terça-feira, 31 de maio de 2011

Nazifacismo Contemporâneo

não, não são as bilhões de toneladas de dióxido de carbono
que um bilhão de veículos, fábricas, indústrias despejam
dia após dia na atmosfera que você respira
.
não, não são as horas irremediavelmente perdidas
que você passa num grande congestionamento
na mais cruel das solidões
.
não, não são as balas perdidas
os atropelamentos
os acidentes
os distúrbios genéticos
as milhões de pílulas que você toma
não, nada disso faz mal à saúde
.
não, não são os alimentos artificiais,
a refeição às pressas em pé num balcão qualquer
nem a imobilidade de seus músculos diante da TV
.
não, nada disso faz mal
a angústia que você sente
a neurose
o medo da violência
a correria em busca dos bens materiais
o câncer das palavras não ditas
não, nada disso te mata
única e exclusivamente
o meu cigarro é uma ameaça mortal
.
eu, só, em são paulo
vim,
vi
e perdi
a esperança de ver um dia o mundo melhor
.
não se pode mais fumar sob as marquises
nem em bares
estações
paradas de ônibus
cafundó
ou lá onde o vento faz a curva
.
fui detido na rodoviária
maltratado
ameaçado
como se a fumaça estivesse envenenando a cidade
e todos corressem perigo de vida
.
não, não era a chuva ácida que caiu durante o dia inteiro
nem o rapaz que deu 7 tiros no taxista
nem os 10 mil cachimbos acesos na crackolândia
não, nada disso afeta a vida de ninguém
.
a morte, a única culpada,
a visão amaldiçoada dos 4 cavaleiros do apocalipse,
vinha apenas do meu cigarro
aceso na chuva
no meio da rua
sob a proteção enorme do meu nariz
.
enquanto isso
me vigiavam os milhões de olhares
cheios de dedos e cassetetes de um exército camuflado
ocupando os lugares secos e quentinhos da capital
Antonio Thadeu Wojciechowski tem mais de DUAS DEZENAS de livros publicados.

Dois deputados, duas histórias

Da Coluna do Pedron -
Dois deputados estaduais do Paraná estão há uns dois meses brigando. Stephanes Jr (PMDB) e Tadeu Neneri (PT). De um lado o deputado cuja história política não ultrapassa os jardins de sua casa. Não é segredo que Stephanes Jr se elegeu as cuastas das articulações políticas – não se é possível dizer prestígio- de seu pai. Do outro Tadeu Veneri, ex-funcionário do Banco do Brasil, cujo mandato está imtimamente ligado aos movimentos populares. Foi o político paranaense responsável pela criação da Defensoria Pública do Paraná. De um lado a truculência e a política tradicional, do outro um parlamentar da ética e do respeito. Os dois entraram com representações no Conselho de Ética da Assembléia Legislativa. Enquanto a briga continua quem respira aliviado é o presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB). O foco da imprensa mudou. Mas esta marola deve acabar logo e aí voltam os tsunamis produzidos por gestões anteriores.

4 ex-governadores fora da folha de pagamentos

Do blog do Fábio Campana.


O pagamento do funcionalismo do Estado sai hoje com quatro ilustres defecções. A deliciosa aposentadoria de R$ 24.117,62 não será depositada para os ex-governadores Mário Pereira (1994), Jaime Lerner (1995-2002), Roberto Requião (1991-1994 e 2003-2010) e Orlando Pessuti (2010).
Ordem expressa do governador Beto Richa.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO DE DOMÍCIO PEDROSO

AJUDEM A CLAUDIA! ELA PERDEU A LISTA DE CONTATOS.

OCOREU DESGRÁÁÁÇA, DESGRÁÁÁÇA! TRRRAGÉDIA, TRRRAGÉDIA!
A Claudia perdeu toda a lista de endereços de e-mail. Em plena TPM. Não há quem aguente.
O problema dela é que tem mania de organização. Só usa o incredimail, que tem florzinha, bichinho, etc.. Coisa de coroazinha metida como chamam ela por aí. Entra todo dia no provedor, exclui tudo e até a lixeira de lá fica vazia.
Hoje teve um ataque quando recebeu a mensagem "NADA A SUGERIR".
Me ajudem, mandem e-mails para ela com um OLÁ, acho que assim ela refaz a lista e se acalma.

clauwas@gmail.com ou no pessoal que não posso divulgar aqui.
Saudações Rubro Negras.
Polaca da Baixada.

Revista Ideias de junho.

Minha crônica é SELO DE QUALIDADE PARA OS HOMENS. É Só entrar no site da revista e clicar em colunistas. http://revistaideias.com.br/ideias/


Século 21: começa a era da odontologia holística

Por Cícero Lascala (*)


No futuro, os historiadores da medicina e da odontologia identificarão este começo do século 21 como o princípio de uma odontologia que levou à introdução do diagnóstico amplo nas consultas dentárias, marcando o início da era da odontologia holística, já que o ser humano é um ser holístico e todos os problemas de saúde estão relacionados entre si.
A odontologia holística foi indutora também da utilização dos mais avançados procedimentos tecnológicos, como o laser e a tomografia computadorizada, além de se posicionar sempre claramente contra os vieses preconceituosos sobre os portadores de doenças infecto-contagiosas, tendo em vista os modernos instrumentos de desinfecção disponíveis no mercado.
Na verdade, dentes e gengivas infeccionados têm muito a ver com dores nas costas, dores no pescoço, com uma articulação têmporo-mandibular defeituosa, com problemas de visão, com doenças do coração como a endocardite bacteriana e também com a vida afetiva do paciente, pois à medida que ocorram problemas de infecção bucal, os dentes e gengivas infeccionados despejam bilhões de bactérias na corrente sanguínea, comprometendo um bom desempenho sexual e provocando sérios danos ao organismo como um todo. Sem falar da halitose ou mau hálito, que costuma afastar o parceiro habitual e impedir a aproximação de novos parceiros.
Melhorando-se o desempenho físico do paciente pela obtenção de plena saúde bucal, proporciona-se a ele, em consequência, uma melhor qualidade de vida. E daí a importância da Odontologia Holística.
Diz a sabedoria popular que prevenir é melhor do que remediar. E nós, odontologistas holísticos, acrescentamos: é também menos oneroso. Porque um tratamento odontológico só passa a ter um custo elevado quando o paciente deixa para procurar o dentista depois da doença já instalada, com a perda de um ou vários dentes, necessitando fazer uma completa reabilitação bucal.
Isso pode ser evitado com um programa permanente de prevenção, com visitas periódicas a uma clínica dentária holística e com cuidados de higiene diários que incluem, além da escovação dos dentes após cada refeição, o uso também de fio dental e de um higienizador de língua.
A importância do check-up digital

A odontologia holística é também anti-homofóbica e caminha lado a lado com as mais avançadas conquistas médicas nas áreas de transplantes, oftalmologia e estética, inclusive no uso do laser, das tomografias computadorizadas e dos mais avançados recursos tecnológicos.
Pode-se dizer que é uma nova odontologia, que difere muito da odontologia tradicional que foi praticada durante muitas décadas.
Através do uso de procedimentos tecnológicos de última geração, nossa Clínica adota o procedimento holístico e realiza ampla anamnese ou relatório pormenorizado da saúde geral do paciente e um check -up digital preventivo que permite diagnosticar doenças bucais na fase inicial, por meio da ampliação até 60 vezes da boca do paciente, tornando mais evidentes as alterações bucais. É a colocação em prática da filosofia da prevenção, para que os pacientes tenham uma constante melhoria em sua qualidade de vida, independentemente de sua faixa de idade.
O check-up digital preventivo e a análise holística revelam-se, assim, o melhor procedimento para garantir uma plena saúde bucal.
(*) Cícero Lascala é mestre e doutor em Diagnóstico Bucal pela USP – Universidade de São Paulo e especialista em periodontia, ortodontia, ortopedia facial e ortopedia funcional dos maxilares. E-mail: contato@holisticalascala.com.br

domingo, 29 de maio de 2011

O INJUSTIÇADO LOBO MAU

Tenho feito trabalho voluntário na penitenciária de Piraquara. Vou sempre conversar com os presos. O Lobo Mau está lá. Como já foi julgado pela sociedade, está depressivo e fala pouco. Na última conversa que tive com ele, me confidenciou me que foi usado como inocente útil pelos Três Porquinhos.
Um esquema sórdido. Montaram uma empresa fantasma sediada na casa. Provocavam diariamente a ira do Lobo, através de xingamentos e provocações. Por sua vez o Lobo que tinha pavio curtíssimo se irritava, se punha a soprar e derrubava as casas. Somente na frustrada tentativa de derrubar a casa de tijolos, descobriu que os Três Porquinhos além do seguro das casas, se valiam do lucro cessante da empresa fantasma para as novas construções e assim justificavam ao fisco a melhoria do patrimônio. Golpistas de primeira e estalionatários.
Obviamente ninguém acreditou no Lobo Mau e por não ser réu primário aguarda julgamento preso. Analisei com frieza, e realmente falta ao Lobo um bom advogado. Espero que a seguradora investigue também as duas destruições das casas. Cá entre nós, isto não é normal.
Eu nunca fui com a cara do Porquinho Prático. Me lembra alguém que detesto.
Nem tudo é o que parece.

sábado, 28 de maio de 2011

TRÂNSITO CAÓTICO EM IRATI

Tadinho do Vô Luiz... Trabalhando bem quieto na oficina da Ford e de repente...


