Saindo agora pouco do Mecado Municipal, tinha acabado de acontecer o atropelamento de uma moça. O carro envolvido já estava parado e o motorista conversando com ela. Que estava sentada, não vi sangue.
De qualquer forma liguei para o 190. Fui tranferida em segundos para o serviço do S.I.A.T.E - Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências - que me colocou em contato com um médico.
Expliquei o ocorrido e ele me informou que localizaria a ambulância mais próxima.
Cinco minutos depois recebi uma ligação no celular me informando que viatura da polícia chegou antes e que a moça não estava mais lá. Caso típico de precipitação da minha parte. Mas fiquei surpresa com tanta agilidade. As coisas mudaram.
Me lembro do dia, anos atrás, que liguei desesperada para polícia porque um homem apontava uma arma para outro, no meio da canaleta do ônibus expresso. Até hoje não sei se foi uma crise de cinismo, incompetência do atendente. Eu dizia: - Na Rua Padre Anchieta, próximo a Praça da Ucrânia, em frente ao shopping. A voz do outro lado perguntava: - Entre quais ruas? Qual o número? Pois bem, ali existe uma feira noturna e acabara de ver uma viatura da PM. Eu berrava: - Chame a viatura da feira!!!
Pronto dois tiros e o homen morto bem na minha frente. Só perguntei se o atendente tinha ouvido os tiros, dispensei o serviço e desliguei frustrata.
Depois do atendimento de hoje ainda me resta esperança da segurança pública melhorar por aqui.
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