segunda-feira, 23 de maio de 2011

A velha Curitiba integralista

Do Blog Lado B - http://blogladob.com.br/
É um sinal dos tempos ou no mínimo de que a história é cíclica. Volta e meia o DNA da identidade conservadora de Curitiba fala mais alto e exibe seu traço cultural reacionário. É quando os “integralistas” se sentem confortáveis para manifestar os ultrapassados dogmas carregados de preconceitos, sectarismos e intolerâncias. Ficam ali à espreita e à espera de um fato que os conduza aos holofotes da imprensa. Ultimamente, ganharam um apoio incondicional das manifestações da bancada evangélica na Assembleia Legislativa do Paraná, com os debates em verdadeiras “sessões de descarrego” contra o kit anti-homofobia e a marcha pela legalização da maconha.
Integralistas no Rio de Janeiro e manifestação também em Curitiba. Vade retrum!
Aproveitando-se de tabus sociais, os integralistas sempre acham uma brecha para destilar seus ideais de discriminação e de desigualdades. Seja por meio dos “jesuítas” da atualidade, os religiosos evangélicos, seja pelas mãos da TFP – Tradição, Família e Propriedade – da igreja católica, braço político da Opus Dei.
A consciência social, a música, os artistas,
a subversão crítica e a vida brotam das rachaduras
 no cimento da intolerância e da opressão.



Fiquemos atentos! Quando a repressão moralista se impõe e os valores do cerceamento das liberdades ressurgem, concede-se um aval aos integralistas para se manifestarem. É como se a sociedade deixasse os “vampiros” entrarem em casa. Quando a intolerância e o individualismo se municiam de garantias e convencem os menos informados; Quando a música é encarada como perturbação ou barulho – dentro das devidas condições do bom senso e do bem-estar coletivo – e quando a alegria do outro soa ofensiva, os ditadores se manifestam.
A consciência social, a música, os artistas, a subversão crítica e a vida brotam das rachaduras no cimento da intolerância e da opressão.
A opressão ganha apoio popular e o medo justifica tudo quanto é tipo de repressão e tolhimento de direitos. Mas a cultura popular, a participação crítica e a subversão de quem possui consciência social para enxergar esses traços de atentados antidemocráticos também são como “ervas daninhas”. Escapam e brotam pelas rachaduras no cimento.
 

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