Tem coisas que não entendo. Chego na praia e me dedico a limpar o apartamento, guardar roupas, verificar como está a dispensa com materiais de limpeza, higiene. Tomo um banho e corro fazer as compras. Finalmente chega a noite e é hora de dar uma caminhada. E lá vou eu a beira mar. Poético? Nem tanto.
A primeira pessoa que encontro me pergunta: - Chegou quando? Vai embora quando? Respiro fundo e respondo. Mas a minha vontade é retrucar: - Você está fazendo relatório para a concessionária de pedágio? Que coisa! O que pode interessar a meu tempo de permanência na praia. Perdeu a grande oportunidade de saber novidades, uma boa fofoca ou que ganhei sozinha na mega sena e estava com uma vontade irresistível de doar R$10.000,00 para a primeira pessoa que encontrasse.
Quem não conhece alguém que vem falando perto e cuspindo em você? Este é um tipo bem comum. Quanto mais você se afasta mais para cima ele vem. Dá dor nas costas falar com este tipo. Ah, e ainda tem mau hálito. Se contorcer, segurar a respiração e ainda ouvir besteira é demais. Vai uma lista enorme para o site.
E o que se acha engraçado? Típico mala. Com ele por perto tem que se ter muito cuidado com o que se fala. Tudo tem duplo sentido e já perdeu a graça. O clássico de servir a sobremesa e o bobo perguntar: - É pá vê ou pra comer? Pobre do pavê, tão gostoso. E por aí vai, e eu já estou ficando irritada só de lembrar.
Homem que mexe com mulher, o faz porque é tão idiota que não tem competência de seduzir, envolver. Então ficam parados proferindo baixarias. Chatos e sozinhos. Me lembro ainda menina, estava assistindo um jogo de vôlei. Passou uma mocinha tomando sorvete. O cara perguntou: - Posso dar um a chupadinha? Ela respondeu: -Claro! E enfiou o sorvete na cara dele. Foi aplaudida na praia mansa.
Tem o que “se acha”. O mais detestável desta categoria foi casado com uma amiga minha e já foi embora daqui. Ele não tinha problemas em se auto elogiar. O quanto era lindo e rico. Quando se tentava mudar de assunto, ele dava um jeito e voltava a contar sobre a champagne, o carro conversível, etc... Na verdade era gordo, suarento e assalariado como qualquer outro mortal.Que vontade de falar dos políticos! Mas não vou fazer. Nem preciso.
Mulher chata chama o marido de paizinho, e diz: - Não sou feminista e sim feminina. Chatérrimas. Os assuntos giram, giram e não chegam a lugar algum.
Então, vou parar por aqui porque não me importo de fazer parte do site, mas inaugurá-lo seria demais para mim.
Dou toda razão para o Dalton Trevisan “Livra-me dos chatos e Te agradecerei, ó Senhor”.

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