terça-feira, 31 de agosto de 2010

CENSURA DITATORIAL NA CULTURA DO PARANÁ

DO SITE BRASIL CULTURA. Visitem.
http://www.brasilcultura.com.br

Antes de passar aos fatos cabe uma pequena retrospectiva sobre o que foi a censura no regime militar. O período de censura na época do regime militar no Brasil atingiu seriamente os meios de comunicação e a produção cultural, sobretudo o conteúdo jornalístico dos periódicos da época. O fato de substituir notícias por receitas culinárias, bem como na produção literária buscar artifícios para burlar o corte da censura, entre outras informações inusitadas, virou ilustração recorrente como exemplificação do que ocorreu na época nos jornais impressos, na produção cultural como um todo – musica, teatro, etc...
A história da comunicação no Brasil teve como um dos períodos mais marcantes as décadas e 60 e 70, bem como até meados de 80, quando a ditadura militar teve seu auge de restrições à imprensa, acirrando a censura aos meios de comunicação e à produção cultural, privando a população da divulgação de noticias determinantes para promover nas massas uma análise crítica sobre a situação política e econômica do pais.
A liberdade de expressão é um direito humano inalienável e sua proteção um elemento essencial para as sociedades democráticas. A luta pela liberdade de expressão e de imprensa, por qualquer meio de comunicação, não é tarefa de um dia; é um esforço permanente e com isso todos nós nos comprometemos quando fomos às ruas, às praças enfrentar a ditadura.
Não é possível que em pleno século XXI, após tantos sacrifícios, estejamos passando por retrocessos como foi o caso da censura do Conselho de Editoração da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná à nossa produção “ Variedades do Cotidiano- Um enfoque dialético”.Sugerir “amenidades” à uma produção cultural, à uma obra jornalística é querer imparcialidade. Imparcialidade? Bem essa é difícil de atingir. Por trás de qualquer imagem está o olho do jornalista, do escritor, do crítico, do revisor, do editor. Estes fazem o recorte, fazem a escolha, decidem o que vão mostrar. Logo, essas posições, não são imparciais. Elas tem lado, escolhem uma posição para dali fazerem suas observações. O jornalista, o escritor não pode ser imparcial – por mais que pretenda ou se esforce -, mas deve ser honesto. Deve ter a determinação de mostrar o máximo possível do que apurou para que o público consumidor da noticia faça sua avaliação. Foi o que procurei fazer no meu livro “Variedades do Cotidiano – Um enfoque dialético” ao fazer críticas, afirmações contundentes, denuncias com franqueza e honestidade.
Em fevereiro deste ano encaminhei à Secretaria de Estado da Cultura arquivo contendo texto do meu livro “Variedades do Cotidiano – Um enfoque dialético” a ser editado. Passados 5 meses, procurei a Secretaria Vera Mussi para saber do andamento da minha solicitação; disse-me a Secretaria Vera Mussi que falasse com a Sra. Rosi Gloria Zandoná Lopes Salomão, Coordenadora de Editoração Literatura da SEEC. Fui procura-la e, pasmem, estava em poder dela um oficio a mim dirigido, datado de 14/06/10, o qual não foi encaminhado sob a alegação de que não tinham o meu endereço. Acontece que no “ parecer” elaborado pelo Conselho de Editoração, o qual está apenso ao Protocolo nº 10.180.708-8, consta dados pessoais que não deveriam fazer parte daquele parecer , citando que eu era “ ex-diretor da Claspar- Empresa Paranaense de Classificação, durante os últimos anos do governo Roberto Requião”. Então sabiam do meu endereço. Mas o que cabe aqui comentar é o “parecer”, eivado de ranços reacionários, de censura próprios do período ditatorial, período esse em que fui perseguido, preso e censurado pelo SNI/ABIN, durante 22 anos – de 1964-1986. Passo a transcrever ipsis litteris, parte do conteúdo do oficio que recebi das mãos da Coordenadora de Editoração Sra. Rosi, “(…) Segundo parecer emitido pelo Conselho “ a obra oferece opinião pessoal, comprometida com uma visão ideológica de caráter partidário,e por este motivo não deveria ser publicada às expensas do Estado”. A alegação de “ partidário” é uma deslavada mentira! É uma obra ideológica sim, de denuncia, de análise, de crítica, portanto, dialética sim. O “ parecer” que coloco na sua integra à disposição dos leitores, é um libelo de censura quando tenta desqualificar nosso trabalho e interfere na nossa livre criação quando diz que: “ ora, os trabalhos reunidos não têm as amenidades e a falta de sabor que em geral se atribui ao dia-a-dia”. Parece que os membros censores do Conselho de Editoração desconhecem a etimologia da palavra cotidiano, bem como não sabem o que significa dialética quando afirmam que “ tampouco os tema recebem tratamento dialético que se pretende (…) Os escritos versam sobre problemas de transgenia, emprego de agrotóxicos, cotas para negros, mercantilização do ensino privado, reforma agrária e meio ambiente, e tantas outras de igual teor, que o autor trata com argumentação veemente, para desembocar, frequentemente, na injuria e no jargão de hábito comunista”. (grifos meus)
Diz mais o “parecer” dos censores público “entendemos que a iniciativa editorial do Estado deve se ater à defesa dos valores consagrados da cultura, com vistas à orientação e promoção da educação pública”, como se os temas abordados no meu livro fossem alheios a essa tese. Finalizando o “parecer” os censores terminam dizendo que “por se tratar de obra que oferece opinião pessoal, comprometida com uma visão ideológica de caráter partidário, exclusiva e extremista (grifos meus), opinamos no sentido de que não seja acolhido o pedido de editoração”. É uma bela opinião que não deixa a desejar a quaisquer daquelas que fizeram os censores durante a ditadura militar que nos infernizou a vida! É triste para nós que lutamos contra a censura, contra a ditadura, termos que aturar esse achincalhe, esse menosprezo, esse desrespeito a livre criação, ao livre pensar.
Lamentável que ainda existam algumas pessoas num Conselho de Editoração persistindo e mantendo o ranço censor da ditadura!
Valdir Izidoro Silveira (*)
(*) Jornalista, Escritor e engenheiro agrônomo-Diretor Técnico da CLASPAR

