quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Racismo e nazismo agora doem no bolso


"O procurador da República, Marcelo Ferreira, classificou de "afronta ao Poder Judiciário e toda a coletividade" a resposta da Oi. Para ele, o suposto lapso temporal foi causado pela própria operadora, que não informou os dados anteriormente.
O Ministério Público Federal deu entrada então a uma ação civil pública, pedindo que a Oi fosse condenada ao pagamento de indenização por dano moral coletiva. Para o juiz federal da Subseção de Varginha, a condenação ao pagamento desses 10 milhões é "a única medida passível de ser aplicada como forma de inibir novas práticas". A Oi afirma que já recorreu da decisão e aguarda decisão de Justiça e nega todas as acusações, dizendo que "não é dona do Orkut - rede social da Google onde foi criada a comunidade de apologia ao nazismo citada no caso".
A empresa Telemar Norte Leste, proprietária da Oi, foi condenada pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) a pagar uma indenização de 10 milhões de reais, em um caso de apologia ao nazismo cometida por um de seus funcionários no Estado. As informações são da Assessoria de Comunicação do Ministério Público.
Na sentença proferida perante a Justiça de Varginha, no sul de MG, o MPF afirma que a Oi se negou, por várias vezes, a cumprir ordens judiciais de identificar o seu funcionário, que usou o horário de serviço e equipamento da companhia para fazer apologia ao nazismo por meio de uma comunidade no Orkut.
De acordo com o Ministério Público, a página online em questão "propagava xingamentos e ofensas a pessoas negras, incitando ao ódio e à discriminação racial, além de divulgar mensagens de apologia ao regime liderado por Hitler."
Entenda o caso:
No início das investigações, a Oi chegou a identificar, com base no número de IP (Protocolo de Internet), que a comunidade havia sido criada por um morador de Varginha. Mas o MPF descobriu, ao verificar datas e horários de acesso do usuário ao site, que o computador usado estava instalado em um endereço diferente do informado pela Oi.
Após ser intimada a prestar esclarecimentos sobre o assunto, a empresa disse então que os acessos foram feitos em máquinas instaladas no seu próprio prédio. Depois disso, a Justiça do Estado requereu mais informações sobre o usuário para a Oi, que ignorou a ordem judicial por três vezes, sem enviar resposta, de acordo com o MPF.
Depois de um ano de protelação e avisos sobre possíveis medidas judiciais por não-atendimento à decisão da Justiça, a Oi respondeu dizendo ser impossível identificar o funcionário por causa do "grande lapso temporal" passado e de "questões técnicas operacionais".

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

OS FANÁTICOS - 34 ANOS - PARABÉNS CAVEIRAS

Beijos meus e da Polaca da Baixada. ♪♫ A caveira chegou! ♪♫

Hoje, 24 de outubro de 2011, a Torcida Os Fanáticos completa 34 anos de existência, dedicação e amor ao Clube Atlético Paranaense.
Durante esta caminhada, primeiramente devemos lembrar daqueles jovens que em 1977 superaram muitos obstáculos, desde o empenho para conseguir confeccionar uma faixa até as dificuldades para viajar e acompanhar o Furacão, e fundaram esta que é hoje, a maior e mais vibrante Torcida Organizada do Sul do Brasil.
Nestes 34 anos, gostaríamos de agradecer todos os presidentes, diretores, funcionários, conselheiros e jogadores que passaram pela história do Atlético e, de alguma maneira, também deixaram sua marca na história da Torcida Os Fanáticos. Não poderíamos citar todos os nomes, até mesmo para não cometer nenhuma injustiça, mas cada um que realmente merece sabe que é especial para nós e que as portas de nossa casa estarão sempre abertas.
Nosso reconhecimento a todas as Torcidas aliadas e a todos os seus integrantes que de alguma forma representaram nossa Torcida e ampararam nossos integrantes. Muito nos honra a qualidade, a sinceridade e o respeito de nossas amizades por todo o Brasil.
Não poderíamos esquecer de nossa eterna gratidão aos que já não se encontram mais neste mundo, mas estarão para sempre em nossas memórias. Todos aqueles que fizeram parte de nossa história e deixaram sua marca, que jamais será apagada de nossos corações.
Por fim, desejamos um Feliz Aniversário e os mais sinceros agradecimentos a todos que fazem parte desta enorme Família da Caveira. Não adianta tentar explicar o que significa ou o que representa ser um Caveira para quem não o é. Este não é um sentimento que possa ser explicado... isto vem de dentro, não se ensina e não se aprende, simplesmente você é ou nunca foi e nunca será!!!
Esta é a nossa vida, nosso amor e nosso vício. Nosso estilo de vida, nossa religião, nossa doutrina. Nosso céu e nosso inferno. A maior expressão de amor ao Furacão. O FANATISMO levado ao extremo. Isto é ser FANÁTICO, isto é ser CAVEIRA!!!
Nossos parabéns a todos vocês, maloqueiros que sofrem deste fanatismo, desta paixão e desta insanidade!!!
Um grande abraço de toda a diretoria da Caveira!!!
OS FANÁTICOS - 34 ANOS - EM NOSSO MUNDO, CORREMOS PELO CERTO E LUTAMOS ATÉ O FIM!!!


Falta de educação nas redes sociais

Muito se fala sobre etiqueta na internet. Tem coisas que já ultrapassaram a falta de educação e se apresentam como oportunismo.
Já escrevi claramente no facebook que o meu mural não é PÁGINA DE CLASSIFICADOS E NEM PALANQUE. Fui direta e sem rodeios. Não adiantou. A insistência de impôr links no meu mural tem me deixado, para ser educada, desgostosa e irritada. Para mim é a mesma coisa que uma pessoa estranha entre na minha casa e mexa nos meus armários, na minha despensa e na minha geladeira. Pouquíssimas pessoas tem este tipo de liberdade por aqui. 
Dependo de forma absurda dos acessos no meu blog via redes sociais. Porém isto não me dá a liberdade de sair invadindo os murais de outras pessoas. Só faço isto para postagens nos DOIS grupos que participo ativamente. Nos Amigos Iratienses, do que se refere a cidade e sobre a minha página Papo de Iratiense. No grupo Hebraicanos no que se refere a campanha contra as suáticas. Questão de coerência.
Estes dias uma amiga que não é nenhuma sumidade em informática me deu a dica: - Clau, você está escrevendo para outro blog? Não encontro nada teu na tua página. Aí caiu minha ficha e fui ver o que estava acontecendo. Para meu desespero, haviam oito postagens de outros por lá. Realmente meu mural não era meu. 
Resolvi tornar mais uma vez pública minha angustia antes que tenha que cometer FACEBOOKCÍDIO como fez um grande e querido amigo meu. Infelizmente saiu deste mundo virtual por ter desfigurado seu mural.
O excesso de uma intimidade que simplesmente não existe me leva a excluir e bloquear pessoas. Eu faço parte da "tchurma" que bem entendo. Não sou filiada em nenhum partido e mais uma vez reafirmo que não sou palanque para ninguém. Apoio e critico quem bem entender. Quem quiser que eu veja alguma postagem, faça como eu, marque nos COMENTÁRIOS.
Por isso tudo ME ERREM.
Como dizia o grande Bakunin "A liberdade do outro estende a minha ao infinito". 

domingo, 23 de outubro de 2011

E a camisa rubro negra só se veste por amor!

Aí time! Aí Delegado Antônio Lopes! A pequena área é território. Território se defende com sangue.
Aí torcida! Aí malucada! Vamos marchar sempre cantando o hino do FURACÃO!



sábado, 22 de outubro de 2011

O fim de semana do deputado Zacharow

Do blog do Fábio Campana.
Vai ter que ter que assistir as aulas obrigatórias do curso de reabilitação de motoristas para recuperar sua carteira. Infringiu tantas leis do trânsito que excedeu a pontuação máxima no ano.
Neste fim de semana o deputado André Zacharow não poderá orar no culto de sua Igreja, visitar a tesouraria do Hospital Evangélico, passear no Jardim Zoológico ou aproveitar a macarronada do domingo.
Agora imaginem se deputado fosse submetido a cursos de reabilitação, teríamos muitas salas de aula lotadas em Brasília.

