feche bem as duas mãos, bem ao lado do corpo.
9. Use o tom de voz um pouco abaixo que o dele. Só assim você poderá se vitimizar.
10. Se ele for maior que você e quiser te bater nunca grite socorro. E sim FOGO! Atrai curiosos.
P.S. Já dizia meu pai: - Nunca faça desaforo de bolso vazio, pode te custar caro.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O triste adeus, por Almir Feijó.

Agora que Haraton Maravalhas voltou a ser pó, me deu uma baita vontade de escrever para a  Telma Serur, minha amiga de muitos anos, que viveu com o Haraton, conheceu a grandeza poética do Haraton, viu o Haraton ser morto aos poucos e finalmente terminou despertando em nós que conhecemos o grande fotógrafo a raiva por deixarmos tudo acontecer como aconteceu. Mas a Telma sabe, como poucos, que Curitiba é foda, tem um povo que é foda, com uma classe política mais foda ainda. Quero dizer que eu seria redundante. Trabalhei com o Haraton no finado Diário do Paraná. Depois nos reencontramos aqui no Champagnat, onde eu moro desde 1981. Ele ficou anos numa casinha muito humilde quase ao lado da Igreja dos Passarinhos e quando a gente se cruzava íamos tomar umas cervejas do Bar do Sócio, que ficava na frente. Mas conversar com o Haraton podia ser um enorme problema se você não se importasse com longos silêncios e não tivesse muita, mas muita paciência. Já então ele parecia ter achado o Buraco do Coelho e feito a opção de se homiziar lá cada vez mais e mais tempo. Até que fechou-se por completo naquele mundo de visões inabordáveis pelos comuns e não saiu mais. O que dá nos ossos é que todo mundo sabia. E,velha crônica, todos deixamos ocorrer. Ninguém fez porra alguma - riscar um palito de fósforo que fosse - para devolver a ele aquilo que mais amava. A luz. Essa culpa, mais uma, essa fantasia cruel que é Curitiba deve ao Haraton.

Para quem Deus não deu filhos, o Diabo deu sobrinhos – I

Meus sobrinhos começaram a nascer quando eu tinha apenas 11 anos e com 16 já era tia de cinco. O que me parece muito estranho, é que minha mãe, irmãos e cunhadas, permitissem que eu saísse com todos juntos. Eu também era uma menina. Passei por coisas inacreditáveis com eles. Vou escrever uma série de crônicas contando tudo, mas podem ficar calmos que farei com um longo espaçamento de tempo para publicação.
Já namorava meu marido Gê, há mais ou menos um ano. Achei um filme preto e branco, esquecido na gaveta. Não fazia ideia do que tinha ali. Como sou extremamente curiosa, já estava indo revelar. O Gê disse que tinha um amigo fotógrafo que faria um copião, para eu escolher. E assim foi feito. Dias depois o tal amigo joga os negativos na mesa dele e diz com cara de ódio: — Não mexo com isto! Vira as costas e vai embora. O Gê não entendeu nada e começou a olhar contra a luz. Em segundos entendeu tudo e partilhou do ódio do fotógrafo. Chegou à minha casa arrasado e quando eu vi do que se tratava, queria acabar com os meus cinco sobrinhos. Então vamos aos fatos e as fotos.
Em um aniversário meu, eles desapareceram do salão de festas e subiram para o apartamento. Quando voltaram perguntei onde estavam e o Zé o mais velho (16 anos) me contou que foram tomar um golinho de Whisky escondidos. Não achei ruim porque estavam na idade dos experimentos e nem de longe me pareceram alterados. Só que a ida ao terceiro andar era para uma sessão de fotos. Ninguém pode imaginar o que aconteceu ali. A foto mais bonita é do Daniel em cima de um balcão de cueca, fazendo pose de atleta. Do Zé e do João um verdadeiro horror. Calças abaixadas mostrando, como direi, o verso e o reverso. De frente e de costas. Credo! Mas não me contive e fui para a revelação nestas máquinas. Fiquei parada na frente, fazendo um paredão para ninguém ver o que estava saindo. Acho que fiquei hipertensa naquela hora. Eles esqueceram que os vidros eram espelhados, e aí surgem Heloiza e Lelé. Fotógrafa e assistente.
Que desespero! Comecei a ligar. Um por um e todos sofreram de amné­sia coletiva. E ainda acharam que estava inventando. Queriam me fazer de louca. No primeiro almoço de família, servi de sobremesa o álbum. E daí sim criei uma congestão familiar. E eles? Claro que com caras de paisagem, segurando uma leve risadinha, enquanto levavam uma megababada.
Resultado. Por inúmeras vezes o Gê tentou se explicar com o amigo fotógrafo, que não acreditava que era uma sacanagem de adolescentes e sim um caso de pedofilia. Até que liguei para ele e contei tudo, do meu jeito. Sem escolher palavras como estou fazendo agora. Como diz minha mãe, nem no porto do Rio, na Praça Mauá ouviu tanto palavrão. Xinguei, desabafei e acho que ele acreditou. Se existisse o DISQUE 100 o Gê sairia preso do trabalho. E esta eu não perdoo mesmo depois de 17 anos. Não fiquem com pena deles. A pedido dos próprios que estou escrevendo este absurdo.
Em todo caso, pedofilia é crime, é nojenta e deve ser denunciada.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fora de Moda

Coisas tão boas estão fora de moda. Por favor, com licença, muito obrigada. É impressionante como o agradecimento virou humilhação. Com licença foi substituído por empurrão, pisão no pé. Por favor, agora é Ei.
Mas a gentileza desapareceu sem deixar rastro. Gentileza, cadê você?
Procuro pessoas gentis desesperadamente. Ser gentil não depende de idade, de classe social, muito menos de cultura. As pessoas são ou não. Já se nasce assim.
O filho de uma amiga minha, é o Lord Guilherme desde pequeno. Fui em uma festa junina na escola e ele teve a capacidade de segurar a catraca para eu passar. Dá para imaginar? Isto corresponde a colocar um lenço na poça d'água, coisa que só vi em filme. Com certeza ninguém o mandou fazer isto, o fez porque está na sua essência.Adoro levar uma flor ou doce quando visito alguém. Me faz bem dar e receber. Sou incapaz de não agradecer um presente. Tem gente que não agradece, e eu encaro como pouco caso. Risco da minha lista.
Antes no mundo gentil seguravam-se portas. Agora são puxadas e a pessoa te olha com uma expressão de bem feito, se ferrou.
No trânsito, não existe colaboração. O que custa deixar as pessoas trocarem de faixa, segurar o carro antes de uma garagem? Nada, apenas segundos perdidos. Acho que o vidro preto nos carros, nem é tanto para segurança. É mais para não vermos quem está dirigindo quando se pede a vez. E tocam em cima e ficamos sem saber como xingar. Na dúvida é melhor se dirigir a mãe mesmo. Todo mundo teve ou tem uma e provavelmente é culpa dela. Pronto.
No ônibus é que realmente o bicho pega. Enquanto não se fizer uma propaganda vexatória, os idosos, deficientes, grávidas, jamais terão seu lugar respeitado. Quando minha mãe ainda podia passear, levantou e cedeu o lugar para uma moça grávida, com uma criança com as duas perninhas engessadas, no colo. Não tem cabimento uma pessoa de 75 anos na época, ter que tomar uma atitude, porque os que estavam em volta fingiam não ver. E ocupando os bancos preferenciais. Sonho em fazer uma campanha agressiva. Colar no bancos. SÓ NÃO FICA VELHO QUEM MORRE CEDO! Ou desenhar cadeira de roda com a frase AGUARDE, A SUA VEZ CHEGARÁ! Pelo menos incomodaria. A confusão da entrada e saída já se estendeu aos elevadores. Prestem atenção. O elevador ainda não esvaziou e vão te peitando para entrar como acontece nas estações tubos. É uma loucura.
Não podia deixar de cutucar o supermercado. A semana passada pedi ajuda ao segurança para desconectar um maldito carrinho. Ele me olhou com ar angelical e disse não. Bem assim, calmamente, não. Poderia ter puxado o carrinho. Fui reclamar e me informaram que ele estava em experiência. Deixo para a imaginação de vocês qual foi a minha reação. Não entrarei em detalhes.
Por favor pessoas, com licença, muito obrigada. Viram só como não dói? Façam este exercício e sejam felizes.
Mesmo com erros de português o Profeta Gentileza foi um filósofo e tanto. Pregava assim: “GENTILEZA GERA GENTILEZA / AMORRR BELEZA PERFEICÃO E / BONDADE E RIQUESA A NATUREZA ….” Texto extraído de uma das pilastras do Viaduto do Caju no Rio de Janeiro.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Policial paranaense reafirma em depoimento que PM gaúcho atirou primeiro

Relato ao corregedor Paulo Grillo levou cerca de três horas durante a tarde
Corregedor Paulo Grillo se surpreendeu com preparação técnica dos paranaenses