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

AMIGOS 30 ANOS. O ENCONTRO!


Sábado antes de ir ao encontro coloquei no twitter, o seguinte. Vou fazer algumas coisas e sigo para a Casa Di Bel. Ver gente que gosto, que não gostava e passei a gostar e outros que detestava e continuo. E foi exatamente assim. Estava ótimo. É importante este contato. Saber o que está acontecendo na vida de pessoas que gosto e não vejo muito, me dá uma sensação de proximidade. O Movimento Estudantil, foi fundamental na minha vida. Uma escola. Nunca me submeti a influência partidaria e por isso não era levada a sério. Mas isto não impediu de fazer grandes amigos. O que na realidade queria era fazer confusão. E quando o bicho pegava corria para meus queridos anarquistas que me davam proteção e onde me sentia mais a vontade. Infelizmente não estavam lá. Que saudade.

Festa mesmo. Sem discursos, lembranças de torturas e prisões. Apenas a parte boa da luta. O cumprimento de transformar este país em uma democracia. Apesar da censura andar batendo na nossa porta. Mas em hipótese alguma deixaremos entrar. E nem que tudo tenha que ser feito novamente. Disposição, pelo que percebi temos de sobra.
Na foto o momento da merecida homenagem, aos que pagaram um preço caro por terem enfrentado a ditarura. Representando movimentos, partidos e tendências foram lembrados: Espedito Rocha, Cláudio Fajardo, Dr Zequinha ( José Ferreira Lopes ), Fábio Campana e Walmor Marcelino.
Dei um expediente na festa, fiquei das 12:00 as 18:00 hrs. E confesso que se pudesse ficaria mais. Dou parabéns ao organizadores, e imagino a trabalheira que dá reunir tantos DINOSSAUROS. Quase esqueci, não houve chuva de meteoros, o dia estava lindo.
Meu medo, é que na próxima, além de fotos antigas, apareçam exames, tomografias, receitas para reumatismo, etc...
Laurita Rosa, Sandra Mancino, Juve Rosa, eu, Tosca Zamboni e Sílvia Macedo.
TEMPOS DE PAZ. Depois de tanta confusão! Kico e Dodô.
Ou, Francisco França e Paulo Nitsche.