Curitiba recebe, pela última vez, o show Lenine.Doc-Trilhas

Depois de percorrer o país divulgando um de seus mais recentes trabalhos, o cantor e compositor Lenine chega a Curitiba para a última apresentação na capital paranaense do show Lenine.Doc-Trilhas. O show, promovido pela 360º Eventos, será realizado no dia 5 de novembro, às 21 horas, no Teatro Positivo.
Lançado em 2010, o projeto Lenine.Doc-Trilhas reúne grandes sucessos da carreira do artista, compostos para trilhas de cinema, espetáculo de dança, novelas e especiais de televisão. Entre os hits do disco está “Aquilo que dá no coração”. De trabalhos anteriores, Lenine canta ”Candeeiro Encantado” - da novela Cordel Encantado, que está no disco “O dia em que faremos contato”; “É o que me interessa” e “Martelo Bigorna” – músicas de seu último CD de inéditas Labiata; além de clássicos como “Jack Soul Brasileiro”, “Leão do Norte”, “Paciência” e “O homem dos olhos de raio x”.
O cantor sobe ao palco do Teatro Positivo acompanhado dos músicos Pantico Rocha (bateria /percussão), Guila (baixo) e JR Tostoi (guitarra /programação). Os ingressos já estão à venda nos pontos de atendimento do Disk-Ingressos e custam R$ 124 (inteira) e R$ 64 (meia).
Portadores do cartão Clube do Assinante Gazeta do Povo, associados do Coritiba Futebol Clube, clientes Sul Internet e portadores de cartão do Teatro Positivo têm desconto de 50% na compra de até dois ingressos.
Biografia – Lenine chegou ao Rio em 1981, vindo de Recife, sua cidade natal, para acompanhar o nascimento de seu primeiro filho. Acabou ficando na cidade, onde lançou seu primeiro disco, “Baque Solto” no ano de 1983, em parceria com Lula Queiroga. Durante os nove anos seguintes, Lenine se dedicou ao exercício da composição e lançou seu segundo e mais importante disco, de acordo com o próprio cantor: “Olho de Peixe”, com Marcos Suzano, em 1993. Em seguida vieram: “O dia em que faremos contato”, de 1997; “Na Pressão”, de 1999; “Falange Canibal”, em 2001; “InCité”, em 2004; “Acústico MTV”, em 2005; “Labiata”, em 2008; “Lenine.doc – Trilhas”, em 2010; Em outubro de 2011 será lançado “Chão”, o 10o disco de sua carreira – sem contar, claro, projetos e participações especiais.
As músicas de Lenine também ficaram famosas nas vozes de artistas consagrados da música brasileira, como: Milton Nascimento, Elba Ramalho e Maria Rita. Além disso, Lenine também já mostrou seu talento na televisão, onde assinou a direção musical de “Caramuru – a invenção do Brasil” e no teatro, com a direção musical de “Cambaio”, musical de João e Adriana Falcão, baseado em canções de Chico Buarque e Edu Lobo.
Entre os prêmios recebidos estão o Prêmio Sharp, Grammy Latino, Prêmio Prêmio TIM, entre outros.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dança Comigo?

Ele me tirou para dançar 
Rodopiou
Me levou


A vida tropeçou
E não levantou


No rodopiar
Se perdeu
Mentiu
Fugiu


A vida falou a verdade
Doeu


Quem sabe uma nova dança
Uma nova chance
Quebre a lança
Que ultrapassa nosso coração


Paula Bee

O TAPETE POR PALOMA JORGE AMADO


Que tem como epígrafe os versos de João Bosco:
♪♫Dormir no teu colo
É tornar a nascer
Violeta e azul
Outro ser
Luz do querer♪♫
  
Estudei muito na vida, mas o que faço melhor aprendi fazendo. Assim que de posse de novo aplicativo de desenho para o tablet recém comprado, que, destinado a ser mais um brinquedinho eletrônico,  revelou-se poderoso instrumento de trabalho, comecei a desenhar para ver como era.
Em vez de fazer rabiscos soltos, comecei a dar forma aos traços saídos dos vários pincéis, em cores, tons e transparências, possibilidades infinitas. De repente vejo flores de quaresmeira no meio de sóis vermelhos -- ou seriam maçãs? -- cercados por minúsculas nuvens ordenadas em fila, feito carneirinhos obedientes. E estas riscas largas? Vamos tentar o tom de mostarda. Tracinhos pequenos cor de maravilha, bolotinhas vermelhas, molduras em torno de molduras. Aí está, mostrei a alguém, um mostruário do novo programa. O alguém disse: Mas é uma colcha de retalhos! Não, não é, eu respondi enérgica, sem entender o porque da minha própria brabeza. Deixei repousar, a cabeça estava quente de angustias muitas, fui a outra tentativa, outros efeitos de formas e cores, estavam me ajudando a espairecer. 
Muitos meses passados, num dia muito especial em que os acontecimentos se atropelavam na televisão: imagens de Kadafi sendo tirado de um cano de esgoto e sendo morto, ao mesmo tempo que um francês, falando inglês, anunciava as cidades que sediarão a Copa, São Paulo ganhando privilégios como sempre. Nesse mesmo dia, ontem, eu passava de uma leitura para outra, do angolano Gonçalo M. Tavares, o delicioso e absolutamente esclarecedor "O senhor Swedenborg e as investigações geométricas", para "A Árvore de Isaías" do curitibano Fábio Campana, contos igualmente saborosos, me fizeram voltar no tempo, reencontrar família, anarquistas... Ainda neste dia tive uma consulta com o dr. Manoel Pedro, uma espécie de Princesa Izabel que vem me livrando da escravidão dos remédios, além de ter uma conversa realmente especial. 
Enquanto tudo isso acontece, eu paro e fico olhando aquele primeiro desenho, que já tinha intitulado de Tapete 1 (depois vieram outros) e lembro da zanga por terem achado que era uma colcha de retalhos. Rio por perceber que naquela época eu estava em luta com o passado, duro demais para encarar. Queria me voltar para o futuro, não estava fácil. E o que é uma colcha de retalhos senão um ajuntamento de passados, que podem ser harmoniosos e levarem a lindas lembranças, mas que perversamente podem cutucar a chaga aberta, fazer doer, fazer sangrar. 
O tapete é o bordado, aqui bordado a tinta, ou melhor, a pixels! Em todos os casos, feito à mão, evoluindo para o futuro, com todas as emoções presentes, que fazem escolher linhas, tintas, cores. Nos meus desenhos o instrumento é a ponta do dedo, que é, de fato, uma parte importantíssima do corpo -- tantas são suas
possibilidades de criar e dar prazer . O tapete me levou para o futuro, que é o meu presente, agora. Chego no hoje de tapete voador. E tudo respira a quaresmeiras, mesmo fora da Semana Santa. Os vermelhos são mesmo maçãs, sumarentas e doces, pecados e saúde. Já os sóis perderam sua forma redonda, estão desenrolados, descansando na horizontal, que sol também merece se espichar, se espreguiçar. Coisa gostosa é se espreguiçar. As molduras, cercas necessárias para manter os pés no chão e não se perder por aí, têm espaços que lembram a liberdade que se tem ao caminhar para a frente. 
Aprendi com Gonçalo a diversidade do traço, que se multiplica em desenho, em letras, em idéias. Fábio trouxe com seus contos a evolução do homem, o pensar pela própria cabeça, que tanto me ensinava meu pai. Manoel Pedro, que eu deveria chamar reverencialmente de doutor, riu comigo, numa consulta médica que poderia ser ... uma consulta médica! Mas que foi um momento de grande alegria. Tantos bordados bordei com meus três novos amigos, que não me sinto aborrecida por não ser no Rio a abertura da Copa. Passo ao largo da histeria coletiva pela morte sangrenta do ditador. Me sinto em estado de graça, como se estivesse aninhada para dormir no colo do meu amor, entre violetas e azuis.
 
Paloma Jorge Amado
Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2011


 

Nucria divulga retrato falado de estuprador


Da SESP.
Policiais do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) divulgaram, nesta quinta-feira (20), o retrato falado de um homem suspeito de ter abusado sexualmente de uma adolescente, de 17 anos. O crime ocorreu, no mês de julho, deste ano, em um bosque na Rua Percy Feliciano de Castilho, na região do Bairro Alto, em Curitiba.
De acordo com a vítima, ela voltava para casa quando um homem armado a abordou dizendo para ir a um lugar mais reservado. O estuprador dirigia uma moto preta, com caixa de entrega vermelha. Tinha aproximadamente 1,75m, cor da pele morena, lábios grandes, nariz chapoca, cabelos curtos e com sotaque forte de nordestino.
Segundo a delegada do Nucria, Maricy Mortagua Santineli, após três meses de investigação não foi possível identificar o autor do crime, esgotando todas as vias de investigação. “Dessa forma, necessitamos da ajuda da população para que tenha alguma informação sobre o caso", diz a delegada.

O Nucria pede para que as pessoas que tiverem alguma informação ou identificarem o suspeito pelo retrato falado, que entrem em contato pelo (41) 3244-3577.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

60 TÃO, O CONVITE

Do blog DOIDIVANA de Ivana Arruda Leite.




E já está no ar o site da Balada Literária de 2011. De arrasar. Se eu contar, vocês não vão acreditar. Só vendo: http://baladaliteraria.zip.net/

Rossoni se envolve em briga com jornalista

Do blog da Roseli Abrão
Eles se “estranharam” na noite de terça-feira no restaurante Vindouro, no Cabral.
O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, quase foi às vias de fato com o jornalista Renato Barrozo, proprietário do jornal “Correio Paranaense”.
Só não foram às vias de fato porque a turma do “deixa disso” impediu.
Reclamando que foi “xingado”, Rossoni chegou a registrar um boletim de ocorrência numa delegacia próxima ao restaurante que, segundo se comenta, pertenceria às mulheres de dois importantes integrantes do governo Beto Richa.

Fruet e o time acadêmico

Do Zé Beto
Enquanto olha bem de longe o panorama da trincheira adversária, Gustavo Fruet (PDT) cumpre a rotina de visitar bairros da cidade para falar com associações de moradores e está conseguindo atrair um time de cabeças pensantes das universidades para começar a elaborar um plano de governo. Segundo ele, além do conhecimento acadêmico, o que mais tem chamado sua atenção é o conhecimento da cidade e o conhecimento político desta moçada.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Namorada Belga lança clipe

A banda curitibana Namorada Belga ganhou notoriedade antes mesmo de lançar seu primeiro disco, sendo eleita por voto popular para tocar no festival Lupaluna 2011 ao lado de atrações como Paralamas do Sucesso, Vanessa da Mata, Marcelo Camelo, The Cult e Sublime. Agora na estrada com o CD que leva o nome da banda, o grupo vem a Fnac lançar seu primeiro videoclipe. A faixa escolhida foi "Guaraná", uma balada sincera, direta e repleta de brasilidade.


