Era uma menina ainda e estava na costureira provando uma fantasia de carnaval. Ela começa a rasgar elogios para a minha mãe. Dizia que a minha mãe foi uma moça linda, com corpo escultural. Eu fiquei encantada de ouvir aquele causo. Do nada ela diz assim: - Que pena que você se parece com o teu pai que era tão feio. Levei um susto e não soube o que responder. Hoje tenho raiva por ter ficado com cara de boba. Poderia ter dito que meu pai não era feio, ou que era inteligente o suficiente para conquistar uma mulher bonita. Ou simplesmente ter dito que ela tinha cara de bruxa, o que era verdade.
Cada vez que vou fazer a unha no salão, as manicures, todas, se queixam que a minha cutícula é fininha e grudada. Elas não tem um pingo de cerimônia para criticar uma pessoa que jamais viram na vida. E eu pagando. Comecei uma brincadeira com as minhas amigas, que caso encontrasse uma manicure que não reclamasse pagaria R$ 1.000,00. Para vocês verem a minha segurança. Cheguei ao salão, a manicure sentou e disse com muita dificuldade que era D. A. (deficiente auditiva) e que se eu quisesse falar com ela era só apertar a sua mão. Na hora lembrei da brincadeira que pagaria mil reais. No segundo dedo ela para e diz pausadamente: - Que cutícula “fiinha”. Meu mundo caiu. Juro que eu não merecia aquilo. Já estou procurando um médico para ver se ainda tenho cura.
Por ser fumante sou massacrada. Até por gente que me conheceu há cinco segundos. Todos se sentem no direito de levantar as suas pedras, como se algum fumante neste mundo não soubesse os riscos que corre. Eu conheço todos. Sou educada e jamais impus meu cigarro. Mas não é porque estou à margem da sociedade, que sou obrigada a ouvir estes discursos inflamados. Agora respondo. Você é tarja preta, toma remédio para emagrecer ou pare de beber que eu paro de fumar. Além do mais, fumar agora é um ato isolado e solitário, então não vão atrás de mim, me errem.
Que saudade das tias velhinhas, que diziam que estava bonita gordinha. Era o padrão de beleza delas, não era por mal. Agora devemos satisfações sobre o comprimento do cabelo, a cor, o designer da sobrancelha. Os homens também são cobrados sobre frequência de academias, pintar os cabelos, ter ou tirar a barba. Futilidade a toda prova.
Vamos ser sinceros para ajudar, construir algo de bom. Se meter na vida de alguém requer muita intimidade e nas relações superficiais que vivemos, é bem mais inteligente opinar apenas quando se é solicitado. Continuo acreditando que o importante é o ser e não o ter. Quero que as pessoas que me cercam sejam honestas, bom caráter, éticas. Não me faz diferença qual a cor da pele, se gays ou héteros, religiosos ou ateus. Independente do que diz a balança, a moda, o que gosto mesmo, é de pessoas e claro que bem educadas.

Você é uma pessoa íntegra.Gosto disso. Não é possível passar por esta vida dizendo amém ou saravá pra um bando de fdp. Levo uma vantagem , pois minha mãe descendente de alemão que era, dizia que o sapo que vc engole hoje , te envenena amanhã. Bóra colocar este pessoal na casinha...
ResponderExcluirÉ isso aí cláudia: Continue com seu cigaro e eu com meus cabelos brancos. Afinal, a inteligência (e modéstia, hehe) que nos sobram podem ser o que fala para os vaidosos e arrogantes que nos cercam.
ResponderExcluirUm beijo.
Boa tarde,
ResponderExcluirEu também sou fumante, e depois desta lei antitabagismo estamos cometendo um crime!
Onde trabalho tem uma área para fumantes, mas os não fumantes insistem em estar lá, não é o único banco da empresa e tem vários bem longe dalí, mas eles insistem em ficar lá e ainda reclamam: - Aí, que fedô!!! COF, COF!!
Eu não me agüento e logo digo: -AREA DE FUMANTES!!
Lógico num tom bem agradável e sarcástico também.
Mas o que incomoda mesmo, é as pessoas se incomodarem tanto com a vida dos outros, como você citou acima eu sei do mal que faz a minha saúde, um dia eu paro se assim quizer, mas não vou parar só porque dizem.
Resumindo: Da minha vida cuido eu.