Os Stoklos

Larissa Jedyn, com fotos de Marcelo Elias - Gazeta do Povo
O menino tinha perdido o pai, André, que veio da Ucrânia para Prudentópolis, no Centro-Sul do Paraná. Com a morte dele, foi-se o sossego: os negócios deram para trás, a mãe se fechou numa melancolia de dar dó e João foi pingando de casa em casa.
Resolveu seguir para Irati, ao Sul. Só que no São Vicente não foi aceito, pela falta de um enxoval. Metros dali, João sentou, chorou e em meio às lágrimas lembrou dos biscoitos Matilde, que, segundo a embalagem, nasciam e moravam em Irati. Era madrugada quando chegou à porta da Panificadora Wasilewski, a fabricante das bolachas, e dona Madalena e seu João acolheram o menino.
“Dali em diante, ele passou a trabalhar na panificadora, a descarregar as mercadorias que vinham de trem, aprendeu a fazer pão e, mais tarde, passou a fazer entregas bem cedinho. Quando sabia que uma família tinha mais gente do que o previsto, deixava algumas unidades a mais e descontava do próprio salário”, conta Sérgio, 48 anos, filho caçula de João e atual prefeito de Irati.
Esse é só o começo da história de João Stoklos, que hoje é nome de rua na cidade paranaense, e teve com dona Jany, além do prefeito Sérgio, a psicanalista Dayse, 61, o comerciante João Luiz, 57, e a atriz Denise Stoklos, 60 – aquela das caras e bocas e cabelo descolorido, que figura entre os grandes nomes da mímica internacional.
“De padeiro virou projetor de filmes. Começou com os mudos, passou aos falados. Sem contar que também desenhava os cartazes de divulgação. Quando via o ex-presidente dos Estados Unidos na tevê, enchia o peito e dizia: ‘Eu projetei esse homem’”, diverte-se Dayse.
Pelas contas dela e de Sérgio, depois do cinema João resolveu montar rádios para vender. “Da primeira vez em que o rádio ‘falou’, o pai não conseguiu dormir”, recordam.
A estratégia para o negócio era a seguinte: ele colocava um rádio na carroceria do seu Ford e ia para as colônias mais distantes. Como sabia que não comprariam nada de cara, chegava às casas perguntando por um qualquer. Quando diziam que não havia ninguém com aquele nome, vinha o bote: “Contava que tinha trazido o rádio para a pessoa, mas que não podia levar o equipamento de volta. Pedia para que guardassem até que encontrasse o verdadeiro dono. O detalhe era que ele deixava o rádio com bateria suficiente para uns 15 dias e ensinava a usar. Quando voltava, ninguém mais queria se desfazer do rádio”, conta Sérgio.
Jany
Quando dona Jany entrou na vida do João, tudo passou a ter mais graça, dança e música. Basta dar uma olhada nos álbuns em que não demora a surgir uma foto da professorinha Jany fantasiada para o carnaval. A vitrola da casa ainda guarda o vinil “Recu­­­erdos del Tango”, na voz do incontestável Carlos Gardel. Ela se foi há cinco meses. Ele, há sete anos.
“Lembro de acordar com ela rindo logo cedo”, comenta João Luiz. “Minha mãe foi a primeira performer que conheci. Ela narrava o mesmo episódio de um jeito sempre novo, repleto de humor. Contava as cenas que presenciava compondo o quadro inteiro, com direito a imitações do jeito que as pessoas falavam. Acho que foi aí que tive a primeira noção de ‘repertório’”, comenta Denise.
Da mãe, todos juram ter um pouco: “Eu puxei o referencial feminino, o Sérgio tem esse respeito ao outro, a Denise tem o humor e o João esse jeito de se dar bem com todo mundo”, analisa Dayse.
O gosto do casal Stoklos pelas artes acabou fazendo com que na casa da Avenida Munhoz da Rocha houvesse sempre uma coleção de discos de música clássica, uma enciclopédia nova, um catálogo de peça de teatro, ingressos de sobra para o cinema e o circo.
O mais bacana, segundo Deni­­se, é que o incentivo vinha acompanhado de curiosidades. “O pai gostava de explicar como eram criados os efeitos especiais, contava que os cenários eram feitos de papelão”, lembra Denise. Isso tudo ajudou a fazer dos Stoklos diferentes dos demais. Eles aprenderam, por exemplo, a rir de si mesmos.
“O pai dizia que a gente sabia das coisas mais do que ele. E graças a isso estudamos, vivemos em Curitiba sozinhos e sempre soubemos até onde podíamos ir. Nunca nos repreendia. Nem precisava. Seu silêncio valia por um discurso inteiro”, comenta Sérgio.
“Lembro de uma vez em que fui comentar sobre um amigo do pai, que tinha um papo e usei essa característica para identificá-lo. Ele me olhou e disse que não sabia de quem eu estava falando, que nunca tinha reparado que algum amigo seu tivesse papo. A lição foi aprendida. O preconceito estava fora de nossas vidas”, diz Dayse.
Pela vida afora
Desde pequena, Denise dava sinais de que se encaminharia para as artes. Os teatros feitos com lençóis eram comuns em casa, assim como a família inteira na plateia. Isso sem contar a imitação dos professores, do padre, da freira do colégio. “Tudo que passava por mim, se não fosse representado, pareceria não vivido”, comenta a filha mais famosa de João e Jany, hoje vivendo em São Paulo.
Dayse ria de tudo o que Denise aprontava. Ainda mais quando se escondia de medo da avó que sofria de distúrbios psíquicos. “Quando meu pai pôde, ele a internou num hospital em Curitiba. A gente ia visitar. Ele chegava falando em ucraniano e minha vó ficava quieta, repetindo gestos. Eu me encantava com aquilo, tentava imitar, para desespero da minha mãe que achava que aquela melancolia podia ser hereditária”, lembra.
“Meu pai dizia que ela era doente, mas, pra mim, doença era sarampo. Queria descobrir o que ela tinha”, diz. Menina de tudo, Dayse passou a vasculhar os dicionários atrás de tudo que começasse com “psi”: psicose, psicanalista, psicotrópicos... Virou psicanalista.
Os meninos, repetem os Stoklos, saíram ao pai. João Luiz virou comerciante no Rio Grande do Sul. “Eu acho que foi por causa dele. O pai sempre teve comércio. Lembro quando eu e a Denise íamos para a loja e, após o expediente, ficávamos horas brincando com os carrinhos de pedal, bolas, jogos, triciclos. Aquilo era um paraíso.”
Sérgio resolveu ser médico e enveredou pela política – arranjou um jeito próprio para continuar a ajudar as pessoas, como fazia o pai. “De pequeno, eu gostava de montar cidades, identificar problemas e arranjar soluções. Gostava também de fazer discursos”, comenta o caçula, o único a viver em Irati.
Desde a morte de dona Jany, em abril, Denise e João Luiz não voltaram à cidade. Planos não faltam. Dayse saiu de Curitiba e foi para lá em uma das entrevistas à Gazeta do Povo. Todos na cidade estarão à espera deles. E o primeiro a vê-los chegar será o Colégio São Vicente, a escola do alto do morro onde João queria se abrigar.
A propósito, seus quatro filhos – Dayse e Denise, João e Sérgio – estudaram lá.
Todos por ela
Toda a expressividade de Denise Stoklos em cena (Foto: Marcelo Elias / Gazeta do Povo)
Durante as entrevistas para a Gazeta do Povo – feitas em duas idas a Irati e em trocas de e-mails e telefonemas com os Stoklos – Dayse, João Luiz e Sérgio deixaram recair suas graças de infância sobre Denise. “Lembro da vez em que ela resolveu manobrar a caminhonete na entrada do portão principal da casa. Saiu de lá com a Ford, o muro e o portão. O pai, que assistia às manobras, comentou: ‘Não se preocupe, o pilar e o muro esta­­vam fora do prumo mesmo’. O detalhe é que a casa e o muro eram novinhos em folha”, lembra João. E a vez em que Denise resolveu brigar com um menino do tamanho dela? “Depois de vencê-lo, olhei em volta e avisei: ‘Podem vir que sobrou força’. Isso virou anedota familiar e me rendeu uma crônica, que pode até virar um espetáculo teatral”, comenta a performer. Que tal aproveitar para montá-la para a inauguração do Centro Cultural Denise Stoklos? Isso mesmo, o teatro com proporções superiores até ao Guaíra, está quase pronto. “Antes de liberar a verba, o então governador Requião avisou: ‘Esta é pela Denise, hein?’”, conta Sérgio. Todos por ela.