Horário: 19h30
Local: Fnac - Parque Shopping Barigui
ENTRADA GRATUITA

Achados na Niponsul



Próxima edição do aguardado bazar Achados na Niponsul acontece no final deste mês

O Achados no Batel, bazar que acontece três vezes ao ano com marcas renomadas e preços imperdíveis, terá sua próxima edição nos dias 27, 28 e 29 de outubro. Desde 2003, o evento reúne um mix de lojas de todo o Brasil e é bastante aguardado pelos curitibanos devido à sua periodicidade, qualidade dos produtos e preço baixo. Este ano, o curador da feira, Alessandro Weber concretizou parceria com a concessionária Honda e está realizando o segundo Achados na Niponsul - Edição Moda & Acessórios. Para quem gosta de moda e carro, trata-se de uma ótima oportunidade para reunir as duas paixões.
O grande atrativo do evento é a qualidade das peças apresentadas por expositores com um preço mais que especial. Os lojistas têm a oportunidade de oferecer descontos de até 70%, uma vez que essa é a última chance de venda das coleções passadas. Além de grandes marcas, a moda autoral também tem seu espaço garantido no Achados na Niponsul, com a participação de estilistas curitibanos que oferecem moda local exclusiva. 

História

Com a inspiração em artistas plásticos argentinos que empreenderam devido a difícil situação econômica local, surgiu o Achados no Batel, em 2003. Tudo começou com o artista plástico paranaense Carlos Eduardo Zimmermann e o arquiteto Júlio Pechman, que trouxeram uma ideia similar, porém não se restringindo apenas às artes plásticas, mas também à decoração. Logo depois, o sucesso do evento também trouxe a categoria Moda e Acessórios, além de Presentes.
Assim, as principais marcas de Decoração, Design, Moda e Acessórios têm a oportunidade de comercializar produtos que já estão estocados em seus depósitos ou não fazem mais parte das atuais coleções, com o diferencial de levar ao consumidor peças charmosas por um valor bem abaixo do convencional.

Serviço:

O Achados na Niponsul – Edição Moda e Acessórios – acontece na Concessionária Honda Niponsul - Av. Desembargador Westphalen, 3710 – Curitiba
Dias: 27, 28 e 29 de outubro de 2011
Horário: 27 (12h às 20h), 28 (12h às 20h) e 29 (10h às 19h).
Entrada gratuita.

Mandato de Bernardo Ribas Carli foi cassado.

O TRE acaba de cassar por unanimidade o mandato do Deputado Bernardo Ribas Carli por gastos irregulares de campanha.


“Homofóbico, vai lá e chama de veado”


E daí Skins? Estes vocês não encarariam.
Excelente sacada. Humor acima de tudo. 

Ministro do Esporte Orlando Silva afastado da Copa por decisão de Dilma Rousseff

Do Bem Paraná.
Assuntos relativos ao Mundial ficam a cargo da Casa Civil e do Palácio do Planalto
Por decisão da presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Orlando Silva, não será interlocutor do governo nas negociações da Copa de 2014 e na tramitação da Lei Geral da Copa no Congresso.
A partir de agora, as decisões relativas à Copa ficarão centralizadas no Palácio do Planalto, nas mãos da presidente e da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A decisão foi tomada diante do desgaste do ministro com a denúncia de que estaria envolvido num esquema de corrupção na pasta.
Embora o futuro de Orlando Silva ainda esteja indefinido e vá depender do desenrolar das denúncias e de respostas que ele apresentar, o certo é que o titular do Esporte já perdeu poder.
O ministro do Esporte - seja Orlando Silva ou não - passará a ser comunicado das providências a serem tomadas no Palácio do Planalto.
Dilma não está satisfeita com o trabalho de Orlando. Na segunda-feira, ainda em Pretoria, ela ficou irritada com o que leu na imprensa e chegou a telefonar para um ministro a fim de saber quem disse que ela aprovava o trabalho do ministro. A presidente, na realidade, afirmou que aprovara apenas as primeiras explicações dadas por ele em relação às denúncias de corrupção.
Segundo informações de bastidores do Planalto, Dilma cogitava ela mesma cuidar da realização da Copa do Mundo logo que assumiu o mandato, por considerar Orlando Silva muito próximo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Dilma nunca quis proximidade com a CBF por avaliar que a entidade exigia privilégios que ela não pretende conceder. Com as relações cada vez mais azedas entre Dilma e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e percebendo que se não mudasse de postura poderia perder o cargo, o ministro decidiu trocar de posição.
Tanto é que ajudou a presidente a convencer o ex-craque Pelé a assumir o papel de embaixador honorário do Brasil na Copa do Mundo, uma forma de afastar Ricardo Teixeira das cerimônias oficiais relativas à realização do torneio de futebol.

Curitiba sedia a XVII Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico.

Do Pletz.
Nos dias 23 e 24 de outubro, Curitiba sedia a XVII Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico. A Assembleia é realizada a cada ano em uma capital brasileira. A última vez que passou por Curitiba foi em 1998. O tema desta edição será “Judaísmo e Catolicismo, desafios diante do avanço científico”. O Rabino Pablo Berman, da Comunidade Israelita do Paraná, ressalta que a base para a compreensão entre as diferentes tradições religiosas é o diálogo e cada uma dessas tradições são diferentes formas de conhecer a Deus. “O abraço das religiões precisa da singularidade de cada religião, sua riqueza de bagagem histórica e cultural. Aí está a importância deste encontro, nesse abraço, nesse diálogo”. “Este encontro é muito importante, pois é por meio do diálogo que surge o conhecimento e o entendimento. Todas as religiões pregam amor, respeito ao próximo e justiça social e, se todos nos uníssemos em torno desses preceitos, não haveria guerras “santas”, preconceitos e mitos. Espero que esta iniciativa traga luz e compreensão para todos”, acrescenta a Presidente da Comunidade Israelita do Paraná, Ester Proveller.
Para o Presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, nos dias atuais o diálogo é fundamental, na medida em que, cada vez mais, o ser humano exerce um individualismo exacerbado, fruto da competitividade, excesso de tecnologia e culto ao consumismo desenfreado. “O mundo ocidental está alicerçado na civilização e nos fundamentos judaicos-cristãos. São religiões simbióticas e irmanadas que, em todas as fases da História da humanidade, tem fundamentado condutas, estabelecido parâmetros, mas, acima de tudo, reoxigenando a fé. As duas possuem convergências, especialmente na edificação humana. O Homem está se distanciando de sua humanidade. Assim, todo e qualquer movimento que vise resgatar os valores humanos é válido. O diálogo é um deles. Aliás, rico e oportuno.” De acordo com Leon Knopfholz, presidente da B’nai B’rith no Paraná, esse encontro reunirá diretores de escolas católicas, lideranças religiosas e políticas, estudantes e interessados no tema. “O diálogo aproxima os católicos e judeus, demonstrando assim que vivemos em uma época onde as diferenças e preconceitos não são mais aceitos e as boas relações entre as religiões são fundamentais”.
Para o professor e especialista em judaísmo Antonio Carlos Costa Coelho, um dos coordenadores do evento, estamos caminhando para a superação de um afastamento histórico de dois mil anos. “Entre católicos e judeus existe 80% de semelhança e 20% de diferença e, é essa diferença que deve ser valorizada, pois ela enriquece cada uma das comunidades”. Coelho explica que o Diálogo é uma maneira de repercutir o tema. “Nos últimos 15 anos a sociedade mudou muito. Além da globalização, a legislação também contribuiu para a redução do preconceito e discriminação“. A abertura da XVII Assembleia Nacional do Diálogo Católico-Judaico será no dia 23 de outubro, às 19h, no Studium Theologicum (Av. Presidente Getulio Vargas, 1193). Na ocasião, será realizada a Conferência “Bioética Judaica e Católica”, uma exposição crítica feita por Dr. Cícero de Andrade Urban e Rabino Michel Schelesinger.
O segundo dia do evento (24) é reservado aos trabalhos da Comissão e acontecerá a partir das 9h, no Centro Israelita do Paraná (Rua Cel. Agostinho Macedo, 248. Bom Retiro). O Rabino Pablo Berman e o Padre Jaime Sánchez Bosch farão a leitura e interpretação de textos bíblicos sob as óticas judaica e católica. Na sequencia, será elaborada e agenda da Comissão Nacional do Diálogo Religioso Católico-Judaico para o ano de 2012. Dado ao caráter e ao local do evento, a comissão se preocupou em fixar um número de convites a pessoas que possam contribuir com o espírito do dialogo inter-religioso. Também participam do encontro o presidente da B’nai B’rith nacional, Abraham Goldstein, representantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), rabinos de São Paulo e Rio de Janeiro.

SERVIÇO
XVII Assembleia Nacional da Comissão do Diálogo Católico-Judaico
Data: 23 e 24 de outubro de 2011 – Curitiba
Tema: JUDAÍSMO E CATOLICISMO: DESAFIOS DIANTE DO AVANÇO CIENTÍFICO

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ratinho é denunciado por propaganda eleitoral antecipada

Do blog da Roseli Abrão.
Para o pré-candidato, caracteriza propaganda eleitoral antecipada já que Ratinho Júnior é pré-candidato a prefeito de Curitiba.
O pré-candidato a vereador pelo PDT de Curitiba, Chik Jeitoso, encaminhou denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral contra o deputado federal Ratinho Júnior, do PSC, que espalhou outdoors pela cidade enaltecendo a liberação de recursos federais para o metrô.
A propaganda eleitoral, “subliminar”, é uma maneira, segundo Chik Jeitoso, de “usar do poder econômico para se auto promover”.
O pré-candidato, que pede a retirada dos outdoors, acusa Ratinho de usar também seu programa de rádio, na 97.7 FM, e a Rede Massa, que pertence a seu pai, Carlos “Ratinho” Massa, para promover sua candidatura.