Dois carros acertaram o dele e o trânsito de Irati ficou caótico. Acho que na década de 50.


Quem são os anônimos e os fakes?

Os anônimos são os covardes. Eles não tem rosto ou nome.
São anônimos porque não tem coragem de se revelar, de assumir o que pensam e o que são.
Geralmente são amargos porque só conseguem sobreviver do desgosto do outro.
São levianos, gente sem graça e sem conteúdo.
Gosto de gente com rosto, nome e sobrenome, preferencialmente FELIZ!

PELO FIM DO CARTÓRIO DOS TÀXIS

Do blog do Nêgo Pessoa

Curitiba teve já o melhor ( e mais caro) serviço de táxi do Brasil, especialmente com a entrada em cena dos teletáxis, impropriamente denominados rádio táxis; hoje é apenas o mais caro serviço de táxis do Brasil. Quer uma prova? Observe a decadência do meia dois meia dois meia dois; a cada dia q passa mais tempo leva pra atender as chamadas. E não só pelo congestionamento do trânsito.

- Sabe por que? Porque em curitiba táxi é cartório! Ou clube fechadíssimo, mais fechado q o Country Club ou q o Diogenes Club do conto do Conon Doyle. E há apenas um táxi para pouco menos de mil habitantes.

- Claro! A URBS tem a responsabilidade pelo congelamento do nº de táxis em circulação. Parece que há mais de 30 anos ela não libera nada, coisa alguma! Vai pro livro dos recordes, hein!

- Bem, a URBS deveria ser liquidada, fechada. E com ela a ação pública sobre os táxis. Q deveriam ser livres. Isto é, quem quiser botar carro na praça(ou mãe na zona) q ponha. Basta pintá-lo nas cores de sempre. E mandar ver! O mercado se encarregará do resto. O mercado também ditará os preços. Quem tem mercado não precisa da urbs. A cidade precisa de um verdadeiro mercado de serviço de táxi, não de mais uma repartição pública com todos os problemas q cria e achaques de múmia.

FINALMENTE O PCdoB SAI DO DIVÃ

Com a eleição de Chico Brasileiro para a presidência do Diretório Estadual do PCdoB, bons ventos começaram a soprar. Ontem estive com ele e velhos amigos.
Sempre tive grandes adversários dentro do PCdoB. O que aconteceu há algum tempo, é que arrumei adversários que posso qualificar como "mais ou menos". Não faz meu estilo pessoas mornas e dissimuladas.
Chico Brasileiro e
Jorge Modesto
Gostei do que vi e ouvi ontem. Conversa franca, no olho, corajosa. Para quem não conhece o Chico, ele é dentista e vice-prefeito de Foz do Iguaçu. Segunda-feira se licenciou da Secretaria de Saúde da cidade para assumir sua função de presidente. Acredito que não fará grandes rupturas. Mas é uma transição que se fazia necessária no PCdoB há muitos anos. Finalmente se livraram da intervenção e agoram saboreiam a legitimidade.
O Chico quer colocar o pé na estrada e reestrutar os diretórios municipais no interior. Ainda serão definidos os cargos e seus ocupantes na tradicional reunião do Pleno.
Para minha surpresa ontem o "histórico comunista" Jorge Modesto anunciou seu retorno ao partido. E melhor ainda, não se cantou a Internacional, foi na base do brinde mesmo. Estes são os bons ventos que chegam com o Chico.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Roseli Abraão lança blog de informação política

Do blog do Fábio Campana

http://www.roseliabrao.com/ é o novo blog de informação política do Paraná. A jornalista é Roseli Abraão, que assina a página, certamente é a mais bem informada da área. Confira.
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Concordo com o Fábio. Vida longa ao blog!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Na cova rasa

Muito se falou e como se falou sobre o ATIRADOR DE REALENGO. Fui criticada por não postar nada no meu blog. Entendi na época que nada tinha a comentar ou acrescentar.
Porém quem resume todo o sentimento em relação ao absurdo crime é o jornalista Luiz Claudio Lins de Campinas. Não li nada mais lúcido.  Vejam só.


Para os que nunca leram Sartre: é nessa cova rasa, identificada apenas com um nº, que está enterrado Wellington Menezes de Oliveira, assassino das crianças em Realengo no RJ em 07 de Abril passado. 15 dias após a entrada do corpo no IML ele foi levado de forma sigilosa e sepultado na área destinada aos indigentes e pessoas sem recursos. Seu corpo não foi reclamado por ninguém. Assim como veio ao mundo por um acaso, viveu da mesma forma e morreu sem fazer sentido algum.

Polícia retira aluno algemado da sala de aula

Do G1 – Pr

Um jovem de 20 anos foi tirado de dentro da sala de aula, em Curitiba, por policiais militares. A ação foi gravada por alunos e publicada na internet. O chamado à polícia foi feito pelo vice-diretor da escola, que também é militar. O estudante do segundo ano do Ensino Médio, Adalto da Luz, foi levado para a delegacia, onde passou três horas. Uma professora de matemática considerou a ação “desnecessária” e chegou a protestar durante a ação. Adalto prestou depoimento pelo crime de desacato à autoridade. O vice-diretor, que não gravou entrevista, foi defendido pela corporação.

A escola é quase na frente da minha casa. Pena que não vi isto.

PÓS-GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA

É HOJE! EVENTO EM PROL A CAMPANHA DOE CALOR

Do blog NO PALANQUE

Trio que se apresentará no Rock In Rio toca em Curitiba em prol da campanha do agasalho
Uma prévia do que será tocado no Rock in Rio no Rio de Janeiro será apresentado nesta quinta-feira (26) em Curitiba. O Power Trio Rodrigo Santos e Os Lenhadores sobem ao palco do Music Hall, às 22h. Santos, que é cantor solo, e os dois músicos do Os Lenhadores estão confirmados para se apresentarem no dia 25 de setembro no festival internacional. 

O show faz parte da campanha do agasalho promovido pela Abrabar-PR (Associação Brasileira dos Bares e Casas Noturnas do Paraná) e Sindieventos(Sindicato das Empresas Promotoras de Eventos do Paraná). A entrada custará R$ 40. Levando um agasalho ou um cobertor o ingresso sairá por R$ 20.
O que for arrecado será doado para instituições de caridade. Assim como parte do valor do ingresso comercializado.
Music Hall: Engenheiro Rebouças1645, Rebouças, Curitiba.
Contato: (41) 3026-5050

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que postar nas redes sociais