Não poderia publicar esta matéria da Gazeta do Povo sem dar meus pitacos. Meu pai e Seu João foram irmãos pela vida. Como diz a Denise somos "misturados". Meu pai teve somente dois grandes amigos, Seu João Stoklos e meu tio Ewaldo Cordeiro. A minha amada Dona Jany, já era amiga da minha mãe desde solteira. Em abril, quando foi embora, pela primeira vez, vi minha mãe chamar Deus para uma conversa. Levei um susto. Tirou satisfações, questionou a doença. Tenho certeza que se Dona Jany pudesse ouví-la, daria muita risada. Contaria um causo. - Vocês não imaginam com quem a Carmen brigou. Adivinhem...
Qualquer hora escrevo uma crônica, contando as misturas, a nossa amizade sincera, com muito humor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SHOW "POETA DA VOZ"

SELMA REIS HOMENAGEIA A OBRA DE PAULO CÉSAR PINHEIRO.
Compositor completa este ano mil músicas gravadas com Tom Jobim, Edu Lobo, João Nogueira, entre outros parceiros.
A cantora e atriz Selma Reis acaba de gravar e está lançando o seu mais novo CD em que homenageia a obra do compositor, poeta e escritor Paulo César Pinheiro. O CD "Poeta da Voz" conta ainda com as participações especiais do próprio homenageado e dos artistas convidados Beth Carvalho e Diogo Nogueira. É este trabalho que Selma traz a Curitiba no dia 25 de setembro, reabrindo o Teatro Paiol, a partir das 21 horas.
Paulo César Pinheiro é o exemplo da força de nossa música e poesia, com composições antológicas como: “Tô Voltando”, “Vou Deitar e Rolar”, “Eu Hein! Rosa”, “Viagem”, “Batendo a Porta” “Lapinha”, “Bolero de Satã”, “Matita Perê” e tantas outras. Esse ano ele completará 1.000 músicas gravadas com diversos parceiros, tais como: João Nogueira, Tom Jobim, Edu Lobo, Baden Powell, Dori Caymmi, Maurício Tapajós, Pixinguinha, Miltinho, Eduardo Gudin, Guinga, Rafael Rabello entre tantos outros. No CD, Beth Carvalho canta com Selma Reis a música “Portela na Avenida” (Mauro Duarte e Paulo C. Pinheiro) e com Diogo Nogueira canta “As Forças da Natureza” (João Nogueira e Paulo C. Pinheiro). A participação de Paulo C. Pinheiro é narrando um de seus poemas, intitulado “Ofício” cujo tema é a Música.
Selma Reis, além de ser uma cantora com mais de dez CDs gravados inclusive de música clássica, prêmio Tim de melhor dupla de intérpretes com o CD que gravou com Cauby Peixoto, prêmio APCA de SP de melhor intérprete, tem como atriz as participações nos seguintes trabalhos: os musicais "Chicago" em São Paulo, a "Ópera do Malandro" em Portugal e no Rio de Janeiro, "O Abre Alas" sobre Chiquinha Gonzaga no RJ e SP, na minissérie "Presença de Anita" e nas novelas "Páginas da Vida" e “Caminho das Índias” entre outros.
Em Curitiba, o show de Selma Reis conta com o apoio de França da Rocha Advogados Associados, Transamérica Hospitality Group, O Torto Bar, Beto Batata Alto da XV e Bar Cana Benta, Agência Agrural e a Casa da França
SERVIÇO:
Show: Selma Reis – Lançamento do CD Poeta da voz
Dia: 25/09/2010 (sábado)
Hora: 21h
Local: Teatro Paiol
Faixa etária: Livre
Informações: 8811 0684 (Isabella) ou 3213 1340 / 9629 0837 (Luciana)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cada Coisa...