Fabiano do Amaral

                           
O corregedor da Políca Civil do Rio Grande do Sul, delegado Paulo Rogério Grillo, fez um relato técnico do ponto de vista do policial paranaense que fez os disparos que culminaram na morte do sargento da Brigada Militar, Ariel da Silva. Ele foi o primeiro ouvido em depoimento que durou três horas na Corregedoria, nesta terça-feira.
Conforme relato transmitido por Grillo, "o motoqueiro (Ariel), sem anunciar que era policial teria sacado a arma". "No momento que efetuou o primeiro disparo, o policial paranaense deu o flash e atirou, quatro vezes", descreveu o corregedor. "Houve dois tiros por parte do sargento e o policial sentiu um deles acertar na lata atrás do carro, onde tem um furo, inclusive", explicou.
A sequência de tiros teria partido de dentro do carro, inclusive através do vidro fechado do automóvel, acertando o policial gaúcho, que tombou ao lado esquerdo da moto, ainda com a pistola na mão direita. "Questionei se ele já tinha feito aquele tipo de disparo, e me respondeu que costuma fazer 'n' vezes aquele tipo de ação, treinando tiros a partir de veículos", detalhou Grillo.
O corregedor destacou a preparação técnica do grupo paranaense e ainda o detalhamento da sua narrativa. "Mesmo com um obstáculo, os disparos ficaram todos agrupados, no peito e na cabeça do sargento", ponderou. Ele acrescentou que não entrou em detalhes sobre o fato de não ter sido notificada a operação às autoridades do Rio Grande do Sul. "Eles, supostamente, não avaliaram que haveria essa necessidade técnica específica. Não notificaram, certamente, porque o chefe deles não ordenou que alertassem", ponderou Grillo.
Os policiais devem permanecer no RS até a próxima semana, quando será feita a reconstituição do crime. Grillo espera laudos do Departamento de Criminalística e do Departamento Médico Legal (DML) – o principal deles do levantamento no local onde o sargento foi morto e os outros se referem ao caso do refém Lírio Darci Persch, morto na quarta-feira, em Gravataí, em desastrada ação policial.
Outros dois inquéritos estão em andamento. Um relativo à suposta existência de prevaricação, uma vez que a delegada plantonista liberou os paranaenses após prestarem depoimento, e outro sobre o sequestro e cativeiro de Lírio Persch e de seu amigo Osmar Finkler, que escapou ileso no confronto. Os delegados Leonel Carivali e Roland Short foram afastados das investigações por causa da morte do refém.

*Com informações de Paulo Roberto Tavares

TPM

Fico indignada quando falam que TPM é síndrome de mulherzinha. Tudo menos isto. Nestes dez dias que antecedem a menstruação tudo é possível. Sou um caso clássico, daqueles descritos em literatura médica. Muitos tratamentos, cuidados com a alimentação. Ameniza mas não resolve.
Meu primo irmão ou irmão primo, Luiz Angelo, se empenha em me tratar. Acho que mais por solidariedade ao meu marido, do que por preocupação comigo. Neste caso tenho que reconhecer que os homens são sobreviventes.
Mas o que realmente sindo na TPM é uma vontade irresistível de pegar uma pessoa e bater a cabeça dela contra a calçada. Inúmeras vezes. Não posso fazer isto, certo? Então vem a verborragia. A compulsão de repetir a mesma coisa.
A vendedora da loja disse que não tinha calça do meu tamanho. Pronto, meu mundo caiu. E ainda ela me olhou de cima a baixo antes de perguntar, se uso 46. Como assim? Aquela louca está pensando o que? Não sou tão gorda, baixinha tudo bem. Um pouco fora do peso, ou será muito? Será que desandei? Preciso me pesar. Não vou me pesar. Dane-se ela. Perdeu a comissão. Nunca mais vou lá. E eu contando tudo isto e ninguém me diz que não estou gorda. Não precisam dizer que sou magra, mas não é para usar 46 com pouco mais de 1 metro e cinquenta. Que coisa! Não falo mais por hoje! Cadê meu chocolate? Vou chorar bem quieta para não atrapalhar mais ninguém.
É assim que acontece e este monólogo termina em um choro que pode durar horas. Totalmente fora de propósito. Parece que o cérebro está pulsando.
Este causo aconteceu a mais ou menos 15 anos. Parei no posto de gasolina para abastecer. Ao meu lado parou um carro com som no último volume TS, TS, TS, tipo panela de pressão. O frentista veio me perguntar se queria que colocasse aditivo. Com preguiça de abrir o vidro que era de manivela, abri a porta e respondi. Quando fui fechar a porta o motorista da caixinha de música me disse: - A música esta te incomodando? Aposto que você queria estar aqui dentro comigo. Fechei a porta e só daí caiu minha ficha. Sangue na cabeça. Peguei a trave do volante e desci do carro. Ele me viu com cara de louca e arrancou, só não esperava que o sinal estivesse fechado. Em plena esquina da Vicente Machado com a Brigadeiro Franco eu BERRAVA: - Você vai entrar no meu carro, porque depois que eu te quebrar, vou te largar na porta do Hospital Evangélico. Se você não descer vou começar a quebrar os vidros. Um por um. O sinal abriu e ele se foi. Quando me virei vi que o posto estava parado. Como se tivessem dado um “pause”. Todos me olhando, o rapaz que lavava um carro estava com a mangueira molhando o nada. Credo que mico. Fui para o carro morta de vergonha com a trave na mão. Passei ser temida naquele posto. Nem era para tanto.
Com certeza defendo a tese que TPM deveria ser atenuante de crimes. É algo inexplicável ,mas acontece com intensidade maior ou menor, todos os meses. E Deus tem muito a ver com isto.
Adão e Eva estavam bem felizes no paraíso. Apareceu a serpente e ofereceu a maçã. A Eva comeu, o Adão também.
Deus ficou muito brabo, e rogou pragas no Adão, na serpente e na Eva. Está na bíblia.
Disse também à mulher: Eu multiplicarei os trabalhos dos teus partos. Tu parirás teus filhos em dor, e estarás debaixo do poder de teu marido e ele te dominará. Gênisis – capítulo 3 -versículo 16.
O que Deus não imaginava é que a sua praga às mulheres, não daria tão certo e que estava criando a TPM. Será que se arrependeu? Acho que sim.

Nota oficial da Secretaria de Segurança Pública do Paraná

COMUNICADO À POPULAÇÃO
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informa que serão apresentados às autoridades judiciais do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, na data de hoje, os três investigadores do Grupo TIGRE, da Polícia Civil, que na preparação de operação policial de resgate de sequestro confrontaram-se com um policial da Brigada Militar daquele Estado, ensejando inesperado desfecho que, uma vez mais, lamentamos profundamente.
A partir de hoje, portanto, toda a responsabilidade sobre a integridade física e moral dos referidos policiais passa a ser de exclusiva responsabilidade do Governo do Rio Grande do Sul, com permanente acompanhamento da Procuradoria Geral do Estado do Paraná.
Para a total elucidação das circunstâncias em que se deu o confronto que vitimou o policial da Brigada Militar e, horas depois, sem nenhuma participação da polícia do Paraná, culminou com a morte de um dos reféns no cativeiro, torna-se imperioso que os atos procedimentais previstos na legislação vigente a que sejam submetidos os policiais paranaenses sejam estendidos a todos aqueles que tiveram participação nos dois eventos fatais.
De outra parte, reafirmamos nosso firme propósito de colaborar com as investigações em relação às duas situações que ensejaram a morte do policial da Brigada Militar e de um refém, para que não paire nenhuma dúvida acerca das circunstâncias em que ocorreram os fatos.
Por fim, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná reitera sua irrestrita confiança na Polícia Civil do Estado e, de forma enfática, sua admiração e respeito pelo trabalho desenvolvido há muitos anos pelo Grupo TIGRE, que o tornou referência nacional no combate às ações criminosas de seqüestro e cárcere privado.
No Paraná, busca-se o império da lei, a preservação da ordem pública e a manutenção da paz social. Não há um único caso de seqüestro em curso, nem há tampouco indicação de qualquer cativeiro em território paranaense, exatamente pela atuação exemplar do Grupo TIGRE, que não pode ter e nem terá sua sólida imagem de êxito maculada pelo indejesável episódio ocorrido, que a todos entristeceu.