Do blog do Osni Gomes

Não estou aqui para ensinar ninguém. Nem tenho capacidade para isso e muito menos a pretensão. Mas há bem pouco tempo, interagindo no Twitter, era seguido e seguia pessoas que postavam indistintamente: “hora do banho”, “minha janta é isso...” “meu almoço é aquilo”. Se a pessoa desse dois passos, teclava e mandava para a rede.
Acabei de ler agora um artigo do publicitário Daniel Solero, onde ele comenta que “O excesso de conteúdo ganhou da atenção. De novo". ( http://migre.me/4D1Xs ). É um texto bem interessante e verdadeiro. O que temos de informação hoje em dia peca pelo excesso, carece de qualidade. E ainda há pessoas que não tem o que fazer, e ficam “enchendo o sapato” dos outros.
É obvio que eu como jornalista, defenda o jornalismo. Informação para mim é prioridade. Há quem goste de cultura, de esporte, de informática, de economia, de engenharia e etc. É cada um no seu quadrado.
Já vi gente reclamando de quem faz do Twitter, por exemplo, um MSN. E é verdade. Quer conversar coisas banais e com alguém exclusivamente? Não entre numa rede pública de abrangência ampla.
Uma rede ampla, como o Twitter, é para quem gosta de discutir temas que envolvam todas as pessoas. É para quem gosta de expor idéias e oferecer o contraponto. É para ler e ser lido, ser aparteado, trocar informações. Conversa exclusiva é pelo MSN.
Tenho visto e selecionado muita coisa boa, mas também descartado grande parte do que é postado. E não importa quem é o titular da conta. Há jovens muito bem antenados e há pessoas experientes que expõem todo o vazio que acumularam pela vida.
É muito engraçadinho ficar jogando idéias no ar para as pessoas captarem. É muito interessante defender teses, criticar e ser criticado. Em época de eleição então é uma festa. É cada um postando a sua razão, o seu interesse, tentando convencer o maior número de pessoas que esta ou aquela filosofia está correta.
Os políticos, desesperados pelo voto, montam frentes de assessorias para manter seus nomes em evidência. Mal sabem que as pessoas que tem discernimento para escrever e argumentar não estão nem aí com suas “furadas” plataformas de campanha.
O bom humor é outro comportamento muito interessante entre os microblogueiros de plantão. Há os que topam tudo, mas há os que ficam se imiscuindo em assuntos que não dominam em nome de uma paixão qualquer. Quase sempre saem contrariados por dizerem o que pensam e lerem o que nem imaginavam que iriam ter como resposta.
Mas “quem semeia vento, colhe tempestade”, já dizia a minha vovó Catarina. E quem quer aproveitar bem as redes sociais, precisa selecionar muito bem quem vai seguir e dar unfollows naqueles que não acrescentam nada.
Mas não me digam que a Internet não é uma boa ferramenta.

Osni Gomes é jornalista.

HOMENAGEM À MINHA AVÓ NO DIA DO TRABALHADOR RURAL

Provavelmente com a idade
que tenho hoje
Morro de orgulho da minha avó Anastázia Bzüwka Wasilewska. Escrito assim mesmo de forma culta.
Desta vez quero fazer um longo passeio no passado.
Meus avós paternos vieram da Polônia em 1912, cansados do domínio e dos desmandos do Czar. A idéia era se estabelecerem na Lapa. Porém na época havia uma "peste". Assim sendo rumaram à Irati.
Lá se estabeleceram com um comércio, o famoso negócio. Alguns do meus tios já eram adultos e outros nasceram em Irati. Em 1920 meu avô Nicolau, vendo que a Revolução Russa já estava estável, penhorou o negócio e voltou para a Polônia vender suas propriedades e suas terras.
Obviamente com o regime comunista implantado nada mais tinha valor e demorou 5 anos trabalhando pela Europa até chegar nos EUA.
Pois bem, minha avó sozinha não conseguiu saldar a dívida da penhora e perdeu o negócio. Não tendo para onde ir, foi trabalhar em uma chácara como trabalhadora rural e onde encontrou uma casa para morar com os filhos. Meu pai era um nenê.
Analfabeta em português, se dedicou a terra e conseguiu plantar "AS MEIA". Meio socialista de cultivo, onde o dono da terra e o trabalhador dividem os lucros. E assim conseguiu comprar uma chácara. Assim se tornou uma produtora rural.
Um novo problema apareceu. Como plantar e colher? Como era parteira, em troca dos partos, as pessoas vinham lhe ajudar com a plantação e a colheita. Criava abelhas e vendia, hortaliças, frutas, mel e broas.
Quando meu avô voltou lá estava ela com sua vida feita e meu pai com cinco anos.
Só posso morrer de orgulho, concordam comigo? É uma pena não ter a conhecido.

Por isso não admito a satanização dos produtores rurais. Principalmente de quem nunca saiu de trás de uma mesa. De quem não tem ideia do que é trabalhar de sol a sol. De segunda a segunda. Tem que existir respeito com quem coloca a comida na mesa. Chega de histeria e pré-conceitos.
Meus avós na plantação de cebola
Alguns "ecologistas" que conheço jamais leram uma linha que seja sobre os assuntos ligados a terra. No máximo cataram umas latinhas na praia. Menos gente, bem menos.
Portanto o amor e o respeito pela terra meu pai apredeu com esta MULHER maravilhosa, e ensinou a nós. E com muita RESPONSABILIDADE vamos passando de geração à geração.

Pergunta básica. E os banqueiros, vão despertar este ódio quando? O que eles produzem em relação aos seu lucros? Pensem nisto.

P.S. - Se fala assim mesmo "AS MEIA". Antes que a intelectualidade me dê um pau.



terça-feira, 24 de maio de 2011

Pimenta Neves perde último recurso e cumprirá pena

Sandra Gomide
Por Rodrigo Haidar
O Supremo Tribunal Federal rejeitou o último recurso do jornalista Pimenta Neves contra sua condenação a 15 anos de prisão. O jornalista, agora, deve ser preso. Nesta terça-feira (24/5), a 2ª Turma confirmou decisão do ministro Celso de Mello tomada em março, que considerou precluso o recurso do jornalista — um Agravo de Instrumento contra a confirmação da condenação, julgada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A preclusão é a perda do direito de se contestar um ato.
Os ministros entenderam que a defesa não apresentou novos argumentos em relação ao que já tinha julgado o STJ e determinaram a imediata execução da pena. Pimenta Neves foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato da jornalista Sandra Gomide, em agosto de 2000. O recurso pendente no STF era o último que mantinha o jornalista em liberdade.
A 2ª Turma determinou que a decisão seja comunicada ao Superior Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ao juiz da Comarca de Ibiúna, cidade no interior de São Paulo, onde aconteceu o crime.
No julgamento desta terça-feira, o minsitro Celso de Mello afirmou que o caso “se arrasta desde 2000 e é chegado o momento de se por termo a este longo itinerário já percorrido”.
Ainda de acordo com Celso de Mello, “realmente esgotaram-se todos os meios recursais, num primeiro momento, perante o Tribunal de Justiça de São Paulo; posteriormente, em diversos instantes, perante o Superior Tribunal de Justiça, e também perante esta Corte.
“Esta não é a primeira vez que eu julgo recursos interpostos pela parte ora agravante, e isto tem sido uma constante, desde o ano de 2000. Eu entendo que realmente se impõe a imediata execução da pena, uma vez que não se pode falar em comprometimento da plenitude do direito de defesa, que se exerceu de maneira ampla, extensa e intensa”.
Para o decano do Supremo, o jornalista valeu-se de todos os meios recursais postos à disposição dele. “Enfim, é chegado o momento de cumprir a pena”, afirmou.

Curitiba Zero Grau selecionado para o CINESUL

Em cartaz entre os dias 14 e 26 de junho, o Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo vai exibir 230 produções inéditas no Brasil, de 15 países diferentes, no Rio de Janeiro.
Página do Globo Filmes – 20-05-2011 - Cinesul 2011

“Este ano tivemos 933 filmes inscritos. As produções foram finalizadas entre 2009 e 2011 e vêm de vários países como Argentina, México, Cuba, além de coproduções de Canadá/Venezuela; Espanha/Itália, entre outros. Procuramos selecionar trabalhos diversificados tanto para a competitiva quanto para as mostras paralelas”, destaca Leonardo Gavina, organizador do festival.
O festival apresenta mostras competitivas de ficção e de documentários. O Brasil compete com longas de ficção (“Curitiba Zero Grau”, de Eloi Pires Ferreira) e documentário (“Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia; “Os Representantes”, de Felipe Lacerda). Na seleção de curtas e médias, o país também está representado em ficção (“Um Animal Menor, de Pedro Harres e Marcos Contreras; “Homem-Ave”, de Rafael Saar; “Traz Outro Amigo Também”, de Frederico Cabral; “A Cidade e o Desejo nº 5”, de Gabriel Bitar; “Cachoeira”, de Sergio José de Andrade; “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro”, “Sambatown”, de Cadu Macedo; “Tempestade”, de Cesar Cabral; “Scratch”, de Fred Luz) e documentário (“O Gigante do Papelão”, de Barbara Tavares; “A Dama do Peixoto”, de Douglas Soares e Allan Ribeiro; “Alumia”, de Andrea Ferraz e Carol Vergolino; “Taba”, de Marcos Pimentel; “O Vermelho de Selarón”, de Rafael Bacelar e Rodolfo Gomes; “Babás”, de Consuelo Lins; “Angeli 24h”, de Beth Formaggini ; Na Trilha do Bonde, de Virginia Flores; “Zé[S]”, de Piu Gomes).
Nesta edição, o diretor e produtor chileno Luis Vera será homenageado, com direito a mostra com suas principais obras, todas inéditas no circuito carioca. O evento também traz mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental” entre outras.
O Cinesul acontece no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, Centro de Visitantes do Jardim Botânico e Ponto Cine. Haverá ainda exibição de filmes em estações do Metrô. Todas as exibições terão entrada franca.