Pesquisa para cá, pesquisa para lá! Sempre sonho responder a uma pesquisa. Uma amiga foi abordada. Ficou feliz, como eu ficaria. Perguntaram a idade dela. Respondeu : -40. A pesquisadora agradeceu, e explicou que a Pesquisa para Presidente seria somente entre pessoas entre 18 e 24 anos. Me ajudem. Isto é método?
Já começo sentir a discriminação na pele. Nem direito a vacina contra a gripe eu tive. E pelo jeito a opinião das pessoas desta faixa etária não interessa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PRESENÇA VIP


Tenho a honra de ter a minha querida amiga Laurita Costa Rosa, com um poema na Presença VIP. O primeiro de muitos que virão. Não percam!

ME POUPEM!!!

Desculpem, mas tenho que continuar falando de campanha. Ai de quem tiver a petulância de dizer que não existe dinheiro rolando. SOCORRO!
Sábado fui para a boca maldita assumidamente em busca de fofocas. Consegui algumas, é verdade. O que me impressionou mesmo é o tamanho do monstro que está aí. Aquilo, não é pedir voto, é corredor polonês para Wasilewski nenhum colocar defeito. Não dá para andar. Me senti intimidada. Ui que medo.
Está tudo virado de cabeça para baixo.
Os candidatos viraram pop stars. Gente, vão jogar calcinhas neles. Fora as sessões de fotos e autógrafos.
Então vou explicar. Estes caras são CANDIDATOS, para serem governantes e legisladores. Não são atores, vivem e trabalham na vida real. E vou contar o pior de tudo. Eles podem te roubar, te ferrar, te sacanear. É sério, juro que é verdade. Portanto, chega de delírios. Vamos analisar o que é fundamental. Competência, honestidade, e ideologia. Sim, estou velha para caramba. Sou deste distante tempo, o ideológico.

E TUDO CONTINUA MORNO

Mais uma semana de campanha se passou e nenhuma proposta nova foi apresentada. Nada, todos os programas são variações sobre o mesmo tema. Isto está me incomodando muito. Em uma conversa pelo twitter, com um rapaz de Tomazina, João P. Saura, descobri que não sou a única com esta sensação.
O crack é um problema? Concordo. Mas cadê uma proposta radical, séria para combater o tráfico? Desconheço. Abrir clínicas para tratar os usuários? Que lindo! Mas enfrentar de cabeça erguida, peito aberto, prendendo, fechando os laboratórios não vejo. E mais uma vez vamos combater o efeito e não a causa. E a violência cresce, nos engole. Nos aprisionamos.
Quando fiquei com a faca no pescoço em um sinal, ofereci dinheiro, som do carro para o menino. Ele só dizia entre os dentes: - Quero te matar. Nestas horas fazer o que? Graças a um desconhecido me livrei da situação, e não tive a ideia de anotar a placa do seu carro, para tentar encontrá-lo e agradecer. Desespero total, em uma esquina campeã de assaltos aqui em Curitiba.
Como a farmácia que fechava cedo, porque era vizinha de uma boca. Engraçado, se todos sabem onde é a boca de tráfico, porque não a desmontam. O comerciante paga seus impostos, gera emprego e tem que fechar as portas. Depois de inúmeros assaltos fechou de vez. Gerou desemprego mas a sua contribuição não fará falta para os cofres públicos. Era pequeno.
Continuo pensando o que farei com o meu voto. Não sou filiada a partido nenhum, não recebo pre$$ão de ninguém e continuarei aqui indignada, até que propostas sérias apareçam. Com começo, meio e fim. Da onde sairá o dinheiro, qual o projeto, por quem será encabeçado. O mínimo de satisfações que merecemos.

domingo, 15 de agosto de 2010

Plínio CORAJOSO Arruda Sampaio

Estou supresa e encantada com o Dr. Plínio. Que coragem! Não deixa pergunta sem resposta.
Semana passada declarou ser a favor da liberação da maconha, da descriminalização do aborto, do casamento gay e do fim do senado. Ele tem 80 anos, é um homem preparado e está mostrando que é possível viver longe da hipocrisia.
Estavam fazendo falta respostas diretas. Sim ou não. Me embrulha o estômago; veja só, não é assim ou analisando melhor. É impressionante como não se chega a lugar nenhum. Os candidatos dão milhares de voltas e não respondem.
Por favor sigam este exemplo. Podemos discordar dele, mas pelo menos temos do que discordar.
Ele não é morno. Se impôs e falou no Jornal Nacional. Criticou e foi ao ar. E acho ótimo a Heloisa Helena afastada da campanha. Deve estar orando com a Marina Silva.
É um prazer conhecer Plínio Corojoso Sincero Arruda Sampaio.