Curitiba, 26 de dezembro de 2011.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PM gaúcha baleou policiais civis confundidos com traficantes

Do Blog do Fábio Campana

A Polícia Militar do Rio Grande do Sul cometeu trapalhadas anteriores a essa que resultou na morte de um PM que em trajes civis, em cima de uma moto, abordou policiais paranaenses armado de fuzil. Há pouco tempo, a mesma PM absolveu agentes que atiraram contra policiais civis do Rio grande do Sul “confundidos com traficantes” e considerou tudo obra do destino. Mas quando policiais paranaenses atiram em legítima defesa a PM gaúcha e seu governador Tarso Genro, do PT, faz um enorme carnaval.
Veja a matéria sobre a trapalhada dos PMs do Rio Grande do Sul. É de Lucas Azevedo Do UOL Notícas, em Porto Alegre:
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu nesta quinta-feira (15) o inquérito que investigava um tiroteio ocorrido entre agentes do Departamento de Investigação do Narcotráfico (Denarc) e policiais militares. A investigação, que foi encaminhada à Justiça hoje, aponta a responsabilidade dos quatro policiais militares e os indicia por tentativa de homicídio.
Entretanto, também nesta quinta, a Brigada Militar –Polícia Militar do Rio Grande do Sul– concluiu sua investigação, absolvendo os PMs. Segundo o inquérito, não houve transgressão disciplinar nem indício de crime por parte dos militares.
No dia 3 de outubro, as duas equipes entraram em confronto entre os bairros Estância Velha e Olaria, em Canoas (região metropolitana de Porto Alegre). Os servidores das duas corporações investigavam a distribuição de drogas no local, quando se confundiram uns com os outros.
A Brigada Militar foi acionada por um telefonema anônimo que informou que um carro suspeito rondava a região. O veículo era uma viatura discreta da Polícia Civil. Os PMs foram ao local em um carro sem distintivo, e passaram a ser perseguidos pelos civis. Os agentes do Denarc tentaram interceptar o outro carro, que fugiu.
“Segundo testemunhas ouvidas durante as investigações, ao entrar em uma rua, os civis foram recebidos a tiro que partiram da direção da viatura militar”, afirmou a delegada Anita Klein, da 3ª Delegacia de Canoas, que conduziu o inquérito.
Houve troca de tiros e um policial civil foi ferido de raspão na cabeça, mas foi medicado e liberado. No inquérito, testemunhas afirmam que os policiais civis acionaram o giroflex da viatura durante a troca de tiros, o que poderia ter os identificado. “Agora a investigação está com a Justiça, que vai decidir os rumos do processo”, comentou a delegada.
Do lado da BM, a investigação foi repassada à Justiça Militar, onde pode ser arquivada ou encaminhada à promotoria, que decidirá o que fazer. Caso seja entendido que houve crime doloso contra a vida, o caso também pode ser encaminhado à Justiça comum.
O comandante do 15º BPM em Canoas, tenente-coronel Mário Ikeda, que presidiu a investigação militar que absolveu os militares, não foi encontrado pela reportagem do UOL Notícias para comentar o caso. Foram deixados recados, mas até a publicação desta reportagem ele não havia retornado.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Os três jovens do Tigre e o calvário que enfrentam


Do blog do Fábio Campana.

Três jovens policiais do Grupo Tigre, a polícia de elite do Paraná responsável por termos zero seqüestrados no Estado, vivem seu calvário, em pleno período natalino. Eles são os moços – todos formados em Direito e com 28 anos de idade – que acabaram, numa fatalidade, em atitude de legítima defesa, matando um sargento da Brigada Militar gaúcha, enquanto aprontavam-se para libertar dois paranaenses sequestrados em Gravataí, RS, na semana passada. Uma das vítimas acabou morto, depois, por policiais civis gaúchos.
O sargento, em roupas civis, atirara contra a viatura dos policias do “Tigre”. O revide causou a morte e os próprios policiais paranaenses encarregaram-se de chamar a polícia local, relatando a ocorrência e entregando, espontaneamente, as armas às autoridades gaúchas. O episódio deu-se em local ermo, às 1h40 min de terça-feira.
Os jovens policiais continuavam ontem recolhidos em Curitiba a uma delegacia de polícia. Nem o consolo dos pais, de um sacerdote católico que os atende espiritualmente, nem o apoio de amigos têm conseguido acalmá-los.
No relato de uma fonte da coluna, “eles eram uma pilha de nervos”, diante da avalanche de blogs do RS anunciando vingança “contra os paranaenses”. E diante também de palavras de ordem de blogueiros, como “Vamos invadir o Paraná”. Emais ainda diante da incerteza do clima que poderão encontrar em Porto Alegre, para onde serão levados hoje, segunda-feira, em cumprimento à decisão de uma juíza da PA, e em acatamento a carta precatória expedida pela justiça do RS.
“No fundo, quem indiretamente pode estar insuflando tudo isso é o governador Tarso Genro, tirando partido político da morte do policial e de uma das vítimas do sequestro”, diz um empresário amigo da coluna, para, em seguida, registrar:”Esse é o Tarso Genro, todos lembramos, o mesmo que transformou em santo o terrorista italiano Battisti, hoje transitando livremente pelo país, embora o clamor universal contra seus crimes da agenda vermelha na Itália”.

ZONA LIVRE DE SEQUESTRO

Para quem não sabe, é bom lembrar que os três moços fazem parte dessa escola de polícia de elite, o “Tigre”, que hoje torna do Paraná “zona livre de seqüestros”. Bem o contrário do que acontece em São Paulo, onde há 12 sequestros em andamento; e do Rio de Janeiro, onde 10 sequestros estão sendo investigados.
“Essa situação privilegiada do Paraná – observa um advogado criminalista – deve-se a uma realidade dura e benfazeja, ao mesmo tempo, benéfica para a sociedade toda: a ação do “Tigre” resulta em que não temos nenhum sequestrado morto; e nenhum seqüestrador está vivo”.
O último sequestro registrado no Paraná foi em 2010, resolvido pelo Grupo Tigre.
Um religioso católico ouvido sobre a ação do “Tigre” tem palavras de apoio aos policiais que agora estão no epicentro do noticiário:”Eles fazem a guerra para que nos sintamos em paz”. A frase pode parecer absolvição apriore às mortes que as ações dessa tropa de elite provocam. Mas reflete apenas uma realidade, a da guerra que gera a paz…
A atitude do Governo do Estado do Paraná , segundo o mesmo advogado citado relata, “parece ser de inação diante do perigo que os jovens correm”. E completa:”Para mim, pressinto que os jovens estão sendo levados como vítimas pré-determinadas para o matadouro…”

Nota - Todo meu respeito e admiração ao Grupo Tigre. A sociedade paranaense deve muito à eles.  Não é possível manter o silêncio governamental enquanto o nome deste honrado grupo é jogado na lama dos pampas. Jamais um refém foi morto pelo grupo.
Alguém duvida que se o sequestro da menina Eloá fosse no Paraná e não em São Paulo ela estaria viva? 
Claudia Wasilewski 

PENSAR E COMER COMO GORDO


Qual é a diferença entre comer como gordo e pensar como gordo? Vou tentar explicar. Eu sou um caso típico de quem apenas come e não pensa como gorda.
Comer é das melhores coisas da vida. Minha família não é das que demonstram afeto com abraços e beijos. Mas são craques na cozinha. E aí vem todo carinho, com muitos temperos e pratos calóricos. Não existem comemorações diets e lights. Tirando a ala diabética, tudo é tão doce a ponto de travar o maxilar. Faz tempo que observo, claro que calada, o comportamento. Identifiquei claramente os diferentes tipos que compõe a nossa mesa. Os gulosos comem rápido e quase com falta de ar. Os gordos, como eu se satisfazem no terceiro prato. Mas os que pensam como gordo tem técnicas variadas.
Fiquei de olho em um queijo ser virado de um lado para outro. Pequenas fatias sendo retiradas e comidas calmamente. Não aguentei de curiosidade e perguntei o que estava acontecendo. A resposta veio como se fosse uma condenação. – Você não está vendo que o queijo está torto? Cada uma. Que diferença faz o queijo ser guardado torto? E aí fica bem clara a diferença. Eu cortaria uma fatia bem grossa. Quem pensa como gordo, usa a criatividade para arranjar um motivo para comer. Oras o queijo tem que ser absolutamente reto.
Quando eu era criança, minha mãe fez um regime em São Paulo. Meus pais entraram em um taxi e ao dar o endereço, o motorista informou que a clínica era conhecida como Casa da Banha. Coitada. E daí passou a comer em um prato de sobremesa e usar um copo, creio eu, que de massa de tomate. Daqueles bem pequenos. O meu pai que tinha o humor, diria que dolorido, a observando arrumar a mesa, disse cinicamente: - Lá vem a Carmen com o ridículo e o absurdo. Ninguém entendeu e ele emendou: - É ridículo uma pessoa repetir cinco vezes um prato de sobremesa e um absurdo fazer caber um litro de refrigerante em um copo tão pequeno. E assim foram batizados. Pura maldade, ela emagreceu 16 quilos.
Quem pensa como gordo já vai à busca da sobremesa antes de sentar para comer. É preciso de cálculos precisos para fazer as escolhas. Se o que vem depois for muito bom, vale a pena cortar alguns itens. O que não pode de jeito nenhum é passar dias se culpando, porque não coube tudo. Quem apenas come como gordo, se satisfaz com o que está na sua visão, seu alcance.
As compras do supermercado também são diferentes. Eu trago sempre as mesmas coisas e só vario quando preciso fazer um prato especial. Já a outra categoria, conhece todas as novidades, param em frente às prateleiras, como hipnotizados. E comemoram quando encontram um lançamento. “Já tinha visto este biscoito em uma propaganda e comprei”. Só falta um grito de UHUH!
Bom mesmo é comer. Tento emagrecer constantemente e descobri que o problema não é só meu. Como dizia Karl, o Marx. A existência precede a essência; nenhum ser humano nasce pronto, mas o homem é, em sua essência, produto do meio em que vive... E neste quesito me dei mal.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Como as coisas acontecem