O professor preconceituoso

Por Marcos Cordiolli - http://cordiolli.com/

Marco Radice, um escritor italiano, escreveu certa vez que é que muito difícil construir pessoas “novas” sendo uma pessoa “velha”. Ele mesmo dizia, que temos tantas marcas de nosso tempo que talvez não consigamos ser plenamente pessoas “novas” então devemos nos esforcemos para sermos as últimas pessoas “velhas”.
Nós, professores e professoras, neste sentido, temos em maior ou menor grau, concepções ou práticas discriminatórias e preconceituosas, e, às vezes, até racistas. Ser professor ou professora não basta para nos livrar dos problemas do mundo e das contradições de valores. Nós somos seres concretos, ou seja, produto de nosso tempo e de nossos ambientes culturais. Sendo assim, temos um dilema que pode ser expresso da seguinte maneira: se o professor deve desenvolver ações formativas quem é que o forma, ou como ele se forma, enquanto sujeito deste processo?
A resposta para esta questão seguramente não é simples, mas podemos investigar alguns caminhos.
1. Os programas de qualificação profissional dos professores devem necessariamente abordar este tema. Não basta estudar ética ou temas que tratem de valores ou condutas! Não basta saber sobre tal ou qual assunto... é necessário que os valores e condutas efetivamente sejam incorporados a prática cotidianas dos professores e professoras em formação.
Abro um pequeno parêntese para relatar uma experiência pessoal. Certa vez, eu fui visitar uma instituição escolar, quando passava pela cancha de esporte pude assistir parte da aula de educação física. Vi adolescentes correndo sob forte sol e um deles (bastante obeso e suando muito), devido a sua condição, estava sendo humilhado verbalmente pelo professor, que pensava estar fazendo uma “pequena, inocente e carinhosa brincadeira”. Procurei o diretor da escola, um amigo, ao qual pude relatar o fato e solicitei para não repreender o professor e nem mesmo comentar o fato. Mas elaboramos algumas propostas para tratar do problema com o coletivo de docentes, no transcorrer das quais o próprio professor relatou algumas de suas prática, reconhecendo o erro e se dispondo a mudar. Ao relatar este caso não quero de forma alguma identificar os problema da discriminação com os professores de educação física (pelo contrário enquanto categoria parece ser a que mais tem discutido e atacado o problema), mas reconhecer que o fato das aulas desta disciplina ocorrem em lugar aberto os deixam mais expostos, ao olhar visibilidade externo, do que os demais colegas.
2. Os professores e as professoras mais sensíveis a este problema devem atuar permanentemente junto aos seus colegas. Sempre apresentando, problematizando e criticando posturas e valores, como, por exemplo, mantendo a sala limpa após as reuniões, assumindo posturas de separação do lixo, e evidentemente não sendo e não permitindo preconceitos, etc. Estar sempre atendo a situações cotidianas, percebendo elementos discriminatórios em materiais didáticos, atividades, relações ente e com estudantes, conversas informais, piadinhas infames etc. Um exemplo com o qual sempre nos deparamo-nos é o da discriminação através da linguagem, pois é comum encontrarmos no vocabulário dos professores palavras como “judiar” (“o menino judiou do cachorro”, ou seja, fez com cachorro “o que se faz com judeu”) ou “negro” como depreciativo (“a situação está negra”, “ou uma pessoa foi denegrida por outra”, ou seja, a situação “está como vida de negro”) entre muitos outros casos.
3. A firme ação dos professores e professoras sensíveis ao problema da discriminação agindo junto aos alunos pode produzir alguns resultados significativos possibilitando o questionamento de colegas docentes que adotam posturas discriminatórias. Eu conheço alguns casos de colegas que tiveram sérios problemas com isso, pois a partir de suas intervenções alguns outros professores e professoras passavam a ser questionados pelos alunos e alunas em comum. Muitas vezes o próprio professor ou professora se dava conta de que estava equivocado e mudava de posição, em outros casos acabava direcionando a sua ira ao colega que havia sensibilizado os e as estudantes. Pois a discriminação, em alguns casos, é inconsciente e ao ser percebida, a própria pessoa assume uma postura de mudança. Mas em muitos casos, nos quais há cristalização da discriminação o seu portador ou portadora pode abandonar o debate racional e partir para diversos níveis de conflito. Mas uma vez exposto o problema é mais fácil de trata-lo.
Uma última observação sobre este ponto: alguns colegas foram acusados de não adotar posturas éticas ao se colocarem ao lado dos estudantes. Eu penso que ter uma postura ética, não é apenas defender supostos interesses corporativos dos professores e professoras em oposição aos educandos e educandas, mas é o de assumir as nossas posições, defendendo-as nas instancias legitimas. Assim, penso eu, devemos defende-las em reuniões de docentes, frente às coordenações, mas jamais utilizar mecanismos escusos como fofocas ou articulações à surdina.
Portanto, a tarefa dos professores e professoras é, ainda, mais ampla, e ocorre em duas difíceis frentes de intervenção: de um lado procurar avançar com os alunos e alunas, por outro atuar também em relação aos colegas. Esta última tarefa parece ser a mais difícil e morosa, mas é preciso apostar neste caminho, pois quem luta contra a discriminação está imbuído dos mais humanos dos ideais e não é a oposição ou as dificuldades impostas por colegas que vai impedi-lo de seguir em frente.

Marcos Cordiolli é graduado em História e mestre em Educação: história e filosofia da educação.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A AIFU NO PETIT FUBÁ

Sábado estive no Petit Fubá. Bar e restaurante tradicional no segmento do samba há 13 anos. Vamos combinar que isto já é heroismo por aqui. A casa há 8 anos faz ações conjuntas com as escolas de samba Realeza e Mocidade Azul.
No mesmo dia que o Beto Batata recebeu a Ação Integrada de Fiscalização Urbana , o Petit Fubá foi vistoriado também.
A Proprietária Iverly do Rocio Leonardo, conhecida como Dona Jura, contou que a polícia se comportou muito bem. Para alívio de todos. Diz que não poderia ser diferente uma vez que a casa já estava fechada, sem música e com apenas 20 clientes.
Observando a vizinhança fica claro que neste caso não foi reclamação. Em um lado funciona um escritório de advocacia e do outro uma clínica. Ambas não tem expediente noturno. Na frente um imenso terreno vazio que receberá uma agência da Caixa Econômica e uma loja de utensílios domésticos.
Quando perguntei sobre a atuação dos orgãos da Prefeitura Municipal de Curitiba a resposta foi a seguinte: "Aí eu tenho que acrescentar algumas críticas. Pelo meio ambiente fui atendida muito bem. Na verdade quando eles entraram na casa não tinha música. O que aconteceu é que eles passaram as 23:20, foi aferido o som e ultrapassou o limite permitido. Então assinei a multa. O que eu tenho a reclamar é sobre a fiscal do urbanismo. Ela foi franca e branca na minha cara dizendo que ela ia autuar a casa pelo que ela conhecia. E não pelo que ela tinha visto. Ela me notificou como música ao vivo, música mecânica, discoteca e pista de dança. Aí questionei onde ela havia visto isto, se nem espaço existe para isto. Ela disse que não importava da onde e sim que conhecia a casa e que faria baseada nisto. Por isso vou recorrer, tenho testemunhas e ela foi muito grossa comigo. E nesse semtido eu vou em frente."
Estava presente também o Presidente da ABRABAR, Fábio Aguayo. A associação se manifesta favorável a fiscalização, porém sem abusos ou contrangimentos. É preciso separar o joio do trigo, diz Fábio Aguayo. Na periferia se faz necessária também a fiscalização, onde os índices de criminalidade são altos. Não apenas punir o empresário que gera empregos.

EM SÃO PAULO MANIFESTAÇÃO NEONAZISTA É LEGITIMA?

Manifestação de Neonazistas, Fascistas e membros de gangues de extrema-direita no MASP, na Av. Paulista, em 09/04/2011. Com garantia policial. E que garantia...



Marcha da Maconha não pode. Vejam o aconteceu dia 21/05/2011. E a policia...


