Sábado estive no Petit Fubá. Bar e restaurante tradicional no segmento do samba há 13 anos. Vamos combinar que isto já é heroismo por aqui. A casa há 8 anos faz ações conjuntas com as escolas de samba Realeza e Mocidade Azul. No mesmo dia que o Beto Batata recebeu a Ação Integrada de Fiscalização Urbana , o Petit Fubá foi vistoriado também.
A Proprietária Iverly do Rocio Leonardo, conhecida como Dona Jura, contou que a polícia se comportou muito bem. Para alívio de todos. Diz que não poderia ser diferente uma vez que a casa já estava fechada, sem música e com apenas 20 clientes.
Observando a vizinhança fica claro que neste caso não foi reclamação. Em um lado funciona um escritório de advocacia e do outro uma clínica. Ambas não tem expediente noturno. Na frente um imenso terreno vazio que receberá uma agência da Caixa Econômica e uma loja de utensílios domésticos.
Quando perguntei sobre a atuação dos orgãos da Prefeitura Municipal de Curitiba a resposta foi a seguinte: "Aí eu tenho que acrescentar algumas críticas. Pelo meio ambiente fui atendida muito bem. Na verdade quando eles entraram na casa não tinha música. O que aconteceu é que eles passaram as 23:20, foi aferido o som e ultrapassou o limite permitido. Então assinei a multa. O que eu tenho a reclamar é sobre a fiscal do urbanismo. Ela foi franca e branca na minha cara dizendo que ela ia autuar a casa pelo que ela conhecia. E não pelo que ela tinha visto. Ela me notificou como música ao vivo, música mecânica, discoteca e pista de dança. Aí questionei onde ela havia visto isto, se nem espaço existe para isto. Ela disse que não importava da onde e sim que conhecia a casa e que faria baseada nisto. Por isso vou recorrer, tenho testemunhas e ela foi muito grossa comigo. E nesse semtido eu vou em frente."
Estava presente também o Presidente da ABRABAR, Fábio Aguayo. A associação se manifesta favorável a fiscalização, porém sem abusos ou contrangimentos. É preciso separar o joio do trigo, diz Fábio Aguayo. Na periferia se faz necessária também a fiscalização, onde os índices de criminalidade são altos. Não apenas punir o empresário que gera empregos.
SOB O DOMINIO DA AIFU
ResponderExcluirO Estado do Paraná vem sofrendo a ditadura da AIFU – Ação Integrada de Fiscalização Urbana – cujo objetivo é arrecadatorio e manipulado por ONGs mantidas por grupos econômicos interessados em eliminar a concorrência.
Fazendo uso da força armada da policia militar, civil, do poder dos órgãos de fiscalização estaduais, municipais e até federais, fecham estabelecimentos comerciais, em sua maioria sediados há muitos anos no mesmo local, gerando renda, impostos e empregando dezenas de pessoas, com requintes de espetáculo.
Sob o manto da AIFU, chegam fortemente armados, sempre com exagero de viaturas, como se fossem prender bandidos de alta periculosidade que ofereceriam resistência. Quando na verdade são pais de família que trabalham exaustivamente para manter seus estabelecimentos comerciais, gerando empregos, mesmo diante na massacrante carga tributária imposta pelos governos, e diante das dificuldades atuais da economia. São comerciantes que por pequenos atrasos na renovação de seus alvarás, são expostos ao ridículo, expostos na mídia como perigosos a sociedade, como monstros sociais.
Quando a AIFU invade os estabelecimentos, não há como explicar nada, nem pedir prazo para regularizar, simplesmente arrastam todos para fora e fecham os estabelecimentos utilizando sempre de força e truculência.
É de conhecimento de todos a dificuldade e morosidade burocrática de se renovar qualquer alvará, sem falar nas taxas absurdamente caras.
As denuncias de abusos e manipulação da AIFU aumentam a cada dia. Há denuncias até de furto de objetos de valor durante as operações, por seus membros.
Ao mesmo tempo, determinados estabelecimentos, sabidamente irregulares, são protegidos da ação da AIFU, por terem policiais militares fazendo sua segurança.
A escolha de quais estabelecimentos serão fechados obedece misterioso critério de escolha, determinado pelos interesses econômicos que sustentam e manipulam a AIFU, utilizando do poder publico para estabelecer uma espécie de ditadura do medo.
O terror está estabelecido na cidade de Curitiba. Os comerciantes temem suas garras implacáveis a qualquer instante.
O objetivo de fiscalizar e orientar não chega nem perto dos atos praticados pela AIFU. Somente quem foi vítima Dela sabe o quanto isso é verdadeiro. Não há interesse em orientar nem em dar prazo para regularizar, mesmo que seja meramente burocrático. Aplicam multas impagáveis logo na primeira visita. Prendem pais de família desnecessariamente diante de filhos e esposas, prendem funcionários, obrigam a assinar documentos de fiscalização sem que tenham conhecimento para tanto, sob ameaça de prisão.
A quem interessa a AIFU?
Quem se beneficia com a AIFU?
Por quê os promotores de justiça não se manifestam em favor dos cidadãos?
Por quê estas ONGs que acompanham e mantém a AIFU não são fiscalizadas?
Teriam o governador e o prefeito poder para instituir a AIFU? Para instituir a lei do terror?
Estes inconseqüentes eleitos pelo voto popular estão fazendo Curitiba ser conhecida em nível nacional como a cidade onde se fecha empresas familiares, espaços culturais, locais de turismo e lazer, a força e no grito, constrangendo e humilhando cidadão dignos e trabalhadores.
Curitiba não é mais a cidade modelo. Transformaram-na em modelo de injustiça e ilegalidade.
É preciso que órgãos de fiscalização superiores atentem para a gravidade do que está ocorrendo e dêem um basta neste absurdo.
Conclamam-se os cidadãos de bem a manifestarem-se sobre suas experiências com a AIFU, a fim de transformar o terror e a humilhação em voz de ação e atitude. Só assim tornar-se-á publica a verdade sobre a AIFU, exigindo das autoridades competentes atitudes imediatas.