Por Juvenal Azevedo (*)
Em apenas um ano o Brasil perdeu 26.130 km2 de floresta amazônica, uma área superior ao Estado de Sergipe (21.863 km2) e quase do tamanho do Estado de Alagoas (29.107 km2), conforme divulgou recentemente o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe.
Na prática, 1,3 bilhão de árvores foram derrubadas e 46,5 milhões de aves e 1,5 milhão de primatas foram afetados, segundo uma estimativa feita por pesquisadores brasileiros e publicada na revista do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP). Com essa avaliação, os cientistas autores do estudo mostram que, por trás dos anúncios oficiais de índices e planos contra a ação dos desmatadores, existe um impacto na biodiversidade e na disponibilidade de recursos naturais difícil de ser recuperado.
Calcula-se que perdemos, no curto tempo de um ano, de 1,17 bilhão a 1,43 bilhão de árvores, que foram cortadas e queimadas e, se colocadas lado a lado, dariam mais de três voltas ao redor da Terra. O mesmo cálculo internacionalmente aceito dá como certo que o desmatamento afetou a vida de 43 a 50 milhões de aves e de 914 mil a 2,1 milhões de primatas.
A solução é aparentemente simples, mas difícil de ser posta em prática: desmatamento zero e aproveitamento sustentável do território, conforme proposta apresentada pelo Museu Goeldi há alguns anos, mas para que essa proposta seja viabilizada seria necessário um grande pacto entre governos da região amazônica, o governo federal e o setor produtivo. Não é preciso derrubar mais árvores. O aproveitamento de solos degradados pelo desmatamento já integra projetos na região amazônica, entre eles o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Incra – Instituto Brasileiro de Colonização e Reforma Agrária.
O que falta é “vontade política”, como se costuma dizer no jargão partidário. A mesma “vontade política” que fez a prefeitura kassabiana, o governo alckiminiano e a entidade que reúne os mercadistas de São Paulo, a Apas, fecharem um acordo que repassou a conta das sacolinhas plásticas dos supermercados para o consumidor final, como se fosse do uso das sacolinhas “deixar o planeta no sufoco”, como demagogicamente afirma a campanha dos mercadistas, ignorando o transtorno que a falta dessas embalagens irá fazer na embalagem dos vários lixos domésticos, na limpeza do cocô deixado pelos “pets” nas ruas e outras barbaridades. Enquanto isso, já que falamos em “pets”, as chamadas embalagens “pets” de refrigerantes e de produtos de limpeza continuam triunfalmente expostas nas gôndolas mercadistas trazendo, elas sim, poluição para as ruas e bueiros e para os rios, córregos e lagoas. Os mercadistas agradecem aos governos municipal e estadual de São Paulo a diminuição de sua despesa com as embalagens plásticas, ao mesmo tempo em que engordam seus já gordos lucros com a venda de sacolas recicláveis. E o consumidor? Como dizia o genial personagem do genial Chico Anysio, “o consumidor que se exploda!”.
Voltando à preservação da Amazônia, assim como do Pantanal e da Mata Atlântica, é vital para a saúde do planeta darmos a ele condições de sobrevivência, sem as quais a raça humana também não conseguirá sobreviver. E deixar de lado a ganância mercadista, por ser iníqua, demagógica e imoral.
(*) Juvenal Azevedo é jornalista e publicitário (e-mail: adriejuva@uol.com.br)
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Dilma chama Holocausto de 'violência bestial' e critica negação
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| Dilma Rousseff durante a cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto |
A presidente Dilma Rousseff criticou neste domingo os que negam a ocorrência do Holocausto, o massacre de 6 milhões de judeus por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
"[A lembrança do] Holocausto, que alguns negam, servirá sempre de paradigma contra a intolerância e contra essa violência bestial", discursou a presidente, em Salvador, em cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto.
"Não podemos apagar da nossa memória atos repulsivos nem podemos achar que eles são privilégio de algum povo. Infelizmente, vemos que há várias manifestações nesse sentido", disse.
A presidente não foi específica, mas pode ter se referido indiretamente ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que critica o "mito" em torno do fato.
A relação entre Brasil e Irã, próxima durante o governo Lula, foi estremecida no atual mandato. Na semana passada, um porta-voz do Irã culpou a diplomacia de Dilma por "destruir anos de bom relacionamento" entre os países.
Sob Dilma, o Brasil votou na ONU pela investigação sobre os direitos humanos no Irã em março de 2011. Lula evitava pressionar o país.