A velha Curitiba integralista

Do Blog Lado B - http://blogladob.com.br/
É um sinal dos tempos ou no mínimo de que a história é cíclica. Volta e meia o DNA da identidade conservadora de Curitiba fala mais alto e exibe seu traço cultural reacionário. É quando os “integralistas” se sentem confortáveis para manifestar os ultrapassados dogmas carregados de preconceitos, sectarismos e intolerâncias. Ficam ali à espreita e à espera de um fato que os conduza aos holofotes da imprensa. Ultimamente, ganharam um apoio incondicional das manifestações da bancada evangélica na Assembleia Legislativa do Paraná, com os debates em verdadeiras “sessões de descarrego” contra o kit anti-homofobia e a marcha pela legalização da maconha.
Integralistas no Rio de Janeiro e manifestação também em Curitiba. Vade retrum!
Aproveitando-se de tabus sociais, os integralistas sempre acham uma brecha para destilar seus ideais de discriminação e de desigualdades. Seja por meio dos “jesuítas” da atualidade, os religiosos evangélicos, seja pelas mãos da TFP – Tradição, Família e Propriedade – da igreja católica, braço político da Opus Dei.
A consciência social, a música, os artistas,
a subversão crítica e a vida brotam das rachaduras
 no cimento da intolerância e da opressão.



Fiquemos atentos! Quando a repressão moralista se impõe e os valores do cerceamento das liberdades ressurgem, concede-se um aval aos integralistas para se manifestarem. É como se a sociedade deixasse os “vampiros” entrarem em casa. Quando a intolerância e o individualismo se municiam de garantias e convencem os menos informados; Quando a música é encarada como perturbação ou barulho – dentro das devidas condições do bom senso e do bem-estar coletivo – e quando a alegria do outro soa ofensiva, os ditadores se manifestam.
A consciência social, a música, os artistas, a subversão crítica e a vida brotam das rachaduras no cimento da intolerância e da opressão.
A opressão ganha apoio popular e o medo justifica tudo quanto é tipo de repressão e tolhimento de direitos. Mas a cultura popular, a participação crítica e a subversão de quem possui consciência social para enxergar esses traços de atentados antidemocráticos também são como “ervas daninhas”. Escapam e brotam pelas rachaduras no cimento.
 

ANTÔNIO TORRES E A VAGA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

TORCENDO POR ANTONIO TORRES
Por Altamir Tojal

Antônio Torres é candidato à vaga deixada na Academia Brasileira de Letras pelo grande Moacyr Scliar, que vai ser preenchida agora em junho. Ele é, como Scliar, um dos craques da nossa literatura. Sua arte só é menor que a simplicidade e a generosidade que sobram no seu jeito de ser.
Torres faz torcedores em todos os lugares que vai, no Brasil e no mundo, mesmo se a visita é da imaginação de escritor. Não duvido que, no dia da eleição, um grupo de leitores se reuna na Catedral de Santo Estevão, em Viena d’Áustria, para rezar durante a votação na ABL. Ou que, numa aldeia tupinambá, aconteça uma pajelança de descentes de Cunhambebe, o guerreiro que tinha nas veias o sangue de cinco mil inimigos.
Como as torcidas dos times mais queridos, a de Torres está no Brasil inteiro, que ele vive cruzando de ponta a ponta, para lançar seus livros, fazer conferências e palestras e para dar cursos e oficinas. E também para participar de eventos sobre a sua obra, que é tema de artigos e teses em universidades.
Antonio Torres
Faço parte dessa torcida. Ela é forte em três grandes estados. Na Bahia, onde Torres nasceu. Em São Paulo, onde trabalhou como jornalista e escreveu os primeiros romances. E aqui no Rio, onde vive há muitos anos.
Há torcedores de Torres em dezenas de países, onde seus livros são publicados e republicados e também são tema de estudo nas escolas de literatura, como a França, que lhe deu o título de Chevalier des Arts et des Lettres. E Portugal, onde viveu, trabalhou como publicitário e fez literatura da boa.
Fui aluno de Torres e tenho tido o privilégio de assistir algumas de suas palestras, que ele prepara uma a uma, com entusiasmo e profissionalismo, seja para uma platéia de professores em Paris, seja para estudantes na Baixada Fluminense.
Se escolher Torres, a Academia vai homenagear um grande escritor e vai ganhar um membro que a honrará com arte, inteligência e dedicação.
Torcida, como se sabe, não ganha jogo. Mas ajuda a empurrar o time.

Jornalista e escritor, Altamir Tojal é autor do romance Faz que não vê e do livro de contos Oásis azul do Méier.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O DIREITO AO PRÓPRIO TEXTO. POR PALOMA JORGE AMADO.

Esta semana senti mais saudades de Maria Sampaio do que sinto habitualmente, e olha que isso é coisa difícil, tanta é a falta que minha querida amiga me faz. Ela precisava estar aqui para me apoiar na crise de raiva que tive quando cortaram e copidescaram, isto é, "corrigiram", um texto meu. A Claudia Wasilewski, moça cheia de paciência, que tinha feito esse milagre da multiplicação dos textos acontecer, quando me publicou em seu blog, teve que me aturar chorando minhas pitangas.
Resolvi escrever e colocar os pingos nos is pelo fato de muita gente ter me procurado, e a amigos meus, para confirmar a autoria de "Odeio Prepotência". Já tinha dito que sim, "é meu", "obrigada pelo apoio"... a gente demais, quando li numa revista, o que seria meu texto, devidamente cortado e "revisado". Já não era o meu... Quem escreve há de compreender este tipo de mutilação (as vezes enxerto...) dá raiva.
Outra amiga de infância, e que tambem se chama Claudia -- Loureiro, de Pernambuco --, já disse que eu consigo ser chatissima quando quero explicar alguma coisa. Peço que me desculpem tanta chateação, mas vou em frente e começo as retificações.
Eu sou baiana e não pernambucana, então eu fico "retada" e não "arretada". Sempre escrevo "putaquepariu" como uma só palavra -- sem o "o" de puta que o pariu". Não citei no texto em qual aeroporto de Paris aconteceu o caso, acrescentar Orly só tornou inverossimel o meu relato, já que a Varig sempre funcionou em Charles de Gaulle. Além disso, os cortes deixaram o texto bem ruinzinho, o meu era melhor. Pior de tudo foi colocar entre aspas depois de alterá-lo.
E já que eu comecei a ser explicadinha, quero ainda dizer que nunca conto "causo", conto caso; jamais fui a um evento (o que é isso, heim?): vou a festas, casamentos, batizados, conferências, mesas redondas, estreias de cinema e de teatro... tantas coisas tão diferentes umas das outras. Uso expressões baianas que podem dizer pouco aos outros, mas que são do meu repertório, como: "Tem, mas acabou", "Me inclua fora dessa", "Oxentegente" (assim juntinho) e "O que é queai". Tem muitas outras mais, não quero abusar da boa vontade de quem está lendo, e vou parando por aqui.
Não sem antes colocar aqui uma foto em que estou com Maria, no dia da festa de meu casamento. Ela foi a madrinha. Ai quanta saudade.
Bom fim de semana a todos.
Paloma Jorge Amado
 
P.S. meu - Quando eu e meu marido lemos o texto adulterado de Paloma, meu marido sugeriu que ela escrevesse ODEIO PREPOTÊNCIA 2. Estou em dúvida se o caso do "jornalista" é de incompetência, ignorância ou se é prepotência mesmo.

Um Convite ao Voo

EDUARDO GALEANO em 1999.

