sexta-feira, 5 de novembro de 2010

13! 13! BORBOLETA 13!

Estava passando pela Rua XV, e vejo minha amiga Terezinha, a querida Borboleta 13. Chiquérrima, sentada na porta de uma ótica, uniformizada e de cabelos curtos. Ela não vende mais bilhetes da loteria.
Me criei no centro de Curitiba, por 23 anos morei na rua Dr. Muricy. Adoro andar por lá, ver vitrines. Observar os tipos que circulam. Mas a Terezinha conheço desde os cinco anos de idade, já são quarenta anos. Meu pai comprava bilhetes dela, e eu os pedacinhos. Não espalhem, mas tenho sorte. Pelo menos pego o dinheiro de volta.
Bati um papo com a Terezinha, que se tornou empresária da própria voz. Negociou um contrato e radicalizou os cabelos. Depois de dez anos os cortou, bem curtos. E eu fico por aqui feliz e emocionada por ter o privilégio de continuar ouvindo aquela voz, que me remete a coisas tão boas da minha vida.

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