MAESTRO JOHN NESCHLING E O PIANISTA PIOTR BANASIK NO GUAIRÃO

PIOTR BANASIK
O convite é do Consulado Geral da República da Polônia.
Programa
Guarnieri, Mozart Camargo Abertura Concertante
Liszt, Franz
Concerto Nº 1 Para Piano
Allegro maestoso | Quasi Adagio | Allegretto vivace. Allegro animato | Allegro marziale animato
Brahms, Johannes
Sinfonia Nº 2 em Re Maior, Op. 73
Allegro non troppo | Adagio non troppo | Allegretto grazioso. Quasi andantino | Allegro con spirito

19/10 – 20h
23/10 – 11h

AUDITÓRIO BENTO MUNHOZ DA ROCHA NETTO

A indignação de Almir Feijó

Achei nojento, indecoroso, a mídia ter invadido o Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto, para filmar o enterro do pai de Reynaldo Gianecchinni. Foi uma festa antropofágica, 'au grand complet'.
De um lado, um cadáver, o corpo de homem morto de câncer, pai de uma celebridade, cercado de parentes e amigos em lágrimas. De outro, a estrela. Um homem bonito, careca, devastado pela perda do amigo - e ele próprio lutando pela vida. Tudo isso orquestrado por empurrões, flashes de câmeras, as vozes altas dos repórteres e cinegrafistas. Foi um desrespeito, um ritual canibalístico, onde a sociedade do espetáculo proporcionou um show lamentável onde se perdeu todos os limites.



Almir Feijó é Publicitário especializado em Marketing Político, Jornalista, autor de 'Descríticas' (2001) e 'Descríticas - 316 filmes' (2005). 

Almir escreveu pouco e disse absolutamente tudo. 

Metrô nem nasceu, mas já aparece o primeiro pai

Do blog do Fábio Campana.



Pois, pois. O metrô de Curitiba nem nasceu mas já tem gente mostrando exame de DNA se dizendo o pai. Em outdoors espalhados pela cidade, o deputado federal Ratinho Jr (PSC) diz que o metrô está chegando, fala do R$ 1 bilhão que será repassado pelo governo federal e diz que foi ele quem viabilizou o projeto. Só para deixar claro, o metrô custará R$ 2,25 bilhões. O governo federal entrará com R$ 1 bi; o governo estadual entrará com 300 milhões e o restante, R$ 950 milhões, quem terá de viabilizar será o município.

sábado, 15 de outubro de 2011

Curitiba recebe, pela última vez, o show Lenine.Doc-Trilhas


Depois de percorrer o país divulgando um de seus mais recentes trabalhos, o cantor e compositor Lenine chega a Curitiba para a última apresentação na capital paranaense do show Lenine.Doc-Trilhas. O show, promovido pela 360º Eventos, será realizado no dia 5 de novembro, às 21 horas, no Teatro Positivo.
Os ingressos já estão à venda pelo Disk-Ingressos e custam R$ 124 (inteira) e R$ 64 (meia). Portadores do cartão Clube do Assinante Gazeta do Povo, associados do Coritiba Futebol Clube, clientes Sul Internet e portadores de cartão do Teatro Positivo têm desconto de 50% na compra de até dois ingressos.
Informações pelo telefone (41) 3092 3601.

Onze corpos aguardam reconhecimento no IML

Do site da SESP.

O Instituto Médico-Legal (IML) tem mais três corpos identificados, mas não reclamados pela família e solicita a quem souber notícias de parentes das vítimas para entrar em contato com o instituto. O sepultamento dos corpos deve ser feito nos próximos dias. O trabalho para descobrir a identidade foi realizado pelo Instituto de Identificação. Há também outros nove cadáveres não identificados com as características que seguem em lista abaixo.
Quem conhecer algum dos nomes listados deve comunicar os familiares e pedir que entrem em contato com o IML, pelo telefone (41) 3281-5617. Falar com Adalzira ou Marilene Grube. É necessário ser parente de primeiro grau, como pai, mãe e filhos. O endereço é na Avenida Visconde de Guarapuava, 2.652, Centro, Curitiba. Abaixo segue lista com dados completos sobre os cadáveres.

Identificados e não reclamados

Valdecir Paulo dos Santos Ribeiro
Mãe: Eva dos Santos Ribeiro
Data de nascimento: 08/10/1976
Natural de: Santo Antônio do Sudoeste do Paraná
RG: 7.876.601-9/PR
Chegada ao IML: 16/09/2011
Causa mortes: arma de fogo
Local da morte: Rua Barão do Rio Branco – Centro

Robis da Silva Ferreira
Pai: Francisco Ferreira
Mãe: Margarete Martins da Silva
Data de nascimento: 18/02/1994
Natural de: Curitiba
RG: 12.706.142-4
Chegada ao IML: 02/10/2011
Causa mortes: morte violenta
Local da morte: Rua Ferroviário - Piraquara

João Roberto Sotto Maior
Pai: Almiro Sotto Maior
Mãe: Nivalcina das Graças Almeida
Data de nascimento: 16/07/1976
Natural de: Sapopema/SP
RG: 7.247.333-7
Chegada ao IML: 23/09/11
Causa mortes: morte violenta


Não identificados

1) sexo masculino
Chegada ao IML: 10/09/11
Causa mortes: morte violenta
Local da morte: Terminal do Guadalupe – Centro
Características: olhos e cabelos castanhos, 1,65 m, 72 Kg. Vestia jaqueta marrom, blusa de lã preta, calça jeans preta e tênis marrom. Aparenta ter 45 anos.

2) sexo masculino
Chegada ao IML: 10/09/11
Causa mortes: morte violenta
Local da morte: Terminal do Guadalupe – Centro
Características: olhos e cabelos castanhos, pele branca, 1,65 m, 72 Kg. Vestia jaqueta marrom, blusa de lã preta, calça jeans preta e tênis marrom. Aparenta ter 45 anos.

3) sexo masculino
Chegada ao IML: 03/10/11
Causa mortes: morte violenta
Local da morte: Avenida 7 de Setembro - Centro
Características: pele branca, olhos e cabelos castanhos, dentes da frente fraturados, 1,70m, 75kg. Vestia camiseta branca e calça de agasalho azul.

4) sexo masculino
Chegada ao IML: 09/10/11
Causa mortes: morte violenta
Local da morte: Rua Maria de Lurdes Farias – Vila Liberdade - Colombo
Características: pele parda, cabelos pretos, olhos castanhos, 1,68m, 62kg. Vestia camiseta laranja, calção azul, calça de sarja cinza e tênis branco.

5) sexo masculino
Chegada ao IML: 27/09/11
Causa mortes: arma de fogo
Local da morte: Almirante Tamandaré
Características: tem entre 25 e 30 anos, 1,67m, 65kg, pele branca, cabelos e olhos castanhos. Vestia toca de lã marrom, camisa de nylon colorida, calça de nylon preta, chinelos azuis.

6) sexo masculino
Chegada ao IML: 26/09/11
Causa mortes: atropelamento por estranho
Local da morte: bairro Uberaba - Curitiba
Características: cor branca, cabelos e olhos castanhos, 1,78m, 100kg. Vestia calça de tergal preta, blusa de lã verde e camiseta cinza. Aparenta ter 40 anos.

7) sexo masculino
Chegada ao IML: 24/09/11
Causa mortes: morte violenta
Local da morte: Rua João Leopoldo Jacomel – Vila Amélia - Pinhais
Características: pele branca, olhos e cabelos castanhos, dentes avariados, 1,45m, 50kg. Vestia camiseta verde, bermuda marrom, calça jeans azul e tênis preto.

8) sexo masculino
Chegada ao IML: 12/10/11
Causa mortes: arma de fogo
Local da morte: Rua Guarda Marinha – Pinheirinho - Curitiba
Características: pele branca, olhos e cabelos castanhos, 1,75m, 75kg. Vestia calça preta, blusa cinza, calça de agasalho preta e camiseta verde.

9) sexo masculino, suposto João Ribeiro Batista
Chegada ao IML: 12/09/11
Causa mortes: morte violenta
Local da morte: chegou a ser operado em São José dos Pinhais, mas morreu no hospital
Características: pele branca, 1,75m, 60kg, cabelo grisalho, olhos castanhos e dentes ausentes.

HOJE TEM DOMINGUINHOS NO CALAMENGAU

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vou te contar... Wave é a música de Curitiba na Copa 2014

Minha amiga Eleonora Fruet lendo o Jornal Valor Econômico descobriu que a EMBRATUR selecionou uma música para cada cidade-sede da Copa. No Rio será "Garota de Ipanema", "Maria, Maria" e "Frevo Mulher" representarão Belo Horizonte e Recife. Enviou um e-mail perguntando qual música representaria Curitiba.
Quando Eleonora postou a resposta a polêmica correu como rastilho de pólvora no twitter e no na facebook.
"A música escolhida para Curitiba foi a bossa Wave de Tom Jobim".

Wave
Tom Jobim

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho...