Em meio à escalada da tensão entre as potências ocidentais e o Irã, por conta do programa nuclear do país, Dilma voltou a enfatizar a posição do país a favor do controle das ações militares internacionais para defender a população civil.
"Temos a convicção de proteger populações civis, mas que também o mundo tem de se conscientizar que deve haver responsabilidade no proteger. Quando se protege, é necessário ter responsabilidade para que a proteção não se torne uma situação de convulsão e de guerra", disse.
"[A lembrança do] Holocausto, que alguns negam, servirá sempre de paradigma contra a intolerância e contra essa violência bestial", discursou a presidente, em Salvador, em cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto.
"Não podemos apagar da nossa memória atos repulsivos nem podemos achar que eles são privilégio de algum povo. Infelizmente, vemos que há várias manifestações nesse sentido", disse.
A presidente não foi específica, mas pode ter se referido indiretamente ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que critica o "mito" em torno do fato.
A relação entre Brasil e Irã, próxima durante o governo Lula, foi estremecida no atual mandato. Na semana passada, um porta-voz do Irã culpou a diplomacia de Dilma por "destruir anos de bom relacionamento" entre os países.
Sob Dilma, o Brasil votou na ONU pela investigação sobre os direitos humanos no Irã em março de 2011. Lula evitava pressionar o país.
Em meio à escalada da tensão entre as potências ocidentais e o Irã, por conta do programa nuclear do país, Dilma voltou a enfatizar a posição do país a favor do controle das ações militares internacionais para defender a população civil.
"Temos a convicção de proteger populações civis, mas que também o mundo tem de se conscientizar que deve haver responsabilidade no proteger. Quando se protege, é necessário ter responsabilidade para que a proteção não se torne uma situação de convulsão e de guerra", disse.
domingo, 29 de janeiro de 2012
SOU DO TEMPO DA DITADURA. VOCÊS PENSAM QUE TENHO MEDO?
Ontem Rita Lee se indignou no palco em Aracaju e foi detida por desacato. Vejam o vídeo.
É isto, chega de abuso da polícia. Como ela mesma diz em Pagu:
♪♫Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem♪♫
É isto, chega de abuso da polícia. Como ela mesma diz em Pagu:
♪♫Nem!
Toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho
Que muito homem♪♫
ÁGUA BENTA NA POLÍCIA CIVIL
Mais uma crise na Polícia Civil. Deveriam mandar um padre benzer a caixa d’água do prédio da José Loureiro. Água benta para o departamento todo.
Fico pensando como em tão pouco tempo os argumentos mudaram. Os que serviam para o Grupo Tigre no caso do Rio Grande do Sul, não servem para a tal mansão/prostíbulo/jogatina. Em dezembro o grande argumento era que os policias do TIGRE, foram sem comunicar os superiores. Tinha gente babando e se cuspindo nos programas policiais. Aos poucos tudo se esclareceu e não vi nenhum pedido de desculpa. Isto que eu assisto 3 programas diariamente.
Ontem quando “a mansão caiu” a primeira manchete que li era risível. Vejam só: Polícia descobre casa de prostituição de políticos do Paraná. Não perdi a oportunidade de brincar com a situação. Postei aqui no blog. Os políticos eram donos? Tipo uma S/A? Os políticos se prostituíam na casa? Os políticos eram frequentadores? Não posso dizer que me arrependi. Não combina comigo. Só não esperava o tamanho da confusão.
Conforme a nota oficial Departamento da Polícia Civil, que desta vez se pronunciou, não houve comunicação aos superiores sobre a operação. Os policias estavam encapuzados. Me dói a boca do estômago quando vejo este tipo de coisa. Felizmente vivemos em estado democrático. Não sou contra que se combata o jogo. Pelo contrário, tenho grandes motivos para achar que isto é um atraso. Não jogo nem por um sorvete. Porém existem leis e hierarquia.
Mais tarde soube que foram presos três funcionários. Só três em um “comércio” de três andares? E os políticos e policias que lá frequentam, não estavam? Era dia de greve deles? E as prostitutas? Já tinham ido embora antes da meia noite? Cinderelas? Como nada disto foi explicado, só me resta concluir que o mais importante foi retirar dali as máquinas caça-níqueis. Me parece que a ação teve mais importância que o resultado. Afinal, quem são os poderosos? Sou uma curiosa crônica. Os policiais não vão contar? Não né. Eles agiram de forma ilegal e encapuzados. Tinha esquecido.
