segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PM gaúcha baleou policiais civis confundidos com traficantes

Do Blog do Fábio Campana

A Polícia Militar do Rio Grande do Sul cometeu trapalhadas anteriores a essa que resultou na morte de um PM que em trajes civis, em cima de uma moto, abordou policiais paranaenses armado de fuzil. Há pouco tempo, a mesma PM absolveu agentes que atiraram contra policiais civis do Rio grande do Sul “confundidos com traficantes” e considerou tudo obra do destino. Mas quando policiais paranaenses atiram em legítima defesa a PM gaúcha e seu governador Tarso Genro, do PT, faz um enorme carnaval.
Veja a matéria sobre a trapalhada dos PMs do Rio Grande do Sul. É de Lucas Azevedo Do UOL Notícas, em Porto Alegre:
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu nesta quinta-feira (15) o inquérito que investigava um tiroteio ocorrido entre agentes do Departamento de Investigação do Narcotráfico (Denarc) e policiais militares. A investigação, que foi encaminhada à Justiça hoje, aponta a responsabilidade dos quatro policiais militares e os indicia por tentativa de homicídio.
Entretanto, também nesta quinta, a Brigada Militar –Polícia Militar do Rio Grande do Sul– concluiu sua investigação, absolvendo os PMs. Segundo o inquérito, não houve transgressão disciplinar nem indício de crime por parte dos militares.
No dia 3 de outubro, as duas equipes entraram em confronto entre os bairros Estância Velha e Olaria, em Canoas (região metropolitana de Porto Alegre). Os servidores das duas corporações investigavam a distribuição de drogas no local, quando se confundiram uns com os outros.
A Brigada Militar foi acionada por um telefonema anônimo que informou que um carro suspeito rondava a região. O veículo era uma viatura discreta da Polícia Civil. Os PMs foram ao local em um carro sem distintivo, e passaram a ser perseguidos pelos civis. Os agentes do Denarc tentaram interceptar o outro carro, que fugiu.
“Segundo testemunhas ouvidas durante as investigações, ao entrar em uma rua, os civis foram recebidos a tiro que partiram da direção da viatura militar”, afirmou a delegada Anita Klein, da 3ª Delegacia de Canoas, que conduziu o inquérito.
Houve troca de tiros e um policial civil foi ferido de raspão na cabeça, mas foi medicado e liberado. No inquérito, testemunhas afirmam que os policiais civis acionaram o giroflex da viatura durante a troca de tiros, o que poderia ter os identificado. “Agora a investigação está com a Justiça, que vai decidir os rumos do processo”, comentou a delegada.
Do lado da BM, a investigação foi repassada à Justiça Militar, onde pode ser arquivada ou encaminhada à promotoria, que decidirá o que fazer. Caso seja entendido que houve crime doloso contra a vida, o caso também pode ser encaminhado à Justiça comum.
O comandante do 15º BPM em Canoas, tenente-coronel Mário Ikeda, que presidiu a investigação militar que absolveu os militares, não foi encontrado pela reportagem do UOL Notícias para comentar o caso. Foram deixados recados, mas até a publicação desta reportagem ele não havia retornado.

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