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade...

Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver...

Vou te contar...

Nada contra a Bossa Nova. Nada contra a obra de Tom Jobim. Muito pelo contrário. Amo profundamente todas as suas músicas. Mas cá entre nós, Curitiba não tem mar, né? 
A EMBRATUR bem que poderia ter dado o mesmo privilégio para os compositores paranaenses. Temos ótimos por aqui.

Show de Erasmo Carlos foi cancelado


Comunicado Oficial

A 360º Eventos vem a público comunicar que  o show do cantor Erasmo Carlos previsto inicialmente para o dia 15 de outubro de 2011, às 21 horas, no Teatro  Positivo, em Curitiba, foi transferido para o dia 21 de abril de 2012, às 21 horas, no mesmo Teatro.
A transferência da data do espetáculo exime os compradores de ingressos de quaisquer prejuízos financeiros. Desta maneira, a 360º Eventos garante ao consumidor a devolução do valor integral da entrada ou a troca por ingressos para o show que ocorrerá em abril de 2012.
Quem optar pela devolução do ingresso deve se dirigir aos quiosques do Disk-Ingressos nos shoppings Muller e Total e reembolsar o valor investido. Os consumidores que optarem pela troca devem guardar os ingressos adquiridos para o show deste ano e próximo a nova data do evento efetuar a troca por um novo bilhete.
A 360º Eventos coloca-se à disposição para outros esclarecimentos sobre como proceder a devolução ou troca do ingressos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

EU, A PARADA GAY CARIOCA E A POLÍCIA

Passei o final de semana no Rio de Janeiro. É incrível como a sensação de segurança é relativa. Lá me sinto livre e até menos gorda. Tomados os devidos cuidados dá para fazer o que quiser e ir onde bem entender.
Estava no lugar certo na hora certa.  Estreia de Capitães da Areia e a Parada Gay concentrada exatamente na frente do hotel. Muito bem organizada com dezenas de banheiros químicos e barraca de vacinação.


Isto é a mesma coisa que me ligar em 220 V. Subi e desci trocentas vezes para tirar fotos. Aqui em Curitiba nunca fui. "Alguém" nunca quer ir comigo e pior sempre chove. Sem o Agenor Corrêa, segui exatamente o que os animadores diziam: - SE JOGA!!!
Cá entre nós, é impossível passar o dia todo em uma vibe destas. Não é mais para minha idade, afinal sou uma coroazinha. Mas no final da tarde voltei lá. E andei 14 quadras ladeando a Parada para visitar meu querido amigo Sílvio Tendler. Sabe o que eu descobri? Que a-do-ro techno. Isto mesmo. Você tem noção do que acontecia quando tocava Somewhere Over The Rainbow? Não? SE JOGA!!! 
Depois de um bom papo com o Sílvio e a Fabiana, hora de encontrar minha irmã May Hime. Detalhe, o meu celular estava morto. Ninguém falava comigo. Saí megafeliz para encontrá-la. Claro que se não acontecesse nada absurdamente maluco, não seria eu e muito menos teria tema para esta crônica.
Pois é... Marcamos na esquina do apartamento do Sílvio. Comecei uma andança da Avenida Atlântica até a Nossa Senhora de Copacabana. Fui e voltei no mínimo dez vezes. Nada da May. Pois bem, resolvi ficar ao lado da viatura da PM. Como os polícias de lá não tem o péssimo humor dos daqui, me ajudou a entrar em contato com o meu marido. Fiquei aliviada, porque o Gê avisaria onde eu estava. Meu alívio durou pouco. A viatura foi embora. Rumei ao carrinho de churros. Precisava de uma referência. O carrinho foi embora. Aí me preocupei. Onde foi parar a May. Recebi uma mensagem do Sílvio avisando que ela estava com o carro  estacionado em frente ao hotel, que estava o tempo todo na minha cara. Fui para a rua ver onde ela estava. Mais idas e vindas e nada. Tinha outro PM dando bobeira. Parei e com toda a cara de pau que tenho pedi para ele me ajudar a encontrar uma loira dentro de um carro preto. Não é que ele foi?  Ele dizia: - Procuro uma loira em Copacabana. Morremos de rir. E nada. Definitivamente nada.
Quando olho novamente para o hotel vejo o tal carro preto em cima da calçada bem na frente. Lá estava a May escoltada por dois seguranças. Mal conseguia andar diante do meu ataque de riso. Tadinha nunca a vi tão nervosa. Naquela altura a descendência inglesa tinha ido embora. Me abraçou, me beijou, e disse: - É a tua cara se perder em plena PARADA GAY. Não é que ela tem razão!

Vejam só quem encontrei lá.
Será o irmão FESTIVO  do Gladiador daqui?
Cada um tem o Gladiador que merece.

O Estado é laico, mas a Nação não precisa ser.

Basta que surja um feriado religioso para que os discursos de laicidade do Estado (por parte apenas dos evangélicos, estranho isso) venha a tona com toda sua ira, que nunca se sabe se é para valorizar o Estado laico, ou contra os católicos e sua fé.
Pois vejamos, o Brasil é um Estado Laico, ou seja, a República Federativa do Brasil, não possui uma religião oficial desde 1890 com o advento da primeira constituição republicana, e assim permanece até os dias atuais, o Brasil não tem uma religião, é um ESTADO LAICO.
Porém, vale lembrar que o laicismo implica apenas na imparcialidade religiosa do Estado em relação às crenças, isto é, apenas o Brasil enquanto comunidade politicamente organizada, não possui uma religião, mas isso não implica que a Nação Brasileira (o conjunto de indivíduos, de raças, cores, credos e pensamentos diferentes, sob a mesma lei e governo) não possa ter uma crença, seja ela qual for. O Estado não tem religião, mas seu povo tem, e isso deve ser respeitado.
O ESTADO brasileiro, atendendo ao pedido de parte da sua NAÇÃO, reconheceu Nossa Senhora da Conceição Aparecida como padroeira oficial do Brasil, garantindo seu culto oficial e público, no dia 12 de outubro, e decretou feriado neste dia, através da lei 6.802/1980: “Art. 1º É declarado feriado nacional o dia 12 de outubro, para culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.” Isso não fere em nada o Estado Laico, apenas demonstra que a República Federativa do Brasil respeita a crença do povo católico.
Obviamente, todas as crenças e religiões deveriam ter seus feriados, principalmente os Judeus, os Muçulmanos, os do Candomblé, Umbanda, povos que em muito contribuíram com o crescimento do Estado Brasileiro, fortalecendo e fomentando a sua Nação. Enfim, o Estado Laico, respeita as várias crenças e costumes da sua Nação. Isso é laicismo, que fortalece a democracia. Se não gosta do feriado, trabalhe neste dia.
Guilherme Fernando Ferreira da Silva é advogado, meu priminho e eu morro de orgulho dele. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O que você vai fazer no feriado? Capitães da Areia nos cinemas.


Tremendão com Sexo & Rock’n’roll. Erasmo Carlos em Curitiba.

De volta a Curitiba...Mercadinho Chic!

Durante este final de semana (14,15 e 16 de outubro), o Mercadinho Chic! volta com tudo a Curitiba. A minifeira permanente reúne moda e luxo em encantadores stands rotativos no Shopping Crystal. Nesta edição,26 novos expositores de Curitiba e São Paulo que trabalham design exclusivo e muito acabamento manual em suas peças apresentam moda, bijoux, joias, arte,acessórios e decoração para os consumidores.
O Mercadinho Chic! surgiu há dois anos na badalada Rua OscarFreire, o melhor ponto comercial de São Paulo. O projeto foi idealizado por Jair Mercanzini, que contou com o apoio de seu sócio Camilo Sabbagh. Em Curitiba,Carla Cordeyro é a produtora executiva do evento. 

Expositores:

As marcas presentes na edição deste fim de semana do Mercadinho Chic! são a T-Seda acessórios, de São Paulo, a marca de roupas Lady Louca, Liana Bozza bijoux chic, Canalli bolsas, Maureen Miranda - meia-calça pintada à mão, o Famoso Brigadeiro e seus sabores exóticos, Babylon gifts, de São Paulo, Novistore moda feminina,Vestiderie moda infantil, de São Paulo, SK Design bijoux - também de São Paulo,G & Gabardo – semijoias com interferência de peles de animais, Clao semi joias e bolsas, Decorbazar com caixas de luxo, Zuke Bijoux, Original EC com camisetas vintage masculinas, Mentha Pimentha calçados femininos, Ana Silvia moda, Lingerie & Cia de São Paulo, Unik bolsas e T-Shirts, Ana Pucci moda em renda de São Paulo e Chris Lima moda, também da capital paulista. 

Serviço:
Datas: 14, 15 e 16 de outubro.
Local: Piso L2 - Shopping Crystal - Rua Comendador Araújo, 732, Batel.
Horário: sexta-feira e sábado das 10h às 22h e no domingo das 14h às 20h


sábado, 8 de outubro de 2011

Capitães da Areia é de arrepiar

Estive ontem na estreia do filme no Festival de Cinema do Rio. Paloma Jorge Amado tem ideia fixa de me matar de emoção. Quase conseguiu.
O filme é de uma sensibilidade que nos envolve do começo ao fim. Cecília Amado nos transporta para o mundo dos Capitães. Mundo apenas conhecido e jamais vividos por nós. Conhecido de longe. Lotado de preconceito. Cecília mostra a alma dos meninos e o jeito que eles podem dar nas suas vidas. Coloca o livro do avô em movimento.