NATALIO, QUE SAUDADE

Passei no vestibular e logo comecei a trabalhar. Tempos depois fui a busca de um estágio para a faculdade de economia. Precisei fazer uma espécie de concurso para estagiar na COPEL. Coisa chique. Fui aprovada.
Naquela época morava na rua Dr. Muricy e o fui contratada para a COPEL da Ébano Pereira esquina com a Cruz Machado. Isto correspondia a sair de casa 3 minutos antes do horário. Fui extremamente bem recebida e no meu primeiro dia me explicaram sobre as energias alternativas e que estava lá para aprender e jamais tiraria xerox ou faria serviços pessoais. O que apliquei na minha vida quando trabalhei com recursos humanos.
Tinha um trio de chefes. Alexandre, Antonio Claudio e Natalio. Eu os chamava de senhor e eles ficavam brabos comigo, me referia como chefe e me diziam : - Você não é de tribo para ter chefe. E assim fui ficando. Eles tiveram a paciência de pegar um menina fora da casinha como eu, e ensinar cálculos, mexer no computador e principalmente a contar com eles.
Infelizmente depois do estágio não mantive mais contato com o Natalio e o Antonio Claudio. Já com o Alexandre e a Raquel Haag estabeleci uma amizade do tipo, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença. Eles são tios do Cyro, meu querido Cyrowski.
Estavam no meu aniversário, quando os policiais foram presos. Fui com eles em um show em Florianópolis do Eric Clapton, que foi maravilhoso. Quando entrei no carro contando que estava levando nescau prontinho, o Alexandre começou a rir de mim. E foi tirando sarro da minha compra. Resultado, a casa que ficamos tinha sido assaltada e roubaram o botijão de gás. No dia seguinte eu e a Raquel felizes com as caixinhas e o Alexandre tentando fazer nescafé com a água do chuveiro . E pasmem ele bebeu aquilo, só para não dar o braço a torcer.
Quando comecei a escrever para a Revista Ideias, o Alexandre mandou um e-mail para o pessoal da COPEL, contando a novidade. Restabeleci o contato virtualmente. Por sorte não exclui alguns retornos.
Hoje o Natalio foi embora e eu estou com saudade dele e de mim mesma, com diz o Fábio Campana.
Então divirtam-se e entendam, porque fui a estagiária inesquecível.

Natalio escreveu:
Alô Você, Claudia!
Meus parabéns. Você sempre será reconhecida pela forma elegante e envolvente de expor temas complexos.
Eu sou plateia sua e do Alexandre.
Grande abraço do Natalio

Claudia escreveu:
Oi Natalio, que saudade. Estou emocionada com o teu carinho e a propaganda do Alexandre.
Quem sabe escrevo sobre meu primeiro estágio, primeiro chefe e primeiros colegas de trabalho.
Pensando melhor acho que ficaria bom falar, de como vocês calculavam o gasto de energia da vizinha da Ébano Pereira, quando ela trocava de roupa. E de como eu atrapalhei a análise. Bom tema não acham?
Beijos

Alexandre escreveu:
Antonio Claudio, você se lembra de alguma vizinha da Ébano Pereira?

Antonio Claudio escreveu:
Oi, Alex:
É lógico que lembro. Uma dona, com um belo corpo, resolveu tomar banho de sol pelada na cobertura do prédio em frente do nosso edifício. Eu, Natalio e mais dois colegas estávamos babando atrás da janela, quando apareceu a Claudinha querendo saber o que estava acontecendo. Quando contamos, ela ficou curiosa e meteu a cabeça para fora da janela, espantando para sempre a nossa modelo. Essa é grande dívida da Claudinha com a gente.
Um abraço.
Antonio Claudio

Alexandre escreveu:
Pô Claudinha, já tinha me esquecido deste episódio, agora me lembro claramente desta sua grande dívida conosco.
SRN
Alexandre

Não tenho mais a escrever. Valeu Natalio. Obrigada!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

REVISTA IDEIAS NAS BANCAS

DO BLOG DO FÁBIO CAMPANA

Em 3 de outubro próximo, os eleitores paranaenses terão a chance de mudar o quadro político atual, populista e autoritário. A reportagem de capa analisa este cenário ao qual estamos submetidos e apresenta um novo caminho: a modernidade. Confira também a entrevista exclusiva com o presidente da FIEP Rodrigo Rocha Loures que afirma: “O Paraná não tem projetos”. E a reportagem da jornalista Mara Cornelsen sobre a violência contra as mulheres no Paraná. Ainda: as pesquisas eleitorais para desespero dos candidatos, paranaenses bem-sucedidos no exterior, o ensaio do fotojornalista Sérgio Sade e o melhor time de colunistas do Paraná. No Gente Fina, os paranaenses que fazem a diferença. A Prateleira traz dicas de livros, filmes, músicas e eventos. O humor de Pryscila Vieira.