Milênio vai, milênio vem, a ocasião é propícia para que os oradores de inflamado verbo discursem sobre os destinos da humanidade e para que os porta-vozes da ira de Deus anunciem o fim do mundo e o aniquilamento geral, enquanto o tempo, de boca fechada, continua sua caminhada ao longo da eternidade e do mistério.
Verdade seja dita, não há quem resista: numa data assim, por arbitrária que seja, qualquer um sente a tentação de perguntar-se como será o tempo que será. E vá-se lá saber como será. Temos uma única certeza: no século 21, se ainda estivermos aqui, todos nós seremos gente do século passado e, pior ainda, do milênio passado.
Embora não possamos adivinhar o tempo que será, temos, sim, o direito de imaginar o que queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos, mas a imensa maioria da humanidade só tem o direito de ver, ouvir e calar. Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? Que tal delirarmos um pouquinho? Vamos fixar o olhar num ponto além da infâmia para adivinhar outro mundo possível:
o ar estará livre de todo o veneno que não vier dos medos humanos e das humanas paixões;
nas ruas, os automóveis serão esmagados pelos cães;
as pessoas não serão dirigidas pelos automóveis, nem programadas pelo computador, nem compradas pelo supermercado e nem olhadas pelo televisor;
televisor deixará de ser o mais importante membro da família e será tratado como o ferro de passar e a máquina de lavar roupa;
as pessoas trabalharão para viver, em vez de viver para trabalhar;
será incorporado aos códigos penais o delito da estupidez, cometido por aqueles que vivem para ter e para ganhar, em vez de viver apenas por viver, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca;
em nenhum país serão presos os jovens que se negarem a prestar o serviço militar, mas irão para a cadeia os que desejarem prestá-lo;
os economistas não chamarão nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida a quantidade de coisas;
os cozinheiros não acreditarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas;
os historiadores não acreditarão que os países gostam de ser invadidos;
os políticos não acreditarão que os pobres gostam de comer promessas;
ninguém acreditará que a solenidade é uma virtude e ninguém levará a sério aquele que não for capaz de deixar de ser sério;
a morte e o dinheiro perderão seus mágicos poderes e nem por falecimento ou fortuna o canalha será transformado em virtuoso cavaleiro;
ninguém será considerado herói ou pascácio por fazer o que acha justo em lugar de fazer o que mais lhe convém;
o mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se em falência;
a comida não será uma mercadoria e nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos;
ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão;
os meninos de rua não serão tratados como lixo, porque não haverá meninos de rua;
os meninos ricos não serão tratados como se fossem dinheiro, porque não haverá meninos ricos;
a educação não será privilégio de quem possa pagá-la;
a polícia não será o terror de quem não possa comprá-la;
a justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viver separadas, tornarão a unir-se, bem juntinhas, ombro contra ombro;
uma mulher, negra, será presidente do Brasil, e outra mulher, negra, será presidente dos Estados Unidos da América; e uma mulher índia governará a Guatemala e outra o Peru;
na Argentina as loucas da Praça de Mayo serão um exemplo de saúde mental, porque se negaram a esquecer nos tempos da amnésia obrigatória;
a Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés e o sexto mandamento ordenará que se festeje o corpo;
a Igreja também ditará outro mandamento, do qual Deus se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte";
serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma;
os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são os que se desesperaram de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar;
seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham aspiração de justiça e aspiração de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem nem um pouco as fronteiras do mapa ou do tempo;
a perfeição continuará sendo um aborrecido privilégio dos deuses; mas neste mundo confuso e fastidioso, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como fosse o primeiro.

Eduardo Hughes Galeano nasceu dia 3 de setembro de 1940 em Montevidéu. É jornalista e escritor.

JULIANA STAUT. A MAIS NOVA BLOGUEIRA.


Foto de Juliana Staut
A fotógrafa Juliana Staut colocou su blog no ar. http://julianastaut.blogspot.com/
Só posso chamá-la de TALENTOSA. Fui um sucesso quando postei as suas Mulheres Orixás.
Infelizmente o Blogger levou embora os acessos e os comentários. Mas já está recolocado o post.
Corram lá dar uma olhada.

FÓRUM ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Suásticas em Curitiba. Parte Dois.

Não é possível que ninguém se incomode com isto. ALÔ, ALÔ "AUTORIDADES"!!!
Governador, Secretários, Deputados, Prefeito, Vereadores, Judiciário! Não é possível conviver com as pichações de suásticas. Isto é questão de vergonha para Curitiba.
Com tantas proibições em nossa cidade fica difícil compreender a falta de ação. Mas não temos bancada específica para isto, não é mesmo? A Marcha da Maconha que é um ato político não sairá conforme decisão judicial através de "pedido" de Deputado.
Por favor, que o urbanismo se manifeste e vislumbre solução. Morro de vergonha, me recuso a fotografar um símbolo nojento e de morte.
Foram 6 milhões de judeus, 1,5 milhões de dissidentes políticos, 800 mil roma e sinti, 300 mil deficientes, 25 mil homossexuais. Milhões de almas, pessoas, vidas, seres humanos, histórias, infâncias e futuros destruídos por nazistas doentes.
Se isto não é suficiente para apargarmos LITERALMENTE, das nossas vidas a intolerância, eu juro que não sei o que é.

Cinema Polonês

Serão exibidos oito filmes de curta-metragens poloneses na Cinemateca de Curitiba na R. Carlos Cavalcanti, 1174
Dias: 20 (sexta), 21 (sábado) e 22 (domingo) de Maio/2011. Em três sessões nos horários: 15h45, 18h00 e 20h00
Classificação LIVRE
Entrada franca

Com a seguinte programação (alterada):

1. "Katedra" / Catedral (2001) - dir. Tomasz Bagiński (6'20'')
dias 20, 21 e 22 nas três sessões

2. "Fotel" / A Poltrona (1963) - dir. Daniel Szczechura (5'37'')
dias 20, 21 e 22 nas três sessões

3. "Sztuka spadania" / A Arte Caída (2004) - dir. Tomasz Bagiński (5'51'')
dias 20, 21 e 22 nas três sessões

4. "Tango" (1980) - dir. Zbigniew Rybczyński (7'54'')
dias 20, 21 e 22 nas três sessões

5. "História da Polônia" (2010) - dir. Tomasz Bagiński (8'00'')
dias 20, 21 e 22 nas três sessões

6. "Czerwone i czarne" / Vermelho e preto (1963) - dir. Witold Giersz (6'24'')
dias 20, 21 e 22 nas três sessões

7. "Kinematograf" / Cinematógrafo (2009) - dir. Tomasz Bagiński (12'00'')\
dias 20, 21 e 22 nas três sessões
8. "A Varsóvia de Chopin" (2010 - dir. Kordian Piwowarski - 30’00”)
dias 20, 21 e 22 nas sessões das 15h45 e 18h00

*. "Hanói - Varsóvia" (2009) drama - dir. Katarzyna Klimkiewicz - 27'00''
dias 20, 21 e 22 na sessão das 20h00

Sinopse:

A Catedral / Katedra (2001 - dir. Tomek Bagiński - 6'20")
Um homem visita a misteriosa estrutura que parece uma catedral da idade media. Ao caminhar a luz da sua lanterna ilumina pilares descobrindo rostros humanos.O filme ganhou o premio Siggraph em San Antonio pelo melhor curto animado no ano 2002 e tinha nominação pelo Oscar em 2002.

A Poltrona / Fotel (1963 - dir. Daniel Szczechura - 5'37")
Uma história da luta pelo poder expressa genialmente através de simples meios gráficos.
O Cair de Arte / Sztuka spadania (2004, dir. Tomek Bagiński (5:51)
Uma velha e esquecida base militar no Pacífico. Os soldados, que perderam o juízo em conseqüência das guerras, lá ficaram para completar a última missão com um General que se acredita um artista... Em 2006 este curta ganhou o prêmio da British Academy of Film and Television Arts Award.

Tango (1980 - dir. Zbigniew Rybczyński - 7'54")
Uma história sobre a alienação e solidão do ser humano. No mesmo espaço aparecem pessoas que vivem as suas vidas (dançam os seus tangos) sem nenhum vinculo umas com as outras. O filme ganhou o Oscar pelo Melhor Curta em 1983.
A História da Polônia em desenho animado / Animowana Historia Polski (2010 - dir. Tomek Baginski - 8'00")
Mais de mil anos da história da Polônia apresentada em oito minutos de animação. Um projeto educativo apresentado durante a EXPO Shangai 2010.
Vermelho e Preto / Czerwone i czarne (1963 - dir. Witold Giersz - 6"24")
Uma humorística história da corrida de touros com técnica de pintura livre sobre celulóide.

Cinematógrafo / Kinematograf (2009 - dir. Tomasz Bagiński - 12'00")
Francis é um inventor e sua última invenção pode mudar o mundo. Contudo, ele esqueceu de um detalhe: os sonhos podem custar caro demais. Focado exclusivamente em seu trabalho reconhece a seriedade da situação tarde demais. Melhor Curta Animado Award & Conference, Potsdam, 2009.