A trilha sonora de Carlinhnos Brown é uma delícia. Conta ainda com Arnaldo Antunes e Zéu Brito. Viajar cena do carrosssel na voz de Arnaldo.
 ♪♫ Peço por favor
Se alguém de longe me escutar
Que venha aqui pra me buscar
Me leve para passear
No seu disco voador
Como um enorme carrossel
Atravessando o azul do céu
Até pousar no meu quintal ♪♫
Que fotografia!!! Guy Gonçalves dá um show.  Não vou contar o filme óbviamente, mas uma em especial ficou impressa na minha memória.
O cinema estava cheio e os Capitães felizes. Celebridades com total merecimento.
Alguém arrisca um palpite de como acabou a noite? Eu conto. Uma grande roda na saída do Cine Odeon na Cinelândia com palmas e cantoria.  Os Capitães da Areia colocando as pessoas na roda para comemorar. Mais uma emoção.
Todos nós viramos personagens depois que a luz do cinema se apagou. Coincidência ou não, tinha uma roda entre prédios antigos, em uma região de boemia nas ruas de pedras. Vocês já leram algum livro assim?

Foto de Heder Novaes. O Volta Seca. 

Eu e Paulo Abade.
 Este é o GATO  meninas!!!

O elenco com Cecília e Paloma Amado.
Foto de Heder Novaes, O Volta Seca.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

'Capitães de areia' estreia nesta sexta-feira

Longa é dirigido pela neta de Jorge Amado, Cecília Amado
'Capitães de areia' foi escrito nos anos 1930, em plena ditadura do Estado Novo
Luiz Carlos Merten - O Estado de S.Paulo.

Neta do amado Jorge, Cecília Amado leu, "como todo o mundo", Capitães da Areia na escola. Os personagens ficaram com ela - Pedro Bala, Dora, o Professor. Assistente de direção em mais de 30 filmes, diretora de TV (Cidade dos Homens), ela coassina agora - com o marido fotógrafo Guy Gonçalves - o longa adaptado do livro. Foi um longo processo. Só a rodagem desenvolveu-se ao longo de nove semanas, durante nove meses. Já que a crônica falta de dinheiro criava empecilhos, Cecília resolveu usá-los em seu favor, filmando, tanto quanto possível, cronologicamente. Jean Luís Amorim, que faz Pedro Bala, começa menino e termina homem ao longo do período.
Qu’est-ce Que le Cinéma, o que é o cinema? Para tentar responder à pergunta, o francês André Bazin escreveu uma série de volumes que se tornaram a bíblia para muitos críticos. Não eram para o próprio Bazin. Às vezes, ele gostava de filmes que não se enquadravam nas normas que traçava. Ocorre com Capitães da Areia, o filme, um pouco isso. Cecília absorveu muitas lições no seu aprendizado como profissional de cinema. O filme soma influências díspares, até videoclipe. A irregularidade, a impureza, vira processo. Existem momentos em que o espectador, ou pelo menos o repórter, até gostaria de fechar os olhos para desfrutar a musicalidade da trilha de Carlinhos Brown. Um piscar de olhos já seria ter de desgrudar o olho do elenco, e do trio de intérpretes, que faz de Capitães uma rara experiência humana.
Jorge Amado era muito jovem quando escreveu Capitães da Areia. Romance da imaturidade, o livro está na origem, aos 24 anos, do seu envolvimento com o Partido Comunista. Escrito nos anos 1930, em plena ditadura do Estado Novo, Capitães carrega no background político. Cecília é a primeira a dizer que a política “foi para o espaço”. O que lhe interessa, uma lição do avô, é a humanidade dos personagens. Ela conta que o convívio com o escritor foi decisivo nos seus anos de formação, na década de 1980. O Jorge que conheceu não era o mito, mas o homem, o avô. E o que ela apreciava, o que Jorge lhe legou, independentemente da obra, foi a sua incansável curiosidade pelo outro. Jorge amava as pessoas, interessava-se, genuinamente, por elas.
Do nada? A história do filme até parece conter elementos de Cidade de Deus e da série tirada do filme cultuado de Fernando Meirelles, Cidade dos Homens. Cecília trabalhou na O2, a empresa de Meirelles. Essa visão dos garotos de periferia, de rua, a violência. Tudo está no filme. Mas os meninos de rua não vêm do nada. Eles têm uma história, mesmo que seja de rejeição. Os Capitães de Areia criam uma família, a deles. Pedro Bala, o líder, Dora, sua mulher. A primeira coisa que se vê, ou não se vê, é a tela preta. E o som do mar. Antes que o filme se abra para a festa de Iemanjá - dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar, e ele vai terminar em outra festa de Iemanjá -, o espectador que, por acaso, também foi leitor do livro, talvez seja levado, pelo som, a se lembrar do trapiche, onde ocorre uma parte importante da ação.
Carlinhos Brown, que desenhou a trilha, foi chamado antes que uma só cena fosse filmada. Ele participou do conceito. À simples menção do trapiche, Brown dispara a falar sobre herança cultural, sobre o casario da Bahia. Essa miscigenação - sons da África, que chegaram ao Caribe pela via baiana - está na trilha. Ele criou um belo tema para Dora, somou Batatinha e Cesária Évora aos sons dos Capitães. O tema de Dora não lhe vinha. E aí ele se lembrou de uma afilhada, filha de Guta Strazer. Dora e seus versos foram nascendo dessa outra Dora. A personagem do livro, e do filme, é uma guerreira. Ela entra na narrativa menina, a mãe morta de bixiga. Dora e o irmão ganham Salvador. Vão parar na casa dos Capitães. A única garota entre todos aqueles meninos com a testosterona a mil. Alguns deles querem fazer dela a sua p... Dora vai ser a sua mãe. Ela se impõe ao grupo, até lutando capoeira, como um deles. Sua sedução atrai Pedro Bala e o Professor. Forma-se o triângulo.
Robério Lima, que faz o Professor, era o único com experiência como ator. Ana Graciela Conceição, a Dora, queria ser médica. Jean Luís já integrava o projeto Axé, mas era músico. Percussionista, hoje está nas cordas. O trio candidatou-se aos papéis, com centenas de outros meninos e meninas. Mais de 700, que foram reduzidos para 90. Jean Luís e Ana não acreditavam muito nas suas chances. Na ficção amadiana, Pedro Bala e Dora são loiros. “Deve ter sido alguma influência russa no imaginário do meu avô”, arrisca Cecília. Quando ficou entre os 24 selecionados, e todos estão no filme, Jean Luís, intimamente, sentiu que seria o Pedro Bala do cinema.
Mas a diretora judiou dele. No dia em que foi anunciando o elenco - 12 papéis de peso -, ela deixou Pedro para o final. Jean Luís passou nervoso, mas veio a recompensa. "Dora antecipa Zélia, tem a força e a generosidade da mulher da Bahia, da mulher do Brasil", define a diretora. "Dora é líder", diz Ana, que tomou gosto pela representação e se assume como atriz. A preparação do elenco, por Christian Duvoort, foi importante. Os meninos e meninas conviveram juntos por um tempo.
Dessa convivência saiu um sonho. Os 12 criaram um grupo de teatro, logo chamado de Novos Capitães, mas para eles são Os Capitães, Agora por Nós Mesmos. Os Capitães preparam uma adaptação do livro para estrear no ano que vem, quando se comemora o centenário de Jorge Amado. Não só o de Jorge. De Carybé, também, que o ilustrou. Carlinhos Brown anuncia que prepara para o próximo carnaval, em Salvador, um projeto que vai se chamar Amado Carybé, homenageando o centenário dos dois.
Pouca gente sabe, ou se lembra, mas em 1969 o norte-americano Hal Bartlett filmou uma adaptação de Capitães da Areia na Bahia. O filme chamou-se The Wilds Pack, foi proibido pela censura do regime militar, mas ganhou prêmio em Moscou e terminou estreando na televisão, como Dora. Bartlett fez depois Fernão Capelo Gaivota, baseado no livro de Richard Bach que foi o cult de uma geração (de várias gerações). Robélio foi o único que teve a curiosidade de conhecer o velho Capitães. Procurou na internet, achou imagens no YouTube. "É outra coisa, nosso filme é melhor."


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ninguém consegue STALINIZAR a Gisele Bündchen

Tentei ficar fora da discussão sobre a propaganda da Gisele Bündchen. Achei o texto péssimo, mas dito por ela fica ótimo. Gisele é Gisele e qualquer homem perdoaria qualquer coisa com ela vestida ou não. Ela é linda, inteligente, independente, rica, articulada, tem um corpão cheio de curvas e ainda é alta e magra. Fala sério... Quem nunca usou a sedução para conseguir alguma coisa? Até os bebês piscam e batem palminhas para sairem do berço.
Minha geração lutou contra o esteriótipo da feminista raivosa, e agora vejo que além da raiva instalada um moralismo digno da TFP. Sou feminista e tenho como foco a igualdade. Gostaria de conhecer o ritmo das casas no diz respeito a divisão de tarefas entre os filhos. Meninos jogam games e meninas secam a louça? Não somos nós mulheres que criamos o machismo? Em grande parte com certeza temos nossa parcela de culpa. Adoraria um Big Brother para verificar como são tratadas as empregadas domésticas. Discurso é fácil, difícil é a prática.
Meu primo, o advogado Guilherme Fernando Ferreira da Silva questionou o final da novela Insensato Coração. Beijo gay em novela não pode, mas espancar até a morte pode. Brilhante reflexão. Inclusive acho que poderiam aparecer as duas coisas. Não assisto a novela atual, mas já tem polêmica sobre o agressor da esposa. ALÔ, a vida é esta. O único cuidado é não incentivar, punir e esclarecer.
Realmente feia é a corrupção que tira dinheiro da saúde, educação e das políticas públicas. A miséria, a fome e a violência que sofrem homens e mulheres.
Eu e minha amiga Carla Karpstein estamos preocupadíssimas. Se esta onda stalinizadora nos pegar, teremos que andar com um Hábeas Corpus Preventivo. Já imaginaram uma geral nas nossa gavetas de calcinhas? Ou uma censura na necessaire de oncinha. Pode ser considerado um objeto libidinoso. Neste caso mais grave ainda porque além das raivosas vem alguma ONG junto. Estou brincando para descontrair, porém não acho graça na censura. Tem gente que revela no poder o seu lado mais autoritário. Por isso eu o desprezo.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres capitaneada pela ministra Iriny Lopes, poderia pedir explicações à Caixa Econômica Federal que paga em média 30% a menos para as mulheres aposentadas. Isto é grave, injusto e sexista.