Encontre a Revista Ideias nas principais bancas
Banca do Batel
Banca Boca Maldita
Banca da Praça Espanha
Revistaria do Maninho
Revistaria Quiosque do Saber – Angeloni
Banca Presentes Cotegipe — Mercado Municipal
Livrarias Ghignone
Banca Bom Jesus
Revistaria Itália

Assinatura

Anual: R$ 138,00* ou 3 x de R$ 46,00

Semestral: R$ 72,00 ou 2 x de R$ 36,00

*10% de desconto no valor à vista

assinatura@revistaideias.com.br

ou ligue: (41) 3079 9997

Minha Crônica é SURTO NO TWITTER.

domingo, 8 de agosto de 2010

AMIGOS 30 ANOS

Caríssimos amigos e amigas,

Há aproximadamente 30 anos, calças jeans, camiseta branca, vermelha, azul..., tênis,
cabelos embaraçados, jornal na bolsa ou debaixo do braço, panfletos, e mil reuniões, com milhares de coisas por fazer para salvar o País da ditadura militar instaurada.
Sonhamos um Brasil melhor, livre, com igualdade social e democrático. A vida corria e a política enfrentava uma turbulência de fatos, ao mesmo tempo em que nos casávamos, virávamos pais, mães e inúmeras contas batiam à porta da casa alugada ou recém-comprada. Fomos vivendo, às vezes sentindo-nos despreparados para encarar tantos problemas, como separação, desemprego, morte, doença.
Agora, já na meia-idade, mais maduros e experientes, podemos rir de tudo; arrependermo-nos, nunca.
Atendendo a dezenas de pedidos, estamos organizando uma festa para o mês de agosto.
Achamos que vale a pena rever os amigos com os quais convivemos na juventude. E sorrir muito, afinal é um reencontro, uma forma de revisitar as nossas lembranças.
Data: 28 de agosto de 2010
Local: Casa di Bel – Dom Pedro II, n.º 602
Horário: a partir das 12 horas

Abraço,
A comissão – Barbosa, Cláudio Fajardo, Glorinha, Jorge Modesto, Josi, Kico, Manika, Matsuko, Rosi, Silvia Macedo e Lacerda.

CONTATO: amigos30anos@grupos.com.br

Estarei lá. Morrendo de medo que caia uma chuva de meteoros, com tantos dinossauros reunidos. Uma música para criar o clima.

A Lista
Oswaldo Montenegro


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

REQUIÃO X PESSUTI

Desde abril, venho observando surpresa, round após round. Requião e Pessuti não se entendem mais. Não imaginava uma transição calma, nem tão pouco que as coisas fossem tão longe.
Sou tuiteira compulsiva e me sinto desconfortável lendo a troca de farpas, inúmeras vezes por dia. Os dois grupos usam como ataque BOB MAMONA e PANSSUTI, e não economizam em envolver ambas famílias. E me pergunto: - quando tudo isto começou?Roberto Requião pensava que renunciaria o governo e ficaria ao longe distribuindo as cartas. Pessuti assumiu para governar. Um não tinha intenção de se desconectar do poder, e o outro tinha vontade política e legitimidade para exercer o cargo.
E o bicho começou a pegar quando foi negociada a dívida do Itaú. Como dizia meu irmão, todo mundo era dono da enchente. O dono da enchente não faz nada, sobe em uma cadeira e se põe a gritar: - puxe o sofá, carregue a geladeira, etc... Voltando aos dois, tudo foi se agravando. Pessuti começou a demitir, Requião a criticar a nova equipe. Pessuti, transformou a escolinha em itinerante e de imediato foi taxado de populista. Requião também foi taxado de populista quando tomou posse nos Cinco Conjuntos em Londrina. Só eu lembro disso?
Poderia ficar aqui escrevendo por horas, já que acompanho pelo twitter o passo-a-passo desta encrenca. O Requião entra ao vivo no twitter, faço perguntas e sou criticada de imediato. Dou parabéns ao Pessuti porque restituiu as eleições diretas no Colégio Estadual do Paraná e passo a manhã me justificando. Esta briga poderia ficar restrita aos dois. Mas a prática é comum. Você pode concordar em 500 coisas, mas uma divergência é o suficiente para acabar com tudo.
Vendo isto, me sinto aliviada em não estar mais filiada em partido algum e viver LIVRE/MENTE. Agora, que está péssimo está. No Colégio da Divina Providência, os dois iriam até a frente da sala de aula, para apertarem as mãos. Se liguem senhores, ninguém aguenta mais.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Obrigada!