A Varsóvia de Chopin (2010 - dir. Kordian Piwowarski - 30’00”)
Fryderyk Chopin morou em Varsóvia durante 20 anos. Estão aqui muitos lugares associados a ele. A residência onde vivei a família Chopin, a Universidade de Varsóvia onde se formou, igrejas e as salas dos palácios onde ser apresentou, os cafés onde frequentou e ainda, a igreja da Santa Cruz, onde de acordo com o último desejo de Chopin, repousa o seu coração.
Apesar do passar dos anos, a destruição de Varsóvia durante a II Guerra Mundial, muitos destes lugares se salvaram e estão localizados da Av. Krakowska Predmieści.
O filme apresenta estes lugares como são hoje e leva o espectador para uma viagem ao século XIX, ou seja, lugares que o jovem compositor conheceu.

Hanói - Varsóvia / Hanoi - Warszawa (2009 - drama - dir. Kataryna Klimkiewicz - 27'00'')
Uma jovem vietnamita, Mai Anh, entra na Polônia atravessando a fronteira verde (fronteira cladestina, pelo meio do mato). Agora precisa somente chegar até Varsóvia, onde seu namorado está aguardando. Lá ela terá uma vida melhor, lá seus sonhos vão se realizar...
A viagem de Mai Anh pela Polônia é uma passagem pelo inferno da humilhação e da violência. A jovem escapa dos brutais "coiotes" e por conta própria, sem nenhum centavo no bolso e sem o conhecimento do idioma, tenta chegar na capital.

IRATI ROCK N`ROLL

NESTE SÁBADO 21/05 NO DON QUIXOTE
A banda VOXROCK esta de volta com o melhor do pop rock nacional e internacional no projeto ELETROACÚSTICO.
Espaço aquecido com lareira, a apresentação da banda será a partir das 23:30h em palco no ambiente frontal, próximo as mesas.
VOXROCK toca:
MARISA MONTE – RITA LEE – BARÃO VERMELHO – U2 – BEATLES – MUTANTES – CRANBERIES – MADONA – CINDY LAUPER – E OUTRAS BANDAS DE SUCESSO

Mulheres free até 23:59h
Homens R$ 10,00

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Justiça proíbe “Marcha da Maconha”

Do Blog do Fábio Campana
Depois de muita discussão e manifestações de protestos contra e a favor, o juiz da Vara da Central de Inquéritos de Curitiba, Pedro Luis Sanson Corat, expediu uma liminar proibindo a “Marcha da Maconha”, que estava programada para o próximo domingo (22).
O pedido para proibição foi feito pelo deputado estadual Leonaldo Paranhos, através de medida cautelar protocolada nessa hoje. Paranhos já havia se manifestado contra a marcha em pronunciamento realizado ontem, na tribuna da Assembleia.

PROCURO O MUTUKA

O texto abaixo publiquei em setembro de 2010. Somente agora recebi uma pista no site da Revista Ideias. Continuo o procurando e reafirmo que pago o feijão a quem me der uma informação concreta.
Por favor quem souber de alguma coisa mande e-mail para clauwas@gmail.com


MUTUKA ONDE ANDA VOCÊ?MUTUKA POR ONDE ANDA VOCÊ?M ANDA VOCÊ?MUTUKA ONDE ANDA VOCÊ?
Em outubro do ano passado, travei um debate no blog do Fábio Campana com o MUTUKA. Coisa de gente grande. Daqueles que não se vê mais e vivo reclamando. Pois é, depois daquilo ficamos amiguinhos virtuais, e não tenho a menor ideia de quem ele é. Já tentei métodos diferentes para ver se o Fábio conta. Já fui chata, coitadinha, vítima e nada. O que me causa estranheza, é que meu blog irá completar dois meses domingo e não tive a honra de publicar nenhum comentário do meu antigo desafeto. Nem no site da Revista Ideias. Estou sendo ignorada.
Então vamos lá. O MUTUKA confessou que é um pouco mais velho que eu. Imagino que é funcionário público, porque conhece como ninguém a hierarquia das secretarias. Quem é o Diretor Geral, Chefe de Gabinete, DAS-5, 1-C, etc... Ele diz que é de Irati, mas nisso eu não acredito. Estávamos por lá e eu escrevi: - Tomei café na padaria, fui na banquinha e você não apareceu. Ele de pronto perguntou: - Padaria do Alcides? Ora, quem é de lá, ligaria meu sobrenome a padaria, e a resposta seria óbvia. Padaria Irati, hoje do Alcides, onde dava expediente no colo da minha Tia Manucha. Então concluo que ele é casado com alguém de lá.
Chama o André Vargas de Bocão. Como o perfil dele é petista, tenho que dar um desconto. Deve estar envolvido até o último fio de cabelo na campanha da Dilma. Por favor, me ajudem. Divulguem este link para ver se ele aparece. Caso alguém me der uma informação real, leva de recompensa um quilo de feijão.

AS MULHERES ORIXÁS NA LENTE DE JULIANA STAUT

Este é um trabalho autoral, de Juliana que fez em homenagem as Orixás femininas. Logo entrará no ar seu site, para nosso deleite. Terei o maior prazer em divulgar.

As fotos vieram em boa hora para dar uma proteção ao meu blog. Aproveitem a beleza e o bom gosto.





IANSÃ

"Eu tentei passar todo o poder e a força delas, mas de uma forma que enfatizasse feminilidade, sensualidade, delicadeza, beleza...diz Juliana.



IEMANJÁ

Juliana Staut faz books fotográficos (gestantes, famílias, feminino, publico em geral), eventos, fotografia de moda, gastronomia e trabalhos autorais.



OXUM
Juliana Staut – Fotografias

41 9644-7414

juliana.staut@gmail.com

O Jegue da festa do Bonfim. Por Paloma Jorge Amado.

Desenho de Paloma Jorge Amado
O Jegue da festa do Bonfim

Há duas semanas contei um episódio triste que vivi há muitos anos com um político brasileiro. Graças a Claudia Wasilewski, que o publicou em seu blog, o texto correu o Brasil, foi republicado por outros blogs, por jornais e revistas. Recebi um numero imenso de mensagens de solidariedade, amizade e afeto. Pude ver o quanto os brasileiros estão cansados das humilhações que sofremos, os maltratos daqueles que elegemos e pagamos com nosso dinheiro suado, entregue ao país em impostos, muitas vezes incompreensíveis.
Vários comentários falavam do Jegue da festa do Bonfim. Comparei a ele a senhora do senador e muita gente não entendeu. Quero explicar, pois muitos sentiram pena do bichinho e um senhor, na contramão, me chamou de mal educada por comparar senhora tão fina com animal tão vulgar.
A festa do Senhor do Bonfim, realizada em janeiro, quando as baianas lavam as escadarias da igreja, é das mais tradicionais que temos. A festa é sincrética por excelência, onde catolicismo e candomblé estão juntos na homenagem ao Senhor, que é também Oxalá, o pai de todos.
Faz-se uma procissão da Rampa do Mercado até a Colina Sagrada, onde está o santuário. É tradicional a participação dos jegues, animais de primeira categoria, formidáveis, fortes e trabalhadores, puxando as carroças, pois muitos devotos não podem andar, outros não têm idade para fazer tantos quilômetros a pé, e muitos têm preguiça mesmo. Para a festa, o animal é enfeitado com flores, ganha chapéu, fitas, guirlandas. As carroças são cobertas com arcos de bambu, folhas de pitanga, uma lindeza. Com o grande afluxo dos turistas, a festa se desvirtuou muito, já é quase impossível fazer a caminhada, é gente demais em mês de tanto calor. Soube que este ano, por petição de umas ONGs de proteção aos animais, foi proibida a participação do jegue. Fiquei com pena, apesar de saber que a superpopulação machucava o animal. Eu, que sou politicamente incorreta, imaginava que se podia evitar que os turistas acompanhassem a procissão, salvaríamos assim não somente o jegue, as também os devotos que vão por fé e não por curiosidade. Me entristece ver como desfiguram a tradição. Preciso dizer que tenho pelo Jegue da festa do Bonfim o maior apreço, que se for melhor para ele, então que não saia mais.
Um dia presenciei o artista plástico baiano Calasans Neto sendo apresentado a uma dama da sociedade carioca. Ela estava ricamente vestida, cheia de jóias caras, colares pendurados, brincos, berliques e berloques, saltos altissimos, maquiagem carregada, ao contrário das bermudas e camisetas de todos os outros convidados da domingueira matinal, que meus pais faziam na Rua Alagoinhas. Calá olhou a senhora e ficou encantado: Que mulher mais linda, parece o Jegue da festa do Bonfim. A senhora riu muito, não se aborreceu, e nós ganhamos uma nova expressão.
Assim sendo, caros amigos, ao fazer a comparação, não quis dizer que a senhora era burra. Quis dizer que ela estava toda enfeitada, como se fosse para a mais bela das festas, num momento em que deveria estar confortável para passar muitas horas num avião. Não creio que o Jegue tenha se sentido ofendido com a comparação, creio que pior foi não poder festejar o nosso santo orixá.
Rio de Janeiro, 17 de maio de 2011