Minha amiga de décadas, Sílvia Macedo, me convidou para uma saída do tipo década de oitenta. Se tratava de ir a um bar que resiste até hoje, ouvir uma dupla, pelo que percebo, está voltando com muito gás. Não vacilei e fui.
Já na chegada ao bar, fomos informadas que não haveria nada para comer. A cozinheira estava internada. Tudo bem, a intenção era só bater um papo, sem comes e bebes. Eis que entra um rapaz, que acho que esteve ali desde os anos oitenta. A visão do inferno. Cabelo cacheado até o ombro, cavanhaque, óculos/tiara e pochete. Para o apocalipse só faltou a regata. O curioso era a moça linda que estava com ele. Muito gentil, pediu a bebida, abriu a pochete e tirou uma toalha de mesa. Juro que vi esta cena. Obviamente depois do espanto veio o incontrolável ataque de riso.
E como já era de se esperar, começou a chegar a intelectualidade com grau etílico elevado. Poetas, jornalistas, cineastas, blogueiros. Alguns loucos para a bebedeira ter início, outros se gabando que não bebem mais. Só por hoje. Eu e a Sílvia só observando quanto o tempo foi cruel com alguns. Nem vou entrar em detalhes porque gosto de muitos deles. A felicidade era tão grande do reencontro que alguns até grunhiam como dinossauros. Lembram que a cozinha estava fechada? Pois é, rolou disque pizza. O motoqueiro parava na porta e gritava: – FULANO DE TAL! Aí aparecia o freguês e pagava a encomenda ali mesmo. O garçom prontamente distribuía pratos e talheres. Diante de tantos reaparecidos, começamos aqueles papos de volta ao passado. Onde andará o dono do bar X? E ele apareceu. E aquele poeta galanteador? Pronto, a porta abriu e o próprio entrou. Até parecia magia. Então pensei com todas as minhas forças, que cheguem o Cardoso, o Leminski e o Ivo da Banda Blindagem. De imediato fui advertida para não brincar com os mortos. Jamais iria desrespeitá-los, mas estavam real­mente faltando ali. Dei de ofendida e saí fumar.
Surpresa! O primeiro que chegou foi o Cardoso. De chapéu, colete e feliz. Causou alvoroço. Falamos rapidamente sobre os tempos do bar da Sede da UPE porque o Ivo vinha caminhando lentamente. Este sim, me conhecia. Estudou com o meu irmão mais velho. E como sempre falando de como fui uma criança de encrencas e de como gostava de ir à minha casa. Abracei-o e pedi que mandasse muitos beijos para o meu irmão. E por fim só me restou fazer reverência ao Polaco, ao Leminski.
Todos tinham um compromisso de ir embora antes da meia-noite. E assim foi feito. Riram, conversaram e começaram a se despedir. Ofereci carona. A Sílvia ficou. O Ivo preferiu ir com o José Fernando Nandé. O Cardoso pediu para deixá-lo na Praça Osório. Queria pensar melhor na Semana de Arte Modesta e assim fiz. Quanto ao Leminski? Faltavam 40 minutos ainda. Cochichei que tinha na minha casa Kasza Gryczana com frango caipira e vodka na crosta de gelo com zubrowka. Traduzindo, mingau de trigo sarraceno com frango e vodka com uma planta polonesa. Claro que a resposta foi positiva à polaquice. Servi-o e corri acordar meu marido contando sobre a visita ilustre. Ele disse: “Chega por hoje, durma.” Não dei bola. Voltei para a sala. O prato estava vazio e a vodka mais baixa.
No dia seguinte abro o facebook e lá está o comentário do Zé Fernando. “Tive que dar carona para o Ivo que está morando perto de casa, nas proximidades da Praça do Gaúcho. Estranhei o tamanho do portão da casa nova dele!”
Quem quiser que conte outra!

É ISSO AÍ


Esta música gruda. É linda e com duas vozes maravilhosas. Ana Carolina e Seu Jorge. Quantos significados podem ter um olhar. Cuidado, atenção, surpresa, dúvida, desejo, amor... E por aí vai. É isso aí!
Muitos beijos para todos vocês!!!

♪♫Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar♪♫








CRIANCINHA MIMADA

Não uso marcadores nas postagens do blog. Então imagino a trabalheira que dá me relacionar com os assuntos desejados.
Então me mande e-mail que listo tudo com a maior boa vontade. Na boa. Não tenho do que me envergonhar.
De qualquer forma quanto mais você clicar, melhor fica meu gráfico e mais fácil de conseguir patrocínio para o blog.  Clique a vontade. Vá fundo. Será surpreendente.
Fico com pena de você vive na sombra do passado. Criatura amargurada.
Se não achar bom tire a calça e pise em cima. Faça beicinho e sapateie.
CRIANCINHA MIMADA E NOJENTA. Go to hell. HOHOHOHO

Veja o que abre e o que fecha no feriado de Natal em Curitiba

Do G1.
O comércio de Curitiba terá horário especial para o fim de semana do Natal. Parte dos serviços da prefeitura, que funcionam aos fins de semana estará fechada ou funcionará em horário diferenciado. O atendimento de saúde, por exemplo, será feito apenas no Centros Municipais de Urgências médicas.

Veja abaixo uma lista dos serviços que terão horário especial.



Saúde Nos dias 24, 25 e 26, o atendimento será feito apenas nos Centros Municipais de Urgências Médicas (Cmum's).

Transporte O horário dos ônibus deverá ser normal no dia 24. No dia 25, os ônibus funcionarão em horário de domingo. No dia 26, algumas linhas terão os horários alterados, por conta das férias escolares. A lista com os novos horários poderá ser consultada no site da Urbs.

Mercado Central O Mercado Central terá horário especial na sexta-feira (23). Irá funcionar das 9h às 21h. No sábado (24), o Mercado ficará aberto das 9h às 18h

Shoppings Das 10h às 24h no dia 23 e das 9h às 18h, no dia 24.

Shopping Popular Terá horário especial até sexta-feira (23), das 9h às 23h. Também abrirá no sábado (24), das 9h às 18h e fica fechado no domingo (25).

Mercado Municipal Abre das 7h às 18h de sábado (24), mas fecha no domingo (25).

Feiras orgânicas Funcionam normalmente

Armazéns da Família Estão fechados desde o dia 21 e só retomam as atividades no dia 3 de janeiro.

Restaurantes Populares Estarão fechados nos dias 24 e 25.

Zoológico Funcionará normalmente no fim de semana, das 9h às 17h, mas fica fechado na segunda-feira.

Coleta de Lixo No dia 24 a coleta será normal no período diurno. À noite, será feita a coleta de lixo no no anel central da cidade.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Alô, aqui é a Polícia!

