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| Provavelmente com a idade que tenho hoje |
Morro de orgulho da minha avó Anastázia Bzüwka Wasilewska. Escrito assim mesmo de forma culta.
Desta vez quero fazer um longo passeio no passado.
Meus avós paternos vieram da Polônia em 1912, cansados do domínio e dos desmandos do Czar. A idéia era se estabelecerem na Lapa. Porém na época havia uma "peste". Assim sendo rumaram à Irati.
Lá se estabeleceram com um comércio, o famoso negócio. Alguns do meus tios já eram adultos e outros nasceram em Irati. Em 1920 meu avô Nicolau, vendo que a Revolução Russa já estava estável, penhorou o negócio e voltou para a Polônia vender suas propriedades e suas terras.Obviamente com o regime comunista implantado nada mais tinha valor e demorou 5 anos trabalhando pela Europa até chegar nos EUA.
Pois bem, minha avó sozinha não conseguiu saldar a dívida da penhora e perdeu o negócio. Não tendo para onde ir, foi trabalhar em uma chácara como trabalhadora rural e onde encontrou uma casa para morar com os filhos. Meu pai era um nenê.
Analfabeta em português, se dedicou a terra e conseguiu plantar "AS MEIA". Meio socialista de cultivo, onde o dono da terra e o trabalhador dividem os lucros. E assim conseguiu comprar uma chácara. Assim se tornou uma produtora rural.
Um novo problema apareceu. Como plantar e colher? Como era parteira, em troca dos partos, as pessoas vinham lhe ajudar com a plantação e a colheita. Criava abelhas e vendia, hortaliças, frutas, mel e broas.
Quando meu avô voltou lá estava ela com sua vida feita e meu pai com cinco anos.
Só posso morrer de orgulho, concordam comigo? É uma pena não ter a conhecido.
Por isso não admito a satanização dos produtores rurais. Principalmente de quem nunca saiu de trás de uma mesa. De quem não tem ideia do que é trabalhar de sol a sol. De segunda a segunda. Tem que existir respeito com quem coloca a comida na mesa. Chega de histeria e pré-conceitos.
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| Meus avós na plantação de cebola |
Alguns "ecologistas" que conheço jamais leram uma linha que seja sobre os assuntos ligados a terra. No máximo cataram umas latinhas na praia. Menos gente, bem menos.
Portanto o amor e o respeito pela terra meu pai apredeu com esta MULHER maravilhosa, e ensinou a nós. E com muita RESPONSABILIDADE vamos passando de geração à geração.
Pergunta básica. E os banqueiros, vão despertar este ódio quando? O que eles produzem em relação aos seu lucros? Pensem nisto.
P.S. - Se fala assim mesmo "AS MEIA". Antes que a intelectualidade me dê um pau.


Que amor... o Pedro queria chamar de Anastásia a Maria Christina, ele adora o nome e a história dela lógico,né? E as fotos dela,viu as que eu tenho?
ResponderExcluirParabéns pela homenagem!Bjs Vânia
Não conhecia a história de sua família, muito semelhante a da minha. Apenas meu bisavô não voltou para a Alemanha, mas plantaram muito também...da terra fizeram ''a vida''. E nós, só temos que ter um orgulho enorme dessa gente maravilhosa e suas histórias encantadoras.
ResponderExcluirCara Claudia!
ResponderExcluirVejo que sua deseinformçao e conhecimento sobre causas do meio é um tanto desastrosa!
Mas para contextualizá-la e que voce possa realmente homenagear sua vó!
sim ela era um empreendedora ambiental uma ecologista, pois se nao fosse na teria dado valor a terra e não teria ajudado a trazer novas almas a este mundo!Pessoas como ela e voce que sao usadas pelos abastados e latifundiários que enricaram através da decepaçao de florestas e extrativismo criminoso utilizando de mão de obra escrava,e utilizando da violencia para adquirirem seu lucro! E como diz voce na sua historia sua familia, sua vó foi uma delas! Então faça uma homenagem verdadeira a sua vó e a sua familia! Ajude a construir um ambiente inteiro, ja pelo que li voce como a maioria nao entenderam que nossos rio são as veias que levam o sangue da vida ao nosso planeta, e com a mudança acabarão com o resto que á ha de florestas, haveram mais inundações. E estes latifundários e hipócritas, sócios de multinacionais como monsanto , basf, syngenta, entre outras que envenenam o nosso campo escravizam os pequenos agricultores com visão tecnicista e deturpada do lucro facil que só querem e pensam em agronegocio! Algo que sua vó nao passou nem perto!Então nao ofenda sua vó dizendo que ela é produtora rural! Sua vó foi uma ecologista que produzia alimentos para ajudar o seu meio a ter sutentabilidade! Nao uma ruralista que produz a monocultura da destruiçao de nosso ambiente inteiro!
Voce esta e é usada como estas pessoas do link abixo leia e reflita antes de emitir seus conceitos e preconceitos! Passe bem http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2011/05/25/a-balada-de-jose-e-maria/
Vizinha:
ResponderExcluirEssa história com diferenças de origem,que no meu caso é da Itália, também é um resumo da vida de meus bisavós, avós e pais (estes por um período menor), que tive o prazer de conhecer e compartilhar.
É mesmo mto emocionante se em alguns casos não tenha sido até trágico, por questões latifundiárias e de domínio do capital. Um forte abraço.Ana
Claudinha, linda sua avô, mulher guerreira. Hoje queremos ter elas como refêrencia, sentindo muito orgulho de suas vidas.Uma homenagem muito justa.
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