IVAN LINS convida ANNA MARIA JOPEK


10 de outubro de 2011 às 20h00 
Canal de Musica 
Rua Julio Perneta 695, Mercês, Curitiba

Ivan Lins completa 40 anos de carreira com prêmios Grammy, Sharp e tantos outros. São mais de 40 músicas nas principais novelas e minisséries da Rede Globo. 

Mais de 35 discos e 400 composições. Nomes como Sting, Barbara Streisand, Ella Fitzgerald, Jane Monheit, Laura Fygi, Simone, Elis Regina, Zizi Possi, Alejandro Sanz, Jorge Drexler, Take 6, George Benson, Tim Maia, Djavan, Lenine entre muitos outros, é atualmente o artista brasileiro vivo com mais regravações no exterior.

Apresenta ao público brasileiro a polonesa Anna Maria Jopek, cantora, musicista e produtora. Formada pela Academia de Belas Artes em Varsóvia e pela Manhattan School of Music de Nova Iorque. Só nas últimas temporadas se apresentou no legendário Hollywood Bowl no concerto "Bossa Nova at 50", cantou em duo com Bobby McFerrin; aceitou convite para o concerto com Chris Bottty, cantou no famoso Queen Elisabeth Hall e no mesmo dia junto com Nigel Kennedy, no Royal Festival Hall; apresentou a sua música na ópera de Tel Aviv; preparou o já famoso disco da dupla Pat Metheny & Anna Maria Jopek intitulado "Embriagez". Em seu último disco "ID", conseguiu formar um inebriante grupo de famosos como Branford Marsalis, Richard Bona, Oscar Castro Neves, Christian McBride, Manu Katche, Tord Gustavsen, Dhafer Youssef, Mino Cinelu e muitos extraordinários músicos poloneses. No final deste ano promove três discos novos dedicados a três diferentes inspirações: o folclore polonês em "Polanna", fusão das tradições musicais da Polônia e Japão em "Haiku" e a música lusa em "Sobremesa" onde dentro das mais queridas canções da cantora encontramos "O Acaso" de Ivan Lins. 
Foi propriamente o trabalho em "Sobremesa" que uniu os dois artistas e iniciou esta parceria que vamos apreciar no placo. Ivan Lins introduz a cantora polonesa no mundo musical brasileiro.

Ingressos:
Diskingressos: fone 3315-0808
pontos da venda: shopping Palladium, Muller, Estação; 2 horas antes do evento no local

O BIBINHO MALUQUINHO

Do portal NA TELA DO 190. Claro que é do Noviski.


Louco...de


terça-feira, 4 de outubro de 2011

ESTÁ DESAPARECIDA MARISOL GARCIA NAPPA



Este é o relato de um filho desesperado.

Bom dia pessoal,
Na ultima sexta-feira agora minha mãe saiu de carro as 18:00 horas para ir a até a panificadora comprar pão como todos os dias ela sempre foi, o problema é que deu 2, 3, 4 horas minhas irmãs me ligaram assustadas falando que a mãe ainda não tinha voltado pra casa, pensei bom numa dessa ela encontrou com alguma amiga e foi do shopping. Sei lá nestas horas você não imagina o pior! Liguei as 11:00 da noite e nada dela peguei meu carro rodei por tudo tudo mesmo. Pessoal estamos desesperados, minhas irmãs ja estão entrando em choque, as duas e vinte da madrugada liguei para a policia passei todos os dados do carro e a descrição da minha mãe e nada até agora! 
Ontem meu pai foi na (ANTI-SEQUESTRO) ele tem uns amigos lá...falaram que não teve registro de ninguém com as caracteristicas dela tbm olhou no sistema de furtos de veiculos tbm nada do carro dela nada...Já não estou mais respondendo pelos meu atos!!! Já não estou mais conseguindo raciocinar racionalmente!!! 
Peço encarecidamente que se alguem viu uma (CLASSE A PRETA ULTIMO MODELO 2005 SEM PELICULA CARRO TODO ORIGINAL PLACA AMG-1817  MINHA MÃE TEM BOA APARENCIA CABELOS PRETOS MEDIANA PELE CLARA 45 ANOS NOME DELA É MARISOL GARCIA NAPPA)
Meu nome é Danilo. AJUDEM POR FAVOR!!!
QUEM TIVER NOTÍCIAS AVISE A POLÍCIA. 

Dona Gioconda e o TRE

Encontro Dona Gioconda sempre na feira. Não conheço detalhes da sua vida, mas sempre tem um causo para contar.
Sábado a encontrei no supermercado. Me viu e veio falando em disparada.
- Claudia!!!! Passei o inverno no curso de alfabetização. Quase morri de frio. Tive aula até na geada. Agora o TRE quer que eu coloque o DEDÃO para votar? Não coloco. Vou assinar meu nome na testa do mesário.
Só me restou sair morrendo de rir.
Pô TRE, tadinha da Dona Gioconda. 

Entrevista com a diretora de Capitães da Areia. Dia 7 de outubro nos cinemas.

ENTREVISTA com a Diretora CECILIA AMADO

- Como surgiu a ideia de filmar “Capitães da Areia”?

“Capitães da Areia” foi um livro que marcou a minha adolescência, acho que a adolescência de várias gerações de brasileiros. Eu li o livro com 14, 15 anos e fiquei apaixonada pela liberdade daqueles meninos, pelo drama deles, mas, principalmente, pelo Pedro Bala, por aquele herói que era o Pedro Bala, um menino dos sonhos. E isso ficou marcado ali dentro de mim.
Eu tinha a memória afetiva do “Capitães” dessa primeira leitura ainda adolescente comigo e um dia, já trabalhando há bastante tempo com cinema e com televisão, fui ver um ensaio de uma montagem teatral do “Capitães da Areia” no Rio de Janeiro, dirigido por um diretor carioca com jovens atores adolescentes de classe média, de cursos de teatro do Rio e fiquei tão surpresa, tão emocionada com a dedicação que eles tinham a estes personagens, pela paixão que eles tinham pelos “Capitães da Areia” e a emoção que eles passavam com isso que acreditei que no cinema com a possibilidade que o audiovisual tem de ampliar a
poesia do livro e interpretado por atores baianos, por jovens baianos do universo dos “Capitães da Areia” seria arrebatador. A partir desse momento, me dediquei a conhecer esse universo e a buscá-lo para fazer o filme, para fazer essa adaptação.

Como era a sua relação com o seu avô?

Eu comecei a fazer cinema com 18 anos e eu me lembro que naquela época o meu avô me chamou num canto, achei que ele ia cobrar que eu fosse para o ramo da literatura e não do cinema e eu estava realmente dedicada a seguir carreira, estava apaixonada pelo cinema. Ele então me surpreendeu em dizer que eu estaria realizando o seu grande sonho, porque ele, apesar da longa jornada como escritor tinha esse sonho íntimo de ter sido cineasta. Não é à toa que era amigo de muitos cineastas. Jorge Amado foi amigo e parceiro de vários diretores e os seus livros também são extremamente cinematográficos. É uma literatura muito imagética que traz esse universo da Bahia para dentro do livro e a gente consegue visualizar esse universo. Isso me inspirou muito no “Capitães da Areia” em buscar esse universo lírico que estava ali narrado nas páginas do Jorge Amado.

Vocês optaram por situar o filme na década de 50 mas com uma linguagem/estética mais pop. Como você concebeu essa ideia?