Há três anos fui passar a páscoa em Caiobá. Por volta das 3:30 da manhã meu telefone tocou. Acordei assustada e vi no visor que era o número da minha prima Eleusi Fornazari. Já atendi pronta para uma péssima notícia. Para minha surpresa a voz era masculina e se identificou como um Policial Militar que queria falar com “o” Caucau. De pronto achei que era aquele famoso trote de alguém passando mal para atrair o desavisado para um assalto. Porém achei extremamente estranho o telefone ser de minha prima. Comecei a dar corda e ele contou que o aparelho e mais inúmeros objetos haviam sido encontrados com um assaltante e se eu poderia ir para a delegacia de Guaratuba. Ele não tinha ideia de onde estava a minha família. Parecia uma martelada na minha cabeça. Pedi um minuto, contei para o meu marido e ele ligou para a delegacia. Para nosso desespero era verdade.
Saí me vestindo pelo corredor do prédio. Quando chegamos no ferry, lá estava ele nos esperando. Impressionante eu estar no litoral, meu número de telefone ser o primeiro da agenda e o ferry parado pronto para sair. Caso claro de sincronicidade. Tenho gostado desta palavra.
Voltando.
Quando cheguei na delegacia me deu uma revolta absurda. Tão e somente uma investigadora fazendo todo o trabalho. Não tinha tinta na impressora e eu teria que ir na PM buscar o Boletim de Ocorrência que estava lá via e-mail. Ela me entregou a sacola e comecei a tirar os objetos. O celular com a foto da neta da minha prima na tela. Alguns perfumes, um pouco de dinheiro e uma camiseta preta cortada e amarrada. Um capuz. Aí sim caíram todas as fichas. Um horror. Onde eles estavam? Não tinha ideia e muito menos a polícia que tinha encontrado o rapaz com os objetos. É obvio que ele não iria contar nada. Afinal aquela sacola se materializou ao lado dele bem na hora da abordagem policial. O jeito era colocar a minha mãe no circuito para descobrir o endereço da casa da ex-sogra da minha prima. Dona Carmen não falha e sabia pelo menos a direção.
Pois bem. Chegou o reforço que esperávamos na delegacia. Mais UM policial. Isto porque pela câmera podíamos observar que os presos estavam tentando quebrar uma lateral da parede da cela. Veio me contando que o marginalzinho era menor de idade. 17 anos. Que tinha saído há poucos dias de uma destas maravilhosas instituições porque tinha cometido LATROCÍNIO. Daí não me aguentei e fui querendo saber da minha família. Ele ria sem parar e dizia: - Perdeu a família? Como ele tem mais direitos que eu, meu marido me ARRANCOU de perto da cela que funciona como recepção. Acho eu.
A abençoada da investigadora pegou a viatura e fomos atrás do suposto endereço. Eu na frente com ela. Daí não me aguentei e liguei para o meu primo Luiz Angelo. Alguém mais da família precisava saber. Onde parávamos para buscar informações, o meu marido descia e as pessoas só faltavam colocar as mãos na parede.
Finalmente encontramos um velho fofoqueiro acordado 5:00 da manhã pronto para contar tudo. Eram dois assaltantes com três armas. Minha família tinha ido embora devido ao pânico da minha priminha Gabi que acordou com uma arma apontada para a cabecinha. Porém o marginalzinho tem mais direitos que ela também. Mais uma vez na delegacia fui provocada pelo bandido e criticada pela avó dele. Fiquei quieta. Um DE MENOR e uma idosa. Eu seria massacrada. Amanheci o domingo de páscoa no ferry sem encontrar o coelhinho.
Fiquei tão agradecida pela boa vontade da Polícia Civil que liguei para a rádio de Guaratuba e fiz um megaelogio. Como era possível trabalhar em condições tão precárias?
Desde o dia 19 de dezembro não existem mais presos por lá. Me parece que isto não é notícia.
Nenhum galo cantou. Nenhuma sirene foi acionada. Ninguém contou “prá você e prá mais ninguém".

Assim eu vejo Guaratuba. Foto minha.

Padre católico espanhol impede batizado ao descobrir que padrinho é gay

Vista de igreja na cidade espanhola
(Foto: Governo da Andaluzia)
Do G1.
Um padre da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Huelma, no sul da Espanha, impediu a celebração de um batizado quando descobriu que o padrinho era gay. A família levará o caso aos tribunais.
O escolhido para padrinho de uma menina de seis meses é um homossexual que está casado no civil com outro homem, algo permitido pela lei espanhola.
É também ex-catequista, trabalhador da Cáritas (seção de ajuda humanitária da igreja católica), membro de confrarias e se diz católico praticante.
Em declaração à imprensa espanhola, a mãe da criança, Dolores Muñoz, disse que a família e os padrinhos cumpriam todas as normas requeridas pelo sacerdote quando levaram a documentação.
'Perguntaram se pais e padrinhos estavam batizados e confirmados. Depois se todos estávamos casados e respondemos que sim. Nunca pensamos que teríamos que avisar que ele era casado, mas com um homem. As normas, ele cumpria', explicou ela.
Mas para o padre, Manuel García, a revelação da homossexualidade do padrinho foi motivo para impedir o batismo. No último sábado ele disse à família só batizaria o bebê se escolhessem outro padrinho.

'Vida congruente'
Os pais da menina enviaram uma carta ao arcebispo da província de Jaén e nesta quinta-feira denunciaram publicamente, com uma associação de homossexuais, o caso que definem como discriminatório.
A polêmica provocou uma resposta pública do arcebispado, que enviou um comunicado apoiando o padre e advertindo que um padrinho católico precisa ter uma vida 'congruente'.
A nota cita o Código de Direito Canônico, cânon 874, que descreve os requisitos para os padrinhos de batismo: 'deve ser católico, estar confirmado, ter recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e levar uma vida congruente com a fé e a missão que vai assumir'.
Sem usar as expressões gay ou homossexual, a nota do clero diz ainda que não se trata de um caso de discriminação.
'Esclarecemos este tema para evitar os juízos sobre uma suposta discriminação na atuação do sacerdote, que apenas reitera a necessidade de cumprir a normativa eclesiástica universal.'
Para a Associação Colega - Coletivo de Gays, Lésbicas e Transexuais - a decisão da igreja é 'uma homofobia sacerdotal'.
O grupo, que apoiará a família num processo contra o arcebispado, também se manifestou numa nota pública, afirmando que 'custa entender que um sacerdote persista no discurso de discriminação e ódio, em vez de propagar as mensagens de amor e respeito que anuncia o Evangelho'.
A associação disse ainda que, nos próximos dias, diversos voluntários procurarão o padre de Huelma para entregar-lhe um documento chamado 'guia breve de consciências limpas'.
O guia, segundo o coletivo, pretende explicar 'que a fé cristã e a homossexualidade são compatíveis' e que os gays compreendem que 'o avanço das mentalidades é lento. Na Igreja Católica mais lento ainda do que no resto da sociedade, mas há confiança em que este avanço aconteça.'

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mundo Pink


Não é novidade que fui uma criança “esquisitinha”. Não me lembro de viver na infância um mundo pink. Ou estou muito enganada ou o universo feminino não era somente rosa e lilás.
Minha primeira bicicleta foi marrom, fora do padrão da época. Elas eram verdes, vermelhas ou azuis. Agora que sou tia-avó, de duas meninas, sofro para encontrar roupas coloridas para elas. Nada de laranja, vermelho, somente variações sobre o mesmo tema. Mas em todo caso, ainda são crianças e lindas. Então me conformo e compro.
Conversando com a jornalista Miriam Karam, descobri que tenho uma aliada. Ela também não entende o que aconteceu com as mulheres da minha idade. Fiquei aliviada em saber que não sou tão implicante como penso. Nada contra, tenho minhas bonecas de palha, matrioskas e até uma ovelha.
O que leva uma mulher de 40 e muitos anos, ter uma carteira de dinheiro da Hello Kitty? Concordo que a gatinha é muito fofa. Se fosse comerciante, desconfiaria do cartão dela. Mas daí a sair com uma capinha de celular da Barbie é preocupante. Por falar em celulares, para que servem aqueles penduricalhos? Enfeitar celular é muito boa vontade. Cada coisa!
E as tatuagens? A criatividade é enorme. Bichinhos, personagens, tudo muito cuti cuti, fofinho. Não estou falando de adolescentes, e sim de mulheres com formiguinhas subindo pela perna. E dá-lhe laser para depois retirar. Por favor, tatuem algo bacana, bonito. Eu adoro tattoos.
Na academia uma senhora de seus 70 anos só malhava inteira vestida em tons de rosa. Do tênis ao lacinho no cabelo. Eu não conseguia tirar os olhos dela. E a cada dia um traje diferente. Será que ela não tinha saído da infância ou queria voltar para ela? O que foi um susto há tempos atrás, agora é normal. No dia a dia, me deparo com as Barbies de terceira idade e nem ligo.
Morro de medo de ficar assim no climatério e pior encarar uma menopausa pink. É só o que me falta ter que pagar a língua. Me imagino normal, sem adquirir a síndrome de centopeia, com trocentos pares de sapatos. Sem cabelos feitos em moldes e muito menos com sobrancelha azul, em um risco só. A terceira idade não me assusta. Pretendo não esquecer de uma aula que recebi, sobre elegância, que vem de eleger. Simples, eleger o que fica melhor, e combina.
O meu pai teve uma parada cardíaca em uma cirurgia, e contava que foi para um jardim cor de rosa. Já pensaram se é verdade? Passarei a eternidade lutando para mudar a cor do outro mundo. Organizando passeatas, protestos e panfletando. Espero que Seu Henrique tenha tido uma crise de daltonismo. Se não vou continuar com uma vida super cansativa...

Nova pesquisa aponta liderança de Fruet

Do blog da Roseli Abrão.
Mais uma pesquisa de opinião pública sobre a sucessão em Curitiba mostra a liderança do pedetista Gustavo Fruet.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ricieri Garbelini (IRG), de São José dos Pinhais, que ouviu 1.018 eleitores entre os dias 15 e 20 de dezembro.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Se as eleições fossem hoje, Fruet venceria com 28,2% dos votos. Em segundo lugar ficaria o deputado Ratinho Jr, do PSC, com 20,9%.
O prefeito Luciano Ducci, do PSB, seria o terceiro, com 17,8%.
O pré-candidato do PMDB, Rafael Greca, aparece com 6,7%; a vereadora Renata Bueno, do PP, teria 2,9%, e o deputado Tadeu Veneri, do PT, 1,4%.
Mais de 10% não souberam responder e 11,7% não votariam em nenhum dos nomes apresentados.