O blog está há 48 horas no ar e tenho recebido muitos elogios. Quero agradecer sinceramente. Estou muito feliz.
Este blog é um espaço democrático. Podem me mandar textos. Só não publicarei se forem contra meus princípios. No mais, adoro que discordem de mim.
Na PRESENÇA VIP, texto do jornalista Marcus Vinícius Gomes. EU, EU MESMO E O BEBÊ-DIABO. Muito bom!
Então é isto, super obrigada.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NEM PRÍNCIPE, NEM ENCANTADO

“Era uma vez um belo Príncipe cujo navio naufragou em pleno mar. Todos a bordo pereceram, menos o Príncipe, que foi salvo por uma Sereiazinha e levado em segurança para uma ilha. Quando apareceu um segundo navio, que transportou o Príncipe para sua terra, a Sereia, que se apaixonara desesperadamente por ele, jurou que o seguiria e ganharia seu amor. Buscando aconselhar-se sobre a maneira de faze-lo, ela viajou por mares traiçoeiros até o covil da feiticeira do mar. - Você a de sofrer se tentar isso, advertiu a feiticeira. No entanto, percebendo que a Sereia não se dispunha a desistir, concordou em conceder o que ela desejava. Deu-lhe de beber uma poção que fez com que sua calda murchasse, e fosse substituída por pernas. A Sereia tornou-se então bela quanto qualquer mulher mortal, mas cada passo que dava causava-lhe dores lancinantes. No entanto, suportava com prazer esse sofrimento e partiu para a terra do Príncipe. Infelizmente, entretanto, quando ela chegou já ia em andamento o casamento do Príncipe com outra mulher, e a Sereiazinha vendo isso, desfaleceu mortalmente. Depois de sua morte, as outra Sereias lamentaram que ela não houvesse sequer ganhado uma alma imortal. Só a poderia ter obtido se houvesse conquistado o amor de um Humano”. Texto extraído do livro Doce Sofrimento de Natalie Shainess.
Gosto de usar este texto como exemplo dos sofrimentos que escolhemos. A sereia passou dores horríveis para pegar o bofe casando com outra. Brincadeira a parte, levo muitos sustos com o que vejo. Acho que sempre fui tão rebelde, que fui rebelde comigo mesma. Não conheço esta história privações em nome do amor. Sofria, mas não a ponto de me auto punir e me trancar em um quarto escuro. Me arrumava e saía, para sofrer pelo menos em boas companhias. As meninas, em torno de 20 e poucos anos estão mais liberadas sexualmente do que pessoalmente. Obedecem cegamente os namorados, excluem páginas de relacionamento, ficam em casa enquanto eles se divertem. Como assim? Onde minha geração errou? As mães delas tem 40 e poucos anos. Deveriam ser as primeiras a incentivar a mudança de comportamento.
Meninas, se o namorado arruma uma briga toda a sexta-feira, é porque ele quer ir para a balada sozinho. Então coloque o salto e saia também. Nem é para azarar ninguém, mas para ver que é possível ficar feliz sozinha. Quebre mas não se curve. Estamos no século 21 e foi o tempo de solteironas e encalhadas. Somos independentes. E mais um recado desta TIA. Daqui a vinte você encontrará, o gatinho, transformado em um careca, barrigudo e pior, falido. Você linda, cheirosa, se perguntará: - Por que será que ele está assim? Resposta simples. Você não estava ao lado dele nos últimos 20 anos. PERDEU MEU IRMÃO, PERDEU!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

PRESENÇA VIP

Confiram os textos já postados na PRESENÇA VIP. As advogadas Claudia Arzua e Carla Karpstein falam sobre Direito Tributário e Eleitoral. E o jornalista Osni Gomes, faz uma reflexão sobre a língua portuguesa. Todos excelentes. Cada um na sua área e no seu estilo.

Foed Castro Chamma



Ir a ti

Ir a ti
colher as iras
crespas do ar
os verdes cachos
eriçados
de espinho,

despir do solo
o resto de uvas
que espremi no frio

armar na grama
os ramos de amor
presos à terra,

as raízes
do grito

cortar o rito
das retinas
queimadas,

lavrar o ouro
o ímpeto rubro
do riso

pisar a urtiga
a perniciosa língua
a ácida ameixa
o amargo fruto
a amora

o olhar veloz
a amedrontada noite
o aflito ouvido
da estrada,

desatar a fala
das árvores
as fitas
das serpentes
o azul do voo
as asas
das borboletas

desatar
as asas pretas
dos corvos

folhas de carvão
no ar

ríspidas folhas
de ásperos riscos
lápis em pânico
ardido grito

queimar a língua
das águas
varar os cabelos
da noite

negro ar de penas ocultas

queimar a luz
atrás do grito
das aves

compor nos passos
a mudez da fala

carpir o capim
colher o arroz
cortar a lã
dos carneiros
o fogo da boca
o ruído
das palavras

dobrar as cordas do ar
presas ao vento

conter as bocas
em fuga
enquanto dorme a voz
foragida no sono

comer a ameixa

doce enxame de amor
em negro fruto


Foed Castro Chamma
Irati – PR
1927/2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

E O LULA LIGOU...

Sábado, no comício da Boca Maldita aqui em Curitiba, o Presidente Lula contou que já falou com o Mahmoud Ahmadnejad. O Presidente do Irã sinalizou que a pena de apedrejamento pode ser revista.
Fez bonito o Lula. Ofereceu asilo para iraniana Sakineh. É isto aí Presidente, apedrejamentos não devem mais existir em país nenhum, independentemente da religião ou cultura. Vamos aguardar.
Enquanto se levantarem as pedras reais eu levantarei minhas pedras virtuais. Ainda existem quinze pessoas aguardando. Inacreditável.