Quando eu comecei a frequentar o “Projeto Axé” para pesquisa, logo entendi que a história dos “Capitães da Areia” é muito próxima da história desses meninos que estão nas ruas, que estão nas comunidades nos dias de hoje. Pouquíssima coisa mudou na essência desse problema. Por que eles foram parar na rua? Como é que eles se organizam? Como é a relação deles com a família, com as mulheres? Como que é um grupo essencialmente masculino? Como eles viam o preconceito? Isso não mudou dos anos 30 quando o romance foi escrito para os dias de hoje. O que mudou foi a violência bárbara, o tráfico de drogas, o crack que entrou muito pesado. E eu não poderia fazer um filme totalmente contemporâneo sem passar por esses temas. Ao mesmo tempo, falar desses assuntos seria mascarar o drama e a intimidade dessa questão dos meninos de rua que não mudou.
A gente resolveu criar um universo que se afastasse desse tipo de violência "superficial" e que a gente embarcasse no drama, mas também no romantismo, na aventura, na liberdade que conta essa história. Então, fizemos um filme baseado nos anos 50, mas, a partir daí, com uma leitura própria, contemporânea, pela fotografia, pela direção de arte, seja pela trilha sonora do Carlinhos Brown. Eu brinco que a gente construiu em cima de um leito de época, que é o Jorge Amado, que é o Pierre Verger com as suas fotografias, que foi o Dorival Caymmi, a gente construiu uma nova baianidade que é mais do século 21, mais contemporânea. daí veio essa Cecília Amado, que sou eu, com esse filme, o Carlinhos Brown fazendo uma releitura do Caymmi, um novo vigor da música baiana atual, uma fotografia inspirada também no Mario Cravo Neto que era uma releitura, por sua vez, do Verger, mas com contrastes, com cores, com vibração. Essa vibração, essa energia que os meninos 7 trouxeram para mim, eu queria que tivesse no filme e é muito contemporânea. Daí esse
conceito, essa linguagem de um filme de época, mas com uma leitura pop, contemporânea, vigorosa.

- Dentro da preparação do filme como foi o processo de pesquisa de elenco e quais os critérios de seleção?

O maior desafio de transpor a história dos “Capitães da Areia”, que é um bando de meninos adolescentes, de Salvador, para o cinema, era justamente a formação do elenco.
Acho que foi o nosso maior investimento e talvez um dos maiores valores hoje do filme, aonde a gente conseguiu chegar com essa formação de elenco. A gente queria trabalhar com não atores para ter essa organicidade, a verdade que o ator fresco traz. Por outro lado, nessa idade de adolescente de 14, 15, 16 anos, são raros os atores de fato profissionais, com uma boa formação. Em geral, são meninos de classe media que tiveram acesso a grandes escolas de teatro. Então procuramos o caminho que vários filmes já percorreram, desde “Pixote”, passando por “Cidade de Deus”, com muito sucesso, de trabalhar com jovens de comunidades, mas a gente queria ir além. A gente tinha a grande preocupação do que aconteceria com esses meninos depois que acabasse o filme, depois que eles tivessem a fama, a celebridade instantânea, como é que continuaria a vida deles com esse trator que é um filme, que é o cinema, no meio do percurso.
Por isso, a gente foi procurar o elenco em organizações que trabalham com arteeducação. Eu frequentei durante 2 ou 3 anos o “Projeto Axé” que trabalha com crianças realmente em situação de risco para entender como é que funcionam essas organizações, para entender o universo hoje dos meninos e em seguida a gente abriu uma pesquisa para 22 organizações que trabalham com diversas formas de arte diferentes, seja capoeira, dança, teatro eventualmente, muitas que trabalham com música e que já davam um preparo para
esses meninos do palco, de pequenos momentos de estar em público, de estar mostrando o seu trabalho e, ao mesmo tempo, do trabalho diário, que tivesse acompanhamento diário tanto do trabalho artístico quanto do trabalho social com esses meninos depois do término do filme. E eu acho que o grande ganho foi nessa parceria com as organizações. O projeto “Capitães da Areia” vai além do cinema de entretenimento, ele tem também uma responsabilidade social que é de chamar a atenção para esse trabalho positivo das ONGs, o
que para mim é muito importante.

Qual foi o critério para a escolha do elenco principal?

Para formar esse grupo principal dos “Capitães da Areia” que são, na realidade, 12 personagens importantes do livro que a gente transpôs para o filme cada um com a sua história e suas características, a gente começou fazendo uma pesquisa nessas ONGs, com 1200 jovens que foram entrevistados e fizeram improvisações. Esses 1200 passaram por uma triagem e nós chegamos a 90 jovens para os quais a gente ofereceu uma oficina ampla de cinema durante 2 meses completos. Oficina diária onde eles tinham formação de atores com
o preparador Christian Durvoort e aulas de capoeira-angola para trazer um pouco o movimento, o ritmo, mais dentro da época do universo do filme. Também era um modo de observar diariamente o quão eles eram dirigíveis, quais as características de cada um, o que eles poderiam aportar de íntimo para os personagens. Através dessas observações, a gente chegou a 2 grupos de 12 ou 13 jovens e é aí quando partimos para o grupo, quer dizer, esse Bala tem que ser legal com essa Dora, tem que ter química com esse Professor, como é que esse triângulo funciona, como é a relação do menino que faz o Bala com o menino que faz o Gato, eles têm que ter uma intimidade, uma amizade e um olhar para as mulheres que é diferente, que é íntimo dos dois e, assim, os atores, por essas características, muito mais do que pelas características físicas, foram ganhando esses personagens, buscando esses personagens para si.
Adaptar um romance como esse é muito difícil porque os personagens existem na cabeça de cada leitor e aí era importante que eles tomassem o corpo e o corpo veio dos próprios atores. Os atores vestiram os personagens.

Qual foi seu método para dirigir o elenco jovem?

A preparação no filme foi um processo importante para chegar na organicidade que a gente queria. Trabalhar com não atores, com jovens, adolescentes, homens na maior parte, 14, 15, 16 anos, quando junta um grupo grande, é complicado como ser professor mesmo de uma ‘turmona’ de meninos da comunidade, da rua, porque eles tem muita energia, eles chegam num grau de excitação, de repente ficam cansados, a energia cai, variação de humor. Então, eu tive que aprender a ser um pouco amiga deles. No processo de preparação
a gente tinha não só os ensaios das cenas como também roda de samba, roda de capoeira onde a gente dançava junto, cantava, brincava e essa intimidade foi o que nos permitiu ter um pouco mais de controle e conseguir dirigir eles com serenidade na hora do set.
Eu precisava que os outros personagens, os personagens adultos do filme que contracenassem com eles fossem atores muito experientes e, ao mesmo tempo, que tivessem segurança e uma generosidade para com esses meninos e, por outro lado, que não fossem caras muito conhecidas e que fossem brigar, destoar deles. Todos os atores que vieram, se entregaram e se fizeram permear pelo universo dos meninos para que não
chamassem mais atenção e sim estivessem integrados e em harmonia com eles. E nos ajudaram muito.
A gente trabalhava muito com música no set, colocava música no momento de filmar para recuperar a energia deles e aí a trilha sonora que já vinha fazendo parte do filme entrava para aquecer o universo. A música é uma peça de comunicação muito forte com esses jovens, então a gente recorria a ela para achar o tom certo, para chegar em um clima mais romântico, um clima mais festivo ou mais violento, mais agressivo.

Cinema é síntese. Como foi adaptar o livro para o filme? Como foi a escolha do que do livro ia para o filme?

Trabalhar com um livro tão conhecido como o “Capitães da Areia”, era um grande desafio no momento da adaptação, tem esse fantasma do ser fiel ao autor e, talvez, uma expectativa, por eu ser neta de Jorge Amado, como é que eu seria fiel a ele. E são tantas histórias na realidade que são contadas no romance “Capitães da Areia”, conta a história de vários personagens, por vários caminhos . Então eu resolvi ser fiel ao espírito do livro, ao seu lirismo e quais os sentimentos que o Jorge Amado queria contar ali com aquela história.
Muitas vezes a gente teve que resumir histórias e sintetisar dentro do personagem. Às vezes, o próprio personagem, em 10 segundos, trazem uma história inteira do livro e está ali contando com uma dramaturgia que o cinema pede. A dramaturgia para o cinema é diferente da literatura, tem que ter um fio condutor muito mais forte. Então, para isso, muitas histórias foram transformadas e embutidas umas nas outras, um exercício muito interessante e curioso.
Na realidade, o audiovisual vai aonde a literatura não alcança. Muitas vezes o leitor não dá conta no seu universo cultural de imaginar músicas, imaginar locações, imagens, planos de pontos de vista, de ângulos diferentes que o leitor pela própria leitura não consegue contemplar com a sua imaginação. E aí que é o barato do audiovisual, no filme você pode ir além sempre bebendo nessa poesia, sempre bebendo nesse drama que o Jorge Amado traz no “Capitães da Areia”, no humor também que tem, na alegria dos meninos da Bahia. Isso era o essencial, o antagonismo entre o abandono e a liberdade que é tão forte no livro que isso
tinha que estar presente no filme e não, necessariamente, todos os detalhes, todas as histórias. O filme tem vida própria. 

Como foi a concepção e a escolha da trilha sonora do filme?

A partir da intenção de fazer do filme uma leitura contemporânea, vigorosa da Bahia e da obra de Jorge Amado com o “Capitães da Areia”, um dos primeiros parceiros que eu fui buscar foi o Carlinhos Brown na trilha sonora. Ele é um cara que bebe nas raízes, na fonte da música baiana, da música Africana, da música da América Latina porque a gente acredita que o filme tem uma temática bem universal, ao mesmo tempo particular e universal.
O Carlinhos entrou no início do processo do filme porque ele é um cara com uma sensibilidade incrível para os jovens, conhece esse universo dos “Capitães da Areia” e do elenco do filme muito bem. Ele mesmo fundou no Candeal uma organização que trabalha com arte-educação através da música que é a “Pracatum”. Era importante, conhecer esse universo para transformar isso em música, conhecer essa Bahia que a gente queria mostrar para transformar isso em música e ele trouxe um conceito desde o início de que a trilha sonora tinha que ser uma luva para o Capitães, que é um filme de aventura mas é, ao mesmo tempo, um drama romântico e a música dá conta de todas essas nuances que ele atravessa.

Site oficial do filme: www.capitaesdaareia.com.br