Cenário sem Ratinho Júnior
Num segundo cenário, sem o nome do deputado federal Ratinho Júnior, Gustavo Fruet saltaria para 37,6% e Luciano Ducci para 23,9%.
Rafael Greca teria 7,8%, Renata Bueno 3,7% e Tadeu Veneri 1,9%.

O segundo turno
O Instituto Ricieri Garbelini simulou ainda um eventual 2º turno entre Gustavo Fruet e Luciano Ducci.
Fruet seria eleito com 46,2% dos votos, contra 39,1% do atual prefeito.
Se enfrentasse Ratinho Jr, Gustavo Fruet também seria o vencedor com 48,8% da preferência.
O deputado federal do PSC teria 36,7%.
Em um confronto entre Luciano Ducci e Ratinho, o atual prefeito levaria a melhor com 45,4% dos votos.
O pré-candidato do PSC somaria 38%.

A rejeição dos pré-candidatos
O ex-prefeito Rafael Greca é o que apresenta a maior rejeição.
Quando questionados sobre os candidatos em que não votariam de jeito nenhum, 23,2% dos entrevistados apontaram o pré-candidato do PMDB.
Ratinho Jr teria a segunda maior rejeição com 12,6%.
Na sequência aparecem Tadeu Veneri (11,1%), Luciano Ducci (9,7%), Renata Bueno (7,6%) e Gustavo Fruet (6,2%).

Aprovação de Ducci
O IRG quis saber ainda a aprovação do atual prefeito.
Entre os 1.018 entrevistados, 59,4% aprovam a administração Luciano Ducci, 29,3% desaprova e outros 11,3 não souberam responder.

Aprovado não tem voto

O Instituto IRG quis saber a aprovação do atual prefeito. Entre os 1.018 entrevistados, 59,4% aprovam a administração Luciano Ducci, 29,3% desaprova e outros 11,3 não souberam responder.
O IRG confirma a boa aprovação da administração de Ducci, que não reflete na preferência dos eleitores. Quando os pesquisadores oferecem seu nome para a prefeitura, apenas 17% se dizem dispostos a votar nele. Já na pesquisa do Ibope de maio, a intenção de votos à reeleição de Ducci era a mesma.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CONFIÁVEL?


Me considero muito confiável. Sei guardar segredos ou simplesmente silenciar. Muitos amigos sabem que não conto nada nem espetada, e escuto sem críticas, conselhos ou palpites. Se precisam falar, que falem.
Na minha vida me afastei e me perdi de pessoas, outras me sacanearam, mas mesmo assim não senti vontade de entregar nenhum segredo. Não porque sou boazinha, mas por entender que se abriram comigo, e naquele momento eu fazia parte das sua vidas.
O que me assusta são pessoas que nunca vi, ou tenho relacionamento superficial, no máximo cordial, virem até mim com a certeza que vou ajudá-las. Vejam só.
Fui com o meu marido comprar um porção de camarão. Conversa boba com o cozinheiro, pedi que fosse caprichada, coisas do tipo. Quando estávamos saindo ele me disse: -Preciso falar com você. Pensei que o troco estava errado e ele completou: -Não sou feliz no meu casamento. O meu marido foi embora rindo, claro que com o camarão na mão. E lá fiquei. Me contou da sogra, cunhadas, cunhados, filhos. Ao longe ouvia o croc croc do camarão. Quanto mais ele falava, mais vermelho ficava. Parecia uma crise de hipertensão. Tentava maneirar, dizendo que uma boa conversa resolve tudo, e que focasse sua vida com a mulher e os filhos. Mas não conseguia parar de pensar no palito espetando o camarão. Quando acabou a conversa voltei para a mesa, tinha um marido sorridente e um prato vazio. Pobre de mim, não ganhei um bônus do cozinheiro e nem corri o risco de comprar outra e continuar ali.
Vou para a praia totalmente vazia às 07:30 da manhã. Abro o livro do Neruda, CONFESSO QUE VIVI. Senta do meu lado uma moça e me diz : -Se eu não falar com alguém vou me matar. Pronto, fecho o livro. Começa o relato. Ela era de alguma secretaria de saúde do interior e havia comprado medicamentos errados. Estava separada, a poucos meses, e tirou férias para esfriar a cabeça, se divertir. Na noite anterior foi avisada do erro e que sua demissão era inevitável. Nessas alturas nem quis saber qual cidade ou estado. Como poderia aconselhar, consolar? Foi traída, humilhada, ficaria desempregada com dois filhos pequenos. Respirei fundo e não dei razão a ela. Disse para não interromper as férias e que na volta procurasse conversar com a chefia e explicar o momento que se encontrava. E se mesmo assim não desse certo, que se jogasse no chão, babando e tremendo. Ela riu, me pagou um coco e foi embora.
Toca o telefone de madrugada. Atendo e a voz do outro lado diz: - Estou no orelhão da Praça da Ucrânia e quero me despedir da senhora. Já tomei os remédios e agora é só esperar para morrer. Que susto! Saio correndo de casa com o meu marido junto. Chego na praça, e vejo o porteiro do prédio completamente bêbado, chorando. Nenhuma tentativa de suicídio. Um baita porre. Brigou com a mulher e resolveu me colocar na roda. Chorava e dizia: -Dona Craudia eu só quero morrer. Confesso que às 03:30 da manhã nós já tínhamos ímpetos de matá-lo. Quando olho para pista do expresso se desenha a visão do inferno. Meus dois sobrinhos João e Daniel caminhando calmamente pela caneleta, tomando cerveja. Saí da casinha, briguei com os dois, com porteiro e brigaria com quem mais aparecesse. Hoje acho que a visão do inferno foi deles.
Eu sim estava no lugar errado. E me arrependo, estavam certos, e fiz muito dessas.
Quanto ao porteiro, continuou chorando e não se matou. Só um caso de bêbado depressivo.
Por que comigo?

Gleisi ou Derosso?

Do Zé Beto no Jornale.
Ao ser entrevistado hoje na rádio Banda B, uma resposta de Gustavo Fruet talvez vire mote da sua campanha para prefeito de Curitiba. Ao ser questionado sobre um possível prejuízo eleitoral por conta do apoio do PT na disputa do ano que vem, ele emendou de primeira, e com muito, mas muito veneno: “O eleitor é que vai decidir se é melhor ter o apoio da Gleisi ou do Derosso. Quem está melhor acompanhado?”

Ajude a fazer um Natal diferente em Curitiba

Recebi do Gerson Guelmann. Vejam que bacana!!!

Pessoas abnegadas e com muito amor no coração estão organizando uma ação maravilhosa para este Natal. No dia 24 após as 20h vão servir aos moradores de rua um "risoto" que elas mesmas irão cozinhar. É um grupo que vem fazendo isso há algum tempo, sempre contando com a colaboração da comunidade.


Para este ano estão precisando do seguinte:

- peito e coxas de frango
- arroz
- batata
- caldo de galinha
- óleo
- massa de tomate
- alho, cebola, etc
- copos descartáveis
- marmitas de isopor
- colheres descartáveis de boa qualidade
- guardanapos de papel
- refrigerantes
- roupas, cobertores, etc.
Importante: não haverá desperdício; eventuais sobras serão levadas para uma Instituição que também atende população em situação de risco.

Quem quiser ajudar poderá entrar em contato com a Ana Paula
telefone (41)9942-9919
email aoliveira@up.com.br

A comida será preparada na Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional, na R. Prefeito Lothário Meissner, 836 - Jardim Botânico, a partir das 17h de sábado, para que seja servida bem quentinha. Assim, é importante acertar com a Ana Paula detalhes das doações, para que o grupo possa dimensionar a quantidade a ser feita e a logística da distribuição.
Vamos ajudar?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