Desta vez o Delegado Geral Marcus Vinícius da Costa Michelotto, se pronunciou. Opa! Falou para as rádios, TVs e fez inúmeras postagens no twitter. Respondeu sem parar a tudo e a todos. Desta vez acho que fez bem. Mas é claro que não é bem assim. Tudo foi distorcido. Vejam os exemplos:
@DelegadogeralPR 1a parte da açäo, excelente, desmontaram esquema de caça-níqueis. 2a parte, tiveram comportamento de bandidos e milicianos.Se tivessem seguido o comportamento de um PC, tudo estaria certo. Envergonharam a classe. Hierarquia e disciplina acima de tudo.
Não vou deixar este grupo pequeno prejudicar toda a classe. A PC é muito maior.
Então fica claro que o Delegado Geral não foi contra a ação e sim contra a forma. E nisto concordamos. No Paraná milícia não tem vez. Não quero sair de casa comprar cigarro e não voltar mais. Por favor, já esqueceram o que este país passou. Agora como cidadã peço, que se qualquer um destes homens esteja em estágio probatório, que nem seja efetivado. Polícia sem comando me dá medo. Gente destemperada e manipulada é motivo de pânico.
Há uns 15 anos atrás, cheguei junto com uma amiga na casa dela. O filho abriu a porta e disse pálido: - Corram aqui! Quando chegamos no quarto dele tudo estava virado. Na hora pensamos que tinha sido um assalto. Que nada. Em uma viagem de ônibus para São Paulo, ele havia discutido com um rapaz. Só não sabia que o irmão era policial. Em um absurdo abuso, invadiu a casa revirou tudo, deu porrada e foi embora. Provavelmente feliz da vida com susto que deu. Isto é inadmissível.
Na minha vida não cabem dois pesos e duas medidas.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Manuela
Do blog do Fábio Campana.
O Renato Rabelo, presidente nacional do PC do B, me diz que o partido pretende concorrer com candidato próprio em mil municípios. E tem esperanças de eleger em alguns. É o caso da bela Manuela, em Porto Alegre. Aqui, em Curitiba, o partido não tem uma Manuela. Vai apoiar o Ratinho Junior.
Cine Cartum
Via Café Cartum
Dia 7 de fevereiro, às 19 horas
Teremos uma sessão comédia com os filmes:
O Oitavo Selo, para quem quiser conhecer o capeta.
Açai com Jabá - para alertar os turistas que forem para a Amazônia.
Dóve Menegheti - Um ladrão anarquista
duração total: 40 minutos.
São 3 dos mais de 700 títulos distribuidos pela Programadora Brasil. Exibiremos também, fora da programação, a escolha do público, outros títulos famosos de exibição obrigatória, como o: Ilha das Flores, Memória, Quando Dorival encarou a Guarda, Quando os Morcegos se Calam, Ventre Livre, entre outros.
Propomos não apenas exibir, mas comentar, discutir e analisar nossa realidade social.
O espaço permite comportar 40 pessoas. A projeção alcança uma tela de 3m a partir de DVD e som em Home Theater.
A entrada é franca.
Sua participação é muito importante.
Dia 7 de fevereiro, às 19 horas
Teremos uma sessão comédia com os filmes:
O Oitavo Selo, para quem quiser conhecer o capeta.
Açai com Jabá - para alertar os turistas que forem para a Amazônia.
Dóve Menegheti - Um ladrão anarquista
duração total: 40 minutos.
São 3 dos mais de 700 títulos distribuidos pela Programadora Brasil. Exibiremos também, fora da programação, a escolha do público, outros títulos famosos de exibição obrigatória, como o: Ilha das Flores, Memória, Quando Dorival encarou a Guarda, Quando os Morcegos se Calam, Ventre Livre, entre outros.
Propomos não apenas exibir, mas comentar, discutir e analisar nossa realidade social.
O espaço permite comportar 40 pessoas. A projeção alcança uma tela de 3m a partir de DVD e som em Home Theater.
A entrada é franca.
Sua participação é muito importante.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
MILÍCIA NÃO É POLÍCIA
O Departamento da Polícia Civil informa que a operação realizada na madrugada desta sexta-feira (27), que culminou com a apreensão de 40 máquinas caça-níqueis, em uma residência no bairro Parolin, em Curitiba, foi deliberada por oito policiais sem que a instituição fosse oficializada do evento.