Paloma Jorge Amado

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ética e trapaça

Do blog do Osni Gomes - http://osnigomes.blogspot.com/
O sociólogo Peter Berger escreveu o livro: "Introdução à Sociologia".
Um dos seus capítulos tem um titulo estranho: "Como trapacear e se manter Ético ao mesmo tempo". Estranho à primeira vista, mas logo se percebe que, na política, é suma importância juntar ética e trapaça. Para explicar, segue uma historieta:
Havia em uma cidade dos Estados Unidos uma igreja batista. Os batistas, como se sabe, são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos seus princípios éticos. Na mesma cidade, havia também uma fabrica de cerveja que, para a igreja batista, era a vanguarda de Satanás.O pastor não poupava a fábrica de cerveja nas suas pregações.
Aconteceu, entretanto, que, por razões pouco esclarecidas, a fábrica de cerveja fez uma doação de 150 mil dólares para a igreja. Foi um tumulto na cidade...Os membros mais ortodoxos da igreja foram unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro do Diabo e que não poderia ser aceito. Mas, passada a exaltação dos primeiros dias, acalmados os ânimos, os mais ponderados começaram a analisar os benefícios que aquele dinheiro poderia trazer: uma pintura nova para a igreja, um órgão de tubos, jardins mais bonitos, um salão social para festas.
Reuniu-se então a igreja em assembléia para a decisão democrática.
Depois de muita discussão registrou-se o seguinte no livro de atas:
"A Igreja Batista Bethel resolve aceitar a oferta de 150 mil dólares feita pela cervejaria na firme convicção de que o Diabo ficará furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado para a glória de Deus."
PS.: Os membros desta igreja seriam ótimos homens públicos no Brasil bem como correligionários e incentivadores.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O DIREITO AO SILÊNCIO

Sábado a noite fui ao shopping, o que já é motivo para temporal em Curitiba. Poucas quadras dali funcionava o Beto Batata, bar cultural e com público de "tios e tias" da minha idade. Faz parte da programação da Virada Cultural Curitibana, portanto não é barzinho de galera. Até agora não entendi como tudo aconteceu. Afinal quais são as queixas tão graves. Depois de presenciar o efetivo usado para o fechamento do Beto Batata no sábado a noite, fico pensando cadê o meu direito ao silêncio.
Moro há 7 quadras do Palácio Iguaçu e os feriados por aqui são um tormento. O som é tão alto, que escuto de dentro de casa. Missas, shows, cultos evangélicos, etc... Durmo muito pouco, em torno de 4 horas por dia para mim são suficientes. Mas não é por isso que tenho que tolerar foguetório 6 horas da manhã. Quando acordo penso em primeiro lugar nos outros que dormem e se pudesse flutuaria para não atrapalhar ninguém. Mas em nome de Jesus, dos trabalhadores pode ser detonado o sono de quem mora no Centro Cívico, Ahú e Juvevê. Se moro há 7 quadras LONGAS  de distância e se escuto o Padre, o Pastor e o Roberto Carlos de dentro de casa, é porque o nível dos decibéis são absurdos. E reclamação após reclamação nada é feito. Por que a Prefeitura após anos de insatisfação dos moradores não toma atitude? O Vereador Jair César tem um projeto que infelizmente está parado na Câmara Municipal de Curitiba, para a criação de um espaço público para eventos. Curitiba precisa de um lugar com infraestrutura, de preferência coberto, com banheiros, e segurança. Minha amiga e jornalista Valéria Prochmann está encabeçando um movimento de respeito aos moradores dos bairros que citei. Dia 20 ela já tem agendada uma audiência na Prefeitura e eu já aderi totalmente a este movimento. Veja abaixo as comemorações no Centro Cívico, conforme levantamento de Valéria.
FERIADOS E FINAIS DE SEMANA:
Carnaval (uma noite por ano cerca de 5h)
Primeiro de Maio - centrais sindicais e governo do estado (1 dia por ano – 12 h seguidas de música e discursos)
Corpus Christi – procissão com interrupção da Avenida por um “tapete” (uma vez por ano dia inteiro)
Semana da Pátria – abertura e desfile militar 7 de setembro (uma vez por ano cerca de 3 horas)
Missa Dia dos Pais - Pe. Reginaldo (uma vez por ano cerca de 6h)
Ascensão da Virgem Maria (procissão católica uma vez por ano cerca de 6h)
Missa Nossa Sra. Aparecida – Pe. Reginaldo (uma vez por ano cerca de 6h)
Marchas evangélicas (uma por mês cerca de 6h)
Parada da Diversidade (uma vez por ano, domingo, cerca de 8h)
Eventos esportivos: corridas, caminhadas e passeios ciclísticos (cerca de dez por ano com locutores)
Bailões do Clube dos Sargentos e Subtententes do Exército Rua Com. Fontana (cerca de um a dois por mês volume alto e vias de fato)
Jogos de futebol no Estádio Couto Pereira / Alto da Glória e comemorações de torcedores (semanalmente, com fogos de artifício, vias de fato, etc) e algumas vezes simultâneos aos da Praça N. Sra. Salete (caso do dia da Parada da Diversidade em 2009 em que houve confronto entre participantes de ambos os eventos)
DURANTE A SEMANA:
Passeatas diversas:
sem-terra, sem-teto, estudantes, motoboys, grevistas funcionários públicos, bancários, professores, etc.
Carreatas e comícios eleitorais
Tráfego intenso causando poluição sonora e ambiental com motores automotivos (carros, caminhões, ônibus)
Buzinas (inclusive na madrugada – muito comum na Av Cândido de Abreu e Rua Com. Fontana)
Acidentes e atropelamentos
 Sirenes de veículos policiais (perseguições e “desfiles” de carros adquiridos pelo governo, Corpo de Bombeiros atendendo ocorrências)
Ultimamente: crimes (como um assassinato recente na vizinhança)
No contexto descrito, somem-se ainda os testes de som que se iniciam nos dias anteriores aos eventos, os barulhos provocados por obras de construção e reformas nas imediações e cachorros de todos os tipos ladrando, sobretudo quando se sentem acossados pelo grande afluxo de pessoas “estranhas” bradando em grupos (como torcedores, grevistas, fanáticos religiosos), fogos de artifício, música e pronunciamentos em altos decibéis.
Acho que pelo tamanho da lista fica claro que não se trata de intolerância ou radicalismo.
Na praia passo pelo mesmo dissabor. O volume do Viva o Verão é tão alto que chega a tremer os vidros do apartamento no andar 16. Então só posso concluir que lá também os decibéis são anormais. Não tenho mais vontade de ir para praia deste jeito.
Mas daí eventos autorizados e promovidos pelo poder público podem tudo. Tenho direito ao silêncio também, não só a vizinhança do Beto Batata. Quem quiser pode vir aqui em casa, passar o dia comigo no sábado, enquanto estiver acontecendo a Marcha para Jesus. Só assim irá entender.
A liberdade do outro estende a minha ao infinito. Bakunin

P.S - E há quem acorde com salvas de canhões nas proximidades do Colégio Militar no Tarumã.

A AGITAÇÃO CULTURAL DO CONSULADO DA POLÔNIA

PALESTRA NA UFPR


Palestra Dr. Krzysztof Smolana intitulada:
"ESCRITORES E ARTISTAS POLONESES NO BRASIL DURANTE A II GUERRA MUNDIAL"
dia: 16 de maio às 17h30
local: UFPR - Edifício Dom Pedro I, 10º andar, sala 1009 na Rua Genaral Carneiro 460, Curitiba.
Entrada franca.
http://www.kurytybakg.polemb.net/

SEMANA DA EUROPA
II MOSTRA DE CINEMA EUROPEU DE CURITIBA
Dentro do programa da II Mostra de Cinema Europeu teremos a exibição de dois filmes poloneses (legendados em português) que tratam do problema da migração na Polônia:
Hanoi-Varsóvia no dia 16/05 às 21h00
Recuperação no dia 21/05 às 16h00
Os filmes alemães, espanhóis, franceses, italianos e poloneses serão exibidos no Auditorio do Goethe Institut Curitiba na Rua Reinaldo S. de Quadros, 33, Alto da XV, Curitiba entre os dias 16 e 21 de maio