www.gentechata.com



Seria muito bacana criar um site para cadastro de gente chata. Seriam cadastrados o nome, e a chatice. Anonimamente é claro. O site enviaria uma mensagem automática avisando “seu nome foi incluído no www.gentechata.com“, simples assim. Tenho certeza que também estaria lá, mas tem gente bem mais chata que eu.
Tem coisas que não entendo. Chego na praia e me dedico a limpar o apartamento, guardar roupas, verificar como está a dispensa com materiais de limpeza, higiene. Tomo um banho e corro fazer as compras. Finalmente chega a noite e é hora de dar uma caminhada. E lá vou eu a beira mar. Poético? Nem tanto.
A primeira pessoa que encontro me pergunta: - Chegou quando? Vai embora quando? Respiro fundo e respondo. Mas a minha vontade é retrucar: - Você está fazendo relatório para a concessionária de pedágio? Que coisa! O que pode interessar a meu tempo de permanência na praia. Perdeu a grande oportunidade de saber novidades, uma boa fofoca ou que ganhei sozinha na mega sena e estava com uma vontade irresistível de doar R$10.000,00 para a primeira pessoa que encontrasse.
Quem não conhece alguém que vem falando perto e cuspindo em você? Este é um tipo bem comum. Quanto mais você se afasta mais para cima ele vem. Dá dor nas costas falar com este tipo. Ah, e ainda tem mau hálito. Se contorcer, segurar a respiração e ainda ouvir besteira é demais. Vai uma lista enorme para o site.
E o que se acha engraçado? Típico mala. Com ele por perto tem que se ter muito cuidado com o que se fala. Tudo tem duplo sentido e já perdeu a graça. O clássico de servir a sobremesa e o bobo perguntar: - É pá vê ou pra comer? Pobre do pavê, tão gostoso. E por aí vai, e eu já estou ficando irritada só de lembrar.
Homem que mexe com mulher, o faz porque é tão idiota que não tem competência de seduzir, envolver. Então ficam parados proferindo baixarias. Chatos e sozinhos. Me lembro ainda menina, estava assistindo um jogo de vôlei. Passou uma mocinha tomando sorvete. O cara perguntou: - Posso dar um a chupadinha? Ela respondeu: -Claro! E enfiou o sorvete na cara dele. Foi aplaudida na praia mansa.
Tem o que “se acha”. O mais detestável desta categoria foi casado com uma amiga minha e já foi embora daqui. Ele não tinha problemas em se auto elogiar. O quanto era lindo e rico. Quando se tentava mudar de assunto, ele dava um jeito e voltava a contar sobre a champagne, o carro conversível, etc... Na verdade era gordo, suarento e assalariado como qualquer outro mortal.Que vontade de falar dos políticos! Mas não vou fazer. Nem preciso.
Mulher chata chama o marido de paizinho, e diz: - Não sou feminista e sim feminina. Chatérrimas. Os assuntos giram, giram e não chegam a lugar algum.
Então, vou parar por aqui porque não me importo de fazer parte do site, mas inaugurá-lo seria demais para mim.
Dou toda razão para o Dalton Trevisan “Livra-me dos chatos e Te agradecerei, ó Senhor”.

"Nova Política" em Minas: PPS marca presença

Do blog do PPS.
Foi um sucesso o lançamento doMovimento Nova Política em Minas Gerais, organizado pelo ex-deputado federal, duas vezes prefeito de Conceição do Mato Dentro, candidato ao Governo mineiro pelo PV em 2010 e pré-candidato do PPS à Prefeitura de Belo Horizonte em 2012, Zé Fernando Aparecido de Oliveira, neste sábado (17/12).
Compareceram, entre outros, Marina Silva, Heloísa Helena, Fabio Feldmann, Alfredo Sirkis, Jean Wyllys, Sergio Xavier, Mauricio Brusadin e Walter Feldman. Pelo PPS, além do anfitrião Zé Fernando, marcaram presença Raul Jungmann, Soninha Francine e, em peso, a direção do partido em Minas: Luzia Ferreira, Juarez Amorim, Paulo Elisiario, Júlio César e Raimundo Benoni.
Registre-se que a política mineira é um caso à parte: em 2010, a presidenciável Marina Silva venceu o 1º turno em Belo Horizonte com 40% dos votos (Dilma Rousseff teve 31% e José Serra 28%). No 2º turno, o tucano teve 50,39% e a petista 49,61%.
“O Movimento é transpartidário, e o apoio vai do compromisso do programa e do testemunho de vida, daquele (candidato) que está se comprometendo com a plataforma do movimento. A priori não é uma questão por ser do PV, do PT, do PPS ou do PSDB. Vou apoiar de acordo com a coerência programática. Não serão apoios pragmáticos”, afirmou Marina.
“O compromisso que as pessoas têm que assumir é com a sustentabilidade e com a ética na política.”
Para Marina, o Movimento é uma oportunidade para “discutir a política que está em crise”. “Infelizmente a política tem se tornado projeto de poder pelo poder. A gente não pode ter uma visão pragmática de que o movimento tem que ter uma finalidade eleitoral. Só merece participar de eleição, que discute ideias, propostas, quem tem objetivos para além da disputa do poder pelo poder”, avaliou a ex-senadora.
A vereadora do PSOL de Maceió (AL), Heloísa Helena, disse que existe espaço no país para outras forças políticas. “O Brasil precisa é de um projeto que supere essa farsa da falsa polarização entre PT e PSDB”, analisou.
“A maior parte dos partidos você já sabe quem são, aqueles que mandam e aqueles que estão próximos aos que mandam. Nós não temos a resposta nem a fórmula, mas estamos nos dispondo a fazer o debate para encontrar o caminho”, completou Marina.

C.O.N.T.O. D.E. N.A.T.A.L. por Almir Feijó


Você está certa. Vistas daqui, da janela deste quarto de hospital, as pessoas lá embaixo parecem bonecos de neve. Solitárias estrelas sem brilho, você comparou certa vez - personagens de uma abstração sobre o silêncio e a incomunicabilidade. E Nova Iorque lembra de fato um bolo de açúcar. Acorde, meu bem. É 25 de dezembro de 2002, seu aniversário. Uma amiga veio visitá-la. Hoje fazendo 36 anos, você é a menina de tranças que está na porta. Antes de partir para o grande Mistério, você estará frente a frente com você.
Não se trata de um acerto de contas, a sensação é de conforto, a serena celebração de uma conversa há muito tempo agendada, por isso você está apaziguada, mais doce do que jamais esteve. Tomando-lhe as mãos, a garota tira você da cama. E de repente esta U.T.I. sinistra onde você espera pelos anjos que virão buscá-la transforma-se num parque de diversões.
Atônita, a máquina do tempo retroagirá ao Big Bang. Há cores e luzes, como numa gigastesca paleta. É a fertilização. Seres inéditos aparecerão. Elfos, minotauros, querubins. Miles David tocará 'Kind of Blue'. Ute Lemper será a voz em fundo. Sim, o Paraíso. Os sons e a fúria do seu primeiro vagido explodirão nas fronteiras do universo e - olha o medo - você desejará ver tudo começando de novo. Voltará à infância, o refúgio predileto. Então tateará. E, medrosa, se sentirá protegida. Numa fração de segundos, a roda gigante irá misturar seu crescimento, maturidade, fracassos e alegrias. Adeuses e regressos. Amores, desamores, obsessões. Tintas, partituras, aromas. A história da sua vida.
E você sentirá só. Chorará, porque descobrirá que esteve sempre só. Mas rapidamente transitará por universos paralelos e vai encontrar personagens dos seus delírios - famas; cronópios; faunos. E, ainda uma vez, voltará a se esconder na inoncência. Voltará tantas vezes que, cansada, e maravilhada, dará um longo, reconfortante suspiro.
A menina em seu quarto a ajudará, então, a fazer a descoberta mais importante do seu passeio pelo tempo. A de que você terá sempre, sempre, 14 anos.
Almir Feijó é Publicitário especializado em Marketing Político, Jornalista, autor de 'Descríticas' (2001) e 'Descríticas - 316 filmes' (2005).

O Placaco dos Ceguetas

Do portal Na Tela do 190.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Onde estão os príncipes?


