1- Por que quando você se formou em direito não foi trabalhar com o seu pai?
2- Por que há 19 anos trabalha na Prefeitura de Curitiba?
3- Por que adotou dois filhos e vive em função deles mesmo solteira?4- Por que seus filhos estudam em escola pública?
5- Por que você esteve presente nos piores momentos da minha vida?
6- Por que você votou, quando representava a Federação da Agricultura no Conselho, contra o Estado e a favor dos contribuintes? E pior quase na totalidade dos casos?
7- Por que você não favoreceu, nem por um só dia, o recebimento dos precatórios que minha mãe tinha direito? E foram anos de espera!Vamos lá Claudia, me responda. Há muitos anos espero todas estas respostas.
Sou advogada do Município de Curitiba, concursada, há 19 anos. Por ser especialista em direito tributário sempre atuei nesta área dentro da Prefeitura. Durante alguns anos fiz parte do Conselho de Contribuintes do Município de Curitiba e também do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda Nacional, o primeiro por ser advogada do Município e o segundo por indicação da Federação Nacional das Indústrias. Posteriormente é que vim a compor o Conselho de Contribuintes do Estado do Paraná. Neste fui indicada pela Federação da Agricultura.
O Conselho de Contribuintes do Estado do Paraná é composto por quatro Câmaras e uma Câmara Plenária. Cada uma das Câmaras é formada por seis vogais, 3 representantes da área privada e 3 auditores da Fazenda e um Presidente. Portanto, o voto apenas de um, não tem o condão de decidir absolutamente nada isoladamente. E quando há empate, o poder de decisão cabe ao Presidente da Câmara. E a parte que perde, tem um prazo para recorrer à Câmara Plenária, que é composta por doze vogais, 6 representantes da área privada e seis auditores da Fazenda, e o Presidente. Assim, não vislumbro como somente um vogal poderia ter tanto poder de influência, a ponto de realizar qualquer tipo de favorecimento.
Quanto ao volume de processos, existem relatórios mensais proferidos pela Secretaria do Conselho, onde sempre estive com os mesmos em dia, se existem pendências, em minhas mãos não estão. Podem tratar-se sim, de votos em separados, acórdãos que ficaram pendentes, processos que foram para desempate de Presidente, voto do revisor em retorno ou até mesmo em retorno de diligência, mas todos parte de uma rotina. É só entrar na Secretaria do Conselho e ver o volume de Processos que tem-se por lá para entender do que estou falando. Há muito trabalho.
Quanto ao meu pedido de demissão, o fiz, justamente para dar oportunidade para que o novo Governo admita profissionais de sua confiança para participar do Conselho. Já fiz minha parte. Estou em um setor da Prefeitura onde há muito trabalho também e pretendo me dedicar exclusivamente. Inclusive, estou iniciando novos cursos jurídicos e como meus filhos já estão crescidinhos, pretendo iniciar um mestrado e futuramente um doutorado, o que não conseguiria conciliar mais o Conselho, que exige muita dedicação.
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