Alguns policiais, em forma de milícia e encapuzados, agiram sem que estivessem respaldados da coordenação de um delegado de polícia. O Departamento da Polícia Civil entende que os referidos policiais se utilizaram de uma informação, que deveria ter sido notificada à Divisão Policial da Capital, ou ao delegado-chefe do 2º Distrito Policial, área de jurisdição do local onde ocorreram os fatos. Assim, sem a devida oficialização da Polícia Civil, não houve preparo estrutural para o transporte dos materiais apreendidos, que somente pela manhã foram encaminhados e armazenados na sede do 2º Distrito Policial da Capital.
A Polícia Civil reprova veementemente este tipo de ação e refuta qualquer operação que não tenha a segurança pública da sociedade paranaense como o seu principal foco. A instituição entende que a ação realizada nesta madrugada não representa a opinião dos cerca de quatro mil servidores que hoje compõem o quadro de policiais civis do Paraná.
Por determinação do delegado-geral, Marcus Vinícius Michelotto, eventuais imagens produzidas por veículos de imprensa no local abordado durante a madrugada serão solicitadas e encaminhadas à Corregedoria Geral da Polícia Civil, que deverá analisar possíveis transgressões disciplinares dos policiais.
O departamento informa que frequentemente tem recebido e apurado denúncias referente a jogo ilegal ou quaisquer outras atividades ilícitas, fato ilustrado pelos mais de mil máquinas caça-níqueis apreendidas no último ano.
A Polícia Civil ressalta que as negociações de reajuste salarial iniciadas entre a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e os sindicatos legalmente reconhecidos como representantes das classes policiais estão bem encaminhadas, e por isso, rechaça qualquer informação de que exista uma postura de “operação padrão” por parte dos policiais que compõem a base da instituição.
As três pessoas apontadas como as responsáveis pela residência foram conduzidas ao 2º Distrito Policial, onde assinaram Termo Circunstanciado. Eles deverão responder pela prática de jogo ilegal, previsto no Artigo 50 da Lei de Contravenções Penais.
Para denúncias referentes à jogos ilegais, ou qualquer outra atividade ilícita, a Polícia Civil disponibiliza à população os números 181 (Narco Denúncia) e 197.
Alguns policiais, em forma de milícia e encapuzados, agiram sem que estivessem respaldados da coordenação de um delegado de polícia. O Departamento da Polícia Civil entende que os referidos policiais se utilizaram de uma informação, que deveria ter sido notificada à Divisão Policial da Capital, ou ao delegado-chefe do 2º Distrito Policial, área de jurisdição do local onde ocorreram os fatos. Assim, sem a devida oficialização da Polícia Civil, não houve preparo estrutural para o transporte dos materiais apreendidos, que somente pela manhã foram encaminhados e armazenados na sede do 2º Distrito Policial da Capital.
A Polícia Civil reprova veementemente este tipo de ação e refuta qualquer operação que não tenha a segurança pública da sociedade paranaense como o seu principal foco. A instituição entende que a ação realizada nesta madrugada não representa a opinião dos cerca de quatro mil servidores que hoje compõem o quadro de policiais civis do Paraná.
Por determinação do delegado-geral, Marcus Vinícius Michelotto, eventuais imagens produzidas por veículos de imprensa no local abordado durante a madrugada serão solicitadas e encaminhadas à Corregedoria Geral da Polícia Civil, que deverá analisar possíveis transgressões disciplinares dos policiais.
O departamento informa que frequentemente tem recebido e apurado denúncias referente a jogo ilegal ou quaisquer outras atividades ilícitas, fato ilustrado pelos mais de mil máquinas caça-níqueis apreendidas no último ano.
A Polícia Civil ressalta que as negociações de reajuste salarial iniciadas entre a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e os sindicatos legalmente reconhecidos como representantes das classes policiais estão bem encaminhadas, e por isso, rechaça qualquer informação de que exista uma postura de “operação padrão” por parte dos policiais que compõem a base da instituição.
As três pessoas apontadas como as responsáveis pela residência foram conduzidas ao 2º Distrito Policial, onde assinaram Termo Circunstanciado. Eles deverão responder pela prática de jogo ilegal, previsto no Artigo 50 da Lei de Contravenções Penais.
Para denúncias referentes à jogos ilegais, ou qualquer outra atividade ilícita, a Polícia Civil disponibiliza à população os números 181 (Narco Denúncia) e 197.
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