Tenho trauma de príncipes. Na década de 70, Silvio Santos fazia um programa chamado BOA NOITE CINDERELA. O programa era assim: três meninas eram selecionadas através de suas cartinhas. Uma rica, uma de classe média e uma pobre. Lá contavam suas vidas, qual o brinquedo que sonhavam e era exibido um vídeo mostrando suas casas. Entrava um príncipe, lindo, chiquérrimo e maravilhoso, que ficava ao lado de uma roda gigante cheia de sapatinhos. O príncipe provava os sapatinhos e obviamente em quem servisse era a Cinderela.
O sapatinho só servia na menina que morava na casa de madeira. Aquilo era luta de classes e não programa infantil. Não existia critério para participar, somente para ser premiada. Não me conformava que jamais o sapato serviria no meu pé. Não veria o príncipe e muito menos ganharia qualquer brinquedo. Meus irmãos riam de mim, me provocavam. E eu finalmente chorava copiosamente. Não porque a menina pobre ganhou, mas de raiva mesmo.
Talvez por isso não tive ilusões de debutante, casamento, com alguém que comandasse minha vida. Fui vivendo sem me preocupar ou me apaixonar por homens loiros de olhos azuis. Não era para mim. De qualquer forma sempre preferi os morenos.
Acompanho o tormento de algumas, disse algumas, amigas que vivem procurando um amor idealizado. Elas não se satisfazem com o que existe para o momento. E aí vem o festival de lamúrias. Muitas se culpam pelos fracassos amorosos. Quando tento dar meus mais sinceros conselhos se ofendem.
Tem uma em particular que só pode ser azar. Ela é linda, independente, inteligente, bem sucedida, MAGRA, tem corpo escultural. Nada vai... A cada desilusão ela me conta de forma indignada. Vejam como funciona:
– O cara era bonito, cheiroso, rico e gay. Discutiu comigo que cremes com DMAE (antirrugas) estão ultrapassados.
– O cara era maduro, grisalho, parecido com o George Clooney. Sadomasoquista.
– O cara era inteligente, culto, uma biblioteca ambulante. Falido. Me pediu vintão para o táxi.
– O cara tinha foto falsa no Facebook. Um horror, alcoólatra, inconveniente, fazia piada idiota.
– Casado! Esqueceu a aliança. Se não fosse a aliança... Ele estragou tudo!
Casos clássicos do famoso CHUTA QUE É MACUMBA. Mas ela tenta.
Outras amigas acham que o príncipe irá chegar em um pégasus. Talvez por isso não saiam de casa. Devem esperar um relinchar na janela. Ficam fazendo terapia do sofá. Aí é caso perdido mesmo. Tem que sair de casa, ficar na área senão nada irá acontecer.
O que eu gosto mesmo é das conversas para detonar os homens que se fazem de gostosos. As fantasias são criadas, investimentos são gerados. Salão, depilação, pé, mão, sobrancelha. E nada, absolutamente nada. Só um jantar. Isto é a morte. Sai de tudo. Nem seria maluca de abrir estes segredos. Mas uma dica para eles posso dar, se a orelha direita ficar vermelha e quente, podem saber que a roda está formada. Estão sendo desqualificados e reduzidos a pó.
Estes dias em uma conversa bem animada fui dar um palpite sobre o rapaz em pauta. Levei um VOCÊ É CASADA. Em coro, uníssono. Parecia bullying. Tá bom eu sei. Fiquei quieta um pouco, quando tentei me manifestar novamente, quase derreti com os olhares. Daí vi que era grave mesmo e me calei. A questão é que o rapaz está além do padrão do mercado e qualquer uma vira uma ameaça. Então todo o meu respeito e torcida.
O que será que está acontecendo? Por que será que o mercado está tão ruim para os solteiros? A coisa está feia. Anotei a seguinte frase que ouvi em um jantar. “Homem está tão difícil, que por isso tenho que destruir um lar.” Claro que foi em tom de brincadeira.
Nem escuto mais a expressão que a fila anda. E o caso independe da idade. São reclamações de todas as faixas etárias. Me parece que são poucas pessoas abertas às paixões. É mais fácil viver sem a ansiedade de dar certo, ter compro­misso. Quem sabe não é o caminho. Mas por favor, esqueçam os príncipes. Não quero decepcionar, mas se existem, são raros.

Emancipação política do Paraná

Em 19 de dezembro de 1853, a província do Paraná separou-se da de São Paulo, deixando de ser a 5ª Comarca de São Paulo. Tem vezes que duvido. Quando penso em colocar lentes anti-reflexo nos óculos, escuto: - Neste grau tem que ir para São Paulo. Não sei se é para aumentar o preço, se é verdade ou para valorizar. De qualquer forma tudo é muito ruim.
Alguns paulistas tem prazer em dizer que nós os copiamos. Concordo com o Noviski quado diz que Curitiba não é mais a capital da inovação. Vendo o projeto da ponte estaiada que será construída na Avenida das Torres me senti na ótica. Uma provinciana pensando na ponte Octávio Frias de Oliveira da capital paulista. Espero no fundo do coração que pelo menos o nome, caso de alguma pessoa, seja de um curitibano lá do Uberaba.

Projeto da ponte na Avenida das Torres,
 na esquina com a
Avenida Cel. Francisco H. dos Santos 

Cenas de Cinema – Conto em Gotas

Por Edna Lopes
Link para comentários no texto:
http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros/3394347



Para quem gosta de contar boas histórias, qualquer motivo é pretexto para contá-las, desde as tiradas de um filósofo de botequim, imagens de meninos que vendem sonhos, impressões de homens comuns que encontram vida no sexo de quem o vende barato, juras ao luar de casais de namorados e até lembranças de infância que jamais nos abandonam.
Para quem sabe contar boas histórias, um olhar, um objeto, um personagem, uma vida, uma cena qualquer a qualquer hora e em qualquer lugar se transforma em arte. E quem há de negar que é pura arte a vida, o sonho, as nossas melhores lembranças de infâncias, nossa visão de mundo?
Para quem gosta de ler e/ou ouvir boas histórias o livrinho(no tamanho) Cenas de Cinema – Conto em Gotas do baiano mais carioca do planeta Brasil, Luís Pimentel, é um livrão(na envergadura) recheado de vários tipos encantadores, em estado de desespero, no melhor da falta de sorte de quem precisa ler um horóscopo ou na pureza das várias histórias de meninos.
Para quem gosta de boas histórias vai gostar muito desse livrinho livrão. As cenas são de vida, mas são também da arte que imita a vida, que imita a arte. Cenas que caberiam num filme, mas são das pequenas grandes tragédias humanas que só um olhar sensível e amorosamente humano, pode captar e traduzir em gotas de bom humor, de esperança, de inconformismo com algumas cenas que somos obrigados a presenciar, viver.
Para quem gosta de escrever, contar, ler, ouvir histórias e ainda esteja no Rio de Janeiro, esse amigo querido lança o seu livrinho livrão cheio de encantadoras histórias no dia 20/12/2011, das 19 ÀS 22h na Livraria do Museu da República, Rua do Catete, 153, Rio de Janeiro.
Para quem gosta de contar, ler e ouvir boas histórias como eu e a turma aqui de casa, o livrinho livrão do querido amigo Luis Pimentel foi/é um lindo presente de Natal que recomendo. Deixo aqui uma das gotas do olhar sensível do autor.

ESQUECIMENTO
Debaixo do chuveiro, a água morna quase quente deslizando pelo corpo coberto de sabão, os olhos vermelhos quase brasa, ela esperava espantar naquele banho todas as manchas que os golpes, as baforadas e o suor dos músculos dele deixaram em suas veias.
Então começou pelos cabelos, disputados, o pescoço recheado de cinza e hematomas, o ventre murcho e exaustivamente palmeado, o sexo ávido, as mãos em concha sobre o sexo em sede, a esponja engordurada de xampu, as lâminas do creme rasgando o sexo, a saudade, a lembrança, a gosma e o sexo em fogo, a herança do sexo agora limpo e novamente sedado, condenado ao esquecimento.
Ao desligar o chuveiro, já tinha em mente o plano quase morte: ligar para ele novamente.
PIMENTEL, Luís. Cenas de Cinema – Conto em gotas, pág. 22 e 23

Sobre o Livro
A vida miúda, em sua desconcertante grandeza; o homem em fúria, em êxtase, perdendo-se e encontrando-se nas mesmas curvas incertas; o amor, o ódio, esperanças e incertezas. A matéria-prima dessas histórias é a mais substancial possível: o homem com seus dramas, medos, contemplações.
Contista muitas vezes premiado (Cruz e Souza, Literatura Para Todos e Prêmio Cidade de Belo Horizonte, entre outros), Luís Pimentel volta às narrativas curtas (neste livro, curtíssimas), com histórias eletrizantes.
Cenas de Cinema – Conto em gotas é um livro para estantes e mesas de cabeceira de quem gosta da melhor literatura brasileira.
"Luís Pimentel escreve contos em que a suprema sofisticação se realiza, muitas vezes, na simplicidade, no desenho despretensioso da vida, em que todo mistério dela cabe numa cena de rua (...) Poucos contistas têm a medida exata do conto. Entre eles, Luís Pimentel".ANDRÉ SEFFRIN
In: http://coisasdojunco.blogspot.com/2011/12/luis-pimentel-comeca-2012-com-novo.html

Sobre o autor
Baiano do sertão de Itiúba, onde nasceu em 1953, Pimentel chegou ao Rio para estudar teatro e acabou se tornando jornalista e escritor. Como jornalista, trabalhou no Pasquim (1976/77), Pasquim21 (2002), na edição brasileira da revista americana de humor MAD, na Rio-Gráfica e Editora e no jornal Última Hora. Foi articulista do jornal carioca O Dia e colunista do virtual Jornal de Copacabana, entre outras colaborações. Com várias dezenas de livros publicados, entre infantis, de humor (Entre Sem Bater: o Humor na Imprensa Brasileira), biografias (Wilson Batista, Luiz Gonzaga), contos (Contos para Ler Ouvindo Música), poesia e ficção, Pimentel coleciona prêmios literários. Entre eles, o Prêmio Cruz e Sousa, por Grande Homem Mais ou Menos, e o Prêmio Jorge de Lima, com as poesias de As Miudezas da Velha. Pimentel também escreveu roteiros para programas humorísticos de TV, como Escolinha do Professor Raymundo e Zorra Total. Seu mais recente trabalho na área editorial é a coordenação da edição de Paixão e Ficção – Contos e Causos de Futebol, do qual participa ainda com um dos textos, ao lado de Aldir Blanc, Armando Nogueira, Mário Filho, Renato Maurício Prado e Zico. No livro Zico, conta como foi o dia em que Ronaldo teve uma convulsão, na Copa da França. A produção tão profícua do escritor não supera em dedicação o amante da MPB. Razão pela qual ele mantém no ar, com dificuldades, mas com vontade, a revista Música Brasileira.
 http://veja.abril.com.br/blog/passarela/entrevista/luis-pimentel/